Category Archives: Resistência contra a homofóbia

Depois da Nike, All Star lança coleção com cores das bandeiras LGBT
   Blog Diversidade   │     7 de junho de 2019   │     13:01  │  0

Sabe os clássicos tênis All Star Converse? Pois bem, agora você poderá tê-los nas cores da bandeira trans e também da bandeira LGBT.

A edição comemorativa é uma homenagem da marca aos 50 anos da Stonewall, movimento que ocorreu em Nova York em 1969 e deu origem a luta pelos Direitos LGBT no mundo.

Com a iniciativa, a Converse se torna a primeira marca de artigos esportivos a lançar uma coleção com temática LGBT.

Há diversos modelos nas cores da bandeira LGBT e da bandeira trans, inovando até no solado, que não escapa do colorido.

Confira os modelos abaixo:

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:
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Ao menos por enquanto os modelos serão vendidos somente nos Estados Unidos. Entretanto, não é difícil, pra quem puder, fazer o pedido online pelo site da empresaMas o site brasileiro da marca bem que poderia lançar a coleção por aqui, né?

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Ludmilla assume namoro com bailarina
   Blog Diversidade   │     3 de junho de 2019   │     12:13  │  0

Ludmilla, 24, surpreendeu os fãs ao assumir namoro com Brunna Gonçalves, uma de suas bailarinas.
A assessoria da cantora confirmou à reportagem que as duas estão mantendo um relacionamento, e que Lud teria até escrito uma música para ela, “Espelho”, que integra seu novo DVD “Hello Mundo”.
“É que você me faz bem. Eu quero, muito, muito mais. E só você tem o beijo que me satisfaz. E um jeito de fazer gostoso demais, demais”, diz a música.
Em meados de fevereiro, Brunna já havia publicado uma série de fotos de shows de Ludmilla e feito uma declaração para a cantora.
“Como uma menina de só 23 anos, tem o poder de mudar e tocar na vida de tanta gente ?! Você foi responsável pelas realizações dos meus maiores sonhos.. coisas que eu nunca imaginei viver eu vivi contigo e ainda vivo! Cada dia é uma surpresa, um aprendizado ou até mesmo um puxão de orelha diferente”, escreveu a cantora ba legenda.
Apesar de tratar Ludmilla como “amiga” no texto, ela diz que a ama e que “fico muito feliz em poder estar presente nesse dia, mas feliz ainda por estar ali no palco bem do seu ladinho o tempo inteiro vivendo aquilo contigo, vendo bem de perto sua carinha de feliz”.

 

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13 anos de Luta pela cidadania LGBTI+ em Teotônio Vilela
   Blog Diversidade   │     14 de março de 2019   │     21:29  │  0

Para celebrar o Orgulho LGBTI+ a organização da sociedade civil Afinidades GLSTAL realiza, e a prefeitura de Teotônio Vilela apoia, as diversas atividades que acontecem neste fim de semana!

As iniciativas fazem parte do Projeto Afirmando Identidades e fazendo novas escolhas pro-saúde integral de LGBTI+ em Alagoas financiado pela UNESCO e acontecem a partir deste final de semana no município de Teotônio Vilela.
“Concurso escolhe, Miss Gay, Rainha da Parada e Miss Trans”
No sábado (16/03) às 21 horas, o Clube Vilelense receberá as candidatas que farão entrada em trage de glamour. Nessa etapa serão escolhidas as mais votadas pelo jurado que observarão os critérios de beleza, figurino e talento. A noite será dançante animada pelo DJ Jonh!
“Somos família” esse é o nosso slogan !
No domingo (17/03) a 13° Parada do Orgulho LGBT de Teotônio Vilela fará concentração a partir das 15 horas na pç. de eventos da cidade.

O cortejo seguirá com trio elétrico em direção a orla afirmando para a sociedade de que somos milhões de filhos e filhas, pais, mães, parentes e amigos ocupando todos cantos e contribuindo para todas as áreas do conhecimento. Contará com apresentações performáticas as mais diversas e show da Banda musical de Allana Cardoso.
Exposição “Transhow: A arte transgride, o corpo resiste!”
É um show de imagens de uma apresentação artística que aconteceu no Teatro de Arena e objetivou oferecer novos significados através da arte, enfatizando as lutas pela cidadania e os desafios do cotidiano de travestis e transexuais. As imagens são uma homenagem performática ao artista transformista Reinaldo Reis que foi brutalmente assassinado em atendado homofóbico.

As fotos produzidas nesses ensaio, são registros de Laudemi Oliveira do espetáculo artístico Transhow, realizado em homenagem a personagem de Reinaldo (Dryelly Reis). A exposição ficará no Centro Cultural de Teotônio Vilela, durante toda semana, Neste espaço será colocada uma tenda para prestar serviço a população com distribuição de preventivos, material informativo, também haverá exibição de filmes com temática homoafetiva.
SEMINÁRIO LGBT VAI DISCUTIR GENERO E SEXUALIDADE NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Terça feira (19/03), das 8:30 h às 17h, o auditório da Secretaria Municipal de Saúde de Teotônio recebe o Seminário Gênero e Sexualidade nos Serviços de Saúde que tem por objetivo demostrar que existem demandas especificas de saúde relacionadas a população LGBTi+ e as melhoras que podem ocorrer quando estes usuários são visto de forma integral e atendidos com respeito.
A programação do seminário traz quatro momentos de discursão em forma de palestras e painés com especialistas na área, abordando para construção de um novo cenário na saúde para o acolhimento qualificado, equânime e integral de LGBTI+.
O seminário tem apoio da Prefeitura de Teotônio Vilela, Prefeitura de Campo Alegre, Prefeitura de Pilar, Prefeitura de Junqueiro e Prefeitura de Maceió.

O seminário é gratuito, mas as inscrições estão sendo realizadas e articuladas de forma a garantir a participação de representantes destes municípios.
Informações:
Presidente do Afinidades GLSTAL – Jadson Andrade Fone: 996865317 e-mail: [email protected] e/ou Julio Daniel 991715115 / Marinho 991148884

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Índia, dos tempos passados, a criminalização e reconhecimento da homossexualidade
   Blog Diversidade   │     21 de dezembro de 2018   │     11:58  │  0

Em setembro desse ano, a Suprema Corte da Índia determinou que relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo não é mais uma ofensa criminal e que a discriminação baseada na orientação sexual é uma violação fundamental dos direitos humanos. Essas notícias foram celebradas ao redor do mundo e marcaram um marco na história do país, e para os direitos LGBT em geral – a maior e mais populosa democracia do mundo está permitindo que os seus cidadãos amem quem eles quiserem.

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Participants get ready as they attend a gay pride parade promoting gay, lesbian, bisexual and transgender rights in Mumbai

Enquanto o mundo estava celebrando, eu tive alguns amigos britânicos me enviando mensagens dizendo “Finalmente! A Índia alcançou os dias de hoje! Isso é incrível! Parabéns!”. Essas mensagens foram genuinamente enviadas como uma celebração da decisão indiana em retirar a proibição, e como essas mensagens foram enviadas por amigos próximos eu não fiquei ofendido. Porém, eu tive que lembrar eles de que a relação que a Índia tem com as identidades de gênero, fluidez e sexualidade tem sido, historicamente, muito mais avançada que a do ocidente. Na realidade, eu lembrei aos meus amigos, que foi somente quando a Índia foi colonizada pelos britânicos que regras de identidade de gênero foram introduzidas e a homossexualidade foi banida, fazendo com que o país se alinhasse com os valores da Inglaterra vitoriana.

Os ingleses viam a abordagem relaxada da Índia sobre a sexualidade e o gênero como anormais, imorais e não-cristãos, e assim que conseguiram tomar o poder das políticas do país, eles forçaram as suas crenças de que somente existem dois gêneros e que as relações sexuais e o casamento deveriam somente existir entre um homem e uma mulher.

Esse então é um lembrete para muitos que a Índia teve uma abordagem aberta e liberal da sexualidade e gênero, e de alguma maneira “alcançava os tempos de hoje”, antes mesmo do ocidente. Retirar a proibição sobre relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo se tornou um passo no processo de descolonização da Índia, e a rejeição do legado homofóbico do império britânico. Isso é realmente o que nós deveríamos estar celebrando e lembrando as pessoas.

Antes do Raj britânico, a intimidade homoafetiva na Índia era simplesmente parte da vida, e as linhas entre homem e mulher e heterossexual e homossexual nos tempos antigos indianos eram borrados.

Abaixo alguns exemplos:

REI BHANGASVANA

indra_dikpalaBhīṣma narra a história do Rei Bhangasvana, que, depois de ter cem filhos foi transformado em uma mulher pelo deus Indra durante uma caça. Agora como mulher, ela retorna para o seu reino, relata a história, entrega o seu reino para o seu filho e se aposenta na floresta para ser a esposa de um eremita, dando a luz para outros cem filhos, agora como a mãe. Depois de um tempo, Indra oferece transformar ele de volta em um homem, mas ela se recusa. O sexo deu muito mais prazer para ela como mulher do que como homem, e ela se sentia mais confortável como uma mulher, e por isso ela resolveu permanecer com esse novo gênero.

AGNI

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Agni, o deus do fogo, riqueza energia criativa, teve relações sexuais com outros homens envolvendo receber o sêmen de outros deuses. Apesar de ser casado com a deusa Svaha, Agni também é representado como par romântico de Soma, o deus da lua. Agni toma um papel interessante nesse relacionamento, aceitando o sêmen de Soma com a sua boca, criando paralelos do papel de Agni em aceitar sacrifícios da Terra pelos Céus.

 

KRITTIVASI RAMAYANA

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Algumas versões do texto Bengali Krittivasi Ramayana contêm a estória de duas rainhas que tiveram uma criança juntas. Quando o famoso rei da dinastia Sun, Maharaja Dilipa, morreu, os semi-deuses ficaram preocupados que ele não teria ninguém para suceder o trono. Shiva apareceu para as duas rainhas viúvas e disse, “Vocês duas devem fazer amor e através da minha benção vocês irão conceber um belo filho”. As duas rainhas executaram a ordem de Shiva e uma delas deu a luz a uma criança.

 

KAMA SUTRA

O Kama Sutra é o mais antigo e notável texto clássico Hindu sobre o comportamento sexual humano da literatura sânscrita. Ele se apresenta como um guia para uma vida virtuosa e graciosa que discute a natureza do amor, vida familiar, e outros aspectos para as características orientadas pelo prazer da vida humana. Esse é outro exemplo da abertura que a Índia tinha ao abordar o comportamento e preferências sexuais, oferecendo conselhos sobre posições sexuais tanto para casais heterossexuais como homossexuais.

O MAHABHARATA

Na estória do Mahabharata (o poema época mais longo da Índia), Arjuna (o filho de Indra) é enviado para o exílio, onde ele decide viver a sua vida como uma pessoa trans nomeada Brihannala. Ela até performa a tradicional dança indiana de kathak e abraça as suas características femininas em seu máximo.

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SOMVAT E SUMEDHA

Outro épico hindu é o Somvat e Sumedha, dois amigos de infância que decidem se casar apesar de serem homens.

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OUTROS EXEMPLOS

Outros exemplos da antiga abordagem indiana sobre sexualidade e gênero a de incluem Awadh, hoje conhecido como o município de Lucknow, que tinha um governador que vivia como o gênero oposto em algumas situações, e mudava de parceiros sexuais nessas situações. Novelas bengali do final do século XIX, como os de Indira, descrevem relações lésbicas, e textos de muçulmanos sufistas do leste indiano explicitamente mencionam o romance homossexual entre homens sem nenhum tipo de vergonha ou culpa. Essas novelas e textos surgem das crenças metafísicas indianas de que existe mais do que o binarismo homem/mulher, mas também um homem com o coração de uma mulher e uma mulher com o coração de um homem. Indianos aplicam masculinidade e feminilidade para os corpos físicos e para as almas. O Bhagavad Gita nos ensina que não existe nada inatural na natureza e todas as maneiras de ser são manifestações do divino.

AS IMPOSIÇÕES DO IMPÉRIO BRITÂNICO

Essa abordagem aberta e fluida de gênero e sexualidade colidiam com as ideias da coroa britânica de como a sociedade deveria ser. Na época, a Inglaterra era ditada pela religião cristã e crenças sociais vitorianas conhecidos por serem pudicos e puritanos, e qualquer forma de intimidade que não tinha como objetivo a procriação era considerável inaceitável. Atos homossexuais eram vistos como os piores de todos.

O Império Britânico implementou a seção 377 do Código Penal Indiano em 1861, o que tornou uma ofensa criminal qualquer tipo de relacionamento que demonstre um “desejo carnal inaceitável”, a punição para tal era a cadeia, multas pesadas, ou ambos. A lei também foi implementada na Austrália, e nas colônias britânicas do Sudeste Asiático e da África.

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O Raj britânico também fez um esforço consciente para alienar e marginalizar comunidades não-binárias, tais como as Hijras – uma identidade de gênero de pessoas intersexo ou designadas homens ao nascer que se apresentam como mulheres. Hoje, Hijras são reconhecidas e protegidas pelas leis da Índia, Paquistão e Bangladesh.

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O QUE LEMBRAR

Então, o que estamos celebrando? Esse movimento louvável da Suprema Corte, embora um pouco atrasado, não é uma questão da Índia estar entrando de acordo com o mundo moderno ou tentando “chegar nos dias de hoje”. Enquanto a Inglaterra foi mais rápida em jogar fora os preconceitos e a discriminação de seu passado, é importante lembrar que foi a Inglaterra que jogou esse peso nos ombros da Índia. E por isso a Índia não precisa “alcançar” o resto do mundo; ela está na realidade celebrando a fluidez de gênero e as relações homoafetivas que existiam há séculos. A Índia está se livrando dos quadros legais do seu passado imperial e abraçando parte da sua cultura e história que tinham sido enterrados pelo peso do colonialismo.

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Bradesco traz casal gay e trilha com Gloria Groove em campanha de fim de ano
   Blog Diversidade   │     18 de dezembro de 2018   │     12:35  │  0

Todas empresas fazem suas campanhas de fim de ano afim de investir na marca e desejar boas festas aos seus clientes.

Chamou atenção a campanha recente do banco Bradesco, veiculada na TV e Internet, que inclui um casal gay  em sua animação.

texto da campanha inclusive ressalta a importância da diversidade: “Cada pessoa é única, tem seu próprio brilho e todas as diferenças são importantes. Juntos, podemos brilhar ainda mais. Um vagalume no campo vai desbravar a cidade em busca de seu sonho, mas se vê diante de um mundo disperso e pouco acolhedor”.

Além disso, a trilha, que é música Beautiful da Christina Aguilera – uma letra de empoderamento e que fala sobre a beleza singular de cada um – é cantada por ninguém menos que a drag queen Gloria Groove.

Assista:

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