Livro “menino brinca de boneca?” chega as escolas
   Blog Diversidade   │     25 de julho de 2012   │     11:58  │  8

Há pouquíssimo tempo os livros didáticos só faziam referência às pessoas negras quando tratavam sobre a escravidão, posteriormente as imagens onde o homem negro figurava era sempre como subalterno, a mulher negra aparecia por exemplo, como empregada doméstica, e isso ocorria tanto com as imagens (desenhos e fotos) como com os textos.

Não era diferente na mídia em geral, fosse na eletrônica ou impressa, pois a imagem veiculada dos negros só começou a mudar depois de muito debate e reivindicação. muito mais recentemente é que movimentos organizados, com muita pressão e mobilização se fizeram ouvir. podemos dizer que a imagem do negro vem mudando paulatinamente, mas ainda há muito o que conquistar.

Imagine como uma criança negra se sente ao receber em seus braços uma boneca loura, com cabelos lisos e de olhos claros, como essa criança pode criar uma identificação com uma boneca que apresenta um visual tão dispare em relação a ela própria?
e não é diferente da menina que é alvo de chacota por querer brincar com bola ou do menino que é chamado de “mulherzinha” por expressar qualquer desejo em brincar com boneca.

Com muito sabor e leveza o livro leva a criança a discutir e rever velhos  preconceitos machistas

Essa discussão ganhou muito mais força e vem mudando desde 1990, quando foi lançado o livro infantil “menino brinca de boneca?“, de ´marcos ribeiro`, com grande aceitação de público e crítica, e vem sendo referência de trabalho para profissionais, universidades, associações, ongs e projetos na área de educação sexual de diferentes instituições. há mais de duas décadas, é indicado e adotado por escolas privadas, a exemplo das escolas particulares em São Paulo. O livro ainda deve expandir para todo o Brasil, e deve chegar nas escolas públucas no próximo ano, segundo a orientação do Governo Federal.  

O livro recebeu também três importantes prêmios: monteiro lobato (1991), da academia brasileira de letras; altamente recomendável (1991), da fundação nacional do livro infanto-juvenil; e qualidade brasil (1991), prêmio de instituição internacional; international exporter’s service.

O texto não se refere diretamente à homossexualidade, mas joga luz num assunto que merece reflexão e cuidado por parte de todos. quantos adultos hoje compreendem perfeitamente que se em sua infância tivessem sido “autorizados” a brincar com bolas e bonecas, sem um viés machista e consequentemente separatista, poderiam ter vivido uma infância muito mais saudável e muito melhor.

“Cuidar da saúde mental de uma criança é investir em um adulto mais íntegro e muito mais feliz” Pense nisso.

 
escritor
marcos ribeiro

>Link  

COMENTÁRIOS
8

A área de comentários visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que que firam a ética e a moral não serão liberados.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do blogueiro.

  1. Marco

    Vergonha! A outras maneiras de introduzir esse assunto as crianças sem que seja estimulada um lado homossexual que não existe. Ainda bem que tenho condições de colocar meu filho em uma escola que não utilize essas porcarias, essa lavagem cerebral que estão querendo fazer com nossas crianças tem que acabar, você quer se relacionar com gente do mesmo sexo o problema é seu mas querer que filho acredite nessa heresia da natureza é inaceitável, eu pensava que essas ideologias de controle mental fossem exclusividade das igrejas (uma outra vertente que já perdeu o sentido real)mas estou vendo que não é. Se a minha condição de não aceitar esse lixo é homofobia, então eu sou homofóbico assumido. E enquanto eu puder vou lutar contra.

    Reply
  2. Marco

    Vergonha! A outras maneiras de introduzir esse assunto as crianças sem que seja estimulada um lado homossexual que não existe. Ainda bem que tenho condições de colocar meu filho em uma escola que não utilize essas porcarias, essa lavagem cerebral que estão querendo fazer com nossas crianças tem que acabar, você quer se relacionar com gente do mesmo sexo o problema é seu mas querer que filho acredite nessa heresia da natureza é inaceitável, eu pensava que essas ideologias de controle mental fossem exclusividade das igrejas (uma outra vertente que já perdeu o sentido real)mas estou vendo que não é. Se a minha condição de não aceitar esse lixo é homofobia, então eu sou homofóbico assumido. E enquanto eu puder vou lutar contra.

    Reply
  3. marli

    O meu filho chegou com esse livro em casa ele so tem 5 aninho achei totalmente inadequado para essa idade acredito que esse e sim muito importante mas para criança na idade certa a parti de 7 anos de idade no livro tem uma mulher e um homem completamente pelados.
    isso acaba com a inocência da criança.

    Reply
  4. marli

    O meu filho chegou com esse livro em casa ele so tem 5 aninho achei totalmente inadequado para essa idade acredito que esse e sim muito importante mas para criança na idade certa a parti de 7 anos de idade no livro tem uma mulher e um homem completamente pelados.
    isso acaba com a inocência da criança.

    Reply
  5. Eliel carlos da silva

    Isso é nogento,querer tirar a pureza das crianças fora de tempo,a educação sexual compete aos pais passarem para os filhos no tempo certo,agora fica esse bando de fresco e de puta escória do planeta querendo que as crianças aprendam fora de tempo sobre sexualidade,e ainda deichando no ar a mentira da possibilidades de genero , Deus criou homem e mulher e só o que passa disso é Diabolico

    Reply
  6. Eliel carlos da silva

    Isso é nogento,querer tirar a pureza das crianças fora de tempo,a educação sexual compete aos pais passarem para os filhos no tempo certo,agora fica esse bando de fresco e de puta escória do planeta querendo que as crianças aprendam fora de tempo sobre sexualidade,e ainda deichando no ar a mentira da possibilidades de genero , Deus criou homem e mulher e só o que passa disso é Diabolico

    Reply

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *