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Travesti é espancada até a morte e tem sua execução filmada
   Blog Diversidade   │     4 de março de 2017   │     0:58  │  0

Dandara dos Santos foi agredida com socos e chutes até morrer. O crime foi registrado em vídeo e publicado na internet.

Depois de vários chutes e agressões, ela foi colocada sobre o carrinho de mão, enquanto a pessoa que gravava afirmava em tom de deboche: “Eles vão matar o v...”.

Depois de vários chutes e agressões, ela foi colocada sobre o carrinho de mão, enquanto a pessoa que gravava afirmava em tom de deboche: “Eles vão matar o v…”.

A agressão que resultou no óbito de Dandara dos Santos (42) foi filmada e publicada nas redes sociais. O crime aconteceu no último dia 15 de fevereiro, no bairro Bom Jardim, em Fortaleza, mas o vídeo só viralizou esta semana na internet. No chão de uma rua, a travesti foi chutada e agredida com chinelos e pedaços de madeira, enquanto é xingada e obrigada a entrar em um carrinho de mão,  mas devido às agressões, não consegue ficar em pé.

Dandara apresentava marcas de violência em todo o corpo. Depois de vários chutes e agressões, ela foi colocada sobre o carrinho de mão, enquanto a pessoa que gravava afirmava em tom de deboche: “Eles vão matar o v…”. 

Em nota, a Polícia Civil do Ceará informou que um inquérito policial foi aberto no 32º Distrito Policial, no bairro Bom Jardim, em Fortaleza. “O caso foi registrado no último dia 15 de fevereiro, no bairro Bom Jardim, na Área Integrada de Segurança 2 (AIS 2). A Polícia informa ainda que as investigações estão bem adiantadas, porém não é possível repassar detalhes para não comprometer o trabalho policial”. 

Para Thina Rodrigues, presidente da Associação de Travestis do Ceará (ATRAC), a morte de Dandara é um reflexo da transfobia. “Precisamos de políticas públicas afirmativas para que acabem isso”, disse.

O jornalista Neto Lucon que possui um site com notícias relacionadas ao público LGBT, publicou que os seis envolvidos já foram identificados. “Liguei para 32ºDP, conversei com o investigador, eles já tinham e já identificaram os assassinos: dois maiores de idade e quatro menores. Agora é pressionar que eles sejam presos”, comentou.

No mês de fevereiro, uma travesti identificada como Hérika Izidoro (24) foi espancada e jogada de um viaduto na avenida José Bastos, em Fortaleza. Desde então, segue internada no Instituto Dr. José Frota (IJF). Segundo Thina Rodrigues, que acompanha o caso, a vítima segue em coma.

Um levantamento realizado pela Rede Nacional de Pessoas Trans no Brasil (Rede Trans), mostra que este ano, 14 travestis foram mortas em todo o Brasil. No Ceará, foram registrados dois óbitos. Além de Dandara, uma travesti foi morta em Russas, 165 km de Fortaleza. Porém, segundo Thina, o número de casos no Ceará é superior ao que o levantamento mostra. “Este ano já são sete assassinatos no Ceará”, garantiu.

 

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Levantamento mostra que aplicação de politicas públicas LGBT ainda engatinham em todo o país
   Blog Diversidade   │     16 de janeiro de 2015   │     14:02  │  0

O levantamento apontou que apenas os Estados de Alagoas, Acre, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Roraima possuem conselhos específicos para debater o tema

O levantamento apontou que apenas os Estados de Alagoas, Acre, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Roraima possuem conselhos específicos para debater o tema

Levantamento realizado pelo UOL mostra que a maioria dos Estados brasileiros tem secretarias e subsecretarias com políticas para as mulheres, mas ainda não criou órgãos para a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).

Entre os 26 Estados e o Distrito Federal, 14 têm secretarias que cuidam de assuntos relacionados a políticas de proteção e garantias de direitos das mulheres. Em cinco outros Estados, há ao menos coordenadorias e conselhos que debatem essas políticas.

Há casos em que já existiu um órgão no poder público que tratava de iniciativas para mulheres, mas que foi reduzido por retenção de gastos. Foi o que aconteceu no Rio Grande do Sul, que possuía uma secretaria específica, mas que será transformada em uma diretoria pelo novo governador José Ivo Sartori (PMDB), por cortes no orçamento. Segundo a assessoria de imprensa do governo gaúcho, os principais programas serão mantidos na nova diretoria.

A responsável pela articulação institucional da Secretaria para Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Vera Soares, critica a medida. “Se uma secretaria passa a ser subordinada a outro departamento é uma perda de espaço e condição de atuação. No nosso entendimento, é um prejuízo”, disse Vera.
“Além conversa de igual para igual [com outros secretários], uma secretária – e não uma diretora ou coordenadora – tem mais condição de discutir com os prefeitos. A implantação dessas secretarias estaduais também tem uma coisa didática para a sociedade. Você mostra que a sociedade tem esse problema, que as mulheres sofrem preconceito e exclusão apenas pelo fato de serem mulheres e que o Estado está atento a esse problema”, afirma Vera, que é secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria para Políticas para as Mulheres do governo federal.

Políticas LGBT engatinham

Embora já existam alguns órgãos para defender as mulheres, não há nenhum Estado que possua uma secretaria voltada à promoção de políticas para lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros.

A coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Samanda Alves, afirma que a promoção dessas políticas ainda é uma ação recente no poder público — o setor que ela coordena só foi criado em 2011.

No Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Ceará, há coordenadorias, comitês e superintendências que promovem políticas que visam garantir os direitos LGBT. Em geral, estes órgãos estão subordinados às secretarias estaduais de direitos humanos e de justiça.

O Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais no Brasil, elaborado pelo Grupo Gay da Bahia, apontou que ocorreram 312 mortes de homossexuais em 2013. Ainda não há a totalização dos números de 2014. O estudo mostra que a vulnerabilidade é maior no Nordeste, com registro de 43% dos assassinatos. As regiões Sul e Sudeste e do Sul têm 35%. O Centro-Oeste e o Norte concentram 21% dos casos.

O levantamento apontou que apenas os Estados de Alagoas, Acre, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Roraima possuem conselhos específicos para debater o tema.

O novo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), chegou a criar uma Subsecretaria para Assuntos de Pessoas LGBT, mas na última segunda-feira (9) a transformou em uma Coordenação de Direitos da Diversidade, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos local.
Nos bastidores, o motivo que levou à alteração da pasta foi a pressão feita bancada religiosa da Câmara Legislativa do DF. Questionada pelo UOL, a assessoria de imprensa do governo não confirma o motivo da extinção da subsecretaria.
Para estimular a formação de mais conselhos, o governo federal abre editais que oferecem recursos financeiros por meio da Secretaria de Direitos Humanos. 

De acordo com o governo federal, a Bahia foi o Estado que mais recentemente assinou um convênio para a instalação de um conselho estadual, criado em setembro passado, mas cuja implantação depende da aprovação da Assembleia Legislativa da Bahia.

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