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Carnaval gay ganha as ruas do Brasil
   Blog Diversidade   │     9 de fevereiro de 2018   │     11:53  │  0

O carnaval chegou e o Brasil inteiro vira uma grande festa. Mas, para o púbico gay a folia a cada ano ganha ainda mais destaque. Grandes cidades carnavalescas como Rio de Janeiro e Salvador se firmam como destino gay friendly no carnaval e até mesmo São Paulo investe na folia voltada para esse público. Com isso, cada vez mais o turismo LGBT ganha força nesta época, tanto interno quando trazendo turistas de todos os cantos do mundo.

O Rio de Janeiro é certamente o destino para carnaval gay mais tradicional do Brasil. A cidade sempre foi reconhecida pelo seu carnaval e os foliões LGBT sempre encontraram seu espaço no destino. Mas a cada ano que passa o Rio vem se firmando com ótimas opções para se tornar um destino gay friendly ainda mais forte na festa do Rei Momo. O que antes era restrito aos cantos escondidos da cidade e aos bailes de gosto duvidoso tomou, literalmente, as ruas da cidade. Muitos blocos passaram a ser frequentados pelo público gay e a cada carnaval a agenda dos foliões LGBT no carnaval de rua se torna ainda maior (clique no link para ler a agenda dos melhores blocos gays do Rio). Além disso, o público gay costuma brincar o carnaval na rua de dia e aproveitar as festas gays da cidade (clique no link para ver a agenda) a noite. Um roteiro bem agitado, mas que ninguém quer deixar de curtir.

Se o Rio é famoso pelo carnaval, São Paulo já foi considerada o túmulo do samba. Mas que chegar na cidade no período que antecede a folia e ficar por lá durante e depois do carnaval pode se surpreender. O carnaval de rua de São Paulo está a cada ano que passa mais forte. Sendo a cidade com mais opções de entretenimento gay do Brasil não é difícil entender porque os blocos gays de São Paulo são mais declaradamente gays (clique no link para ler as dicas dos melhores). Inclusive muitas das festas e boates da cidade estão investindo em seus próprios blocos, que arrastam multidões que impressionam.  Não será estranho se daqui alguns anos escutarmos que o carnaval de São Paulo se tornou referência em carnaval gay no Brasil.

Mas de todos os destinos brasileiros carnavalescos o que vem ganhando a cada ano mais turistas gays é Salvador. A cidade que sempre teve na folia uma das datas mais importantes passou nos últimos anos a receber cada vez mais o público LGBT. O que começou com um movimento normal de amigos indo curtir um carnaval diferente se tornou tão grande que nos últimos anos a cidade se prepara para receber o público. Alguns blocos são reconhecidos por ser os preferidos dos gays e até mesmo investiram em associar seu nome a maior boate gay da cidade para a venda de abadás. Este ano pela primeira vez haverá um camarote gay para quem quiser curtir a folia com mais conforto e as festas na cidade estão ainda maiores, tanto que Preta Gil resolveu abrir sua boate na cidade justamente no período da folia. O carnaval gay de Salvador já uma realidade e promete se tornar ainda melhor a cada novo ano (clique no link para ler as dicas do carnaval gay na cidade).

Escolha o seu destino e se jogue na folia.

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Maior hotel gay da América Latina ganhará novas acomodações
   Blog Diversidade   │     16 de fevereiro de 2016   │     23:06  │  0

O Chilli Pepper é o único empreendimento LGBT contemplado com o ISO 900, que atesta a qualidade dos serviços oferecidos por uma empresa gay, e a receber a Louis Vuitton, marca de luxo francesa.

O maior hotel só para homens da América Latina, o Chilli Pepper, localizado no centro de São Paulo, vem com uma novidade quente para 2016. Um novo espaço, com mais 22 acomodações, será inaugurado ainda esse ano. “Compramos o imóvel ao lado de 440 metros quadrados e batizamos de Mais Chilli. Demos esse nome porque teremos mais suítes, mais homens e muito mais opções para os nossos hóspedes. O acesso será feito pela piscina de verão” adianta Douglas Drumond, proprietário.

As single suites foram desenhadas pelo arquiteto mineiro Rodrigo Canhestro e terão cama box, banheiro, água filtrada, cofre, ar condicionado, ducha, lençol de 200 fios e acabamento de alto padrão. As obras já começaram e o Mais Chilli deve ser inaugurado em outubro com uma super festa. Em 2015, o Chilli Pepper foi contemplado com o ISO 9001, que atesta a qualidade dos serviços oferecidos por uma empresa. Além disso, a Louis Vuitton, aquela marca de luxo francesa, listou o hotel como uma mais badalados da capital paulista na sua edição Guia de Luxo.

 

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Brasil é uma das rotas Gay Friendly mais preferidas do planeta
   Blog Diversidade   │     5 de fevereiro de 2015   │     0:00  │  0

turismo-gay

Turismo Gays gera hoje US$ 54 bilhões (cerca de R$ 121 bilhões) em todo o mundo

No setor de viagens, já há algum tempo, o mercado LGBT não para de crescer, tanto agências como órgãos de fomento turístico oferecem informações em páginas on-line e guias especialmente voltados para esse público.

Além das atrações turísticas e culturais, campanhas promovidas pelo Governo Federal reforçam, no exterior, a imagem de um país aberto à diversidade. Dentre as cidades mais visitadas, o Rio de Janeiro e São Paulo são as preferidas.

Em 2007, a capital paulista se tornou o primeiro lugar do país a ser considerada “Gay Friendly” – expressão usada para denominar locais em que os LGBTs são bem-vindos. A Avenida Paulista é um dos destinos mais procurados pelo público e chegou a entrar para o Livro dos Recordes por atrair cerca de 2,5 milhões de pessoas na Parada do Orgulho Gay, em 2006.

Para Fernando Quaresma, da Associação Parada Orgulho Gay de São Paulo, ainda existe homofobia no Brasil, já que não há uma lei que criminalize o ato.

Já a terra do dendê está apostando na consolidação de um produto turístico voltado especificamente para este público, que é formado em sua maioria por solteiros, sem filhos, que gostam de viajar e gastam até quatro vezes mais do que o turista convencional. Uma das políticas do governo baiano para conquistar este mercado promissor é o apoio à Semana da Diversidade e Parada Gay de Salvador, eventos promovidos pelo Grupo Gay da Bahia.

Na avaliação do secretário do Turismo do estado, Domingos Leonelli, ao apoiar a Semana da Diversidade e a Parada Gay de Salvador, a Setur e a Bahiatursa esperam que, em médio prazo, o evento se torne referência no calendário turístico da capital baiana. Para formatar este produto turístico, a Secretaria do Turismo do Estado  (Setur) e a Bahiatursa buscaram respaldo para o potencial deste segmento aplicando uma pesquisa durante a Parada Gay de São Paulo em junho do ano passado.

Entre os resultados, a Bahia foi considerada pela maioria dos entrevistados como um destino Gay Friendly, o que contribui para a captação dos turistas LGBT. Os resultados da pesquisa de demanda LGBT apontam que, dos 1.037 entrevistados que participaram da Parada Gay de São Paulo, em junho deste ano, 91,6% consideram a Bahia um destino Gay Friendly  e 96,2% manifestaram interesse em conhecer a parada gay de Salvador.

Sem sombra de duvidas a principal problema para a consolidação de uma política de turismo voltada para o mercado que mais cresce atualmente. Movimentando cerca de US$ 54 bilhões (cerca de R$ 121 bilhões), com uma taxa de crescimento anual em torno de 10%, esse novo mercado tem enchido os olhos de regiões até então tradicionais, como o Nordeste brasileiro e a Coréia do Sul, que estão se apresentando como mercados excitantes e seguros para essa nova vertente turística. Pernambuco, inclusive, poderá vir a sediar uma grande conferência sobre o segmento em 2016.

Já a cidade maravilhosa, capital das maravilhas do Brasil, o Rio de Janeiro, é hoje considerada uma das maiores referência mundial do turismo gay, segundo reportagem publicada ano passado pelo diário inglês The Guardian. De acordo com o jornal, ano passado aconteceram diversas ações favoráveis à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) como cursos vocacionais para travestis, projetos contra intimidação de estudantes gays e lésbicas e uma nova lei proibindo a discriminação nos clubes noturnos da cidade. Todas essas iniciativa, são ações que esta dentro do programa modelo Rio Sem Homofobia, realizado através de uma parceria do Governo do Estado do Rj, capital e outros órgãos interessados no aumento do turismo LGBT naquele estado.

Outra iniciativa tomada pela prefeitura da cidade foi a criação de uma secretaria especial para a diversidade, liderada pelo estilista Carlos Tufvesson. O jornal ressalta que essas iniciativas são uma potencial fonte de renda para a cidade, já que 25% dos turistas que visitaram o Rio no ano passado eram gays.

Outro estado que esta crescendo e muito com a visão Gay Friendly é Pernambuco. Com foco no público LGBT brasileiro, o Recife Convention & Visitors Bureau lançou a campanha ‘Friendly LGBT ano passado. Pernambuco Simpatiza com Você’, que visa à capacitação dos profissionais que atuam nos atrativos turísticos e culturais pernambucanos para melhor receber o turista gay.

Até então, cerca de 100 estabelecimentos pernambucanos já aderiram à campanha e são identificados com placas que exibem as cores do arco-íris, símbolo internacional do público LGBT.

O Recife CVB também lançou o ‘Guia da Diversidade’ com diversas sugestões de restaurantes, bares, boates, museus, além de indicações de hotéis, pousadas, agências de receptivo e locadoras de carros que fazem parte do projeto ´Friendly´.

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Levantamento mostra que aplicação de politicas públicas LGBT ainda engatinham em todo o país
   Blog Diversidade   │     16 de janeiro de 2015   │     14:02  │  0

O levantamento apontou que apenas os Estados de Alagoas, Acre, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Roraima possuem conselhos específicos para debater o tema

O levantamento apontou que apenas os Estados de Alagoas, Acre, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Roraima possuem conselhos específicos para debater o tema

Levantamento realizado pelo UOL mostra que a maioria dos Estados brasileiros tem secretarias e subsecretarias com políticas para as mulheres, mas ainda não criou órgãos para a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).

Entre os 26 Estados e o Distrito Federal, 14 têm secretarias que cuidam de assuntos relacionados a políticas de proteção e garantias de direitos das mulheres. Em cinco outros Estados, há ao menos coordenadorias e conselhos que debatem essas políticas.

Há casos em que já existiu um órgão no poder público que tratava de iniciativas para mulheres, mas que foi reduzido por retenção de gastos. Foi o que aconteceu no Rio Grande do Sul, que possuía uma secretaria específica, mas que será transformada em uma diretoria pelo novo governador José Ivo Sartori (PMDB), por cortes no orçamento. Segundo a assessoria de imprensa do governo gaúcho, os principais programas serão mantidos na nova diretoria.

A responsável pela articulação institucional da Secretaria para Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Vera Soares, critica a medida. “Se uma secretaria passa a ser subordinada a outro departamento é uma perda de espaço e condição de atuação. No nosso entendimento, é um prejuízo”, disse Vera.
“Além conversa de igual para igual [com outros secretários], uma secretária – e não uma diretora ou coordenadora – tem mais condição de discutir com os prefeitos. A implantação dessas secretarias estaduais também tem uma coisa didática para a sociedade. Você mostra que a sociedade tem esse problema, que as mulheres sofrem preconceito e exclusão apenas pelo fato de serem mulheres e que o Estado está atento a esse problema”, afirma Vera, que é secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria para Políticas para as Mulheres do governo federal.

Políticas LGBT engatinham

Embora já existam alguns órgãos para defender as mulheres, não há nenhum Estado que possua uma secretaria voltada à promoção de políticas para lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros.

A coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Samanda Alves, afirma que a promoção dessas políticas ainda é uma ação recente no poder público — o setor que ela coordena só foi criado em 2011.

No Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Ceará, há coordenadorias, comitês e superintendências que promovem políticas que visam garantir os direitos LGBT. Em geral, estes órgãos estão subordinados às secretarias estaduais de direitos humanos e de justiça.

O Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais no Brasil, elaborado pelo Grupo Gay da Bahia, apontou que ocorreram 312 mortes de homossexuais em 2013. Ainda não há a totalização dos números de 2014. O estudo mostra que a vulnerabilidade é maior no Nordeste, com registro de 43% dos assassinatos. As regiões Sul e Sudeste e do Sul têm 35%. O Centro-Oeste e o Norte concentram 21% dos casos.

O levantamento apontou que apenas os Estados de Alagoas, Acre, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Roraima possuem conselhos específicos para debater o tema.

O novo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), chegou a criar uma Subsecretaria para Assuntos de Pessoas LGBT, mas na última segunda-feira (9) a transformou em uma Coordenação de Direitos da Diversidade, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos local.
Nos bastidores, o motivo que levou à alteração da pasta foi a pressão feita bancada religiosa da Câmara Legislativa do DF. Questionada pelo UOL, a assessoria de imprensa do governo não confirma o motivo da extinção da subsecretaria.
Para estimular a formação de mais conselhos, o governo federal abre editais que oferecem recursos financeiros por meio da Secretaria de Direitos Humanos. 

De acordo com o governo federal, a Bahia foi o Estado que mais recentemente assinou um convênio para a instalação de um conselho estadual, criado em setembro passado, mas cuja implantação depende da aprovação da Assembleia Legislativa da Bahia.

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SP: Travestis receberão um salário mínimo para voltarem para sala de aula
   Blog Diversidade   │     14 de janeiro de 2015   │     0:00  │  0

Inicialmente, cem delas vão receber bolsa para voltar às aulas e se matricular em cursos do Pronatec.

Inicialmente, cem delas vão receber bolsa para voltar às aulas e se matricular em cursos do Pronatec.

A prefeitura de São Paulo anunciará no fim do mês a criação de uma bolsa de um salário mínimo mensal (R$ 788) para que, inicialmente, cem travestis e transexuais da capital voltem a estudar e se matriculem em cursos técnicos do Pronatec. Para receber o salário do município, as beneficiárias terão que comprovar presença nas aulas. A exigência é semelhante à do principal programa de transferência de renda do governo federal, o Bolsa Família. A iniciativa é inédita no Brasil e na América do Sul e custará cerca de R$ 2 milhões aos cofres públicos em 2015. O valor é três vezes maior do que o orçamento do próprio governo federal para ações voltadas ao público LGBT no ano passado.

– O Brasil é o país que mais mata travestis no mundo. Mata quatro vezes mais do que o México, o segundo mais violento. Essas pessoas nunca foram tratadas como cidadãs, sempre foram empurradas para as ruas pelas famílias, pela escola e pela sociedade. Queremos tratá-las como gente, com a opção de se prostituir ou não – afirma Rogério Sottili, secretário de Direitos Humanos do município, responsável pela coordenação do programa.

A ideia é prioritária para o prefeito Fernando Haddad, que pessoalmente pediu a elaboração do programa. A mãe de Haddad vive em uma zona de prostituição de travestis. O confronto cotidiano com a realidade teria gerado a urgência no prefeito.

EXPANSÃO ATÉ O SEGUNDO SEMESTRE

Segundo Sottili, o programa começa com poucas vagas, mas poderá ser ampliado já no segundo semestre. A ideia é que as travestis permaneçam no programa por dois anos e saiam de lá formalmente empregadas. Não existem estatísticas oficias sobre o número de transexuais e travestis vivendo em São Paulo, mas a secretaria estima que sejam ao menos quatro mil.

Elas são alvo preferencial do tráfico de pessoas, do tráfico de drogas. Entre as beneficiárias, nenhuma tem renda fixa, todas vivem em moradia precária, não terminaram a escola e começaram a se prostituir ainda na infância. Delas, 31% admitiram ter silicone industrial injetado no corpo, e 60% afirmaram já ter sofrido alguma agressão física por sua identidade de gênero – explica Alessandro Melchior, coordenador de políticas LGBT da prefeitura e autor do programa.

A paulistana Aline Rocha, de 36 anos, é a face que ilustra os dados elencados por Melchior. Os traços femininos dos olhos e do nariz desenhados a bisturi são emoldurados por um espesso cabelo negro implantado cirurgicamente. Para custear as operações, Aline se prostitui há quase 20 anos. Parou de estudar na 4ª série — seu jeito afeminado a tornava alvo de espancamentos dos colegas. Ela tentou outros trabalhos, chegou a ser atendente de uma locadora de vídeo, mas diz que perdeu o emprego ao resistir aos assédios sexuais do patrão. A prostituição, segundo Aline, era sua única fonte possível de renda. Sem dinheiro para reconstruir o corpo todo com plásticas, apelou para a caseira solução de colocar silicone industrial nos glúteos. Como muitas travestis brasileiras, chegou a ir morar na Itália, onde fez centenas de programas. Acabou presa pela polícia italiana.

Sair da rua é tudo o que eu mais quero na vida. Não tem nada pior do que ser tratada como um pedaço de carne, cada dia um estranho diferente passando a mão no seu corpo – conta, entre lágrimas.

Além de si mesma, Aline sustenta a mãe. Afirma que estava a ponto de “acabar com a própria vida” quando foi selecionada pelo programa:

Minha esperança é que isso me devolva o respeito, a dignidade. Quero poder entregar currículos e ser selecionada para trabalhar como todo mundo.

Minha esperança é que isso devolva a dignidade’, diz Aline Rocha, que voltará a estudar graças a programa da Prefeitura de SP .

Além de garantir educação (em salas mistas de duas escolas municipais no centro da cidade), o programa obriga as beneficiárias a prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em troca, além do dinheiro, a prefeitura irá fornecer hormônios femininos para as travestis em unidades básicas de saúde. Hoje há uma fila de quase duas mil pessoas à espera de tratamentos hormonais desse tipo na rede pública. Por falta de opção, muitas recorrem ao arriscado mercado negro.

Além disso, o município irá inaugurar o primeiro albergue público exclusivo para travestis. É para lá que deverá se mudar Jennifer Araújo, de 31 anos. Jennifer está sem casa nos últimos dois meses, desde que resolveu deixar de se prostituir e se inscreveu no programa municipal. Ela é reticente sobre sua condição anterior e desconversa quando perguntada sobre cafetinas e pontos de prostituição. Mas, com frequência, travestis são aliciadas sexualmente e pagam com o corpo pela moradia. Quando desistem da prostituição, ficam também sem teto.

Tudo o que eu quero é trabalhar atrás de um computador ou ser assistente social. Acho um luxo – diz Jennifer, que começou a se prostituir aos 16 anos, depois que ficou órfã.

PREOCUPAÇÃO COM A VELHICE

Ela diz que sua motivação para procurar a prefeitura foi pensar no futuro, especificamente na velhice. E lembra que a prostituição a atraiu porque o dinheiro que recebia era maior do que nos empregos que conseguiria com sua baixa escolaridade.

O programa não obriga as travestis a deixar a prostituição. Mas, ao remunerá-las para estudar, cria uma inédita oportunidade para isso. Jennifer ostenta no rosto as marcas de uma paulada desferida por um cliente que quebrou seu maxilar. Ela sabe que nada vai apagar as cicatrizes de seu passado, mas abre um sorriso diante da possibilidade de recomeçar.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de São Paulo e Trechos da Material do O Globo

 

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