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Conheça os 10 destinos internacionais gay-friendly para visitar em 2020
   Blog Diversidade   │     3 de fevereiro de 2020   │     0:00  │  0

O turismo LGBT+ tem crescido cada vez mais nos últimos anos. Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT), a população LGBT representa 10% do fluxo mundial de viajantes, mas 15% das despesas total dos usuários do setor. Ou seja, gastam mais do que representam numericamente.

lgbt
shutterstock

Turismo LGBT+ está em alta pelo mundo

E para ajudar quem tem vontade de viajar, mas tem medo da insegurança de alguns destinos, o prêmio Viaja Bi!, do blog de mesmo nome, listou os 10 melhores lugares para o turismo LGBT+  em 2020.

Com a ajuda de 24 convidados, entre eles Fred Ichioka (TV Globo/Altas Horas), Mauro Sousa (Turma da Mônica), Ed Salvato, Pedro HMC e Nomadic Boys, o Viaja Bi! montou uma lista com países de todos os continentes. Confira todos abaixo:

1º lugar: África do Sul

cidade do cabo

shutterstock

Cidade do Cabo é a capital da África do Sul e vencedora do prêmio Viaja Bi!

Na maioria das listas que envolvem destinos para o turismo LGBT+, você encontrará a África do Sul. A Cidade do Cabo , capital do país africano, legalizou o casamento homoafetivo em 2006 e também abriga o De Waterkant, um bairro inteiramente habitado pela comunidade LGBT+ e que atrai muitos turistas.

A vida noturna agitada, bares gays, shows de drags, vinícolas, safáris, praias e belezas naturais são apontadas pelos especialistas do prêmio Viaja Bi! como as atrações principais do país .

2º lugar: Londres (Inglaterra)

londres
Divulgação

Londres é uma das cidades gay-friendly do mundo

Na capital inglesa, o público LGBT+ terá muitas atrações. Segundo Rafael Leick, dono do blog ViajaBi, Londres é “uma das cidades mais avançadas nesse quesito”, destaques para o Soho, onde a “vida gay” acontece, e o bairro Vauxhall.

Além dos dois locais sitados, a cidade é repleta de cultura pop, entretenimento, gastronomia e bares para rechear seu roteiro de atrações.

3º lugar: Tailândia

tailândia
Divulgação/Booking.com

Ilhas Similan, Tailândia

Bangkok é a atração principal da Tailândia , país do Sudoeste Asiático. Com praias paradisíacas e uma vida noturna agitada, a capital é muito receptiva com o público trans. Considerada uma cidade sem preconceitos, por lá dá para visitar templos, aproveitar a comida e cultura local e descolar boas fotos para as redes sociais.

4º lugar: Amsterdam (Países Baixos)

amsterdã
Divulgação/iStock

A arquitetura de Amsterdã, nos Países Baixos, é uma das principais atrações

Amsterdam é conhecida no imaginário das pessoas como a “cidade liberal” e, no quesito, LGBT+ ela é mesmo. Com uma Parada do Orgulho acontecendo nos barcos pelos canais, a cidade foi a primeira a legalizar o casamento homoafetivo, em 2001.

No turismo, a arquitetura de Amsterdam é o que mais chama atenção. A cultura local, comidas e a chance de se locomover de bicicleta por cenários de filmes, vão fazer a sua viagem ser única.

5º lugar: Espanha

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Barcelona está entre as melhores cidades para o turismo LGBT+ na Espanha

No prêmio Viaja Bi!, cidades como Madri, Barcelona e Valência foram lembradas como gay friendly na Espanha. O país organiza Paradas do Orgulho, tem muitos bares para a cena LGBT+, praias paradisíacas, ótima gastronomia e cultural muito forte.

Em Torremolinos, uma pequena cidade na Andaluzia, tem até um hotel gay com rooftop nudista (dica do ViajaBi).

6º lugar: Nova York (EUA)

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Stonewall, em Nova York, foi palco de manifestações LGBT em 1969

Manhattan é conhecida como o “centro da história LGBT”. Por lá está o primeiro museu dedicado à arte LGBT do mundo, o ‘Leslie-Lohman Museum of Gay and Lesbian Art’, o bairro Greenwich Village, da ascensão de Stonewall, o Christopher Park e alguns dos melhores bares com espetáculos Drag dos Estados Unidos.

Os bairros do Brooklyn e do Queens também tem atrativos para o público LGBT+, além de cenários de cinema, muita cultura, gastronomia e entretenimento.

7º lugar: Israel

israel

Divulgação/iStock

Tel Aviv, Israel

Pode parecer estranho, mas Tel Aviv , capital de Israel, é uma das cidades mais gay-friendly no Oriente Médio. Praias, festas e eventos temáticos estão atraindo cada vez mais o público LGBT+ para a cidade, além da segurança oferecida.

Para quem não quiser ficar apenas na capital, cidades como Jerusalém e Haifa podem ser um bônus no roteiro, além de uma passada no Mar Vermelho e no Mar Morto.

8º lugar: Colômbia

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shutterstock

Bogotá já foi eleita o melhor destino turístico LGBT+ em 2017

Em 2017, a Colômbia foi eleita o melhor destino turístico LGBT+ pela Feira Internacional de Turismo (FITUR) e a cidade de Bogotá é o centro dessa viagem. Discotecas, alta gastronomia e até teatros são voltados somente para o público gay.

9º lugar: Sydney (Austrália)

sydney

shutterstock

Ponte da baía de sydney, austrália

Sydney é facilmente encontrada na lista de melhores destinos gay-friendly, apesar de só ter legalizado o casamento homoafetivo em dezembro de 2017.

Com belas praias e uma ampla rede de restaurantes e bares, a cidade tem a chamada “Sydney Gay”, uma área onde estão os melhores atrativos para o grupo, como as boates na Oxford Street e hotéis como o Stonewall Hotel ou o The Colombian Hotel.

10º lugar:  Buenos Aires (Argentina)

Buenos Aires
Reprodução/Divulgação

Buenos Aires, na Argentina

Além da Colômbia, a Argentina também é amigável ao público LGBT+, com destaque para Buenos Aires. A cidade possui alguns locais famosos para a comunidade como o cruzamento das Avenidas Santa Fé e Pueyrredón, no bairro Recoleta; uma estação de metrô dedicada a um ativista gay (Carlos Jáuregui); já foi sede da Conferência Internacional de Turismo LGBT e organiza eventos como o Festival Diversa que inclui exposições, shows e espetáculos de drag queens.

 Bares, restaurantes, cafés, clubes de dança e rede de hotéis completam o roteiro de turismo LGBT+ pela capital argentina.

Por: IG Turismo

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Conheça hotéis gay friendly do RN
   Blog Diversidade   │     19 de setembro de 2018   │     23:16  │  0

Com um movimento de US$ 54 bilhões em todo o mundo o turismo LGBTQ+ se tornou o pote de ouro no final do arco-íris para a indústria hoteleira, com serviços exclusivos voltados para o público além de diferenciais que garantem segurança e comodidade. E apesar do termo gay friendly ser normalmente utilizado para se referir a ambientes receptivos a comunidade, é importante lembrar que isso engloba todo o universo da comunidade LGBTQ+.

O mercado hoteleiro já entendeu que não se trata de um viajante diferente dos demais, mas que adaptar os anseios desse perfil de cliente é importante e valioso. Há um grande investimento em treinamento para os colaboradores desses estabelecimentos para que não haja prejulgamentos no momento de acolhida do hóspede, evitando qualquer tipo de constrangimentos. Como já acontece com famílias, casais, amigos ou viajantes sozinhos heterossexuais.

O diferencial dos hotéis gay friendlysultrapassa o simples fato da escolha da cama de casal ou de solteiro. É atenção a detalhes que vão desde as amenidades disponibilizadas nos quartos até a forma com que esse viajante é tratado. Como nos casos de viajantes transexuais, onde o tratamento deve ser correspondente ao gênero que é visto e não ao apresentado em documentos oficiais, garantindo também a utilização do nome social durante a estadia. São minúcias que fazem com que o publico LGBTQ+ se sinta mais confortável e acolhido.

Em meio a tantas discussões envolvendo aceitação e respeito à diversidade é preciso enaltecer quem se propõe a simplificar a vida da comunidade LGBTQ+ garantindo boa hospedagem, atendimento, segurança e acima de tudo respeito. Por isso o Apartamento 702 reuniu as pousadas e hotéis que garantem estadias coloridas aos viajantes no RN.

Thalassa Hotel

Localizado na praia de Pipa o Thalassa oferece todos os serviços de um hotel com o charme de uma pousada. Um pequeno jardim tropical a somente cinco minutos da praia e do centro da vila.

Site para informações 

Natal Plus

Localizado na praia de Ponta Negra Próximo o Natal Plus oferece serviços e tecnologia para organizar todos os tipos de viagens, receptivo e organização de eventos.

Site para informações

Paradise Flat

Localizado no coração de Ponta Negra, o Paradise Flat combina conforto e sofisticação oferecendo comodidades por ser próximo do melhores bares e recurantes da capital potiguar.

Site para maiores informações

Sol Praia Marina Hotel

Na beira-mar do conjunto das Praias Artistas, Meio e Forte, o Sol Praia Marina Hotel é uma excelente opção de hospedagem próximo a um dos principais cartões postais de Natal, o Forte dos Reis Magos.

Site para maiores informações

 

Por: Henrique Avelino

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Porto Alegre quer se tornar destino gay friendly
   Blog Diversidade   │     13 de julho de 2015   │     14:25  │  0

Seminário de capacitação do trade é um dos primeiros passos da SMTur para qualificar receptivo do público LGBT.

De olho neste segmento, que  movimenta no mundo, anualmente, cerca de  US$ 70 bilhões (30% a mais do que outros viajantes, Porto Alegre se prepara para expandir turismo gay

De olho neste segmento, que movimenta no mundo, anualmente, cerca de US$ 70 bilhões (30% a mais do que outros viajantes, Porto Alegre se prepara para expandir turismo gay

Responsável por 30% do faturamento das empresas de turismo de lazer em todo o mundo, o segmento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) está no foco do trade turístico da capital gaúcha. Amanhã, um seminário promovido pela Secretaria Municipal de Turismo (SMTur) marcará as primeiras iniciativas do poder público voltadas para a estruturação deste segmento em Porto Alegre. Sob o tema Cenários do Turismo LGBT, a palestra será ministrada pela presidente da Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat GLS), Marta Dalla Chiesa, que irá apresentar números e potencialidades deste mercado no Brasil e no mundo, além de estratégias de sucesso adotadas por grandes empresas e destinos gay friendly, seguidas de dicas para ingressar e trabalhar com viagens para o segmento. O evento é fechado para convidados, e ocorre a partir de 14h, no Novotel Três Figueiras.

Em setembro, será lançado o Programa de Turismo LGBT da Capital em feira promovida pela Associação Brasileira de Agências de Viagem. De acordo com o titular da SMTur, Luiz Fernando Moraes, a secretaria também estuda proposta de utilização de um selo gay friendly na hotelaria de Porto Alegre, que será entregue às empresas que aderirem ao programa. “Estamos preparando um inventário sobre o tema, e construiremos um guia turístico com sugestões de roteiros e um hotsite específico para o segmento, com informações concentradas”, completa Moraes.

De forma isolada, já há quem trabalhe com este público na Capital. É o caso da Equality Turismo. Quando abriu a empresa, em 2007, a proprietária, Mariana Fortes, optou por segmentar este público, ao perceber que não havia no Estado nenhuma agência especializada neste sentido. “Focamos em ter um diferencial.”

A empresária afirma que até hoje ainda é bastante difícil encontrar operadoras ou pacotes de viagens específicos para o segmento. “Por isso, montamos roteiros personalizados de acordo com o perfil de cada cliente.” Viagens culturais e cruzeiros são alguns exemplos de produtos que encantam o público gay, afirma Mariana. A cada pacote vendido, ela cuida para que o receptivo dos destinos eleitos esteja preparado para atender com qualidade o segmento, buscando exclusivamente estabelecimentos gay friendly. “Também damos dicas de baladas gay, bairros e guetos LGBT de cada cidade”, completa a agente de turismo, ressaltando que, em geral, este é um público “mais decidido” do que o convencional, e que pesquisa mais sobre os destinos – em geral, sabendo exatamente o que quer. A aposta da Equality foi certeira, e atualmente o segmento representa 50% de vendas dos pacotes.

Em andamento na secretaria municipal de Turismo, o trabalho voltado para o segmento foi iniciado há dois meses, integrando outras ações na busca de novos mercados para fortalecer o trade. “O turismo LGBT movimenta 15% do faturamento do setor em todo o mundo. Este é um público de alto poder aquisitivo, e que permanece por mais tempo nos destinos”, observa o titular da SMTur. Segundo a Organização Mundial do Turismo, enquanto o setor cresce 3,8% ao ano, o segmento LGBT cresce 10,2%. “Em geral, o ticket médio deste público é 30% maior do que o turista de lazer comum”, diz Moraes.

Marta, da Abrat GLS, lembra que a cidade de São Paulo recebe um incremento de R$ 360 milhões a cada ano na economia durante a semana da Parada do Orgulho Gay. No carnaval do Rio de Janeiro, o movimento financeiro de turistas do público LGBT é de R$ 460 milhões/ano.

Empresas turísticas preocupam-se em oferecer atendimento qualificado voltado ao segmento

A agente de turismo Mariana Fortes, proprietária da Equality Turismo em Porto Alegre, destaca que, para bem atender o segmento LGBT, alguns cuidados devem ser tomados. Na reserva, por exemplo, o atendente não deve determinar por si só as acomodações com base nos nomes; o correto é dizer quais os TIPOS DE QUARTOS oferecidos e perguntar qual é o pretendido. Ainda sobre acomodações, no check-in, o que está no voucher deve ser respeitado. No caso de dúvida, recomenda-se aos recepcionistas de hotéis ler todas as informações para confirmar o serviço, deixando que o cliente identifique se há ou não erro. Isso se reflete nas ações: ao ler a reserva, se a cama for de casal, aquele olhar de espanto ou reprovação não é admissível em um estabelecimento gay friendly.

“São medidas que evitam o constrangimento”, concorda a presidente da Abrat GLS, Marta Dalla Chiesa, que irá palestrar amanhã sobre o cenário do segmento, no Novotel Três Figueiras, em Porto Alegre. Ao colocar o tema em pauta, a SMTur, promotora do evento, pretende sensibilizar entidades e empresas do receptivo local para o turismo LGBT, considerado um dos mais relevantes mercados de viagens no mundo. “O objetivo é tornar a capital gaúcha referência entre os destinos turísticos identificados como gay friendly, seja por suas características de cidade que respeita e defende as diversidades, as conquistas e os direitos desta comunidade, como pela qualidade de seus serviços e boas práticas de acolhimento”, explica o secretário de Turismo, Luiz Fernando Moraes.

No receptivo hoteleiro, por exemplo, os detalhes são muito importantes, explica Marta, que também integra o Conselho de Diretoria da International Gay & Lesbian Travel Association (IGLTA) e preside o Grupo de Trabalho para o Segmento LGBT da Secretaria de Turismo de Santa Catarina. De acordo com ela, no Brasil, alguns dados sobre o segmento se assemelham aos da comunidade internacional. “É um mercado com um potencial imenso. Somente no Brasil, são 12 milhões de consumidores em potencial. Existem muitas OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS, e as agências podem promover pacotes turísticos diferentes, incluindo os voltados para lua de
mel ou que garantam um bom acolhimento do idoso gay nas viagens”, diz.

Detalhes como atentar ao perfil do hóspede passam desde educação e respeito na recepção, até as cores dos pares de chinelos que ficam nos quartos de casal. Na maioria das vezes, o acessório tem cores azul e rosa, pressupondo a recepção de um casal heterossexual. A dica é dar preferência para a cor branca. Para quem quer INVESTIR no segmento, vale observar a reserva e providenciar os pares, onde ambos sejam azul ou rosa, mostrando que o serviço foi pensado especificamente no cliente.
Segundo a Embratur, o público LGBT gasta mais em cultura, arte, lazer, entretenimento e vida noturna, dando preferência a estabelecimentos de boa qualidade e amigáveis, onde é respeitado e bem-acolhido.

Por: Adriana Lampert – Jornalista

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Capital Federal na rota do turismo LGBT
   Blog Diversidade   │     22 de fevereiro de 2015   │     0:00  │  0

Artigo

Por: Menotti Griggi – Ator, Jornalista, Produtor Cultural, Empresario e militante incansável da comunidade LGBT. Geminiano que nasceu na terra do Sol – Cuiabá/MT, mas atualmente mora no Rio de Janeiro e é colunista  ABCDEF-GLS no Circuito Mato Grosso.

 

 Se Cuiabá seguisse uma nova onda que percorre o mundo no campo de turismo, com toda certeza teríamos muitos brasileiros e estrangeiros vindo ao nosso Estado para visitar nossos paraísos como o Pantanal e Chapada dos Guimarães, tal como a capital federal – Brasília que este ano se tornará um polo de turismo LGBT.  Segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), irá em 2015 começar a divulgação de algumas cidades do Brasil como destinos gay-friendly, ou seja, locais em que a convivência com lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais é harmoniosa. Também entram no pacote Recife, Rio de Janeiro e Salvador, embora essas três capitais já tenham o hábito de receber LGBTs de braços abertos e leis de combate à homofobia. O Distrito Federal ainda engatinha no assunto. Não existe mão de obra especializada, nem ações de estímulo, mas é possível encontrar o público se divertindo em bares, baladas e restaurantes. Quase sempre em paz.

Segundo dados da Embratur, homossexuais gastam 30% a mais em turismo do que os héteros. E, por isso, são mais exigentes. Eles buscam, entre outras coisas, segurança, conforto e receptividade. “Nosso objetivo é ampliar a visibilidade e a participação do Brasil no segmento de turismo LGBT, e os municípios querem se tornar aptos a receber esses visitantes”, explicou numa entrevista ao Correio Braziliense o presidente da Embratur, Vicente Neto. Para ele, existe uma conquista progressiva: “Nossa rica diversidade cultural e natural, a alegria do povo e a qualidade dos produtos produzidos aqui fazem do Brasil um destino único”.

Vinte e três anos atrás, quando nem se imaginava a possibilidade de a capital ser considerada flexível a ponto de virar sugestão de turismo para homossexuais, a empresária Mara Alcamim, 48 anos, abria as portas do Bar Lobo Mau, na Asa Norte, um boteco notoriamente LGBT. “Naquela época, era mais difícil. Os frequentadores eram todos gays, por isso o local ficou estigmatizado. Até mesmo quando resolvi me desfazer do bar e mudar para os Estados Unidos, foi complicado. Vender o ponto foi uma luta, pois ninguém queria se vincular”, lembra.

Décadas depois, as mudanças fizeram bem para a capital. “Essa história de bater em gay existe, mas não é só aqui. As pessoas são diferentes, algumas intolerantes. Mas acho a cidade incrível e tenho certeza de que vamos receber todos de braços abertos”, avalia Mara. Segundo ela, a passagem do tempo fez tão bem ao DF que, hoje, os negócios no Universal Diner, na Asa Sul, vão muito bem. Mesmo sem levantar a bandeira do arco-íris, o restaurante é considerado gay-friendly. “Acho normal ver dois rapazes ou duas moças na mesma mesa, em clima de romance. Em 17 anos de casa, o garçom ou o cliente que achar esquisito pode correr e pular da janela”, brinca Mara, que é casada com outra mulher: “Ando tranquila em Brasília. Nunca sofri preconceito”.

Será que Cuiabá consegue chegar a esse patamar de aceitação e respeito?

Vamos aguardar.

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Capital Federal na rota do turismo LGBT
   Blog Diversidade   │       │     0:00  │  0

Artigo

Por: Menotti Griggi – Ator, Jornalista, Produtor Cultural, Empresario e militante incansável da comunidade LGBT. Geminiano que nasceu na terra do Sol – Cuiabá/MT, mas atualmente mora no Rio de Janeiro e é colunista  ABCDEF-GLS no Circuito Mato Grosso.

 

 Se Cuiabá seguisse uma nova onda que percorre o mundo no campo de turismo, com toda certeza teríamos muitos brasileiros e estrangeiros vindo ao nosso Estado para visitar nossos paraísos como o Pantanal e Chapada dos Guimarães, tal como a capital federal – Brasília que este ano se tornará um polo de turismo LGBT.  Segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), irá em 2015 começar a divulgação de algumas cidades do Brasil como destinos gay-friendly, ou seja, locais em que a convivência com lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais é harmoniosa. Também entram no pacote Recife, Rio de Janeiro e Salvador, embora essas três capitais já tenham o hábito de receber LGBTs de braços abertos e leis de combate à homofobia. O Distrito Federal ainda engatinha no assunto. Não existe mão de obra especializada, nem ações de estímulo, mas é possível encontrar o público se divertindo em bares, baladas e restaurantes. Quase sempre em paz.

Segundo dados da Embratur, homossexuais gastam 30% a mais em turismo do que os héteros. E, por isso, são mais exigentes. Eles buscam, entre outras coisas, segurança, conforto e receptividade. “Nosso objetivo é ampliar a visibilidade e a participação do Brasil no segmento de turismo LGBT, e os municípios querem se tornar aptos a receber esses visitantes”, explicou numa entrevista ao Correio Braziliense o presidente da Embratur, Vicente Neto. Para ele, existe uma conquista progressiva: “Nossa rica diversidade cultural e natural, a alegria do povo e a qualidade dos produtos produzidos aqui fazem do Brasil um destino único”.

Vinte e três anos atrás, quando nem se imaginava a possibilidade de a capital ser considerada flexível a ponto de virar sugestão de turismo para homossexuais, a empresária Mara Alcamim, 48 anos, abria as portas do Bar Lobo Mau, na Asa Norte, um boteco notoriamente LGBT. “Naquela época, era mais difícil. Os frequentadores eram todos gays, por isso o local ficou estigmatizado. Até mesmo quando resolvi me desfazer do bar e mudar para os Estados Unidos, foi complicado. Vender o ponto foi uma luta, pois ninguém queria se vincular”, lembra.

Décadas depois, as mudanças fizeram bem para a capital. “Essa história de bater em gay existe, mas não é só aqui. As pessoas são diferentes, algumas intolerantes. Mas acho a cidade incrível e tenho certeza de que vamos receber todos de braços abertos”, avalia Mara. Segundo ela, a passagem do tempo fez tão bem ao DF que, hoje, os negócios no Universal Diner, na Asa Sul, vão muito bem. Mesmo sem levantar a bandeira do arco-íris, o restaurante é considerado gay-friendly. “Acho normal ver dois rapazes ou duas moças na mesma mesa, em clima de romance. Em 17 anos de casa, o garçom ou o cliente que achar esquisito pode correr e pular da janela”, brinca Mara, que é casada com outra mulher: “Ando tranquila em Brasília. Nunca sofri preconceito”.

Será que Cuiabá consegue chegar a esse patamar de aceitação e respeito?

Vamos aguardar.

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