Category Archives: Religião

Um Ateu Gay em uma família evangélica
   Blog Diversidade   │     7 de novembro de 2016   │     0:00  │  0

“Um ateu gay numa família evangélica e o aprendizado diário de se conviver com as diferenças”, um relato pessoal.

Quem sabe o dia que LGBTs derem mais holofote para os cristãos que pregam a inclusão do que para os que pregam a segregação a gente possa virar esse jogo

Quem sabe o dia que LGBTs derem mais holofote para os cristãos que pregam a inclusão do que para os que pregam a segregação a gente possa virar esse jogo

Eu vejo alguns LGBTs que criticam gays religiosos, os que querem ser aceitos nas suas instituições religiosas e que lutam por esta aceitação, como a Diversidade Católica.
Alguns costumam chama-los de “idiotas”, que “parecem que não leram a “bíblia homofóbica” e que deveriam era deixar a igreja, ao invés de buscar serem aceitos por quem os discrimina.

Eu, particularmente, admiro e apoio LGBTs que lutam para serem aceitos dentro das suas religiões/instituições por três motivos:

1. Liberdade de crença é para todos, inclusive para LGBTs, e deve ser respeitada.

2. Instituições religiosas fazem parte da sociedade. As pessoas que absorvem os preconceitos que são pregados na maioria das vezes dentro destas instituições não deixam seus preconceitos lá dentro, elas trazem pra sociedade. Logo, a luta pelo fim da discriminação LGBT passa pelo fim da discriminação LGBT dentro dessas instituições e para isso a mudança tem que ocorrer lá dentro e tem que ter pessoas dispostas a lutarem por essa mudança interna.

3. Sou de família evangélica e fui teísta até pouco depois de sair do armário, quando me aproximei do ateísmo. Eu escolhi lutar “daqui de fora”, daí minha admiração por quem luta “lá de dentro” por uma mesma luta: a luta por igualdade e pelo fim da discriminação.

Quem sabe o dia que LGBTs derem mais holofote para os cristãos que pregam a inclusão do que para os que pregam a segregação a gente possa virar esse jogo.

Às vezes tenho a triste sensação de que alguns homossexuais precisam alimentar essa falsa guerra para sobreviver, que não é de interesse dos próprios criar um ambiente pacífico porque daí, estes que tanto dedicaram seu tempo para a guerra, não saberão como viver num ambiente de paz.

Meu maior exemplo de cristão inclusivo por qual tenho um profundo respeito e admiração é meu vô, presbítero de 82 anos, um dos pioneiros da Assembleia de Deus na minha cidade, com homenagem pela Câmara de Vereadores e tudo.
Ele já teve participação do Marco Feliciano na igreja que ele frequenta e também assiste e contribui mensalmente com R$ 15 ao pastor Malafaia (e sou eu quem vou pagar os boletos, olha só que coisa).

A primeira pessoa pra quem me assumi foi pra ele, porque o tenho como meu pai. Depois de muito chorar durante minha “explanação” do outing, e de ouvir suas considerações bíblicas sobre todas essas questões, ele disse que me criou para seguir minha vida e ser feliz.

Posteriormente vindo me questionar, curioso, se eu seria “o homem ou a mulher” da relação e dizendo que tinha um advogado na igreja dele, com mais de 40 anos, muito boa pessoa e trabalhador que ele podia “arranjar casamento” com ele pra mim, claro que achei graça e disse não.

Já discutimos sentados no sofá assistindo programa do Malafaia, assistindo audiências públicas homofóbicas no Congresso e ele reconheceu que os homossexuais ainda têm muito que lutar  pela conquista da igualdade e condenando os parlamentares teocratas, dizendo que estes deveriam “deixar os gays em paz”.

Pra mim é  um exercício diário de aprendizagem  a convivência com as diferenças dentro da minha família e sei que pra eles também é. Eles não se metem na minha sexualidade e não tentam “me converter” e eu não me meto na crença deles e não tento fazê-los deixar de praticarem sua fé.

Às vezes, óbvio, eu ainda ouço um comentários homofóbicos aqui e ali, mas depois que eles notaram que eu estava me afastando das atividades familiares, sentados pra conversar e eu disse, numa boa, que esses comentários me atingiam e me feriam. Que sabiam que eles não faziam por má fé, que era por hábito cultural e de criação, e que por isso eu optava por não me expor a isto; A partir daí eles passaram a tomar mais cuidado e pararam com as brincadeiras constrangedoras, como aquelas perguntas  “Cadê as namoradas?” quando estamos com gente de fora da família e nos reaproximamos mais…

E são as lições que tiro dessa convivência familiar sobre conviver e respeitar as diferenças que procuro aplica-las na militância política. 

” Tudo Está Cheio de Amor

Você receberá amor
Você receberá cuidado
Você receberá amor
Você tem que confiar nisso
Talvez não das fontes
Nas quais você derramou o seu
Talvez não das direções
Para as quais está olhando”
Por: Marcos Oliveira

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Igreja Católica investiga uso de app de paquera gay por seminaristas
   Blog Diversidade   │     30 de agosto de 2016   │     0:00  │  0

Jovens que estudavam para se tornar padres estariam inscritos no Grindr

Blogs e cartas anônimos divulgaram a existência de uma ‘cultura gay’ na Faculdade Saint Patrick, an Irlanda - REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Blogs e cartas anônimos divulgaram a existência de uma ‘cultura gay’ na Faculdade Saint Patrick, an Irlanda – REPRODUÇÃO/FACEBOOK

A Igreja Católica da Irlanda vai abrir investigação para apurar o suposto uso do Grindr, aplicativo de paquera gay, entre jovens seminaristas do Seminário Nacional da Irlanda na Faculdade Saint Patrick, em Maynooth, no condado de Kildare, no leste do país. A decisão foi tomada nesta terça-feira, em encontro entre os curadores da instituição, que discutiu a alegação sobre a existência de uma “cultura gay” entre os futuros padres e da “atividade homossexual” no principal seminário do país.

 “A curadoria compartilha as preocupações sobre a atmosfera pouco saudável criada por acusações anônimas junto com comentários em redes sociais que podem ser especulativas ou até maliciosas”, disse o Seminário Nacional da Irlanda, em comunicado divulgado nesta quarta-feira.

Para conseguir informações sobre o caso, a curadoria vai revisar as atuais políticas e procedimentos para a coleta de queixas e reclamações, visando “adotar as melhores práticas” para proteger denunciantes, além de avaliar e revisar as políticas sobre o “uso apropriado da internet e das mídias sociais”.

No início do mês, blogs e cartas divulgados anonimamente em redes sociais relataram a existência de atividade homossexual e o uso do aplicativo Grindr entre seminaristas e funcionários da faculdade. Por causa da repercussão, o arcebispo Diarmuid Martin chegou a afirmar que não enviaria mais estudantes para a faculdade.

No comunicado divulgado nesta quarta-feira, a curadoria do Seminário Nacional não chega a citar o termo “homossexual”, mas deixa claro que “não existe lugar na comunidade seminarista para qualquer tipo de comportamento ou atitude que contradiga os ensinamentos e o exemplo de Jesus Cristo”.

Além da investigação, o seminário vai requerer à Conferência de Bispos a instalação de uma auditoria independente para a governança e estatutos dos seminários irlandeses, a criação de uma política nacional uniforme para a admissão de novos seminaristas e o planejamento para a introdução de um ano propedêutico para todos os candidatos a padre.

“Estabelecer um subcomitê para examinar as necessidades pastorais do treinamento de padres na Irlanda contemporânea, notando em particular a recente recomendação do Papa Francisco: ‘A presença de leigos, famílias e especialmente de mulheres na formação de padres promove a apreciação da diversidade e complementaridade das diferentes vocações na Igreja’”.

Fonte: O Globo

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Igreja na Bahia defende publicamente o assassinato de gays
   Blog Diversidade   │     21 de julho de 2016   │     15:21  │  0

Placa exposta na fachada da instituição diz que, “se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento”.

Apesar da placa dizer textualmente que gays "deverão ser mortos", o responsável pela igreja, pastor Milton França, nega que a frase seja homofóbica

Apesar da placa dizer textualmente que gays “deverão ser mortos”, o responsável pela igreja, pastor Milton França, nega que a frase seja homofóbica

A Igreja Batista Bíblica Salem, de Porto Sauípe, litoral norte da Bahia, decidiu testar os limites da liberdade religiosa. A instituição prega, abertamente, que homossexuais sejam mortos. A declaração de guerra aos gays se dá por meio de uma placa afixada na fachada da instituição, de modo que todos os moradores e visitantes da região recebam o recado. A publicidade diz que “se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento; eles serão responsáveis pela sua própria morte”. Uma outra placa, logo abaixo dessa, ameaça os homossexuais ou qualquer um que seja confundido como tal: “você é livre para fazer suas escolhas, mas não é livre para escolher as consequências”.

Apesar da placa dizer textualmente que gays “deverão ser mortos”, o responsável pela igreja, pastor Milton França, nega que a frase seja homofóbica ou que esteja defendendo a morte dos gays. “Não é a igreja que vai causar a morte dos gays, e sim seus pecados”, defende. De acordo com ele, a intenção da publicidade não é incentivar agressões aos homossexuais, mas sim demonstrar a insatisfação de Deus com a vida que estas pessoas “escolheram”. “A mídia incentiva o ‘homossexualismo’. A Globo incentiva em suas novelas e programas. É uma afronta ao todo poderoso. Então eu quero mostrar o outro lado dessa história, a opinião de Deus. Os gays não devem ser mortos, devem ser salvos, pois já estão mortos espiritualmente”, diz.

 Igreja pode ser processada

O presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB Bahia, Filipe de Campos Garbelotto, tem uma opinião diferente. Para ele, a placa é uma afronta ao exercício da liberdade religiosa. “A placa está virada para a rua. Não é liberdade religiosa e sim incentivo à violência. Está pregando a violência contra os gays”, explica. Filipe complementa que quem se sentir prejudicado com a ofensiva do pastor pode prestar queixa em uma delegacia e entrar com uma ação na justiça contra o religioso e sua instituição. No caso da ação na justiça, é possível até mesmo pedir uma indenização.

Caso foi encaminhado ao Ministério Público

O assunto já chegou ao Centro de Apoio dos Direitos Humanos do Ministério Público da Bahia. A coordenadora do Centro, Márcia Teixeira, encaminhou a denúncia para o promotor criminal responsável pela região de Porto Sauípe, que vai analisar o caso e pode determinar a abertura de inquérito policial.

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Papa Bento XVI diz que enfrentou lóbi gay no Vaticano
   Blog Diversidade   │     12 de julho de 2016   │     0:00  │  0

Nas suas memórias, Joseph Ratzinger garante que enfrentou um lóbi gay no interior do Vaticano, que procurava influenciar e controlar as suas decisões. Recusa ter sido forçado a renunciar.

Bento XVI renunciou em 2013. Foi a primeira vez que aconteceu em seis séculos

Bento XVI renunciou em 2013. Foi a primeira vez que aconteceu em seis séculos

O papa emérito Bento 16 diz em seu livro de memórias que ninguém o pressionou para que renunciasse, mas alega que um lobby gay no Vaticano tentou influenciar suas decisões, segundo o jornal italiano Corriere della Sera, nesta sexta-feira (1º).

O livro “As Últimas Conversas” é o primeiro caso da história em que um pontífice julga seu próprio papado após seu término. Ele deve ser lançado no dia 9 de setembro.

Citando motivos de saúde, Bento 16 se tornou o primeiro papa em 600 anos a renunciar, em 2013. Ele prometeu se manter “escondido do mundo” e está morando em um ex-convento nos jardins do Vaticano.

O jornal Corriere della Sera, que adquiriu os direitos italianos para divulgar trechos do livro, ao qual teve acesso, publicou um longo artigo nesta sexta-feira resumindo seus temas principais.

Na publicação, Bento 16 diz que tomou conhecimento da existência de um “lobby gay” composto por quatro ou cinco pessoas que procuravam influenciar as decisões do Vaticano. A reportagem diz que Bento 16 afirmou ter conseguido “desfazer esse grupo poderoso”.

Bento 16 entregou o cargo após um papado turbulento que incluiu o caso dos chamados “Vatileaks”, no qual seu mordomo vazou algumas de suas cartas pessoais e outros documentos que alegavam corrupção e uma disputa de poder no Vaticano.

À época, a mídia italiana relatou que uma facção de prelados que queriam desacreditar Bento 16 e pressioná-lo a renunciar estava por trás dos vazamentos.

A igreja católica vem mantendo sua oposição secular a atos homossexuais, mas ativistas de direitos humanos vêm dizendo há tempos que muitos gays trabalham para o Vaticano. Fontes da igreja disseram suspeitar que alguns deles se uniram para apoiar suas respectivas carreiras e influir em decisões na burocracia da entidade.

Bento 16 sempre sustentou que escolheu partir de livre e espontânea vontade, e o Corriere diz que, no livro, o religioso alemão “volta a negar chantagem ou pressão”.

Ele afirma que só informou algumas poucas pessoas sobre sua decisão de renunciar, temendo que ela fosse vazada antes de seu anúncio surpreendente no dia 11 de fevereiro de 2013.

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Cristãs lançam campanha para se referir a Deus como ‘Ela’
   Blog Diversidade   │     3 de junho de 2015   │     0:00  │  0

Muito popular nas redes sociais, Kate Botley (entre noivos) já se refere a Deus como ‘Ela’ em pregações

Emma Percy, uma das líderes do movimento pela igualdade de gênero para Deus - Reprodução/Twitter(@emmapercy3)

Emma Percy, uma das líderes do movimento pela igualdade de gênero para Deus – Reprodução/Twitter(@emmapercy3)

Um grupo de cristãs lançou campanha para incentivar os fiéis a se referirem a Deus como “Ela”. Batizado de Watch e mais conhecido como Mulheres e a Igreja, o grupo afirma que usar apenas o “Ele” nos rituais e nas orações faz com que Deus seja mais parecido com homens, o que configura um caso de sexismo.

Uma das líderes do movimento é a pastora anglicana Emma Percy, responsável pela capela do Trinity College, em Oxford (Inglaterra). Ela disse ao “Sunday Times”: 

“Quando usamos apenas o masculino para Deus reforçamos a ideia de que Deus é como um homem. Assim, sugerimos que Deus é mais semelhante aos homens do que às mulheres”.

Outra pastora, Kate Bottley, já está retirando, quando possível, todas as referências a “Ele” e “Dele” durante a pregações, contou o “Metro”.

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