Relacionamento aberto, LGBTQIA+ e a atualização social

Por que tantos famosos se declaram gays apenas na maturidade
   16 de janeiro de 2023   │     0:00  │  0

Desde que fez um post em que revelou ser casado com o cantor Vitor Fadul, o historiador e apresentador de TV Leandro Karnal, 59 anos, virou alvo de incontáveis contestações e deboches por ser gay e se relacionar com um homem 32 anos mais jovem.

Ele tem respondido alguns ataques na web com inteligência e ironia fina, características que o tornaram popular nos programas da CNN Brasil.

Na mensagem em que compartilhou a intimidade, o filósofo pop comentou a decisão de confirmar o que a maioria das pessoas já sabia.

“Nunca achei que vida pessoal fosse muito relevante para terceiros… Porém, parece haver um momento em que não declarar pode parecer concordância com preconceitos. Sou uma pessoa feliz! O amor é parte disso.”

No livro lançado no fim de 2022, o ator e humorista Luiz Fernando Guimarães, 73 anos, abordou a homossexualidade. “Nunca existiu esse negócio que falam: ‘Ah, ele saiu do armário’. Armário, gente, que armário? Sempre fui gay, não escondi isso de ninguém a minha vida inteira.”

O artista, lembrado como o Rui de ‘Os Normais’, falou pela primeira vez a respeito na imprensa apenas em 2015, quando tinha 66 anos.

Assim como Karnal e Guimarães, outros famosos contaram publicamente ser gays somente na maturidade.

Antes, podem até não ter escondido nem forjado uma falsa heterossexualidade, mas preferiram não falar a respeito e deixar a dúvida no ar.

Entre eles, Marco Nanini. Em 2011, em entrevista à revista ‘Bravo’, o inesquecível Lineu de ‘A Grande Família’ abriu o jogo. Tinha 63 anos na época.

“Às vezes, pintam umas namoradas, uns namorados. Namoradas, não. Namorados. Mas, se não pintam, sem problemas. Já vivi o que necessitava viver nessa seara.”

Recentemente, Marcos Caruso, 70 anos, o impagável Leleco de ‘Avenida Brasil’, assumiu numa rede social o relacionamento com o técnico de enfermagem Marcos Paiva.

Para os jovens artistas, as condições para se declarar homossexual são bem mais favoráveis do que antigamente..

Tanto é que tantos vivem abertamente relações homoafetivas, a exemplo de Marco Pigossi, Armando Babaioff, Igor Cosso, Johnny Massaro, Jesuíta Barbosa e Irandhir Santos.

Eles encontraram uma sociedade mais tolerante e maior apoio na família, no grupo de amigos, no ambiente de trabalho e por organizações de luta contra a homofobia.

Já os veteranos em sua época de juventude viveram em um Brasil inflexível em relação aos LGBT+. Para o famoso pertencente à comunidade, verbalizar a orientação sexual representava o fim da carreira.

O público e os anunciantes não aceitavam galãs gays nas novelas. Ainda que desconfiassem ou soubessem da homossexualidade, preferiam que eles se mantivessem trancados no armário. Explícita hipocrisia.

A pressão para abafar a verdade foi ainda maior na década de 1980, quando a aids esteve diretamente associada ao comportamento sexual de gays. Vários artistas homossexuais e bi morreram da doença, como o cantor Cazuza e o ator Lauro Corona.

A guerra contra o preconceito e pelos direitos dos LGBT+ se fortaleceu ao longo dos anos e possibilitou que artistas jovens e velhos se libertem do ‘segredo’ sobre a própria essência.

Hoje há maior conscientização e respeito, ainda que o Brasil continue a ser o País onde mais se mata essa população não-heterossexual.

Em 2022, Ney Latorraca decidiu ser a hora de manifestar a todos seu sentimento pelo companheiro de duas décadas, o produtor Edi Botelho.

O artista ficou quase dois meses internado por conta da covid-19 e teve o parceiro ao seu lado o tempo todo. Assumi-lo publicamente foi visto como um gesto de gratidão e amor.

Ator e comediante, Luís Miranda se declarou gay na imprensa às vésperas dos 50 anos. Em uma conversa no canal de YouTube ‘Universo da Cris’, ele falou a respeito.

“Toda vez que uma pessoa sai do armário, ela automaticamente ajuda outra a sair de lá também. Alguém que estava maltratado, alguém que estava humilhado, alguém que estava se machucando, alguém que estava ferido”, disse.

“Porque se julga que a posição sexual de alguém pode interferir no crescimento, no rendimento, no trabalho e na sua vida social. Isso não existe. Uma pessoa declaradamente homossexual pode fazer uma cena de beijo heterossexual, pode também fazer uma cena feminina, pode fazer qualquer coisa. Ele é um artista. Isso não tem nada a ver com suas preferências.”

Em tempo: os homossexuais mais velhos estão entre os mais discriminados no universo gay, onde se cultua quase patologicamente a eterna juventude. Nos aplicativos de paquera, o homem de 35, 40 anos já é rotulado de ‘coroa’ e descartado por parte relevante dos mais jovens. Os ‘novinhos’, como se diz no meio, ignoram o que as ‘bichas velhas’ precisaram passar para que atualmente um homossexual viva livremente.

Fonte: Terra

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Morre Wilson Ruas, um dos fundadores do GGAL e dono da primeira sauna gay em Alagoas
   16 de dezembro de 2022   │     18:28  │  0

É com profundo pesar que o Grupo Gay de Alagoas- GGAL informa o falecimento nesta sexta-feira, 16/12, do empresário WILSON RUAS, vítima de um AVC.

Wilson Ruas, mineiro de nascimento e alagoano de coração, era funcionário aposentado da Caixa Econômica Federal, foi diretor do Sindicato dos Bancários de Alagoas , um dos fundador do Grupo Gay de Alagoas, proprietário da primeira sauna gay alagoana Eros Thermas, e Clube Oceano

Neste momento de consternação e grande tristeza, manifestamos toda nossa solidariedade e nossas condolências ao seu companheiro Diego e todos seus familiares, amigos e colegas.

_Maceió, 16 de Dezembro de 2022__

Nildo Correia – presidente do GGAL

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Bandeira LGBT é renovada e inclui trans, intersexo e luta antirracista
   7 de dezembro de 2022   │     13:18  │  0

No Brasil, o novo emblema foi lançado oficialmente na Parada do Orgulho em Copacabana

A bandeira LGBTQIA+ recebeu novidades que incluem o símbolo da comunidade intersexo – pessoas que não se enquadram na definição biológica de masculino e feminino -, as cores do orgulho trans e as listras que representam a luta antirracista.

No dia 27 de novembro, o redesenho da bandeira que representa a comunidade foi lançado oficialmente no Brasil durante a 27ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A atualização da bandeira vem após quatro anos de discussão. Em 2018, Daniel Quasar, designer não-binário, incluiu as cores que representam a comunidade e os símbolos do movimento que luta contra o racismo. O desenho incluiu as adições em setas, simbolizando o progresso.

Em 2021, a designer ítalo-britânica Valentino Vecchietti atualizou a versão de Quasar com a inclusão do símbolo do orgulho intersexo.

A tradicional bandeira do arco-íris foi lançada pelo designer Gilbert Baker em 1978, para o Dia da Liberdade Gay de São Francisco, na Califórnia, com objetivo de promover a diversidade.

Originalmente, a bandeira contava com oito cores que representavam aspectos diferentes: rosa – sexualidade, vermelho – vida, laranja – cura, amarelo – luz do sol, verde – natureza, turquesa – magia/arte, anil – harmonia/serenidade, violeta – espírito humano.

Posteriormente, as cores foram reduzidas para seis, sem o rosa e anil.

Recentemente, a bandeira foi bastante mencionada após o uso do símbolo ser proibido no Catar, sede da Copa do Mundo deste ano, onde a homossexualidade é ilegal.

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Ambulatório Trans do HU/AL comemora 1 ano de abertura
   2 de dezembro de 2022   │     13:38  │  0

Conforme o artigo 196 da Constituição Federal brasileira, que estabelece ainda que não deve haver privilégio algum no momento do atendimento médico, a  saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação.

Desta forma ,  a equipe multiprofissional do espaço trans do HUPAA promoverá o I Encontro do Espaço Trans/UFAL: Desafios e Potencialidades em um ano de atuação. Como o tema já indica, é momento para socializar e dar visibilidade sobre o trabalho desenvolvido, visando sempre a melhoria da oferta de serviços e atendimentos prestados. O evento comemora 1 ano de atuação do espaço.

Iniciado  em agosto de 2021, o Ambulatorio trans do hospital Universitário Professor Alberto Antunes – HU, conta com uma equipe técnica composta por 1 assistente Social, 1 psicóloga, 1 Enfermeira , 1 endocrinologista, 2 residentes de Psiquiatria, 01 técnica em enfermagem (que inclusive é uma mulher trans) e 2 estagiárias de Psicologia. Essa grande ferramenta de desenvolvimento de politicas de saide na vida de pessoas trans, ja atendeu desde a sua abertura ,
66 pacientes.

Veja as informações abaixo e saiba como participar.

PROGRAMAÇÃO:
7h30 às 8h: Credenciamento
8h às 9h: Mesa de abertura
“Um ano do espaço: como chegamos até aqui?”
9h às 9h15: intervalo
9h15 às 9h45: Apresentação artística
9h45 às 12h: Mesa Redonda “Disforia de Gênero e saúde mental das pessoas trans”

12h: ENCERRAMENTO

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