Category Archives: Saúde

O homem deve secar o pênis com papel higiênico após urinar ?
   Blog Diversidade   │     4 de maio de 2017   │     0:49  │  0

Contudo, a higiene adequada não é feita apenas ao urinar. Durante o banho o homem deve lavar a região com cuidado. Para isso, é preciso encolher o prepúcio, lavar em volta da glande e retirar todo o esmegma acumulado na região – secreção branca composta por células epiteliais descamadas e óleos e gorduras produzidas pelas glândulas do pênis.

As mulheres, desde pequenas, são ensinadas a higienizar suas partes intimas após terminarem de urinar, durante o banho e no final da relação sexual. O mesmo não acontece com os homens.

A educação com a parte intima masculina não é ensinada com a mesmo vigor que dão as meninas, pois a maioria deles assume que não foram educados desde a sua infância a terem muito cuidado ou preocupação com o órgãos genital. Assim, não higienizam o pênis como deveria ser após a relação sexual e muito menos após urinarem, somente o fazem na hora do banho.

Mas o fato é de que os homens também deveriam o ter todo o cuidado com a limpeza íntima do seu órgão genital, não somente por uma questão de #higiene, mas também por ser um cuidado com a #Saúde.

Segundo o médico Dráuzio Varella, eles devem secar o pênis após urinarem, ou seja, pegar o papel higiênico e secar em volta da ponta do órgão genital.

Esse cuidado é importante porque sempre fica um restante de urina na uretra. Ao vazar, molha a cueca e entra em contato com a pele. A urina em contato com a pele por um período de tempo pode ser fonte de bactérias, causando infecções, inflamações e o câncer de pênis.

Segundo o Inca ( Instituto Nacional do Câncer), esse tipo de câncer não é raro como muitos imaginam, pois, foram constatados somente no Estado do Maranhão mais casos de câncer de pênis do que de próstata, surgindo, em média, a cada 16 dias novos casos e muitos tiveram a amputação como resultado da doença.

A correta higiene do pênis não termina somente com o uso do papel higiênico após a urina. Ela deve ser feita minuciosamente. Durante o banho, para evitar o mau cheiro, a hipercolonização de fungos e bactérias e o câncer de pênis, os homens devem encolher o prepúcio (pele que recobre a glande), lavar bem em volta da glande com sabonete e retirar todo o esmegma (secreção espessa e malcheirosa composta por células descamadas, óleos e gorduras produzidas pelas glândulas do pênis que se acumulam na região).

Em seguida, secá-lo com uma toalha seca.

Está comprovado que a preocupação com a higiene da parte intima masculina deve ser levada a sério. Para os homens que pensam que higienizar o seu pênis com papel higiênico logo após urinar é um algo que indica a homossexualidade, estão colocando seriamente a sua saúde em risco.

Para as mulheres que, ao saberem que o #Homem seca o seu pênis com papel higiênico todas as vezes que urina, questiona sua masculinidade, somente disseminam um procedimento errado. Para que futuramente não existam mais estes pensamentos preconceituosos e ações perigosas a saúde, recomenda-se dar a mesma educação rigorosa de cuidados essenciais com as partes íntimas para os meninos como é dada para as meninas.

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Esclareça dúvidas e verdades sobre a relação entre sexo anal e hemorroidas
   Blog Diversidade   │     15 de fevereiro de 2017   │     0:21  │  0

A fim de esclarecer mitos e verdade sobre a relação entre hemorroidas e sexo anal, o Dr. João Ricardo Duda divulgou no site Minha Vida um relevante artigo sobre o tema, para tirar aquelas dúvidas e discutir os principais cuidados do sexo anal.

Para quem não sabe, hemorroidas são veias inchadas, inflamadas e doloridas na parte inferior do reto ou ânus, podendo estar apenas dentro do ânus ou externas, se projetando para fora da abertura anal.

Quem tem hemorroidas pode fazer sexo anal?

Sim, quem tem hemorroidas pode fazer sexo anal, porém, como qualquer pessoa, deve-se adotar medidas preventivas para que não se tenha intercorrências. Abordaremos a seguir.

Quando o indivíduo possui hemorroidas sintomáticas, antes de se praticar o sexo anal é preciso tratar o problema, uma vez que pode haver dor, inchaço ou sangramento – principalmente naqueles que possuem o esfíncter anal muito contraído, sem relaxamento. Há também um risco aumentado de doenças sexualmente transmissíveis, uma vez que as microfissuras ocorrem facilmente quando as hemorroidas estão presentes.

Sempre é preciso usar preservativos quando se pratica sexo anal, mas quando se tem hemorroidas, portanto, ressalta-se esta necessidade.

Quem já teve o problema pode praticar sexo anal?

De maneira geral, quem já teve hemorroidas e fez o tratamento não tem contraindicação com relação à prática do sexo anal. A maioria dos pacientes que passaram por cirurgia para o problema terão maior facilidade na prática. Porém, quando a cirurgia implica em remoção exagerada de tecidos junto com as hemorroidas, pode haver estreitamento e dificuldade no relaxamento do ânus, dificultando a penetração.

Sexo anal facilita o aparecimento de hemorroidas?

Sim, o sexo anal pode facilitar o aparecimento de hemorroidas, mas não ocasioná-las. O maior fator gerador de hemorroidas é a hereditariedade, relações sexuais anais podem precipitar “crises” de hemorroidas, como trombose ou sangramento.

Principais cuidados quando se pratica sexo anal

– Usar lubrificantes a base de água
– Relaxar o esfíncter anal antes da penetração peniana, que pode ser possível com banhos de assento com água morna e /ou iniciar com estímulos, massageando a região anal
– Deitar-se em com o abdômen para baixo pode facilitar a penetração
– Buscar tratamento com o médico coloproctologista
– Havendo sangramento, inchaço ou dor persistente, procure também o médico coloproctologista.

Fonte: Portal Pheeno

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Os 18 Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram 
   Blog Diversidade   │     5 de fevereiro de 2017   │     20:46  │  0

Devido aos problemas diários do dia-a-dia, muitas pessoas não percebem os sintomas que o corpo mostra quando algo não está certo com a saúde. Além disso, para vocês terem uma ideia geral desse quadro, sabe-se por exemplo que aqui no Brasil, 1 a cada 5 pessoas infectadas ainda não sabe que possui o vírus, o que torna a situação realmente alarmante. É que grande parte das pessoas infectadas acabam por confundir estes sinais como uma gripe ou infecção viral, ou seja, é comum um portador do vírus simplesmente ignorar ou nem se quer se lembrar que já se sentiu assim.

sintomas-da-aids-3Consequentemente não procura ajuda, retardando o início do tratamento, e também contaminando não intencionalmente outras pessoas, exatamente por não saber que possui a doença. Mas o que é a AIDS? A aids é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico.

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV.

Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido. Os sintomas que caracterizam a infecção causada pelo HIV como podemos perceber são comuns e de certo modo até considerados normais, por esse motivo podem ser facilmente confundidos com outros problemas. Vale lembrar que estar infectado com o HIV não significa necessariamente estar com AIDS, visto que a aids é a doença que o vírus HIV provoca.

Passado esse primeiro momento de infecção que ocorre por causa da contaminação, anos pode se passar sem que nenhum outro sintoma se desenvolva, esta é a fase conhecida como período de encubação do vírus. Uma pessoa só é diagnosticada com Aids quando tem uma contagem de linfócitos CD4 menor que de 200 células/mm3 (sendo que um adulto saudável possui uma média de 800/mm3 a 1200/mm3 ) e também apresentar o surgimento de alguma doença definidora da Aids, ou seja, adquirir alguma doença oportunista, que aproveita da fragilidade do organismo para ataca-lo. Então, conheça agora Os 18 Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram.

1. Sintomas Inicias AIDS: Vale lembra que, a pessoa pode ser portadora do Vírus de não desenvolver se diagnosticado a tempo. o que vamos ver agora são os Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram após a pessoa adquirir o vírus. que ainda está em modo de incubação.

2. Febre Persistente: Em 80% dos casos ocorre o surgimento de febre que em média atinge seus 38° a 40° graus. Este é também o Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram mais comum que ocorre durante a infecção aguda.

3. Tosse Seca Prolongada e Garganta Arranhada: A Faringite também é um dos Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram bastante comum, e ocorre sem o aumento das amígdalas e também sem a presença de pus. Além da tosse seca e garganta arranhando.

4. Suores Noturnos: Para muitas pessoas este pode ser um sintoma natural, a qual eles passam constantemente. Mas se isso não acontece naturalmente com você, este pode ser considerado mais um forte sinal da infecção pelo HIV. sendo facilmente um dos Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram.

5. Dores nos Músculos e nas Articulações: Dores musculares e nas articulações também são bastante comuns, podendo acarretar em sensação de mal-estar, ou seja, falta de disposição e fadiga.

6. Manchas Avermelhadas e Pequenas Bolinhas Vermelhas ou Feridas na Pele: As manchas são Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram que geralmente aparecem no período de 48 a 72 horas após o surgimento da febre, e podem prevalecer por 5 a 8 dias. A sua aparência normalmente é arredondada, sendo menor que 1 cm, avermelhadas e com um discreto relevo. As regiões mais afetadas pelas manchas são o tórax, pescoço e face.

7. Sintomas após o Período de Incubação: Estes Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram podem levar muito a surgir, e geralmente surgem quando o vírus do HIV está presente em grande quantidades no organismo e as células de defesa apresentam número muito baixos em comparação com um indivíduo adulto saudável. Além disso, nesta fase onde a doença apresenta sintomas, geralmente surgem doenças oportunistas como hepatite viral, tuberculose, pneumonia ou toxoplasmose por exemplo, pois o sistema imunologio encontra-se fraco e debilitado.

8. Ação de Fungos nas Unhas: Outro Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram de infecção de HIV tardia são alterações nas unhas, a divisão das unhas, ou descoloração (linhas pretas ou marrons que vão verticalmente ou horizontalmente). Muitas vezes isso é devido a uma infecção fúngica, , tais como cândida. Os pacientes com o sistema imunológico esgotado será mais suscetível a infecções fúngicas.

sintomas-da-aids-69. Dores de Cabeça e Dificuldades de Concentração: Os problemas cognitivos pode ser um sinal de demência relacionada com o HIV, o que geralmente ocorre tardiamente no curso da doença. Além da confusão e dificuldade de concentração, a demência relacionada com a SIDA também podem envolver problemas de memória e problemas comportamentais, tais como a raiva ou irritabilidade. Ele pode até mesmo incluir alterações motoras, tornar-se desajeitado, falta de coordenação, e problemas com tarefas que requerem habilidades motoras finas, como a escrita à mão. Sendo um dos problemas Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram.

10. Cansaço, Fadiga e Perda de Energia: Como a pneumonia e tuberculose são doenças oportunistas, isto é, doenças que se aproveitam da fragilidade do organismo de suas vítimas para se instaurem, elas também são muito frequentes em pessoas com Aids.

11. Rápida Perda de Peso: A perde de peso em portadores do HIV geralmente acontece como consequência de algum outro fator, sendo o mais comum dos Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram deles a persistência de diarreias e enjoos.

12. Candidíase Oral ou Genital: A cândida é um fungo que pode ser encontrado naturalmente no nosso organismo. Porém quando seu crescimento acontece de modo desenfreado ele vira causador de uma desconfortável infecção, a candidíase. Além disso, o que geralmente pode desencadear uma candidíase pode variar, mas o seu principal agravante é a imunidade baixa, por esse motivo ela pode ser tão recorrente em soro positivos, que já estão sofrendo com os danos causados pelo vírus do HIV.

13. Diarreia, Náusea e Vômitos Constantes: Em qualquer lugar de 30% a 60% das pessoas têm náuseas em curto prazo, vômitos ou diarreia nos primeiros estágios de HIV. Além disso, estes Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram também podem aparecer como resultado da terapia antirretroviral e, posteriormente, na infecção, geralmente como o resultado de uma infecção oportunista. Quando a Diarreia é incessante e não responde a medicação habitual pode ser uma indicação de HIV. Ou os sintomas podem ser causados por um organismo que não costuma ser visto em pessoas com sistema imunitário saudável.

14. Infecções Fúngicas: Outro Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram é a infecção fúngica que é comum em fases posteriores é sapinho, uma infecção na boca causada por Cândida, um tipo de levedura. Além disso, é um fungo muito comum é aquele que causa infecções fúngicas em mulheres. Eles tendem a aparecer na boca ou no esôfago, o que torna difícil de engolir. Surgimento de Aftas a infecção é difícil de livrar, mais desaparecem depois que se começa o tratamento da doença.

15. Erupção Cutânea: As erupções cutâneas podem ocorrer no início ou no final do desenvolvimento de HIV / AIDS. É um dos Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram, eles são como furúnculos, com algumas áreas rosa desenvolvendo coceira em meus braços. Além disso, as erupções cutâneas também podem aparecer no tronco do corpo. Se suas erupções não são facilmente explicadas ou facilmente tratadas, você deve pensar em fazer um teste de HIV.

16. Formigamento e Fraqueza: HIV também pode causar dormência e formigamento nas mãos e pés. Além disso, é chamado de neuropatia periférica, o que também ocorre em pessoas com diabetes não controlada. Isto é, quando os nervos são realmente danificados. Estes Sintomas da AIDS Que Muitos Ignoram podem ser tratados com over dose de analgésicos e medicamentos anticonvulsivantes, como Neurontin (gabapentina).

17. Irregularidades Menstruais:Doença avançada pelo HIV parece aumentar o risco de ter irregularidades menstruais, como menos e mais leves períodos. Essas mudanças, no entanto, provavelmente tem mais a ver com a perda de peso e problemas de saúde de mulheres com infecção em estágio final, em vez de a própria infecção.

 

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Ministério da Saúde lança campanha de prevenção a HIV em aplicativo gay
   Blog Diversidade   │     2 de agosto de 2016   │     0:00  │  0

Essa não é a primeira iniciativa do tipo feita pela governo. No ano passado, uma ação veiculada no Tinder gerou polêmica ao inserir perfis falsos que anunciavam pessoas interessadas em “sexo sem camisinha e sem frescura".

Essa não é a primeira iniciativa do tipo feita pela governo. No ano passado, uma ação veiculada no Tinder gerou polêmica ao inserir perfis falsos que anunciavam pessoas interessadas em “sexo sem camisinha e sem frescura”.

O Ministério da Saúde lançou ontem “01 de agosto”, uma nova campanha em parceria com um aplicativo de encontros para informar sobre a prevenção contra o HIV. As ações devem ocorrer durante o período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O foco da campanha são usuários do Hornet, voltado principalmente para o público gay.

A partir de ontem, segunda-feira, usuários do aplicativo começaram a receber mensagens que informam sobre o projeto e acesso à camisinha e outros meios de prevenção. A campanha, chamada de Close Certo, segue até 18 de setembro.

Essa não é a primeira iniciativa do tipo feita pela governo. No ano passado, uma ação veiculada no Tinder gerou polêmica ao inserir perfis falsos que anunciavam pessoas interessadas em “sexo sem camisinha e sem frescura”. Perfis falsos iniciavam a conversa dizendo: “E aí, curte sexo sem camisinha?” Em seguida, vinha a mensagem: “Olha, é difícil saber quem tem HIV. Se divirta, mas se proteja”.

A campanha, no entanto, irritou o Tinder. Neste ano, para evitar novos problemas, o Ministério da Saúde mudou a abordagem e sinalizou os usuários que devem passar informações sobre a campanha. A iniciativa também foi planejada em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e a Unesco.

Fonte: Agencia de Noticias Aids

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Hoje é 17 de Maio ! Você sabe o que significa o dia de hoje ?
   Blog Diversidade   │     17 de maio de 2016   │     0:00  │  0

Dia Internacional contra a Homolésbotransfobia. 

Dia Internacional contra a Homolésbotransfobia.

Transviado. Pervertido. Anormal. Doente. Estes termos utilizados contra os homossexuais já tiveram suporte da medicina, com direito a “tratamentos” que incluíam castração, hipnose, choques elétricos e lobotomia, mas deixaram de fazer sentido há 25 anos. Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o homossexualismo de seu rol de distúrbios mentais, deixando de considerar essa tendência como um desvio e, ao mesmo tempo, abolindo o termo (já que, na área de saúde, o sufixo “ismo” caracteriza uma condição patológica). Assim, dizer que a homossexualidade é vício, tara ou algo doença a ser curada passou oficialmente à categoria de ignorância e preconceito. E, por isso, 17 de maio foi declarado o Dia Internacional de Combate à Homofobia, quando pessoas de todo o mundo se mobilizam para falar de diversidade e tolerância.

“O fato de tirar esta experiência humana da condição de doença é algo que ainda merece ser comemorado”, afirma Benedito Medrado-Dantas, doutor em psicologia social, que pesquisa sexualidade e masculinidades na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Para Benedito, contudo, não se pode olhar só para as conquistas ocorridas desde então. “Este é um marco importante, que só ocorreu pela pressão de um movimento forte. Porém, as pessoas tendem a achar que não há mais problemas, que não é necessário discutir o assunto. O fato é que vivemos no Brasil um momento de retrocesso. Às vezes é mais fácil lidar com a homofobia explícita, do que quando ela acontece de forma cortês”, alerta.

Conheça alguns países que ainda criminalizam a população LGBT

Conheça alguns países que ainda criminalizam a população LGBT

A legislação brasileira não considera a homossexualidade como um crime desde 1830 (ao contrário do que ainda acontece em diversos países, como pode ser visto no gráfico abaixo), mas a iolência e o preconceito são pautas centrais do movimento LGBT. Segundo especialistas, ainda há uma espécie de “pena de morte” não-oficial imputada a muitas destas pessoas, que sofrem com a falta de amparo familiar e governamental e com dificuldades de inserção no mercado de trabalho.

Entre 2011 e 2012, Roberto Efrem, que é professor de sociologia da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), realizou a pesquisa “Corpos Brutalizados”, levantando crimes ligados ao ódio contra homossexuais na Paraíba e em Pernambuco. Ele destaca que ambos estão entre os cinco Estados brasileiros onde mais se mata por homofobia. “As políticas públicas para o segmento são muito precárias e, em especial, os crimes contra travestis e transexuais impressionam pela brutalidade. É como se tivessem que ser exterminados da sociedade. Uma das vítimas levou mais de 30 facadas”, relata o pesquisador.

A situação dos transexuais e travestis é atualmente um paradoxo dentro da realidade do movimento LGBT brasileiro, por ainda serem considerados portadores de um “desvio” de personalidade. “A decisão da OMS desestigmatizou toda uma população ao declarar que a homossexualidade não é doença, mas essa questão ainda é discutida no que diz respeito aos transexuais”, conta Roberto Efrem. A batalha deste segmento, que é visto de forma estereotipada e enfrenta maior rejeição do público heteronormativo, ainda tem muito o que avançar. Ao contrário do que acontece em outros países, no Brasil eles precisam se declarar “doentes” para obter tratamento médico e adequação para seu “transtorno”.

Por outro lado, em 2013 foi arquivado um polêmico projeto na Câmara dos Deputados, que com apoio da bancada religiosa tentava suprimir uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e assim permitir tratamentos de “reversão” e “cura”. A proposta gerou protestos e foi vista como retrocesso por psicólogos e outros profissionais da área de saúde, que temiam que os pacientes, por pressão da família ou de setores religiosos, se submetessem a tratamentos sem base científica. A tendência do CFP, aliás, é encarar a homofobia e não a homossexualidade como doença, especialmente nos casos que envolvem medo, repulsa, violência e empobrecimento da vida e do comportamento social.

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