Lady Gaga back in Brazil
   Blog Diversidade   │     22 de junho de 2012   │     1:00  │  0

Depois de vários rumores de uma apresentação em terras brasileiras, a cantora Lady Gaga finalmente fará um show no Brasil. De acordo com o colunista Lauro Jardim, que assina a coluna Radar, da revista Veja, o show da “mãe monstro” está marcado para o dia 11 de novembro.

A cantora Lady Gaga foi o artista que mais faturou em 2011, segundo a Forbes e sua pssagem pelo Brasil só terá duas únicas apresentações, Morumbi – em São Paulo. Outro show será marcado no Rio de Janeiro, mas as datas, o local e os valores do show ainda não foram divulgados.

Curiosamente, o show de Gaga se apresenta próximo da data em que Madonna também passa pelo Brasil. A Rainha do Pop, que recentemente alfinetou Gaga por um suposto plágio, estará no país nos dia 1 (Rio de Janeiro), 4 (São Paulo) e 9 (Porto Alegre) de dezembro.

Os fãs de Lady Gaga se mostram muito ansiosos para uma nova apresentação da cantora no Brasil. Para aumentar mais as expectativas destas pessoas, o colunista da Veja, Lauro Jardim, publicou em sua coluna Radar a informação de que a cantora se apresentará no Brasil.  Lady Gaga vem apresentando a turnê “Born This Way” que nessas últimas semanas vem sendo marcadas por fatos bastante estranhos, como ameaças feitas por religiosos fanáticos contra ela na Indonesia onde a mesma teve que cancelar seu show. A Frente de Defensores Islâmicos disse que as roupas sexy de Lady Gaga e os movimentos de dança provocantes poderiam corromper a juventude. E não se ficaram só pelas palavras: também disseram que tinham comprado bilhetes e entrariam no concerto e iriam forçá-lo a ser interrompido e que Lady Gaga teria milhares a manifestarem-se na cidade. Alguns chegaram mesmo a mostrar fotografias com a cara tapada e um bilhete para o concerto na mão. Posto isto as autoridades informaram Lady Gaga que o concerto só seria autorizado se a cantora concordasse em alterar a sua actuação para satisfazer estas ameaças. A cantora foi simples na resposta: cancela-se o espectáculo.

A Indonésia tem 240 milhões de habitantes (Jacarta quase 10 milhões), dos quais cerca de 90% são muçulmanos. Em geral são muçulmanos moderados e o país é até indicado como um exemplo de co-existência entre islamismo e democracia. Mas há uma minora de extremistas que têm-se tornado cada vez mais visíveis e violentos nos últimos anos atacando não só pessoas de outras religiões, como também travestis e ateus.
Quem também verbalizou o seu descontentamento foram os fãs de Lady Gaga. Em declarações à AP Johnny Purba, de 25 anos, disse: “Isso só mostra ao mundo como as forças de segurança são fracas neste país, como a polícia tem medo de meia-dúzia de extremistas”, e explica “o show de Gaga de duas horas não vai magoar os muçulmanos indonésios. Pelo amor de Deus, ela não é um terrorista!”

Em resposta aos boatos de que se aproveitaria da causa gay para vender CDs, Lady Gaga concedeu uma entrevista à revista The Advocate e falou sobre o assunto. “Foi a acusação mais absurda que já ouvi. Meu amor pelos gays é verdadeiro. Estou conectada com eles e me sinto parte desse mundo”, diz. Na sigla GLBT, ela conta que representa a letra “B”, de bissexual.

Essa história começou depois da participação de Gaga na campanha de reconstrução do Japão, que teve muitas cidades devastadas por conta do terremoto e do tsunami. Ela vendeu braceletes com seu nome e foi acusada por advogados de Michigan, Estados Unidos, de ter embolsado parte da renda arrecadada.

A cantora falou também sobre o encontro que teve com um militar homossexual. Ele disse que existe uma luta muito grande atualmente para combater o preconceito e a agradeceu por ser um símbolo nessa batalha. “Nós nos abraçamos e choramos sem parar. Não há disco, música ou dinheiro que pague esse momento. Quem disse que o meu apoio não é genuíno não está interessado nessa luta. É por isso que eu trabalho, pois penso que minha música pode ajudar a mudar a vida de alguém”, conta.

No dia da entrevista ela estava em Taiwan para promover o CD Born This Way . “Esse álbum é especial e foi batizado de uma maneira que representa tudo isso. Não fala sobre um nascimento, mas sobre os diversos renascimentos  que vivemos todos os dias ao encarar a realidade e enfrentar os problemas”. E continua: “com a roupa que uso e as músicas que faço consigo expressar minha criatividade, eu sou assim”.

 

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