Tag Archives: Cultura LGBT

Filme Divinas Divas está em cartaz no Centro Cultural Arte Pajuçara em Maceió
   Blog Diversidade   │     1 de julho de 2017   │     14:37  │  0

Está em cartaz no Centro Cultural Arte Pajuçara, em Maceió, desde a última quinta-feira, 29/6, o documento musical de longa-metragem, que tem como direção, a artista e diretora Leandra Leal, o filme “Divinas Divas”.

A produção resgata a trajetória de oito artistas pioneiras: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios, que foram os primeiros homens que se travestiram de mulher nos palcos cariocas nos anos 1960, quando o Brasil vivia sob rígida ditadura militar.

Em 2014, essas artistas completaram 50 anos de carreira, ainda em atividade como cantoras, atrizes e comediantes. Hoje já são mais  cinco décadas de dedicação radical ao fazer artístico, em que as Divas assumiram sacrifícios enormes e moldaram seu próprio corpo, num gesto libertário que rompe o limite entre a arte e a vida.

Além do filme que é um sucesso nas telas dos cinemas de todo o país, o show teatral Divinas Divas está em cartaz há mais de dez anos no Teatro Rival Petrobras em São Paulo.

Divinas Divas ficará em cartaz em Maceió, hoje (domingo), terça e quarta-feira 5/7.

 

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Museu da Diversidade Sexual apresenta 2ª Mostra Diversa durante a Semana da 21ª Parada do Orgulho LGBT de SP
   Blog Diversidade   │     10 de junho de 2017   │     15:56  │  0

Projetos selecionados abordam questões como binarismo de gênero, discriminação e violência contra população LGBT, transexualidade, montação e padrões excludentes.

O Museu da Diversidade Sexual, equipamento cultural do Governo do Estado de São Paulo, administrado pela organização social de cultura APAA, abre no dia 13 de junho, às 17h00, a 2ª Mostra Diversa 2017, coletiva com trabalhos de 17 artistas que dialogam com questões como diversidade, sexualidade e gênero. Com entrada gratuita, a exposição fica em cartaz até o dia 30 de setembro.

A Mostra Diversa, que acontece a cada dois anos, está em sua segunda edição e tem como objetivo abrir espaço para novos artistas, novas propostas e experiências relacionadas à diversidade sexual, além de traçar um panorama da produção artística sobre a temática. Fazem parte dessa segunda edição o questionamento do binarismo de gênero, a discriminação e violência sofrida pela população LGBT, a transexualidade, a montação e o questionamento dos padrões excludentes da sexualidade. Setenta projetos foram inscritos e 17 foram selecionados.  mostra também celebra a diversidade, dando espaço a diferentes técnicas: fotografia, colagem, desenho, aquarela e pintura. Entre os projetos está “Adágio” de Rafael Roncato: um ensaio com Laerte Coutinho, que se torna personagem de sua própria obra, misturando-se às tintas, compondo e mascarando sua verdadeira face.

Já em “POSTALGBT”, Weio denuncia os diversos crimes contra população LGBT por meio de uma coletânea de postais, produzidos em locais onde ocorreram crimes de ódio amplamente divulgados na mídia, permitindo que as vítimas falem em primeira pessoa como se readaptaram à vida cotidiana após o trauma.

A exposição conta ainda com “Luz dos Olhos Meus”, obra de estreia de Victor Grizzo. Trata-se de um livro no qual o artista plástico e escritor transcende a obscuridade a que é comumente relegada à temática das questões de gênero na literatura infantil brasileira. “Luz dos Olhos Meus” conta a história de Eugênio, o menino como tantos outros que as páginas literárias insistem em esconder do universo infantil: não gosta de jogar futebol, preferindo a companhia da prima Saturnina ou de suas amigas imaginárias de cílios-fósforos, com suas brincadeiras de boneca, teatro e dança.

SERVIÇO: 2ª Mostra Diversa no Museu da Diversidade Sexual

Abertura: 13 de junho, terça-feira, das 17h00 às 20h00

Endereço: Estação República do Metrô – Piso Mezanino, loja 518

Entrada Sugerida: Rua do Arouche, 24, República – São Paulo

Em cartaz até 30 de setembro

Funcionamento: de terça a domingo, das 10h00 às 20h00

Entrada gratuita

Sobre o Museu da Diversidade

Criado em 25 de maio de 2012, o Museu da Diversidade Sexual é o terceiro do mundo e primeiro da América Latina relacionado à temática. Sua a missão é preservar o patrimônio sócio, político e cultural da comunidade LGBT brasileira por meio da pesquisa, salvaguarda e comunicação de referências materiais e imateriais, com vistas à valorização e visibilidade da diversidade sexual, contribuindo para a educação e promoção da cidadania plena e de uma cultura em direitos humanos. Até janeiro de 2017, o equipamento da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo já tinha recebido mais de 200 mil visitantes.

Fonte: Ascom Museu da Diversidade

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O beijo gay negro e o corpo político de Gê de Lima
   Blog Diversidade   │     30 de maio de 2017   │     9:50  │  0

A liberdade conquistada aos poucos pelas minorias deve ser usada para uma nova conscientização.

O revolucionário ato de ser você mesmo é a constante busca de Gê de Lima. Nascido no Grajaú (SP), Gê é Jefferson Oliveira Santos Lima e faz parte das minorias: é negro, periférico e gay. Mas isso nunca foi insulto para seu talento, pelo contrário, foi empoderamento. Mesmo descobrindo-se co-criador da própria realidade como artista, Gê de Lima ainda experimenta todas as formas de discriminação e opressão, e encontrou na música (e na bela voz) instrumento de superação, auto-representatividade e seu protesto.

“Fotografia”, terceiro videoclipe lançado por Gê de Lima, é uma MPB romântica sobre a história de amor entre dois homens negros. Fazer a escolha pelo beijo duplamente fora dos padrões, e a favor da representatividade negra como ponto alto do clipe, é parte da indumentária de Gê de Lima. Sua auto-descoberta e aceitação são reflexos da desconstrução atual dos meios, dos padrões e do “normal”.

A liberdade conquistada aos poucos pelas minorias deve ser usada para uma nova conscientização, com mais autonomia, e é o que Gê tem feito, ajudando a abrir portas antes fechadas.Esse descobrir-se sem medidas resulta em pertencimento, não somente ao artista que procura crescer e conquistar seu público, mas também ao público que está à procura de identificação e exemplos de superação. Com essa ideia, Gê reuniu amigos e fãs para colaborarem no vídeo com uma foto de casal ou até solteirx, desde que fosse uma demonstração de amor sincero, e nada mais dono de si do que amar-se.

(Foto: Leo F. Carter)

O clipe e a figura de Gê vêm para firmar a importância do corpo político, o corpo empoderado. Em fotos recentes, ele escolheu posar nu como expressão da coragem de libertar-se dos estigmas, de mostrar-se sem a vergonha de estar bem em sua própria pele.

Enquanto se prepara para lançar o segundo trabalho solo, Gê de Lima canta ao vivo em 2 de junho no Galpão Cultural Humbalada, referência de diversidade no Grajaú, e tem participação confirmada no show do rapper JPA Epycentro, no palco do Centro Cultural Grajaú, na Virada Cultural, em São Paulo, no dia 21 de maio.

Sobre Gê de Lima:

O cantor e compositor paulistano Gê de Lima se destaca pelo timbre de voz, uma enorme extensão vocal e forte presença cênica no palco. Seu primeiro contato significativo com a música foi na adolescência, quando conheceu o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda. Na escola em que estudou, havia uma sala de aula batizada de “Sala Chico Buarque” onde, além das matérias tradicionais, os alunos aprendiam sobre a vida e a obra de Chico. A partir da experiência de conhecer Chico numa visita à escola, Gê passou a ser um admirador da música popular brasileira.

Iniciou sua carreira artística no teatro aos dez anos de idade e se profissionalizou como ator, em 2006. Em 2011, iniciou sua carreira solo e logo foi convidado para abrir shows importantes, como o do cantor e compositor Toquinho, dos irmãos Wilson Simoninha e Max de Castro, e Luiz Melodia. Gê participou de eventos como Virada Cultural Paulista, na cidade de Diadema (2012), e Virada Cultural (2013 e 2015), em São Paulo. Também em 2015, foi convidado para integrar o elenco do musical “Léo & Bia”, com direção de Oswaldo Montenegro.

Em 2014, o artista lançou o álbumMinha Conduta, com músicas inéditas de compositores como Marcus Vinile, Marco Mattoli, Walmir Borges e participações especiais do trombonista Bocato e do Pagode da 27. Neste trabalho, Gê de Lima fez uma releitura de “Com que Roupa”, de Noel Rosa, em versão blues, gênero musical com o qual se identifica muito. Esta é a primeira faixa do álbum a ganhar videoclipe, seguida de “Samba dos Outros”.

Atualmente, o cantor segue com a turnê do álbum e com a divulgação do clipe de “Fotografia”, que encerra o ciclo de Minha Conduta. Já com ideias encaminhadas para o segundo disco, que será de sua autoria, Gê de Lima adianta que será um álbum com força política, tratando de temas como liberdade sexual, diversidade, padrões, desigualdade racial e sexualidade.

Ficha técnica “Fotografia”:

Compositores: Marco Mattoli e Walmir Borges

Direção: Leo F. Carter

Produção de vídeo: Luciano Teck

Roteiro: Gê de Lima

Produção executiva: Estúdio Leo F. Carter

Participação especial: Wellington Santana

Texto: Mariângela Carvalho

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Peça de Tennessee Williams ganha 3 versões, com casais hétero e gays
   Blog Diversidade   │     2 de maio de 2016   │     0:00  │  0

Os atores Antonio Motta e Marcos Reis em cena da peça 'Chuva G'

Os atores Antonio Motta e Marcos Reis em cena da peça ‘Chuva G’

Há um quê gay que mal se contém nas peças de Tennessee Williams (1911-83). Vivendo em uma época mais opressora, contudo, o dramaturgo americano o disfarçou sob personagens femininas intensas, coadjuvantes homossexuais desajustados e algumas elipses para lá de sugestivas.

“Ele era gay e tinha uma empatia especial com as mulheres nos seus textos. Resolvemos trabalhar com essa conjectura”, diz o diretor de teatro Leonardo Medeiros, também conhecido pelo trabalho em cinema e televisão.

Trabalhar com essa conjectura significa encenar três versões para um mesmo texto de Williams: uma protagonizada por um casal de personagens héteros (como no original), uma por um casal gay e outra por um casal de lésbicas.

“As Palavras da Chuva” (hétero) e “Chuva G” (gay) já estavam em cartaz. “Chuva L” (lésbica) estreia neste domingo (1º), no horário entre elas.

Em comum entre os três espetáculos, quase tudo: texto (uma peça de um ato só), cenografia, marcação dos intérpretes etc. Mudam os atores. E o resultado cênico, é claro.

“As medidas de interpretação é que mudam”, afirma o diretor do Teatro da Rotina.

“Quando o texto da personagem feminina é passado para um ator homem, ele ganha uma eloquência que é uma libertação de gênero.”

Da mesma forma, ele afirma, quando é uma atriz que assume o papel originalmente escrito para uma interpretação masculina, o personagem “perde agressividade”.

Em cena, o casal da vez alucina, dialoga sobre o peso da solidão, devaneia sobre as impossibilidades do amor e, sobretudo, se molha no pequeno palco, todo encharcado –água é o tema simbólico sobre o qual se desenvolve o texto.

“A peça gira em torno dos significados psicanalíticos da água –o amor, o sexo– e todas as suas acepções: a água de beber, da chuva, parada.”

‘AS PALAVRAS DA CHUVA’, ‘CHUVA L’ e ‘CHUVA G’
QUANDO dom., às 18h (“As Palavras da Chuva”), às 20h (“Chuva L”) e às 22h (“Chuva G”)
ONDE Teatro da Rotina, r. Augusta, 912, tel. (11) 95489-9836
QUANTO R$ 30 (cada versão)
CLASSIFICAÇÃO 16 anos

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Exposição sobre raro ícone gay bate recorde de público na Turquia
   Blog Diversidade   │     6 de fevereiro de 2015   │     0:00  │  0

Zeki Muren é talvez o nome mais conhecido da música turca dentro e fora de seu país.

Em mais de 40 anos de carreira, Muren compôs mais de 330 músicas e também foi uma estrela de cinema, participando de 18 filmes

Em mais de 40 anos de carreira, Muren compôs mais de 330 músicas e também foi uma estrela de cinema, participando de 18 filmes

Mas uma exposição em Istambul lança luz também sobre sua importância cultural como primeiro ícone gay da Turquia.

Ele chega a ser visto como herói, dado o conservadorismo da sociedade do país; foi comparado a David Bowie e Liberace por sua ousadia no palco.

Mas sua morte, em 1996, causou comoção nacional e dezenas de milhares de pessoas foram às ruas para seu funeral.

Intitulada “Zeki Muren, Aqui Estou”, o mesmo nome do último grande hit do cantor, a exibição atraiu mais de 50 mil pessoas em menos de dois meses – um recorde para eventos deste tipo na mais famosa cidade turca.

Fotos e objetos ligados a memória de Muren, em especial as roupas que o próprio cantor desenhava, fazem parte da exposição.

Apesar do sucesso, Muren teve problemas com o conservadorismo na Turquia e por diversas vezes foi ameaçado pelos que não aprovavam sua identidade sexual ou seu vestuário mais espalhafatoso.

Fonte e fotos: BBC

Em menos de dois meses, mais de 50 mil pessoas visitaram a exibição em Istambul

Em menos de dois meses, mais de 50 mil pessoas visitaram a exibição em Istambul

Muren enfrentou a ira dos setores mais conservadores da sociedade turca por conta de sua ousadia em canções e no vestuário

Muren enfrentou a ira dos setores mais conservadores da sociedade turca por conta de sua ousadia em canções e no vestuário

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