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Conheça as gêmeas trans que fizeram cirurgia rara para mudar sexo
   Blog Diversidade   │     23 de fevereiro de 2021   │     11:52  │  0

Identidade das irmãs que vieram do interior de Minas Gerais para Santa Catarina foi revelada; elas contam como estão se sentindo pós cirurgia

As gêmeas Mayla e Sofia, de 19 anos, que são transexuais, vieram do interior de Minas Gerais para Santa Catarina para realizar um sonho em comum, as duas passaram pela cirurgia de redesignação sexual, popularmente conhecida como “mudança de sexo”.

O procedimento raro em todo o mundo ocorreu na última quarta-feira (10), no Hospital Santo Antônio, em Blumenau. A cirurgia demanda alta tecnologia e repercutiu em todo o país, principalmente por ter sido feito em duas irmãs gêmeas tão jovens.

Agora, Sofia e Mayla decidiram revelar suas identidades, quem apresentou a duas foi o jornalista Alex Ferrer, que através de suas redes sociais, mostrou como foi acompanhar de perto a cirurgia das duas.

As irmãs já discutiam a transição do masculino para o feminino desde antes da maioridade, ambas começaram o tratamento hormonal com anticoncepcional por volta dos 15 anos. Para elas, a cirurgia é a realização de um sonho que as tornará completas, sem o órgão genital masculino.

“Me sinto realizada, liberta. Foi tudo com a permissão de Deus, desde os meus 3 anos de idade eu peço para Deus me transformar em uma menina e creio que ele nos abençoou até aqui”, conta Mayla.

As duas precisaram vender uma casa, que era fonte de renda para a família, para conseguir fazer a cirurgia. “Meus pais sempre entenderam e nos apoiaram, nós somos mulheres, mas nascemos no corpo errado, agora estamos livres”, finalizou Mayla.

Como foram os procedimentos

Mayla passou pela cirurgia na quarta-feira (10). O procedimento durou cinco horas. Sofia passou pela operação na quinta (11). As duas permanecem em observação no hospital e devem ter alta nos próximos dias.

A operação foi realizada pelos médicos José Carlos Martins Junior e Cláudio Eduardo de Souza, que comandam o Transgender Center Brazil, clínica com sede em Blumenau especializada em cirurgia trans e feminização facial. O estabelecimento é o único especializado neste tipo de operação no Brasil.

A dupla, que atende no Brasil e no exterior, Já realizou cerca de 400 cirurgias de transição de gênero desde a inauguração, em 2015. Os dois foram responsáveis pelo atendimento à modelo trans Alice Felis, agredida no Rio de Janeiro, em 2020, e deram para ela todo o tratamento das fraturas e a feminização facial.

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Saiba como funciona uma cirurgia de mudança de sexo e qual é o procedimento
   Blog Diversidade   │     6 de março de 2018   │     17:56  │  0

A cirurgia de troca de sexo existe no mundo desde aproximadamente o ano de 1910, um dos primeiros casos que se há registro desse procedimento é com Lili Elbe, que na verdade era Einar Wegenar, um homem que não se identificava com seu gênero. Após cinco procedimentos na Alemanha, Lili finalmente teve o corpo feminino que sempre desejou, sua história foi reproduzida no filme ganhador de Oscar, A Garota Dinamarquesa.

Hoje o processo já se tornou mais comum em todo o mundo, aqui no Brasil ele é feito de maneira gratuita pelo SUS, porém o processo é demorado, desde ficar na fila para o processo até todo o tratamento inicial. Quando feita em clínicas particulares, o procedimento é considerado caríssima e tem preço superior a 30 mil reais.

O nome correto desse procedimento é de Redesignação Sexual, isso porque não é somente uma troca de sexo e sim um processo que começa na mente do paciente, onde a pessoa não “aceita” o sexo que nasceu, onde seu cérebro se reconhece como o sexo oposto, usando assim a cirurgia de Redesignação Sexual para ter o gênero desejado.

COMO FUNCIONA A CIRURGIA DE MUDANÇA DE SEXO?

A cirurgia de mudança de sexo é muito mais complexa do que se imagina. O procedimento além de doloroso, demorado e muito brusco, precisa também de acompanhamento psicológico previamente e posteriormente.

Você precisa ter no mínimo 21 anos aqui no Brasil, esperar a sua vez na fila do SUS e então enfrentar 24 meses de acompanhamento médico até a finalização da cirurgia efetivamente.

Veja abaixo como é o procedimento das trocas existentes.

HOMEM PARA MULHER

Todo o material do pênis é utilizado para construir a futura vagina.

Primeiro o paciente recebe a anestesia geral, depois é feita uma incisão em torno de todo o saco escrotal e do pênis. É preciso cuidado redobrado para não atingir o aparelho urinário, que é adaptado para o novo corpo feminino. Esse corte irá se transformar posteriormente em uma vagina com profundidade de 12 até 15 cm.

O testículo é retirado, desse modo se evita a produção de hormônios masculinos. O tecido cavernoso do pênis também é eliminado, só sobra a glande, que ficará presa por um pequeno tecido nervoso, que é responsável pela ereção.

A pele do pênis irá cobrir o canal vaginal, o que dá a sensibilidade necessária na região. O que era antes a glande agora de torna quase um clitóris, é desse modo que se atinge o orgasmo.

O que antes era o prepúcio e o escroto, agora são lábios vaginaias.

Após a cirurgia, para que o buraco formado não se feche, é necessário utilizar uma alargadora ou fazer sexo com penetração frequentemente pelo tempo mínimo de 20 minutos.

MULHER PARA HOMEM

Procedimento bem mais raro e complicado do que o explicado anteriormente, essa troca de sexo é feita principalmente com base na inserção de hormônio no organismo para o crescimento do clitóris.

A paciente precisa tomar cerca de 200 mg de testosterona diariamente. Após algum tempo, os primeiros sinais irão aparecer, que incluem a falta de menstruação, a voz mais grave, o desenvolvimento da massa muscular, calvície em alguns dos casos, aumento dos pelos corporais.

Mas o mais importante é o crescimento do clitóris, que com a mesma origem embrionária que a do pênis, começa a ganhar forma com a inserção de hormônios.

Quando esse órgão atinge o mínimo de 6 centímetros, ele é descolado da região, desse modo ganha independência em seus movimentos. A uretra fica maior pelo tecido que é extraído da vagina.

A formação dos testículos são feitas com o tecido dos grandes lábios vaginais, que vão ser envolvidos por duas próteses esféricas de silicone.

O pênis, ou como é comumente conhecido “neopênis” é minúsculo e não é muito usado para a penetração.

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