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Grupo Metrópole inaugura mais um point LGBTQIA+ em Recife
   8 de outubro de 2021   │     17:16  │  0

Com uma proposta de reunir a comunidade e seus simpatizantes o estabelecimento funcionará de segunda a segunda e nasce com a proposta de ser um espaço de homenagens a representatividade, resistência e muita cultura.

“Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!”. Tradução: “E aí mulher! Não faça a esquecida e pague meu dinheiro, deixe de mentira se não eu puxo seu cabelo”. A frase de abertura fez parte da prova de “Linguagens e Códigos” da edição 2018 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e é um pajubá, dialeto criado pela comunidade LGBTQIA+. Nascido na ditadura e com origem no iorubá e nagô, o vocabulário reúne apropriações linguísticas criadas no universo homossexual e das travestis. Como forma de homenagear o Grupo Metrópole inaugura nesta quinta-feira (07), o seu novo espaço o Pajubar, na Avenida Manoel Borba, 693, no coração da Boa Vista.

O Pajubar toma o lugar do Miami Pub, que durante o ápice da pandemia do Covid-19 abrigou o Delivery da Metrópole que agora mudou-se para outro lugar na casa. “Começamos com o Terraço do Delivery que deu super certo e vimos que com as restrições de distanciamento as pessoas sentiam a necessidade de se reunir em mesas com seus amigos para tomar um drink e degustar comidinhas. Os tempos são outros e a celebração a mesa está ditando a moda na noite LGBTQIA+”, explica a produtor cultural da casa Victor Hugo Bione

“Fomos produzindo o terraço com uma decoração inusitada e as ideias começaram a aflorar. Com as flexibilizações de reabertura dos bares e restaurante tiramos o projeto do Pajubar que já conta, além do Terraço, ao ar livre, e ampliamos com um interno climatizado”, revela Victor Bione.

O bar ganhou mais mesas e conta com um balcão em mármore e detalhe dourado, paredes na cor vermelha e uma galeria composta de quadros assinados pelo estilista e artista plástico Beto Kelner da Gatos de Rua. “Será uma galeria de arte moderna e estamos abertos para receber mais obras de artistas de Pernambuco para exposição”, avisa Victor Bione.

O Pajubar também tem um diferencial o seu staff é composto com 50% de homens e mulheres transsexuais. Para animar música ambiente com hits do momento. O cardápio é o quesito a parte composto por uma variedade de bebidas, como drinks especiais, espumantes, vinhos, cervejas de marcas nacionais e importadas, artesanais geladíssimas, pois houve a construção de uma câmara fria que deixa todos os produtos a ser consumido no linguajar mais apropriado um ‘véu de noiva’. Para comer petiscos diversificados. Agora é ir rumo ao PajuBar e se divertir.

”Bee anote na agenda inauguração do PajuBar quinta-feira 07/10, das 17h30 até 1h, terá muito ocó pra gente acuendar, a loka!

SERVIÇO

Inauguração Pajubar

Avenida Manoel Borba, 693, Boa Vista

Recife – PE

Das 17h30 até 1h

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MAMAM foi cenário de curta-manifesto de comemoração ao dia do Orgulho LGBTQIA+
   23 de junho de 2021   │     17:55  │  0

Pela primeira vez um museu tradicional do Recife, um casarão do século XIX, que possui um rico acervo de obras de Tomie Ohtake, João Câmara (com a série “Cenas da Vida Brasileira”), Aloisio Magalhães, Abelardo da Hora, Tarsila do Amaral, etc, abriu as suas portas para dar visibilidade contra a homofobia. A iniciativa faz parte das comemorações do ‘Festival Sou Assim’ da TV7Brasil do Youtube

O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam), na Rua da Aurora, foi cenário para o vídeo manifesto contra o preconceito em homenagem ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. O curta intitulado “Eu não quero um filho gay” será lançado à 0h do domingo para a segunda-feira (28/07) e faz parte do ‘Festival Sou Assim’ para servir como instrumento de apoio na luta contra a LGBTFOBIA. A iniciativa será exibida pela TV7Brasil na web no Youtube.

O filme é baseado em fatos reais. Relembra a história de um jovem que após um desabafo em suas redes sociais, sobre o preconceito sofrido pela sua família é encontrado morto em seu quarto com sinais de enforcamento. A polícia descreveu o caso como suicídio.

A sinopse é trágica, porém é real. De acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2018, houve um aumento de 284% nos casos de suicídio na comunidade LGBTQIA+. O ato depressivo é a quarta principal causa de morte no Brasil entre esses jovens de 15 a 29 anos, segundo dados do Ministério da Saúde.

De acordo com informações da revista científica “Pediatrics” (EUA), a comunidade LGBTQIA+ tem seis vezes mais chance de interromper a vida. Principalmente quando convivem em ambientes hostis à sua orientação sexual ou identidade de gênero.

O curta conta no elenco com a talentosa transex Rayssa Carraro, o bailarino Alex Carvalho e uma participação especial da atriz trans veterana dos palcos de Pernambuco Raquel Simpson. “Tudo é muito forte e traz a tragédia, mas em meio a dança, dublagem e uma interpretação inigualável dos atores. Será emocionante”, conta o diretor e produtor do curta Marcone Felix.

PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL – E na semana que antecede o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, a TV7Brasil apresenta mais atrações do ‘Festival Sou Assim’ com entrevistas, shows, curta com a finalidade de servir como instrumento de apoio de luta contra o preconceito. E tudo isso o espectador pode assistir na palma da mão no seu smartphone e se quiser na Smart TV, tablet ou computador.

A programação começa na sexta-feira (25/07), às 21h com o programa “Pajubá Drag” sob o comando das mais talentosas drags queens de Pernambucano Alexia Tarantino, que será a mediadora da cena, Norman Bancks e a princesinha da TV7Brasil Mílicent.

Já no sábado (26), 21h, o clima esquenta com o programa “Pajubá Gay” sob o comando do aclamado sociólogo Acioli Neto, que receberá os convidados: o jornalista do portal IG e correspondente do jornal Estado de São Paulo Pedro Jordão; O militante Thiago Rocha; do sociólogo Rildo Veras, além da participação especial de Sivon Carvalho.

Domingo (27), às 13h, a princesinha da TV7Brasil, Tory Mílicent fará uma entrevista com a transex Raysa Carraro e o bailarino Alex Carvalho, no Mamam, para mostrar uns Spoliers do curta “Eu não quero um filho gay”.

Também no mesmo dia a partir das 19h haverá o programa divertidíssimo com o “Pajubá Trans” participarão as trans Marquesa Santos, Madonna Twins e Laleska Maria Lima.

Do domingo para a segunda, à 0h, como já informado acima haverá a exibição do curta “Eu não quero um filho gay”. Já a partir das 21h será passado o filme “Travesia” do cineasta Chico Amorim, estrelado por Risolene Lima, Bruno de Lavor e Aurélio Lima. Uma história dedicada a todos os LGBTQIA+ que morreram vítimas da homofobia no sertão nordestino.

Para encerrar o Festival Sou Assim, às 22h30, é hora de sorrir com as famosas “Beshas do Kinet”, Rita Pavone, Ágda Monteiro e Michelle de Afogados com mais peripécias e alegria e claro o cuscuz a mesa com uma manteiguinha e um café bem fresquinho. Tudo feito na hora!

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Universidade Federal de Pernambuco lança Política de Acolhimento LGBT
   16 de maio de 2016   │     10:27  │  0

O programa espera que  a política sirva de modelo para outras universidades

O programa espera que a política sirva de modelo para outras universidades

A Universidade Federal de Pernambuco passa a contar, de forma pioneira entre as instituições de ensino superior brasileiras, de uma série de ações voltadas para sua população de LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. O documento foi lançado durante evento realizado na tarde dessa segunda-feira (11) na Biblioteca Central da UFPE. “Essa é uma política que vai ter uma inserção direta na vida da comunidade LGBT da Universidade Federal de Pernambuco. E é importante dizer que ela é para os alunos e alunas, para os docentes e técnicos e técnicas. A gente espera que ela sirva de modelo para outras universidades”, afirmou a professora Luciana Vieira, do Departamento de Psicologia.

A Política LGBT da UFPE tem o objetivo de favorecer o acolhimento, a inserção e a permanência dessa comunidade na Universidade. A partir dela, vão ser promovidas ações afirmativas objetivando minimizar os efeitos das desigualdades sociais e regionais, reduzir as taxas de retenção e evasão escolar das pessoas travestis, transexuais, transgêneros e intersexuais, e também promover a inclusão social pela educação. “A universidade, como uma instituição pública pertencente à sociedade, forma pessoas com uma visão ética, uma visão de cidadania, e que possam reagir a quaisquer tipos de violência ou de assédio às opções de gênero a que qualquer um tem naturalmente direito”, disse o reitor Anísio Brasileiro durante o evento de lançamento. “Essas são políticas concretas voltadas para o acolhimento e a diversidade das opções de gênero de todos e de todas”, completou o reitor.

O documento prevê ainda a promoção de ações protetivas direcionadas à saúde dessa população e voltadas à pesquisa LGBT. “Isso é uma ação importante da instituição no sentido de acolhimento a uma população que é cultural e historicamente marginalizada. Ela se insere em um contexto mais amplo de uma política federal de acolhimento e afirmação da população LGBT que tem dimensões preventivas, na área de proteção dessas pessoas e de acolhimento também. É de fundamental importância que a gente tenha, dentro da Universidade Federal de Pernambuco, uma política de acolhimento à população trans”, disse o diretor de Informações da Pró-Reitoria de Comunicação, Informação e Tecnologia da Informação (Procit), Rômulo Pinto, que citou ações como a portaria que permite à população trans utilizar o nome social em todos os documentos institucionais, já em vigor, bem como a campanha de sensibilização da comunidade universitária, que vai estar presente em cartilhas, banners e em inserções na TV Universitária, entre outros espaços.

A estudante Maria Clara Araújo elogiou a política LGTB da UFPE

O evento contou ainda com o debate “Políticas de Educação para as Pessoas LGBT: Pensando Acesso e Permanência”, que teve entre seus participantes a ativista e aluna do Curso de Pedagogia da Universidade Maria Clara Araújo. “Toda política que venha transformar essa universidade em um lugar seguro para as pessoas LGBT como um todo é muito importante, porque a gente vê a universidade sendo do povo, para o povo. E a universidade popular é um caminho que nós devemos trilhar”, disse. “Eu fico muito feliz por estar sendo implantada toda uma estrutura para amparar esse público, que precisa de um olhar específico para suas demandas”, completou Maria Clara Araújo.

O lançamento da Política LGBT da Universidade Federal de Pernambuco teve ainda a participação do promotor do Ministério Público de Pernambuco Maxwell Vignole “Nós precisamos não só do anteparo da academia, mas dessa luz, dessa informação que a parte científica e técnica pode nos dar para que nós, técnicos e aplicadores do direito, possamos conseguir, efetivamente, uma mudança.”

Promotor Maxwell Vignole faz palestra na abertura do eventoA iniciativa faz parte das ações que estão sendo promovidas na Semana do Amor Igual, evento organizado pela UFPE, Ministério Público de Pernambuco, Movimento Mães pela Igualdade, Humanitas-Unicap e Instituto José Ricardo. A ação segue até o próximo dia 18 com audiências públicas, rodas de diálogos, exibição de curtas-metragens em diversas comunidades da Região Metropolitana do Recife, apresentações artísticas e outras ações voltadas a enfrentar a lesbo-homo-transfobia.

Ações da Política LGBT da UFPE

1. Ações afirmativas
Projeto “Vai ter trans na UFPE, sim!”
Minimizar os efeitos das desigualdades sociais e regionais; reduzir as taxas de retenção e evasão escolar das pessoas trans; promover a inclusão social pela educação; e garantir a prioridade no acesso à bolsa de manutenção dessa população.
Projeto “No mundo do trabalho cabem todas as cores”
Criar parcerias com instituições públicas e privadas para inserção dos (as) alunos (as) LGBT no mundo do trabalho.
Elaboração do programa “Na UFPE ninguém precisa ficar no armário”
Programa de TV que será realizado por docentes e alunos (as) LGBT na grade da TVU.
Criação da “Diretoria de Assuntos LGBT”
Instância ligada ao Gabinete do Reitor que será responsável pela execução da Política LGBT da UFPE.

2. Ações preventivas
Lançamento da campanha de sensibilização da comunidade da UFPE em relação ao uso do nome social e ao uso do banheiro pelas pessoas trans.
Campanhas de afirmação dos diretos LGBT.
Exposições itinerantes e cinedebates voltados à temática LGBT.
Cursos de capacitação dos(as) servidores(as) em relação à temática LGBT.

3. Ações protetivas
Elaborar um regimento ético que preveja punições para lesbo-homo-bi-transfobia na UFPE.
Criar um aplicativo para mapear e denunciar estas práticas na UFPE.
Criar a ouvidoria da diversidade.

4. Ações direcionadas à saúde da população LGBT
Ampliar o quadro de funcionários (as) e construir um novo local para o “Espaço de acolhimento e cuidado para pessoas trans do HC-UFPE”.
Criar a linha de cuidado LGBT no SPA (Serviço de Psicologia Aplicada).

5. Ações voltadas para pesquisa LGBT
Produzir uma linha editorial LGBT.
Elaborar editais de fomento a pesquisa relacionados à problemática LGBT.
Criar o prêmio “A diversidade na UFPE” para estimular e fortalecer as pesquisas sobre esta temática.
Realizar seminários e congressos voltados às temáticas LGBT

Fonte: ASCOM

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Gays detidos em Olinda afirmam terem sido vítimas de homofobia
   14 de fevereiro de 2015   │     21:05  │  1

Magno da Costa Paim, 21 anos, e o paraense Hector Zapata, 22

Magno da Costa Paim, 21 anos, e o paraense Hector Zapata, 22

Um turista baiano acusou uma dupla de policiais de agir com truculência e homofobia durante uma abordagem, na noite desta quarta-feira (11), em frente ao Mercado da Ribeira, em Olinda. De acordo com um dos envolvidos, o estudante baiano Magno da Costa Paim, 21 anos, ele e o namorado, o paraense Hector Zapata, 22, estavam acompanhado uma apresentação cultural na Cidade Alta quando dois policiais se aproximaram para uma revista.

Após verificar os documentos, os policiais se afastaram da dupla, voltando logo em seguida e os agredindo – segundo Magno, por causa de uma troca de beijos em público. “Não satisfeitos, eles (os policiais), depois de cinco minutos, voltaram e falaram que aqui não era a Bahia, que era Pernambuco e me deram um tapa na cara. Se eu quisesse continuar beijando um homem, se eu quisesse tirar a roupa, eu tinha que ir para o motel, que aqui era Pernambuco”, declarou o turista.

Neste momento, Hector teria se exaltado e pedido a identificação do policial, que o autuou por “desacato à autoridade”. Uma amiga do casal, chamada Raiane, que está hospedando a dupla em Olinda, conta que um dos amigos chorou muito diante da agressão – moral e física – cometida pelos policiais. “Os PMs não gostaram do beijo e deram um tapa na cara de um e outro tapa no peito do outro e disseram ‘vão fazer isso em um motel, seus putos. Eles saíram arrasados, humilhados, chorando”, conta a jovem de 19 anos.

O casal abriu um processo na Corregedoria da SDS e prestou queixa no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O caso será investigado pela delegada Gleide Ângelo, que já ouviu os três estudantes. Agora, ela disse que vai colher o depoimento dos policiais e de testemunhas para apurar o ocorrido. Gleide ainda verá se alguma câmera de segurança gravou a confusão.

Versão da Policia

De acordo com termo circunstanciado de ocorrência (TCO) registrado na Delegacia do Varadouro, populares teriam acionado a Rocam, informando que dois homens estariam se “masturbando mutuamente”. Ainda consta no TCO que, quando a viatura chegou ao local para a abordagem, a polícia teria flagrado dois homens com os órgãos genitais expostos. Durante a ação policial junto aos turistas – na qual teriam acontecido agressões verbais e físiscas -, os soldados foram confrontados por um amigo do casal, Marcos Túlio do Carmo, 24, que acabou sendo algemado e preso por desacato.

Em nota,  a SDS informou que o corregedor-geral Sidney Lemos determinou que a Unidade de Inteligência faça os levantamentos a respeito dos fatos, inclusive a identificação dos policiais agressores. “Uma vez constatados excessos, transgressões ou crime por parte dos policiais, eles serão responsabilizados através do procedimento disciplinar correspondente a ser instaurado pela Corregedoria”, diz o comunicado.

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