Category Archives: Visibilidade Trans

Depois da Nike, All Star lança coleção com cores das bandeiras LGBT
   Blog Diversidade   │     7 de junho de 2019   │     13:01  │  0

Sabe os clássicos tênis All Star Converse? Pois bem, agora você poderá tê-los nas cores da bandeira trans e também da bandeira LGBT.

A edição comemorativa é uma homenagem da marca aos 50 anos da Stonewall, movimento que ocorreu em Nova York em 1969 e deu origem a luta pelos Direitos LGBT no mundo.

Com a iniciativa, a Converse se torna a primeira marca de artigos esportivos a lançar uma coleção com temática LGBT.

Há diversos modelos nas cores da bandeira LGBT e da bandeira trans, inovando até no solado, que não escapa do colorido.

Confira os modelos abaixo:

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:
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Ao menos por enquanto os modelos serão vendidos somente nos Estados Unidos. Entretanto, não é difícil, pra quem puder, fazer o pedido online pelo site da empresaMas o site brasileiro da marca bem que poderia lançar a coleção por aqui, né?

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Airlines lança vôo com equipe de bordo exclusivamente LGBT
   Blog Diversidade   │     26 de dezembro de 2018   │     20:46  │  0

A empresa aérea Virgin Airlines anunciou um único vôo que terá uma equipe de bordo composta apenas por funcionários LGBT.

A rota, que vai de Londres para Nova York, será um vôo exclusivo no mês de junho de 2019, destinado aos passageiros que querem ir curtir a World Pride 2019, um tipo de Parada LGBT mundial que acontece a cada dois anos sempre em uma cidade diferente do mundo onde os direitos LGBTs estejam avançados.

Esta será  a primeira World Pride sediada em Nova York, comemorando os 50 anos da Stone Wall, um protesto que deu origem às Paradas LGBT pelo mundo em 1969 justamente em Nova York.

O vôo ainda terá como host o ator Tituss Burgess, que já fez musicais da Broadway e também a série Unbreakable da Netflix, além de performances de drag queens e convidados para tornar o vôo único e inesquecível.

“Em tempos onde vemos direitos das minorias serem ameaçados por uma política conservadora, é maravilhoso estarmos aqui mostrando que existimos fazendo nossas vozes serem ouvidas”, declarou Tituss sobre sua participação no evento.

Assista abaixo ao vídeo do lançamento do vôo mais gay da história:

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Índia, dos tempos passados, a criminalização e reconhecimento da homossexualidade
   Blog Diversidade   │     21 de dezembro de 2018   │     11:58  │  0

Em setembro desse ano, a Suprema Corte da Índia determinou que relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo não é mais uma ofensa criminal e que a discriminação baseada na orientação sexual é uma violação fundamental dos direitos humanos. Essas notícias foram celebradas ao redor do mundo e marcaram um marco na história do país, e para os direitos LGBT em geral – a maior e mais populosa democracia do mundo está permitindo que os seus cidadãos amem quem eles quiserem.

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Participants get ready as they attend a gay pride parade promoting gay, lesbian, bisexual and transgender rights in Mumbai

Enquanto o mundo estava celebrando, eu tive alguns amigos britânicos me enviando mensagens dizendo “Finalmente! A Índia alcançou os dias de hoje! Isso é incrível! Parabéns!”. Essas mensagens foram genuinamente enviadas como uma celebração da decisão indiana em retirar a proibição, e como essas mensagens foram enviadas por amigos próximos eu não fiquei ofendido. Porém, eu tive que lembrar eles de que a relação que a Índia tem com as identidades de gênero, fluidez e sexualidade tem sido, historicamente, muito mais avançada que a do ocidente. Na realidade, eu lembrei aos meus amigos, que foi somente quando a Índia foi colonizada pelos britânicos que regras de identidade de gênero foram introduzidas e a homossexualidade foi banida, fazendo com que o país se alinhasse com os valores da Inglaterra vitoriana.

Os ingleses viam a abordagem relaxada da Índia sobre a sexualidade e o gênero como anormais, imorais e não-cristãos, e assim que conseguiram tomar o poder das políticas do país, eles forçaram as suas crenças de que somente existem dois gêneros e que as relações sexuais e o casamento deveriam somente existir entre um homem e uma mulher.

Esse então é um lembrete para muitos que a Índia teve uma abordagem aberta e liberal da sexualidade e gênero, e de alguma maneira “alcançava os tempos de hoje”, antes mesmo do ocidente. Retirar a proibição sobre relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo se tornou um passo no processo de descolonização da Índia, e a rejeição do legado homofóbico do império britânico. Isso é realmente o que nós deveríamos estar celebrando e lembrando as pessoas.

Antes do Raj britânico, a intimidade homoafetiva na Índia era simplesmente parte da vida, e as linhas entre homem e mulher e heterossexual e homossexual nos tempos antigos indianos eram borrados.

Abaixo alguns exemplos:

REI BHANGASVANA

indra_dikpalaBhīṣma narra a história do Rei Bhangasvana, que, depois de ter cem filhos foi transformado em uma mulher pelo deus Indra durante uma caça. Agora como mulher, ela retorna para o seu reino, relata a história, entrega o seu reino para o seu filho e se aposenta na floresta para ser a esposa de um eremita, dando a luz para outros cem filhos, agora como a mãe. Depois de um tempo, Indra oferece transformar ele de volta em um homem, mas ela se recusa. O sexo deu muito mais prazer para ela como mulher do que como homem, e ela se sentia mais confortável como uma mulher, e por isso ela resolveu permanecer com esse novo gênero.

AGNI

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Agni, o deus do fogo, riqueza energia criativa, teve relações sexuais com outros homens envolvendo receber o sêmen de outros deuses. Apesar de ser casado com a deusa Svaha, Agni também é representado como par romântico de Soma, o deus da lua. Agni toma um papel interessante nesse relacionamento, aceitando o sêmen de Soma com a sua boca, criando paralelos do papel de Agni em aceitar sacrifícios da Terra pelos Céus.

 

KRITTIVASI RAMAYANA

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Algumas versões do texto Bengali Krittivasi Ramayana contêm a estória de duas rainhas que tiveram uma criança juntas. Quando o famoso rei da dinastia Sun, Maharaja Dilipa, morreu, os semi-deuses ficaram preocupados que ele não teria ninguém para suceder o trono. Shiva apareceu para as duas rainhas viúvas e disse, “Vocês duas devem fazer amor e através da minha benção vocês irão conceber um belo filho”. As duas rainhas executaram a ordem de Shiva e uma delas deu a luz a uma criança.

 

KAMA SUTRA

O Kama Sutra é o mais antigo e notável texto clássico Hindu sobre o comportamento sexual humano da literatura sânscrita. Ele se apresenta como um guia para uma vida virtuosa e graciosa que discute a natureza do amor, vida familiar, e outros aspectos para as características orientadas pelo prazer da vida humana. Esse é outro exemplo da abertura que a Índia tinha ao abordar o comportamento e preferências sexuais, oferecendo conselhos sobre posições sexuais tanto para casais heterossexuais como homossexuais.

O MAHABHARATA

Na estória do Mahabharata (o poema época mais longo da Índia), Arjuna (o filho de Indra) é enviado para o exílio, onde ele decide viver a sua vida como uma pessoa trans nomeada Brihannala. Ela até performa a tradicional dança indiana de kathak e abraça as suas características femininas em seu máximo.

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SOMVAT E SUMEDHA

Outro épico hindu é o Somvat e Sumedha, dois amigos de infância que decidem se casar apesar de serem homens.

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OUTROS EXEMPLOS

Outros exemplos da antiga abordagem indiana sobre sexualidade e gênero a de incluem Awadh, hoje conhecido como o município de Lucknow, que tinha um governador que vivia como o gênero oposto em algumas situações, e mudava de parceiros sexuais nessas situações. Novelas bengali do final do século XIX, como os de Indira, descrevem relações lésbicas, e textos de muçulmanos sufistas do leste indiano explicitamente mencionam o romance homossexual entre homens sem nenhum tipo de vergonha ou culpa. Essas novelas e textos surgem das crenças metafísicas indianas de que existe mais do que o binarismo homem/mulher, mas também um homem com o coração de uma mulher e uma mulher com o coração de um homem. Indianos aplicam masculinidade e feminilidade para os corpos físicos e para as almas. O Bhagavad Gita nos ensina que não existe nada inatural na natureza e todas as maneiras de ser são manifestações do divino.

AS IMPOSIÇÕES DO IMPÉRIO BRITÂNICO

Essa abordagem aberta e fluida de gênero e sexualidade colidiam com as ideias da coroa britânica de como a sociedade deveria ser. Na época, a Inglaterra era ditada pela religião cristã e crenças sociais vitorianas conhecidos por serem pudicos e puritanos, e qualquer forma de intimidade que não tinha como objetivo a procriação era considerável inaceitável. Atos homossexuais eram vistos como os piores de todos.

O Império Britânico implementou a seção 377 do Código Penal Indiano em 1861, o que tornou uma ofensa criminal qualquer tipo de relacionamento que demonstre um “desejo carnal inaceitável”, a punição para tal era a cadeia, multas pesadas, ou ambos. A lei também foi implementada na Austrália, e nas colônias britânicas do Sudeste Asiático e da África.

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O Raj britânico também fez um esforço consciente para alienar e marginalizar comunidades não-binárias, tais como as Hijras – uma identidade de gênero de pessoas intersexo ou designadas homens ao nascer que se apresentam como mulheres. Hoje, Hijras são reconhecidas e protegidas pelas leis da Índia, Paquistão e Bangladesh.

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O QUE LEMBRAR

Então, o que estamos celebrando? Esse movimento louvável da Suprema Corte, embora um pouco atrasado, não é uma questão da Índia estar entrando de acordo com o mundo moderno ou tentando “chegar nos dias de hoje”. Enquanto a Inglaterra foi mais rápida em jogar fora os preconceitos e a discriminação de seu passado, é importante lembrar que foi a Inglaterra que jogou esse peso nos ombros da Índia. E por isso a Índia não precisa “alcançar” o resto do mundo; ela está na realidade celebrando a fluidez de gênero e as relações homoafetivas que existiam há séculos. A Índia está se livrando dos quadros legais do seu passado imperial e abraçando parte da sua cultura e história que tinham sido enterrados pelo peso do colonialismo.

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Nova temporada de Malhação estreia com atriz trans
   Blog Diversidade   │     21 de abril de 2018   │     16:41  │  0

Gabriela Loran é a 1ª atriz trans a brilhar em “Malhação” em 23 anos de novela.

A atriz, modelo, performer e DJ Gabriela Loran, de 24 anos, acaba de fazer história na TV brasileira. Ela é a primeira atriz trans a estrelar a novela Malhação: Vidas Brasileiras, em 23 anos do folhetim teen da Rede Globo.

Na trama, ela interpreta Priscila, professora nova na escola que dá aulas de stiletto (dança com salto alto). Ela será amiga de Leandro, personagem deDhonata Augusto, que é fera no street dance e eles e aproximam pela arte.

Priscila é alegre, positiva e incentiva Leandro a investir nos seus sonhos. Na primeira conversa, ela reforça que ele deve se inscrever num festival de dança e diz que, independentemente do resultado, há muitos olheiros por lá.

Juntamente com a questão da arte, a personagem também deve conquistar o público ao trazer o debate da identidade de gênero. “Ela entra na trama trazendo essa questão de gênero muito forte e luta contra o preconceito de forma muito sutil”, declara a atriz ao site da novela.

Gabriela Loran afirma que o convite da produtora de elenco Gabriela Medeirospara fazer um teste para a novela foi inesperado. Mas que depois sabia que o papel seria dela. “Às vezes a gente não acredita, mas fiz o teste já sabendo que a personagem seria minha”, frisou.

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Segundo a atriz, é importante e empoderador abrir portas para outras pessoas trans. “Quando você é uma pessoa trans, você precisa de referências. Não tive isso, mas acho que, depois de tudo que passei, posso ser uma. É importante a questão da representatividade. Ligar a TV e ver uma mulher trans em Malhação”.

Ela frisa que abordar a temática trans é importante para a sociedade como um todo. “É importante não só para a gente, mas para essa juventude de agora, que está antenada, pesquisando e tem sede de conhecimento. Quando a gente fala de ‘Vidas Brasileiras’, a gente fala de pessoas e temais reais, como esse”.

 

Por NLUCON

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Oscar 2018 terá primeira apresentadora transgênero da história
   Blog Diversidade   │     23 de fevereiro de 2018   │     21:46  │  0

Na sexta-feira passada, (16) , a Academia de Artes Cinematográficas anunciou alguns apresentadores do Oscar 2018, entre eles está a atriz transgênero Daniela Vegas.
Daniela fez parte do elenco do filme “Una mujer fantástica”, no qual interpretava Marina, que assim como a atriz, é transexual. Ela será a primeira atriz trans a apresentar a cerimônia que é realizada há 90 anos.
Essa inclusão tem um significado importante, pois traz visibilidade e força para mudar a atual situação dos transgêneros, que ainda são vistos com muito preconceito.
Representatividade é extremamente necessário. Estamos longe, mas caminhando em busca pela dignidade, respeito e direito de todxs.

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