Tag Archives: Sexo Anal

Homem que sente prazer anal é gay? Entenda por que eles gostam, mas têm medo de admitir!
   Blog Diversidade   │     13 de fevereiro de 2018   │     12:54  │  0

Por: Lúcia Pesca e Andréa Alves – Psicólogas e sócias da SPRGS.
A região anal é uma zona erógena provida de terminações nervosas, portanto, sensível a qualquer estímulo.

Tudo isso é muito normal. Homens que gostam destas carícias não são, necessariamente, homossexuais, querida. Representa uma zona de muita sensibilidade pela estimulação da próstata, cuja glândula fica a uns 5cm de profundidade, na parede anterior do ânus em relação ao pênis. Este ponto tem terminações nervosas que, se estimuladas, podem resultar em uma ereção mais firme. 

O nível desta ereção irá depender da intimidade e entrega do relacionamento. O estímulo provocado pelo dedo na região anal pode aumentar o prazer nele.

Já o beijo grego é também conhecido como “anilíngua”. Significa beijar, colocar a língua ou os lábios de alguém em contato com o ânus de outra pessoa. Era uma prática comum na Grécia antiga – daí, este nome.

A região anal é uma zona erógena provida de terminações nervosas – portanto, sensível a qualquer estímulo. Porém, na cultura brasileira, muitos homens têm preconceito de deixar sua parceira fazer o beijo grego neles.

Para alguns, admitir que gosta de ser beijado no ânus virou sinônimo de homossexualidade, o que não passa de uma grande bobagem e de preconceito! Ter prazer na região anal não faz ninguém mudar sua orientação sexual. Portanto, meninas, aprendam a aproveitar o resultado desta carícia.

 

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O prazer de muitos homens heterosexuais em ser penetrado por suas parceiras
   Blog Diversidade   │     29 de julho de 2016   │     0:00  │  0

Para o sexo ser bom, tem que ter intimidade, respeito e conversa.

Muitos casais enfrentam problemas por causa do sexo anal. Ou não gostam de discutir o assunto, ou se sentem reprimidos pelo(a) parceiro(a) que insiste em praticá-lo. Muitas vezes, o resultado dessa situação é a falta de harmonia da dupla e a insatisfação de um dos lados. Por isso, é importante conhecer o sexo anal antes de tomar a decisão de fazê-lo ou não. Para que você tenha parâmetros e consiga conversar sobre o assunto com seu parceiro sem medo.

Pior ainda é, se a discussão for em volta da parceira penetrar o ser parceiro, ou se o prazer vir do outro lado. Para o sexo ser bom, tem que ter intimidade, respeito e conversa. Se você quer introduzir algo novo como o prazer anal, tem que mostrar para o parceiro que não está de sacanagem, que está propondo um sexo mais legal, prazeroso e divertido.

É claro, há muito preconceito em torno da questão, tem gente que tem mais pudor do que tesão. Até o homem aceitar que isso não é “coisa de gay”, leva tempo. Imagino que eles desconfiem que pode ser gostoso, porque passam a mão ali na região, sentem um arrepio e… “opa, o que está acontecendo?!”. A verdade é que todo homem pode curtir essa modalidade de sexo. É uma questão fisiológica, eles sentem muito prazer na próstata, podem ter orgasmos incríveis.

Para as mulheres, o gostoso é saber que você está dando um prazer único para o parceiro, um prazer que ele terá com poucas pessoas. Nas relações heterossexuais há pouco dessa mutualidade, dedicação, dessa coisa de se doar e se permitir. Depois de uma experiência como essa, o casal ganha muita cumplicidade e confiança um no outro.

Agora, só há um problema, o dedo das mulheres costuma ser muito curtinho. Em muitas posições ele pode não alcançar a próstata e deixar o rapaz com uma cara de “e aí, cadê tudo aquilo que você prometeu?”. Portanto, aposte em uma relação de bruços ou em um “meio frango assado”, em que o cara deita de barriga para cima e dobra as pernas sobre o próprio corpo.
Também vale usar um brinquedinho – mas brinquedinho só vem depois de muito dedinho, porque precisa ter intimidade. Outra dica importante é sempre usar camisinha no dedo, por uma questão de higiene, e também um lubrificante, além de convencer o parceiro que duchinha é questão de limpeza, e não coisa de gay.

E como convencer o gato? Bom, acho que o melhor é misturar conversa e atitude. Às vezes falar sobre o assunto pode ser bem constrangedor. Experimente então ver como ele reage na hora do tesão. Comece passando a língua nos testículos e passeie os dedos pela região, distribuindo beijinhos. Se as portas do paraíso se abrirem, continue. Senão é melhorar parar para não levar uma joelhada na cara.

Conheço vários casais que já tem o sexo anal como o êxtase da realção, namorados ou ficantes. E nunca nenhum deles virou homossexual, viu?! Pelo que pude perceber, os machões são os que mais gostam. Conheço até uma experiência de um campeão de jiu-jitsu, que arranjava briga na rua e tudo, mas era super bem resolvido na cama. Depois que rola, eles adoram, começam a pedir sempre, ficam viciados nisso. Você até pensa: e eu? E agora? Estraguei o broto? (risos). Mas não, a sexualidade humana é mais infinita do que pode se imaginar.

Viva a sua sem medo de provar, sinta o gosto de tudo que lhe satisfaz, prove, aprove ou reprove. Há, e depois conte aqui para esse blogueiro e seus leitores, deixando um comentário, mesmo como anonimo.

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A excitação anal nos homens
   Blog Diversidade   │     25 de junho de 2016   │     0:21  │  0

Artigo

Por: Dr.  Flávio Gicovate – Médico-psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor. Apresentador  do programa “No Divã do Gikovate”, na rádio CBN.  Formado pela USP em 1966, desde 1967 trabalha como psicoterapeuta, dedicando-se principalmente às técnicas breves de psicoterapia. Nos últimos trinta anos, escreveu 25 livros sobre problemas relacionados com a vida social, afetiva e sexual e seus reflexos na sociedade, alguns dos quais também publicados em língua espanhola.

O fato é que a enervação do orifício externo do ânus faz com que a estimulação táctil da área provoque importante excitação sexual. Trata-se, pois, de uma zona erógena importante. E mais: a penetração determina a estimulação prazerosa da próstata que pode, por si, provocar a ejaculação.

É preciso pensar sobre isso de uma forma livre, de modo que a excitação não seja confundida com  homossexualidade. Se for uma mulher a estimular a região anal e se ela introduzir algum objeto no homem, o prazer será sentido de forma idêntica e não haverá outro homem envolvido (nem mesmo em imaginação). A excitação “pertence” àquele homem e não depende de quem a provoca.

Estas práticas, chamadas de sodomia, acompanharam a vida de muitos homens ao longo dos séculos. Muitas vezes eram parte da masturbação e, só no século XIX, passaram a ser vistas de forma preconceituosa, rejeitadas pela maioria dos homens e por muitas mulheres. Ao longo do século XX, se consolidou a ideia de que desejos eróticos relacionados com a região anal são próprios e exclusivos de homens homossexuais, concepção vigente até nossos dias.

Assim, o território anal tornou-se interditado para os que gostam de mulheres; estes, ao que parece, têm que se proteger e tomar muito cuidado para não caírem em tentações inaceitáveis. As repressões sociais reforçam estas proibições e as famílias continuam a educar seus filhos no sentido de se comportarem como “machos” – ou “machões”. Em nossa cultura, a maior parte dos homens mal encosta na região anal e não permite que suas companheiras os estimule por esta via.

No sexo, as proibições determinam, para muitos, o desejo de transgressão. Os homens que não têm coragem de se abrir com suas parceiras acabarão por buscar a companhia dos travestis. Pelo fato de “parecerem” mulheres despertam o desejo visual da mesma forma que elas. Ao mesmo tempo, estão “equipados” para a relação anal. O desejo é pela forma feminina do corpo e o prazer anal é o que está sendo buscado. Saída engenhosa!

Pensando melhor, talvez a preocupação com a homossexualidade só devesse entrar em cena quando o desejo visual depender do corpo de um homem.

 

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Que cuidados os gays devem tomar antes da pratica do sexo anal ?
   Blog Diversidade   │     25 de fevereiro de 2015   │     0:00  │  2

Existem mitos e preconceitos a respeito do sexo anal que, geralmente, são formados a partir de valores morais e religiosos. A ideia de cometer uma prática imoral ou um pecado impede algumas pessoas de experimentar. Outros entendem como uma diversificação na transa.

O receio costuma estar ligado à ideia de que a prática provoca hemorroidas, câncer e incontinência fecal, pontos ainda em discussão por especialistas, e ao medo de sentir dor. De fato, nem todo mundo sente prazer com o sexo anal e isso deve ser respeitado entre os pares, sendo eles hétero ou homossexual. Submeter-se porque é a tara do parceiro não é saudável para o casal. Cedo ou tarde isso se torna um ponto de conflito na relação ou leva à disfunção sexual do desejo. A prática sexual só é boa se oferecer prazer para os dois.

A iniciação ao sexo anal deve ser gradativa e sem pressa de colocar todo o pênis numa única transa. Dessa forma, evita incômodos, dores ou o risco de acabar de repente com uma brincadeira que só começou. Quanto mais segurança se tem na prática, maior é a possibilidade de sentir prazer.

O prazer sexual está intimamente ligado a fatores psicológicos. Por isso que mulheres foram estupradas ou tiveram uma primeira vez traumática têm uma chance maior de desenvolver anorgasmia, vaginismo e dispareunia (dor à penetração) – embora, tecnicamente, sua genitália seja saudável.

A possibilidade de sentir prazer com o estímulo anal existe em ambos os sexos. Isso decorre do fato de as terminações nervosas que levam os estímulos dos órgãos genitais e do ânus serem redundantes. No caso da mulher, a penetração anal ainda pode gerar atrito com a mucosa vaginal, devido à pressão exercida pelo pênis através da mucosa anal, o que tende a ser prazeroso.

HIV e doenças infecciosas

Não é só pela possibilidade maior de sangramentos que o sexo anal aumenta a chance de transmissão do HIV. Como o reto é a área mais infectada (leia-se: cheia de micro-organismos) do corpo, ele necessita de uma ampla defesa, que não permita a invasão de outros locais por esses patógenos. Assim, é natural que o reto possua uma concentração maior de glóbulos brancos. E no meio deles, estão os linfócitos T, que albergam o vírus.

Além disso, uma das funções do reto é a absorção de fluidos – que, aliás, é a função de todo o intestino grosso, reabsorver a água que sairia nas fezes em excesso. Misturem pequenos rasgos anais com sangramentos com uma concentração elevada de linfócitos T (e de vírus) e uma pitada de uma mucosa altamente absortiva, pegando quase tudo o que tinha o sêmen ali depositado, e temos uma combinação bombástica para a transmissão (bilateral) do vírus.

Sexo anal receptivo sem proteção, como todos devem saber, é a prática sexual mais arriscada em matéria de transmissão do HIV. Além do HIV, outras doenças podem ser transmitidas através do sexo anal, como o papiloma vírus humano, hepatites A, B e C, amebíase, gonorréia, herpes, chato (pois é), sífilis e até tuberculose.

A tênia (Taenia solium), verme que parasita o ser humano, pode causar uma manifestação grave, devido a uma peculiaridade. No seu ciclo de vida, a tênia, no intestino humano, elimina partes de seu corpo chamadas proglotes, que estão cheias de ovos e saem pelas fezes. Caindo no meio ambiente, vão ser ingeridas por porcos, e acabam se tornando uma espécie de semente, chamada cisticerco. Se o ser humano come carne de porco com cisticercos, eles vão se tornar o verme adulto no intestino humano, e o ciclo recomeça.

Porém, a formação de cisticercos não é exclusiva do porco. Se um ser humano acidentalmente ingerir proglotes, elas vão se tornar cisticercos. E no ser humano, podem se alojar no cérebro e causar a chamada neurocisticercose, com direito a convulsões e tudo o mais. Fica o alerta para praticantes do famoso beijo grego, “ato sexual anal praticado com a língua”. Se a(o) parceira(o) não estiver com a higiene em dia, já viu…

HPV e câncer anal

A imensa maioria dos casos de câncer anal ocorre por conta do HPV (papilomavírus humano). Nos últimos 30 anos, a incidência cresceu 160% nos homens e 78% nas mulheres. Mas também o uso de cigarros está bem associado, aumentando em 4 vezes o risco.

Dano físico

Pode se manifestar de algumas formas, como trauma ano-retal generalizado, hemorroidas, fissuras anais e prolapso retal (a mucosa do reto acaba se exteriorizando pelo ânus). Tem como causas principais a penetração forçada sem lubrificante suficiente, a introdução de objetos largos e a sensibilidade diminuída devido ao uso de álcool ou outras drogas.

Incontinência anal

Apesar de pouquíssimo observado, teoricamente é possível a perda do controle esfincteriano, através da inserção de objetos muito largos (como na prática de fisting), “pratica sexual onde o parceiro ou parceira introduz a mão no reto do parceiro” e quiçá somente da atividade repetida.

Cuidados a se tomar na hora do sexo anal

Camisinha: Existem inclusive camisinhas mais grossas, especiais para a prática do sexo anal.

Lubrificante: Especialmente aqueles à base de água, pois os outros podem danificar o látex e a camisinha rompe.

Evitar objetos muito largos: Por motivos óbvios, muito cuidado também com objetos que entram com tudo e acabam ficando lá dentro.

Jeitinho, sempre: Penetrações muito afoitas vão acabar causando complicações.

Cuidados de higiene antes do sexo anal para evitar riscos à saúde

1º PASSO: Evacuar antes previne que as fezes surjam durante a prática e evita uma situação constrangedora.

2º PASSO: Não passar do coito anal para o vaginal sem antes higienizar o pênis ou trocar a camisinha, para não infectar a vagina com bactérias. O mesmo risco ocorre no contato da língua ou dos lábios no ânus. É necessário usar uma proteção – pode ser a camisinha de língua (que não cobre toda a região da boca, mas incrementa a estimulação, pois é texturizada) ou o plástico filme, aquele para alimentos (que pode ser usado para cobrir toda a área genital feminina e oferece proteção mais completa).

3º PASSO: Higienizar bem o local com água e sabonete após o sexo anal. Ele deve urinar após a transa, para limpar a uretra, e lavar o pênis.

4º PASSO: Usar a camisinha. Ela é uma boa aliada para evitar maior atrito, a contaminação do pênis por bactérias da flora intestinal e as doenças sexualmente transmissíveis.

Higiene. Atrizes pornôs costumam utilizar uma espécie de ducha, ou o famoso Fleet Enema. Mas fazendo a higiene externa adequada, já ajuda bastante. No caso de homens, também é recomendável ter cuidados na hora da higienização anal, ” a famosa duchinha”. A pratica constante da ducha podem causar fissuras graves no ânus.

Riscos do sexo anal

1. Infecções: Devido à altíssima concentração de micro-organismos, inclusive alguns que não são encontrados em outras partes do corpo.

2. Dano físico: O ânus e o reto são estruturas que, apesar de apresentaram alta resistência a micro-organismos, estruturalmente são bem frágeis.

Por fim, com esses cuidados, a experiência tende a se tornar menos traumática e mais prazerosa para ambos parceiros.

“Sexo anal, ou você ama, ou você odeia”: a anatomia explica !

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Que cuidados os gays devem tomar antes da pratica do sexo anal ?
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Existem mitos e preconceitos a respeito do sexo anal que, geralmente, são formados a partir de valores morais e religiosos. A ideia de cometer uma prática imoral ou um pecado impede algumas pessoas de experimentar. Outros entendem como uma diversificação na transa.

O receio costuma estar ligado à ideia de que a prática provoca hemorroidas, câncer e incontinência fecal, pontos ainda em discussão por especialistas, e ao medo de sentir dor. De fato, nem todo mundo sente prazer com o sexo anal e isso deve ser respeitado entre os pares, sendo eles hétero ou homossexual. Submeter-se porque é a tara do parceiro não é saudável para o casal. Cedo ou tarde isso se torna um ponto de conflito na relação ou leva à disfunção sexual do desejo. A prática sexual só é boa se oferecer prazer para os dois.

A iniciação ao sexo anal deve ser gradativa e sem pressa de colocar todo o pênis numa única transa. Dessa forma, evita incômodos, dores ou o risco de acabar de repente com uma brincadeira que só começou. Quanto mais segurança se tem na prática, maior é a possibilidade de sentir prazer.

O prazer sexual está intimamente ligado a fatores psicológicos. Por isso que mulheres foram estupradas ou tiveram uma primeira vez traumática têm uma chance maior de desenvolver anorgasmia, vaginismo e dispareunia (dor à penetração) – embora, tecnicamente, sua genitália seja saudável.

A possibilidade de sentir prazer com o estímulo anal existe em ambos os sexos. Isso decorre do fato de as terminações nervosas que levam os estímulos dos órgãos genitais e do ânus serem redundantes. No caso da mulher, a penetração anal ainda pode gerar atrito com a mucosa vaginal, devido à pressão exercida pelo pênis através da mucosa anal, o que tende a ser prazeroso.

HIV e doenças infecciosas

Não é só pela possibilidade maior de sangramentos que o sexo anal aumenta a chance de transmissão do HIV. Como o reto é a área mais infectada (leia-se: cheia de micro-organismos) do corpo, ele necessita de uma ampla defesa, que não permita a invasão de outros locais por esses patógenos. Assim, é natural que o reto possua uma concentração maior de glóbulos brancos. E no meio deles, estão os linfócitos T, que albergam o vírus.

Além disso, uma das funções do reto é a absorção de fluidos – que, aliás, é a função de todo o intestino grosso, reabsorver a água que sairia nas fezes em excesso. Misturem pequenos rasgos anais com sangramentos com uma concentração elevada de linfócitos T (e de vírus) e uma pitada de uma mucosa altamente absortiva, pegando quase tudo o que tinha o sêmen ali depositado, e temos uma combinação bombástica para a transmissão (bilateral) do vírus.

Sexo anal receptivo sem proteção, como todos devem saber, é a prática sexual mais arriscada em matéria de transmissão do HIV. Além do HIV, outras doenças podem ser transmitidas através do sexo anal, como o papiloma vírus humano, hepatites A, B e C, amebíase, gonorréia, herpes, chato (pois é), sífilis e até tuberculose.

A tênia (Taenia solium), verme que parasita o ser humano, pode causar uma manifestação grave, devido a uma peculiaridade. No seu ciclo de vida, a tênia, no intestino humano, elimina partes de seu corpo chamadas proglotes, que estão cheias de ovos e saem pelas fezes. Caindo no meio ambiente, vão ser ingeridas por porcos, e acabam se tornando uma espécie de semente, chamada cisticerco. Se o ser humano come carne de porco com cisticercos, eles vão se tornar o verme adulto no intestino humano, e o ciclo recomeça.

Porém, a formação de cisticercos não é exclusiva do porco. Se um ser humano acidentalmente ingerir proglotes, elas vão se tornar cisticercos. E no ser humano, podem se alojar no cérebro e causar a chamada neurocisticercose, com direito a convulsões e tudo o mais. Fica o alerta para praticantes do famoso beijo grego, “ato sexual anal praticado com a língua”. Se a(o) parceira(o) não estiver com a higiene em dia, já viu…

HPV e câncer anal

A imensa maioria dos casos de câncer anal ocorre por conta do HPV (papilomavírus humano). Nos últimos 30 anos, a incidência cresceu 160% nos homens e 78% nas mulheres. Mas também o uso de cigarros está bem associado, aumentando em 4 vezes o risco.

Dano físico

Pode se manifestar de algumas formas, como trauma ano-retal generalizado, hemorroidas, fissuras anais e prolapso retal (a mucosa do reto acaba se exteriorizando pelo ânus). Tem como causas principais a penetração forçada sem lubrificante suficiente, a introdução de objetos largos e a sensibilidade diminuída devido ao uso de álcool ou outras drogas.

Incontinência anal

Apesar de pouquíssimo observado, teoricamente é possível a perda do controle esfincteriano, através da inserção de objetos muito largos (como na prática de fisting), “pratica sexual onde o parceiro ou parceira introduz a mão no reto do parceiro” e quiçá somente da atividade repetida.

Cuidados a se tomar na hora do sexo anal

Camisinha: Existem inclusive camisinhas mais grossas, especiais para a prática do sexo anal.

Lubrificante: Especialmente aqueles à base de água, pois os outros podem danificar o látex e a camisinha rompe.

Evitar objetos muito largos: Por motivos óbvios, muito cuidado também com objetos que entram com tudo e acabam ficando lá dentro.

Jeitinho, sempre: Penetrações muito afoitas vão acabar causando complicações.

Cuidados de higiene antes do sexo anal para evitar riscos à saúde

1º PASSO: Evacuar antes previne que as fezes surjam durante a prática e evita uma situação constrangedora.

2º PASSO: Não passar do coito anal para o vaginal sem antes higienizar o pênis ou trocar a camisinha, para não infectar a vagina com bactérias. O mesmo risco ocorre no contato da língua ou dos lábios no ânus. É necessário usar uma proteção – pode ser a camisinha de língua (que não cobre toda a região da boca, mas incrementa a estimulação, pois é texturizada) ou o plástico filme, aquele para alimentos (que pode ser usado para cobrir toda a área genital feminina e oferece proteção mais completa).

3º PASSO: Higienizar bem o local com água e sabonete após o sexo anal. Ele deve urinar após a transa, para limpar a uretra, e lavar o pênis.

4º PASSO: Usar a camisinha. Ela é uma boa aliada para evitar maior atrito, a contaminação do pênis por bactérias da flora intestinal e as doenças sexualmente transmissíveis.

Higiene. Atrizes pornôs costumam utilizar uma espécie de ducha, ou o famoso Fleet Enema. Mas fazendo a higiene externa adequada, já ajuda bastante. No caso de homens, também é recomendável ter cuidados na hora da higienização anal, ” a famosa duchinha”. A pratica constante da ducha podem causar fissuras graves no ânus.

Riscos do sexo anal

1. Infecções: Devido à altíssima concentração de micro-organismos, inclusive alguns que não são encontrados em outras partes do corpo.

2. Dano físico: O ânus e o reto são estruturas que, apesar de apresentaram alta resistência a micro-organismos, estruturalmente são bem frágeis.

Por fim, com esses cuidados, a experiência tende a se tornar menos traumática e mais prazerosa para ambos parceiros.

“Sexo anal, ou você ama, ou você odeia”: a anatomia explica !

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