Category Archives: Saúde

Ministério da Saúde lança campanha de prevenção a HIV em aplicativo gay
   Blog Diversidade   │     2 de agosto de 2016   │     0:00  │  0

Essa não é a primeira iniciativa do tipo feita pela governo. No ano passado, uma ação veiculada no Tinder gerou polêmica ao inserir perfis falsos que anunciavam pessoas interessadas em “sexo sem camisinha e sem frescura".

Essa não é a primeira iniciativa do tipo feita pela governo. No ano passado, uma ação veiculada no Tinder gerou polêmica ao inserir perfis falsos que anunciavam pessoas interessadas em “sexo sem camisinha e sem frescura”.

O Ministério da Saúde lançou ontem “01 de agosto”, uma nova campanha em parceria com um aplicativo de encontros para informar sobre a prevenção contra o HIV. As ações devem ocorrer durante o período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O foco da campanha são usuários do Hornet, voltado principalmente para o público gay.

A partir de ontem, segunda-feira, usuários do aplicativo começaram a receber mensagens que informam sobre o projeto e acesso à camisinha e outros meios de prevenção. A campanha, chamada de Close Certo, segue até 18 de setembro.

Essa não é a primeira iniciativa do tipo feita pela governo. No ano passado, uma ação veiculada no Tinder gerou polêmica ao inserir perfis falsos que anunciavam pessoas interessadas em “sexo sem camisinha e sem frescura”. Perfis falsos iniciavam a conversa dizendo: “E aí, curte sexo sem camisinha?” Em seguida, vinha a mensagem: “Olha, é difícil saber quem tem HIV. Se divirta, mas se proteja”.

A campanha, no entanto, irritou o Tinder. Neste ano, para evitar novos problemas, o Ministério da Saúde mudou a abordagem e sinalizou os usuários que devem passar informações sobre a campanha. A iniciativa também foi planejada em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e a Unesco.

Fonte: Agencia de Noticias Aids

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Hoje é 17 de Maio ! Você sabe o que significa o dia de hoje ?
   Blog Diversidade   │     17 de maio de 2016   │     0:00  │  0

Dia Internacional contra a Homolésbotransfobia. 

Dia Internacional contra a Homolésbotransfobia.

Transviado. Pervertido. Anormal. Doente. Estes termos utilizados contra os homossexuais já tiveram suporte da medicina, com direito a “tratamentos” que incluíam castração, hipnose, choques elétricos e lobotomia, mas deixaram de fazer sentido há 25 anos. Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o homossexualismo de seu rol de distúrbios mentais, deixando de considerar essa tendência como um desvio e, ao mesmo tempo, abolindo o termo (já que, na área de saúde, o sufixo “ismo” caracteriza uma condição patológica). Assim, dizer que a homossexualidade é vício, tara ou algo doença a ser curada passou oficialmente à categoria de ignorância e preconceito. E, por isso, 17 de maio foi declarado o Dia Internacional de Combate à Homofobia, quando pessoas de todo o mundo se mobilizam para falar de diversidade e tolerância.

“O fato de tirar esta experiência humana da condição de doença é algo que ainda merece ser comemorado”, afirma Benedito Medrado-Dantas, doutor em psicologia social, que pesquisa sexualidade e masculinidades na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Para Benedito, contudo, não se pode olhar só para as conquistas ocorridas desde então. “Este é um marco importante, que só ocorreu pela pressão de um movimento forte. Porém, as pessoas tendem a achar que não há mais problemas, que não é necessário discutir o assunto. O fato é que vivemos no Brasil um momento de retrocesso. Às vezes é mais fácil lidar com a homofobia explícita, do que quando ela acontece de forma cortês”, alerta.

Conheça alguns países que ainda criminalizam a população LGBT

Conheça alguns países que ainda criminalizam a população LGBT

A legislação brasileira não considera a homossexualidade como um crime desde 1830 (ao contrário do que ainda acontece em diversos países, como pode ser visto no gráfico abaixo), mas a iolência e o preconceito são pautas centrais do movimento LGBT. Segundo especialistas, ainda há uma espécie de “pena de morte” não-oficial imputada a muitas destas pessoas, que sofrem com a falta de amparo familiar e governamental e com dificuldades de inserção no mercado de trabalho.

Entre 2011 e 2012, Roberto Efrem, que é professor de sociologia da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), realizou a pesquisa “Corpos Brutalizados”, levantando crimes ligados ao ódio contra homossexuais na Paraíba e em Pernambuco. Ele destaca que ambos estão entre os cinco Estados brasileiros onde mais se mata por homofobia. “As políticas públicas para o segmento são muito precárias e, em especial, os crimes contra travestis e transexuais impressionam pela brutalidade. É como se tivessem que ser exterminados da sociedade. Uma das vítimas levou mais de 30 facadas”, relata o pesquisador.

A situação dos transexuais e travestis é atualmente um paradoxo dentro da realidade do movimento LGBT brasileiro, por ainda serem considerados portadores de um “desvio” de personalidade. “A decisão da OMS desestigmatizou toda uma população ao declarar que a homossexualidade não é doença, mas essa questão ainda é discutida no que diz respeito aos transexuais”, conta Roberto Efrem. A batalha deste segmento, que é visto de forma estereotipada e enfrenta maior rejeição do público heteronormativo, ainda tem muito o que avançar. Ao contrário do que acontece em outros países, no Brasil eles precisam se declarar “doentes” para obter tratamento médico e adequação para seu “transtorno”.

Por outro lado, em 2013 foi arquivado um polêmico projeto na Câmara dos Deputados, que com apoio da bancada religiosa tentava suprimir uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e assim permitir tratamentos de “reversão” e “cura”. A proposta gerou protestos e foi vista como retrocesso por psicólogos e outros profissionais da área de saúde, que temiam que os pacientes, por pressão da família ou de setores religiosos, se submetessem a tratamentos sem base científica. A tendência do CFP, aliás, é encarar a homofobia e não a homossexualidade como doença, especialmente nos casos que envolvem medo, repulsa, violência e empobrecimento da vida e do comportamento social.

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Outubro Rosa: homens, travestis e transexuais se toquem !
   Blog Diversidade   │     2 de outubro de 2015   │     0:00  │  0

Diferenças que afetam o Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama entre Homens e Mulheres.

Diferenças que afetam o Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama entre Homens e Mulheres.

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama

O câncer de mama como se sabe é uma doença que atinge, principalmente, mulheres, porém contrariando o que muitos pensam a mesma também acomete os homens. As glândulas mamárias estão presentes tanto em pessoas do sexo feminino quanto masculino (em menor quantidade), por tanto, estas últimas também estão propícias a apresentar e desenvolver o câncer de mama, só que em menor proporção.

Para se ter uma ideia, em cada 100 casos em mulheres existe pelo ao menos um homem com o diagnóstico da doença, que neste caso é um tipo de câncer não muito frequente e vem sendo cada vez mais estudado. Estudos mostram que a média de idade dos homens que apresentam a doença varia de 50 a 70 anos. Na maioria dos casos a detecção é feita em estádio avançado, o que pode dificultar o tratamento podendo haver metástase. “O principal motivo dessa demora no diagnóstico é o preconceito. Pelo fato do câncer de mama ter as mulheres como alvo, na maioria das vezes, há falta de conscientização sobre a importância dos exames de rotina. Entre as principais causas da doença nos homens, estão as alterações genéticas e hormonais, alimentação rica em gorduras, excesso de álcool ingerido, além do uso de anabolizantes ou de hormônios.

A melhor maneira de combater a mesma é a informação orientando os homens quanto a possibilidade deles também apresentarem o processo. Quando existe a queixa de um nódulo a forma de diagnóstico utilizado para detectar o câncer de mama masculino é feito através do histórico do paciente e de exames como mamografia, ultrassonografia e biópsia do tumor. O tratamento dependerá do estádio do tumor, podendo ser feito através de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. 

O médico ressalta, ainda, a importância do auto-exame independente do sexo. Observando qualquer irregularidade, deve-se procurar o auxílio de um especialista. Além disso, a prática de exercícios físicos juntamente a uma alimentação balanceada são os maiores aliados na prevenção dessa doença.

Travestis e transexuais também são vitimas do câncer de mama, independente do sexo  estamos sujeitos a desenvolver um câncer de mama, embora a maioria dos casos conhecidos tenham ocorrido com mulheres. A prótese de silicone utilizada tanto por transgêneros quanto por mulheres deve ser vista como um fator a mais para a realização periódica de exames para prevenção, pois esse material tende a “camuflar”, “dificultar” a existência de nódulos no seio, procedimento que deve ser realizado, preferencialmente, por médicos, mas que não dispensa a prática do auto-exame.

Sinais e Sintomas do Câncer de Mama em Homens

Os homens precisam saber que o câncer de mama não é restrito apenas às mulheres, os possíveis sinais de câncer de mama em homens incluem:

  • Protuberância ou inchaço, geralmente (mas nem sempre) indolor.
  • Pele ondulada ou enrugada.
  • Retração do mamilo.
  • Vermelhidão ou descamação da pele da mama ou do mamilo.
  • Inchaço nos linfonodos axilares.

Estas alterações não são sempre causadas pelo câncer. Por exemplo, a maioria dos nódulos de mama em homens é causada por ginecomastia. Portanto, se você notar qualquer alteração nas mamas consulte imediatamente um médico para poder realizar o diagnóstico.

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Que cuidados os gays devem tomar antes da pratica do sexo anal ?
   Blog Diversidade   │     25 de fevereiro de 2015   │     0:00  │  2

Existem mitos e preconceitos a respeito do sexo anal que, geralmente, são formados a partir de valores morais e religiosos. A ideia de cometer uma prática imoral ou um pecado impede algumas pessoas de experimentar. Outros entendem como uma diversificação na transa.

O receio costuma estar ligado à ideia de que a prática provoca hemorroidas, câncer e incontinência fecal, pontos ainda em discussão por especialistas, e ao medo de sentir dor. De fato, nem todo mundo sente prazer com o sexo anal e isso deve ser respeitado entre os pares, sendo eles hétero ou homossexual. Submeter-se porque é a tara do parceiro não é saudável para o casal. Cedo ou tarde isso se torna um ponto de conflito na relação ou leva à disfunção sexual do desejo. A prática sexual só é boa se oferecer prazer para os dois.

A iniciação ao sexo anal deve ser gradativa e sem pressa de colocar todo o pênis numa única transa. Dessa forma, evita incômodos, dores ou o risco de acabar de repente com uma brincadeira que só começou. Quanto mais segurança se tem na prática, maior é a possibilidade de sentir prazer.

O prazer sexual está intimamente ligado a fatores psicológicos. Por isso que mulheres foram estupradas ou tiveram uma primeira vez traumática têm uma chance maior de desenvolver anorgasmia, vaginismo e dispareunia (dor à penetração) – embora, tecnicamente, sua genitália seja saudável.

A possibilidade de sentir prazer com o estímulo anal existe em ambos os sexos. Isso decorre do fato de as terminações nervosas que levam os estímulos dos órgãos genitais e do ânus serem redundantes. No caso da mulher, a penetração anal ainda pode gerar atrito com a mucosa vaginal, devido à pressão exercida pelo pênis através da mucosa anal, o que tende a ser prazeroso.

HIV e doenças infecciosas

Não é só pela possibilidade maior de sangramentos que o sexo anal aumenta a chance de transmissão do HIV. Como o reto é a área mais infectada (leia-se: cheia de micro-organismos) do corpo, ele necessita de uma ampla defesa, que não permita a invasão de outros locais por esses patógenos. Assim, é natural que o reto possua uma concentração maior de glóbulos brancos. E no meio deles, estão os linfócitos T, que albergam o vírus.

Além disso, uma das funções do reto é a absorção de fluidos – que, aliás, é a função de todo o intestino grosso, reabsorver a água que sairia nas fezes em excesso. Misturem pequenos rasgos anais com sangramentos com uma concentração elevada de linfócitos T (e de vírus) e uma pitada de uma mucosa altamente absortiva, pegando quase tudo o que tinha o sêmen ali depositado, e temos uma combinação bombástica para a transmissão (bilateral) do vírus.

Sexo anal receptivo sem proteção, como todos devem saber, é a prática sexual mais arriscada em matéria de transmissão do HIV. Além do HIV, outras doenças podem ser transmitidas através do sexo anal, como o papiloma vírus humano, hepatites A, B e C, amebíase, gonorréia, herpes, chato (pois é), sífilis e até tuberculose.

A tênia (Taenia solium), verme que parasita o ser humano, pode causar uma manifestação grave, devido a uma peculiaridade. No seu ciclo de vida, a tênia, no intestino humano, elimina partes de seu corpo chamadas proglotes, que estão cheias de ovos e saem pelas fezes. Caindo no meio ambiente, vão ser ingeridas por porcos, e acabam se tornando uma espécie de semente, chamada cisticerco. Se o ser humano come carne de porco com cisticercos, eles vão se tornar o verme adulto no intestino humano, e o ciclo recomeça.

Porém, a formação de cisticercos não é exclusiva do porco. Se um ser humano acidentalmente ingerir proglotes, elas vão se tornar cisticercos. E no ser humano, podem se alojar no cérebro e causar a chamada neurocisticercose, com direito a convulsões e tudo o mais. Fica o alerta para praticantes do famoso beijo grego, “ato sexual anal praticado com a língua”. Se a(o) parceira(o) não estiver com a higiene em dia, já viu…

HPV e câncer anal

A imensa maioria dos casos de câncer anal ocorre por conta do HPV (papilomavírus humano). Nos últimos 30 anos, a incidência cresceu 160% nos homens e 78% nas mulheres. Mas também o uso de cigarros está bem associado, aumentando em 4 vezes o risco.

Dano físico

Pode se manifestar de algumas formas, como trauma ano-retal generalizado, hemorroidas, fissuras anais e prolapso retal (a mucosa do reto acaba se exteriorizando pelo ânus). Tem como causas principais a penetração forçada sem lubrificante suficiente, a introdução de objetos largos e a sensibilidade diminuída devido ao uso de álcool ou outras drogas.

Incontinência anal

Apesar de pouquíssimo observado, teoricamente é possível a perda do controle esfincteriano, através da inserção de objetos muito largos (como na prática de fisting), “pratica sexual onde o parceiro ou parceira introduz a mão no reto do parceiro” e quiçá somente da atividade repetida.

Cuidados a se tomar na hora do sexo anal

Camisinha: Existem inclusive camisinhas mais grossas, especiais para a prática do sexo anal.

Lubrificante: Especialmente aqueles à base de água, pois os outros podem danificar o látex e a camisinha rompe.

Evitar objetos muito largos: Por motivos óbvios, muito cuidado também com objetos que entram com tudo e acabam ficando lá dentro.

Jeitinho, sempre: Penetrações muito afoitas vão acabar causando complicações.

Cuidados de higiene antes do sexo anal para evitar riscos à saúde

1º PASSO: Evacuar antes previne que as fezes surjam durante a prática e evita uma situação constrangedora.

2º PASSO: Não passar do coito anal para o vaginal sem antes higienizar o pênis ou trocar a camisinha, para não infectar a vagina com bactérias. O mesmo risco ocorre no contato da língua ou dos lábios no ânus. É necessário usar uma proteção – pode ser a camisinha de língua (que não cobre toda a região da boca, mas incrementa a estimulação, pois é texturizada) ou o plástico filme, aquele para alimentos (que pode ser usado para cobrir toda a área genital feminina e oferece proteção mais completa).

3º PASSO: Higienizar bem o local com água e sabonete após o sexo anal. Ele deve urinar após a transa, para limpar a uretra, e lavar o pênis.

4º PASSO: Usar a camisinha. Ela é uma boa aliada para evitar maior atrito, a contaminação do pênis por bactérias da flora intestinal e as doenças sexualmente transmissíveis.

Higiene. Atrizes pornôs costumam utilizar uma espécie de ducha, ou o famoso Fleet Enema. Mas fazendo a higiene externa adequada, já ajuda bastante. No caso de homens, também é recomendável ter cuidados na hora da higienização anal, ” a famosa duchinha”. A pratica constante da ducha podem causar fissuras graves no ânus.

Riscos do sexo anal

1. Infecções: Devido à altíssima concentração de micro-organismos, inclusive alguns que não são encontrados em outras partes do corpo.

2. Dano físico: O ânus e o reto são estruturas que, apesar de apresentaram alta resistência a micro-organismos, estruturalmente são bem frágeis.

Por fim, com esses cuidados, a experiência tende a se tornar menos traumática e mais prazerosa para ambos parceiros.

“Sexo anal, ou você ama, ou você odeia”: a anatomia explica !

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Que cuidados os gays devem tomar antes da pratica do sexo anal ?
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Existem mitos e preconceitos a respeito do sexo anal que, geralmente, são formados a partir de valores morais e religiosos. A ideia de cometer uma prática imoral ou um pecado impede algumas pessoas de experimentar. Outros entendem como uma diversificação na transa.

O receio costuma estar ligado à ideia de que a prática provoca hemorroidas, câncer e incontinência fecal, pontos ainda em discussão por especialistas, e ao medo de sentir dor. De fato, nem todo mundo sente prazer com o sexo anal e isso deve ser respeitado entre os pares, sendo eles hétero ou homossexual. Submeter-se porque é a tara do parceiro não é saudável para o casal. Cedo ou tarde isso se torna um ponto de conflito na relação ou leva à disfunção sexual do desejo. A prática sexual só é boa se oferecer prazer para os dois.

A iniciação ao sexo anal deve ser gradativa e sem pressa de colocar todo o pênis numa única transa. Dessa forma, evita incômodos, dores ou o risco de acabar de repente com uma brincadeira que só começou. Quanto mais segurança se tem na prática, maior é a possibilidade de sentir prazer.

O prazer sexual está intimamente ligado a fatores psicológicos. Por isso que mulheres foram estupradas ou tiveram uma primeira vez traumática têm uma chance maior de desenvolver anorgasmia, vaginismo e dispareunia (dor à penetração) – embora, tecnicamente, sua genitália seja saudável.

A possibilidade de sentir prazer com o estímulo anal existe em ambos os sexos. Isso decorre do fato de as terminações nervosas que levam os estímulos dos órgãos genitais e do ânus serem redundantes. No caso da mulher, a penetração anal ainda pode gerar atrito com a mucosa vaginal, devido à pressão exercida pelo pênis através da mucosa anal, o que tende a ser prazeroso.

HIV e doenças infecciosas

Não é só pela possibilidade maior de sangramentos que o sexo anal aumenta a chance de transmissão do HIV. Como o reto é a área mais infectada (leia-se: cheia de micro-organismos) do corpo, ele necessita de uma ampla defesa, que não permita a invasão de outros locais por esses patógenos. Assim, é natural que o reto possua uma concentração maior de glóbulos brancos. E no meio deles, estão os linfócitos T, que albergam o vírus.

Além disso, uma das funções do reto é a absorção de fluidos – que, aliás, é a função de todo o intestino grosso, reabsorver a água que sairia nas fezes em excesso. Misturem pequenos rasgos anais com sangramentos com uma concentração elevada de linfócitos T (e de vírus) e uma pitada de uma mucosa altamente absortiva, pegando quase tudo o que tinha o sêmen ali depositado, e temos uma combinação bombástica para a transmissão (bilateral) do vírus.

Sexo anal receptivo sem proteção, como todos devem saber, é a prática sexual mais arriscada em matéria de transmissão do HIV. Além do HIV, outras doenças podem ser transmitidas através do sexo anal, como o papiloma vírus humano, hepatites A, B e C, amebíase, gonorréia, herpes, chato (pois é), sífilis e até tuberculose.

A tênia (Taenia solium), verme que parasita o ser humano, pode causar uma manifestação grave, devido a uma peculiaridade. No seu ciclo de vida, a tênia, no intestino humano, elimina partes de seu corpo chamadas proglotes, que estão cheias de ovos e saem pelas fezes. Caindo no meio ambiente, vão ser ingeridas por porcos, e acabam se tornando uma espécie de semente, chamada cisticerco. Se o ser humano come carne de porco com cisticercos, eles vão se tornar o verme adulto no intestino humano, e o ciclo recomeça.

Porém, a formação de cisticercos não é exclusiva do porco. Se um ser humano acidentalmente ingerir proglotes, elas vão se tornar cisticercos. E no ser humano, podem se alojar no cérebro e causar a chamada neurocisticercose, com direito a convulsões e tudo o mais. Fica o alerta para praticantes do famoso beijo grego, “ato sexual anal praticado com a língua”. Se a(o) parceira(o) não estiver com a higiene em dia, já viu…

HPV e câncer anal

A imensa maioria dos casos de câncer anal ocorre por conta do HPV (papilomavírus humano). Nos últimos 30 anos, a incidência cresceu 160% nos homens e 78% nas mulheres. Mas também o uso de cigarros está bem associado, aumentando em 4 vezes o risco.

Dano físico

Pode se manifestar de algumas formas, como trauma ano-retal generalizado, hemorroidas, fissuras anais e prolapso retal (a mucosa do reto acaba se exteriorizando pelo ânus). Tem como causas principais a penetração forçada sem lubrificante suficiente, a introdução de objetos largos e a sensibilidade diminuída devido ao uso de álcool ou outras drogas.

Incontinência anal

Apesar de pouquíssimo observado, teoricamente é possível a perda do controle esfincteriano, através da inserção de objetos muito largos (como na prática de fisting), “pratica sexual onde o parceiro ou parceira introduz a mão no reto do parceiro” e quiçá somente da atividade repetida.

Cuidados a se tomar na hora do sexo anal

Camisinha: Existem inclusive camisinhas mais grossas, especiais para a prática do sexo anal.

Lubrificante: Especialmente aqueles à base de água, pois os outros podem danificar o látex e a camisinha rompe.

Evitar objetos muito largos: Por motivos óbvios, muito cuidado também com objetos que entram com tudo e acabam ficando lá dentro.

Jeitinho, sempre: Penetrações muito afoitas vão acabar causando complicações.

Cuidados de higiene antes do sexo anal para evitar riscos à saúde

1º PASSO: Evacuar antes previne que as fezes surjam durante a prática e evita uma situação constrangedora.

2º PASSO: Não passar do coito anal para o vaginal sem antes higienizar o pênis ou trocar a camisinha, para não infectar a vagina com bactérias. O mesmo risco ocorre no contato da língua ou dos lábios no ânus. É necessário usar uma proteção – pode ser a camisinha de língua (que não cobre toda a região da boca, mas incrementa a estimulação, pois é texturizada) ou o plástico filme, aquele para alimentos (que pode ser usado para cobrir toda a área genital feminina e oferece proteção mais completa).

3º PASSO: Higienizar bem o local com água e sabonete após o sexo anal. Ele deve urinar após a transa, para limpar a uretra, e lavar o pênis.

4º PASSO: Usar a camisinha. Ela é uma boa aliada para evitar maior atrito, a contaminação do pênis por bactérias da flora intestinal e as doenças sexualmente transmissíveis.

Higiene. Atrizes pornôs costumam utilizar uma espécie de ducha, ou o famoso Fleet Enema. Mas fazendo a higiene externa adequada, já ajuda bastante. No caso de homens, também é recomendável ter cuidados na hora da higienização anal, ” a famosa duchinha”. A pratica constante da ducha podem causar fissuras graves no ânus.

Riscos do sexo anal

1. Infecções: Devido à altíssima concentração de micro-organismos, inclusive alguns que não são encontrados em outras partes do corpo.

2. Dano físico: O ânus e o reto são estruturas que, apesar de apresentaram alta resistência a micro-organismos, estruturalmente são bem frágeis.

Por fim, com esses cuidados, a experiência tende a se tornar menos traumática e mais prazerosa para ambos parceiros.

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