Category Archives: Resistência contra a homofóbia

Lideranças criarão a 1ª casa de acolhimento para LGBT de Alagoas
   Blog Diversidade   │     6 de agosto de 2017   │     22:37  │  0

Com a cara e a coragem, os militantes LGBT: Nildo Correia – presidente do Grupo Gay de Alagoas-GGAL, Laffon Pires – Presidente do Grupo Gay do  Tabuleiro-GGT, Messias Mendonça – Presidente do Grupo Gay de Maceió-GGM e Maria Santos – Presidente do Grupo de Mulheres Negras e lésbicas de Alagoas-DANDARA, estarão abrindo até o final do mês em curso, ou início de setembro, a primeira casa de acolhimento voltada para a população LGBT e pessoas vivendo com HIV/AIDS do Estado de Alagoas.

O espaço chamará, Casa de Acolhimento e Apoio Ezequias Rocha Rego, em homenagem a um dos fundadores do GGAL, assassinado em 2011. 

A casa será no centro da cidade de Maceió, e contará com a prestação dos serviços em assistência jurídica, psicológica, social; cursos profissionalizantes; entrega de preservativo, gel lubrificante e material informativo; espaço para encontros de convivência, além de oferecer abrigo a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais espulsos  de casa por seus familiares, LGBT idoso e pessoas vivendo com HIV/AIDS.

A iniciativa será feita na raça, mas já conta com o apoio e doações de simpatizantes da causa.

Para Maria Santos – presidente do Dandara, a iniciativa chega a Alagoas para somar na luta contra a exclusão da população LGBT alagoana. “Tomamos está iniciativa, porque se não for a gente a darmos a cara a bater de início, as coisas não andarão”

Para Laffon Pires – Presidente do GGT, são iniciativas como está que fazem a diferença, e vamos em frente, promovendo ações nas áreas da saúde, geração de emprego e renda, educação, cultura e outras necessidades que fortaleça a equiparação de direitos civis e sociais para lésbicas,  gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Messias Mendonça – Presidente do GGM, fala na importância e impacto social na vida do público assistido. “Você aí que está lendo esta matéria, sabe a importância de se dá colhida a um jovem LGBT que foi espulso de casa, que se encontra sem chão e desnorteado, com medo do que encontrará pela frente?, Reflita!”.

Já Nildo Correia- presidente do GGAL, aproveitou o momento para convidar toda a militância LGBT alagoana, simpatizantes da luta a se engajar em prol desta causa. “Causa está limpa, sem fins lucrativos, cheia de sede de igualdade de direitos”.

Os interessados em contribuir com doações como: cama; colchão; roupa de cama, mesa e banho; remédios, ou outros donativos, além de serviço voluntário, deverão entrar em contato pelo whatzapp: 82 99644-1004.

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Essa Coca-Cola é Fanta e daí ?
   Blog Diversidade   │     29 de junho de 2017   │     14:39  │  0

Ontem, quarta-feira, 28 de junho, data em que é comemorada o Dia Internacional do Orgulho LGBT  em todo o mundo, funcionários da Coca-Cola receberam latas do refrigerante principal da companhia porém com Fanta em seu conteúdo. A empresa aproveitou uma brincadeira popular para abordar um tema sério.

Com a inscrição “Essa Coca-Cola é Fanta e daí?” na lata, mostra seu apoio à causa da diversidade sexual e contra o preconceito.

“Acreditamos que ações como essa geram orgulho e empatia e ajudam na cultura positiva do nosso dia a dia”, diz Marina Peixoto, diretora de comunicação da Coca-Cola Brasil.

As Cocas-Cola que são Fanta, porém, não serão comercializadas. Foi uma ação interna da companhia que recheou as geladeiras dos 13 andares da sede da empresa, no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, para lembrar a data.

E viva a Coca Cola e demais empresas que a cada dia abrem seus braços para divulgar e Visibilizar uma cultura de paz e tolerância.

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Facebook terá reação Orgulho nas publicações durante o Mês do Orgulho
   Blog Diversidade   │     9 de junho de 2017   │     18:32  │  0

O ícone, que será uma bandeira LGBT (Bandeira Arco-íris) ficará entre os botões de “Amei” e “Haha”

O Mês do Orgulho LGBT serve, acima de tudo, para gritarmos ao mundo o quanto somos felizes por sermos quem somos, inclusive nas redes sociais. Então, comemorando esse mês, o Facebook terá um botão especial onde poderá reagir com “Orgulho” nas publicações.

O ícone, que será uma bandeira LGBT (Bandeira Arco-íris) ficará entre os botões de “Amei” e “Haha”. Segundo o Facebook, a reação ficará disponível durante todo o mês de Junho.

Além disso, os usuários poderão adicionar filtros especiais, onde laços coloridos são adicionados à foto de perfil comemorando a diversidade e o orgulho LGBT.

Essa não é a primeira vez que a companhia faz um botão de comemoração. No dia das mães, uma flor roxa de “Gratidão” costuma aparecer, e domina toda o feed com florzinhas subindo pela tela.

Curta a página e comece a expressar o seu ORGULHO no Facebook

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A história por trás da bandeira arco-íris, símbolo do orgulho LGBT
   Blog Diversidade   │     2 de junho de 2017   │     15:51  │  0

Baker nasceu em 2 de junho de 1951 em Chanute, no Estado americano do Kansas.

O criador de um dos principais símbolos da comunidade LGBT – a bandeira arco-íris – morreu aos 65 anos em sua casa em Nova York, nos Estados Unidos, informou a imprensa americana.

Gilbert Baker morreu enquanto dormia. As causas da morte ainda não foram divulgadas.

Mas qual é a história por trás de sua maior criação? E como a bandeira arco-íris se tornou um símbolo da comunidade LGBT?

Baker criou o estandarte, originalmente com oito cores, em 1978, para o Dia de Liberdade Gay de San Francisco, na Califórnia (Estados Unidos).

A bandeira original tinha as seguintes cores, cada uma representando um aspecto diferente da humanidade:

  • Rosa – sexualidade
  • Vermelho – vida
  • Laranja – cura
  • Amarelo – luz do sol
  • Verde – natureza
  • Turquesa – mágica/arte
  • Anil – harmonia/serenidade
  • Violeta – espírito humano

Naquela ocasião, 30 voluntários ajudaram Baker a pintar a mão as duas primeiras bandeiras arco-íris. Elas foram hasteadas para secar no último andar de galeria de um centro da comunidade gay em San Francisco.

Sujos de tinta, eles tiveram de esperar até a noite para lavar suas próprias roupas – já que não podiam lavá-las em lavanderias públicas.

Tempos depois, a bandeira foi reduzida a seis cores, sem o rosa e o anil. O azul também acabaria por substituir o turquesa.

Falando sobre sua criação, Baker disse que queria transmitir a ideia de diversidade e inclusão, usando “algo da natureza para representar que nossa sexualidade é um direito humano”.

Em 2015, o Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMa, adquiriu a bandeira para a sua coleção de obras, chamando-a de “poderoso marco histórico do design”.

“Decidi que tínhamos de ter uma bandeira, que uma bandeira nos encaixasse em um símbolo, o de que somos pessoas, um tribo”, disse Baker ao museu em uma entrevista.

“E as bandeiras são sobre proclamar poder, então é muito apropriado”, acrescentou na ocasião.

Bandeira arco-írisDireito de imagemREUTERS
Image captionO aniversário de 25 anos da bandeira foi celebrado em 2003

Homenagem

A bandeira arco-íris foi hasteada no centro de San Francisco para homenagear Baker.

Em sua conta no Twitter, o roteirista americano Dustin Lance Black disse: “Os arco-íris choram. Nosso mundo é bem menos colorido sem você, meu amor. Gilbert Baker nos deu a bandeira do arco-íris para nos unir. Nos unirmos de novo”.

O senador pelo Estado da Califórnia Scott Weiner afirmou que o trabalho de Baker “ajudou a definir o movimento LGBT moderno”.

Parada gay em Nova York (2005)Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionBandeira tornou-se símbolo da diversidade e da inclusão

Das Forças Armadas ao design

Baker nasceu em 2 de junho de 1951 em Chanute, no Estado americano do Kansas. Ele cresceu em Parsons, também no mesmo Estado, onde sua avó tinha uma pequena loja de roupas. Seu pai era juiz e sua mãe, professora.

De 1970 a 1972, ele serviu nas Forças Armadas americanas. Quando deixou o Exército, Baker aprendeu a costurar sozinho e usou a habilidade para criar pôsteres para marchas de protesto anti-guerra e a favor dos direitos LGBT.

Foi durante esse período que ele se tornou amigo de Harvey Milk, o primeiro parlamentar abertamente homossexual da história dos Estados Unidos.

Baker criou a bandeira arco-íris em 1978, mas se recusou a registrá-la como sua marca.

Em 1994, ele se mudou para Nova York, onde viveu até sua morte.

Naquele ano, ele criou a maior bandeira do mundo em comemoração ao 25º aniversário da Rebelião de Stonewall – como ficou conhecidas as manifestações da comunidade LGBT contra a invasão da polícia de Nova York ao bar Stonewall Inn, em Manhattan.

Os protestos anteciparam o movimento moderno de libertação gay e a luta dos direitos LGBT nos Estados Unidos.

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Em plena ditadura, a torcida Coligay mostrava a cara contra o preconceito
   Blog Diversidade   │     19 de abril de 2017   │     13:25  │  0

17035332Pioneiro no futebol, o grupo gaúcho nascido há 40 anos reuniu torcedores do Grêmio e treinava até caratê para se defender de agressores homofóbicos.

O ano de 1977 marcou o Brasil em várias frentes. A lei do divórcio foi instituída, a escritora Raquel de Queiroz foi a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras, e o país ganhou mais um Estado, o Mato Grosso do Sul. No mundo do futebol, outros dois fatos marcantes. Enquanto Pelé marcava seu último gol pelo Cosmos sobre o Santos, nascia também a primeira torcida brasileira exclusivamente gay. Incomodado com a falta de agitação nas arquibancadas, o cantor e empresário Volmar Santos resolveu fundar uma falange que chamasse a atenção não só por seus trajes, faixas, bandeiras e instrumentos, mas também pela ousadia de reunir torcedores homossexuais do Grêmio em plena ditadura militar. Assim, no dia 10 de abril daquele ano, surgia a Coligay.

Páscoa foi o novo e barulhento grupo de adeptos tricolores. Gaúcho de Passo Fundo, Volmar era dono de uma boate em Porto Alegre, a Coliseu. Ela motivou o nome da torcida e servia como ponto de encontro para seus integrantes, antes e depois dos jogos. Além do espanto, o circuito da bola reagiu com repulsa ao movimento liderado por Volmar. Dirigentes, jogadores e membros de outras torcidas organizadas do Grêmio rechaçaram a Coligay, que, inicialmente, tinha cerca de 60 integrantes. Ciente dos riscos de declarar a homossexualidade, sobretudo em um terreno machista como o futebol, ainda no contexto da ditadura, o mentor da torcida bancava aulas de caratê para que seus seguidores pudessem se defender de eventuais ataques homofóbicos de rivais e das próprias facções gremistas. “A única vez que tivemos problema foi quando um cara atirou pedras em nossa direção. Mas rapidinho botamos o sujeito pra correr do estádio”, conta Volmar, hoje com 68 anos, que compôs até um hino exaltando sua legião.

Volmar Santos canta o hino da Coligay.

Além das aulas de arte marcial, Volmar também financiava caravanas para os torcedores conhecidos como “coliboys” acompanharem as partidas pelo interior do Rio Grande do Sul. Vestindo túnicas, calças bem justas ou apetrechos espalhafatosos, os seguidores da Coligay chegavam fazendo barulho e atraíam olhares encabulados enquanto tomavam as arquibancadas. “Como frequentador assíduo de estádios, eu achava a torcida do Grêmio muito parada”, lembra Volmar. “O objetivo da Coligay era levar mais alegria e animação para os jogos, apoiando os atletas da equipe em todos os momentos.” Entusiasmo realmente não faltava à torcida, que ficou marcada por cantar o tempo inteiro durante as partidas, algo que só seria retomado no início dos anos 2000, com a aparição da Geral do Grêmio – uma organizada inspirada nas barras argentinas.

Com o tempo, a Coligay passou a ganhar mais membros – alguns deles dissidentes de outras organizadas – e simpatizantes. “Tinha muito jogador do Grêmio que frequentava a boate escondido”, diz o fundador, referindo-se à Coliseu. Telê Santana, técnico do tricolor gaúcho entre 1976 e 1978, costumava ir à boate de madrugada na tentativa de flagrar jogadores que escapavam da concentração. Mas, assim que tomava conhecimento da presença do treinador, Volmar escondia os fujões e agilizava a debandada pela porta dos fundos.

Como praxe do regime militar, Porto Alegre contava com uma Delegacia de Costumes, que monitorava as ações da Coligay através do setor de “meretrício e vadiagem”. Porém, a torcida nunca teve um membro preso por manifestar publicamente sua orientação sexual. A onda de repressão à homossexualidade, que incluía batidas policiais em locais frequentados por pessoas LGBT e detinha quem “atentasse contra a moral e os costumes vigentes”, como revelado pela Comissão Nacional da Verdade, não impediu os coliboys de demonstrarem toda sua irreverência nem mesmo quando o então presidente João Baptista Figueiredo, que era torcedor do Grêmio, fez uma visita ao Olímpico. Um integrante que vestia roupas cor de rosa conseguiu furar o bloqueio dos seguranças na tribuna de honra e se aproximou do general aos gritos de “João Baptista”, imitando a personagem Salomé, que ficou famosa no programa semanal da Rede Globo do humorista Chico Anysio.

Coligay
Grêmio e Coligay quebravam tabus quatro décadas atrás.REPRODUÇÃO/ACERVO PLACAR

Em várias ocasiões, a trupe da Coligay virava a noite na boate e emendava a farra no cortejo rumo ao estádio. O ritual e os cânticos de apoio incondicional se consolidaram ao longo do período mais glorioso da história do Grêmio. Menos de seis meses após o surgimento da torcida, o clube rompeu um jejum de oito anos sem títulos no Gauchão.

A fama de pé-quente da Coligay acabou chegando a São Paulo, e Vicente Matheus, folclórico presidente do Corinthians, convidou os coliboys para assistirem à final do Campeonato Paulista quando o Timão jogaria contra a Ponte Preta, no estádio do Morumbi. O time alvinegro também acabou quebrando um tabu depois de mais de 22 anos sem levantar taças, com um gol salvador de Basílio sobre o time pontepretano. De volta aos seus domínios no sul, a Coligay ainda presenciaria as conquistas gremistas de outros dois Campeonatos Gaúchos, um Brasileiro, uma Libertadores e um Mundial de Clubes, em 1983, ano em que a torcida encerrou suas atividades devido ao retorno de Volmar Santos à sua cidade natal.

Um dos poucos registros históricos sobre os seis anos de existência da torcida gremista é o livro “Coligay, tricolor e de todas as cores”, escrito pelo jornalista Léo Gerchmann e publicado pela editora Libretos, em 2014. Apesar da vida curta, a Coligay inspirou outras associações entre torcedores homossexuais, como a Flagay, do Flamengo, que foi criada em 1979 pelo carnavalesco Clóvis Bornay. Em 2013, grupos encabeçados pela Galo Queer, do Atlético Mineiro, tentaram articular movimentos semelhantes nas redes sociais. Entretanto, por medo de ameaças de torcedores organizados, nenhum deles marcou presença nos estádios como a Coligay. “É preciso mostrar o rosto para vencer o preconceito que ainda existe no futebol”, diz Volmar. “Mas, nos dias de hoje, parece ser ainda mais difícil que naquela época. A Coligay fez história. Espero que um dia os torcedores homossexuais sejam vistos com naturalidade no estádio.”

Fonte: EL PAÍS

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