Category Archives: Ponto de vista

Essa Coca-Cola é Fanta e daí ?
   Blog Diversidade   │     29 de junho de 2017   │     14:39  │  0

Ontem, quarta-feira, 28 de junho, data em que é comemorada o Dia Internacional do Orgulho LGBT  em todo o mundo, funcionários da Coca-Cola receberam latas do refrigerante principal da companhia porém com Fanta em seu conteúdo. A empresa aproveitou uma brincadeira popular para abordar um tema sério.

Com a inscrição “Essa Coca-Cola é Fanta e daí?” na lata, mostra seu apoio à causa da diversidade sexual e contra o preconceito.

“Acreditamos que ações como essa geram orgulho e empatia e ajudam na cultura positiva do nosso dia a dia”, diz Marina Peixoto, diretora de comunicação da Coca-Cola Brasil.

As Cocas-Cola que são Fanta, porém, não serão comercializadas. Foi uma ação interna da companhia que recheou as geladeiras dos 13 andares da sede da empresa, no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, para lembrar a data.

E viva a Coca Cola e demais empresas que a cada dia abrem seus braços para divulgar e Visibilizar uma cultura de paz e tolerância.

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Relacionamento aberto entre casais gays funciona ?
   Blog Diversidade   │     4 de junho de 2017   │     13:14  │  0

Para os adeptos à prática, amor não se divide, se multiplica.  E engana-se quem pensa que estamos falando do pensamento de uma minoria…

Dizem que poucas coisas na vida são mais complicadas que um relacionamento a dois. Mas, como o ser humano gosta mesmo é de um desafio, resolveu levar a questão a um outro nível: o relacionamento aberto.

Para os adeptos à prática, amor não se divide, se multiplica.  E engana-se quem pensa que estamos falando do pensamento de uma minoria…

A maioria dos casais gays hoje está em um relacionamento aberto!

Sim, você leu bem!

No Brasil eu não sei, mas pelo menos essa é a realidade dos australianos. Uma pesquisa realizada pela Universidade de New South Wales revelou que 32% dos entrevistados vivem esse tipo de união.

O estudo entrevistou 2886 homens que fazem sexo com homens. A diferença é pequena. Os que estão em uma relação monogâmica somam 31%. Na sequência, aparecem os que disseram praticar apenas sexo casual (23%) e os que não estão com a vida sexual ativa (14%).

Talvez pela liberdade sexual ou pela ideia de que dois homens têm necessidades carnais mais afloradas, o fato é que casais gays têm mais propensão a estarem em relacionamentos abertos que em estritamente monogâmicos.

Mas será que é mesmo possível separar amor e sexo?

Definindo as regras

relacionamento-aberto-gayPrimeiro, esclareçamos a definição: ter um relacionamento aberto não significa sair por aí pegando todo mundo de maneira desenfreada, mas sim estar disponível para conhecer, beijar e, quem sabe, até transar com outras pessoas interessantes.

É claro que isso demanda tempo e muita, mas muita conversa. Se você é o tipo de pessoa que não gosta muito de discutir o relacionamento (vale frisar que discutir não quer dizer brigar, mas sim conversar), é melhor pensar duas vezes antes de se aventurar por esse caminho.

Quando, onde e com quem são perguntas mais específicas, que vão depender de cada relação. Vocês podem ficar com outras pessoas apenas quando não estiverem juntos, ou somente quando estiverem juntos.  Podem estabelecer limites geográficos: apenas em casa ou em lugares sem amigos em comum. Podem estabelecer regras: apenas com pessoas desconhecidas, apenas se contar depois para o outro…

As especificidades de cada acordo ficam a critério dos envolvidos. Seja qual for o caso, o que interessa é que não há traição, uma vez que é algo pré definido entre o casal. Um ama o outro, mas desejam ter outras paixões fora do namoro, que supostamente teriam um prazo curto e jamais atrapalhariam a relação. Ok, entendido.

Ou, nem tanto… Se na teoria já parece complicado, na prática é mais difícil ainda!

Por: Verônica Vergara

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A história por trás da bandeira arco-íris, símbolo do orgulho LGBT
   Blog Diversidade   │     2 de junho de 2017   │     15:51  │  0

Baker nasceu em 2 de junho de 1951 em Chanute, no Estado americano do Kansas.

O criador de um dos principais símbolos da comunidade LGBT – a bandeira arco-íris – morreu aos 65 anos em sua casa em Nova York, nos Estados Unidos, informou a imprensa americana.

Gilbert Baker morreu enquanto dormia. As causas da morte ainda não foram divulgadas.

Mas qual é a história por trás de sua maior criação? E como a bandeira arco-íris se tornou um símbolo da comunidade LGBT?

Baker criou o estandarte, originalmente com oito cores, em 1978, para o Dia de Liberdade Gay de San Francisco, na Califórnia (Estados Unidos).

A bandeira original tinha as seguintes cores, cada uma representando um aspecto diferente da humanidade:

  • Rosa – sexualidade
  • Vermelho – vida
  • Laranja – cura
  • Amarelo – luz do sol
  • Verde – natureza
  • Turquesa – mágica/arte
  • Anil – harmonia/serenidade
  • Violeta – espírito humano

Naquela ocasião, 30 voluntários ajudaram Baker a pintar a mão as duas primeiras bandeiras arco-íris. Elas foram hasteadas para secar no último andar de galeria de um centro da comunidade gay em San Francisco.

Sujos de tinta, eles tiveram de esperar até a noite para lavar suas próprias roupas – já que não podiam lavá-las em lavanderias públicas.

Tempos depois, a bandeira foi reduzida a seis cores, sem o rosa e o anil. O azul também acabaria por substituir o turquesa.

Falando sobre sua criação, Baker disse que queria transmitir a ideia de diversidade e inclusão, usando “algo da natureza para representar que nossa sexualidade é um direito humano”.

Em 2015, o Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMa, adquiriu a bandeira para a sua coleção de obras, chamando-a de “poderoso marco histórico do design”.

“Decidi que tínhamos de ter uma bandeira, que uma bandeira nos encaixasse em um símbolo, o de que somos pessoas, um tribo”, disse Baker ao museu em uma entrevista.

“E as bandeiras são sobre proclamar poder, então é muito apropriado”, acrescentou na ocasião.

Bandeira arco-írisDireito de imagemREUTERS
Image captionO aniversário de 25 anos da bandeira foi celebrado em 2003

Homenagem

A bandeira arco-íris foi hasteada no centro de San Francisco para homenagear Baker.

Em sua conta no Twitter, o roteirista americano Dustin Lance Black disse: “Os arco-íris choram. Nosso mundo é bem menos colorido sem você, meu amor. Gilbert Baker nos deu a bandeira do arco-íris para nos unir. Nos unirmos de novo”.

O senador pelo Estado da Califórnia Scott Weiner afirmou que o trabalho de Baker “ajudou a definir o movimento LGBT moderno”.

Parada gay em Nova York (2005)Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionBandeira tornou-se símbolo da diversidade e da inclusão

Das Forças Armadas ao design

Baker nasceu em 2 de junho de 1951 em Chanute, no Estado americano do Kansas. Ele cresceu em Parsons, também no mesmo Estado, onde sua avó tinha uma pequena loja de roupas. Seu pai era juiz e sua mãe, professora.

De 1970 a 1972, ele serviu nas Forças Armadas americanas. Quando deixou o Exército, Baker aprendeu a costurar sozinho e usou a habilidade para criar pôsteres para marchas de protesto anti-guerra e a favor dos direitos LGBT.

Foi durante esse período que ele se tornou amigo de Harvey Milk, o primeiro parlamentar abertamente homossexual da história dos Estados Unidos.

Baker criou a bandeira arco-íris em 1978, mas se recusou a registrá-la como sua marca.

Em 1994, ele se mudou para Nova York, onde viveu até sua morte.

Naquele ano, ele criou a maior bandeira do mundo em comemoração ao 25º aniversário da Rebelião de Stonewall – como ficou conhecidas as manifestações da comunidade LGBT contra a invasão da polícia de Nova York ao bar Stonewall Inn, em Manhattan.

Os protestos anteciparam o movimento moderno de libertação gay e a luta dos direitos LGBT nos Estados Unidos.

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Essa bicha não me representa!
   Blog Diversidade   │     19 de março de 2017   │     1:12  │  0

Amei o texto, pois o mesmo reflete os preconceitos internalizados da própria comunidade LGBT. E digo mais. Ou vencemos essas barreiras, ou não avançaremos nunca.

Foi muito fácil xingar no twitter, dizendo que aquele mocinho de sobrancelhas feitas e chapinha no cabelo não nos representava, e com isso mostrar o quanto somos politizados. Fácil demais até, na velocidade de um LIKE. Mas há outro tipo de pessoa que, embora não esteja na presidência de nenhuma comissão da câmara, também provoca gritos de protesto entre os gays, que clamam não serem representados por elas: as bichinhas.

Escolhi uma foto do Serginho Orgastic, do BBB10, para ilustrar essa coluna. Motivo? Sempre que vejo alguma notícia sobre ele, há uma enxurrada de comentários maldosos, fazendo graça, se referindo ao rapaz no feminino – como se isso fosse defeito – e sempre frisando que “isso não nos representa” ou pior ainda, que “é esse tipo de gay que não se dá ao respeito e prejudica o movimento“. Não vou nem falar em Homofobia Internalizada, pra não ficar chato. O que falta a essas bibas preconceituosas é vergonha na cara mesmo!

Tá boa que vocês são representadas APENAS por aquele estereótipo gay-branco-limpinho-másculo-sarado-topete-iPhone-Lacoste, néam? Se hoje falamos em Direitos LGBT, é justamente por causa dos homossexuais efeminados e marginalizados, que deram a cara a tapa para clamar por orgulho numa época em que isso levava à prisão. E isso falando apenas dos gays, porque na real devemos tudo às travestis e transexuais que já compravam esse barulho muito antes! Se hoje nós podemos dar pinta com calça da Hollister, mandando tchauzinho prasamigues na fila da The Week, é por causa dessas pessoas que ainda são motivo de chacota nos programas humorísticos e pior, dentro da nossa própria comunidade. Onde vocês pensam que reproduzir o machismo – que nos vitimiza – vai levar?

Não conheço o Serginho e aqui não está em discussão a pessoa dele. Se ele é legal ou não, se é honesto, se é bonito, se é feio, etc. Mas é daí que ele quer usar bolsa, tirar foto maquiado ou idolatrar a Paris Hilton? Por causa disso ele é uma de vergonha? Por causa disso ele – e vários outros meninos que agem da mesma forma – são responsáveis pelas nossas derrotas na arena social? Quer dizer então que só vale ficar postando foto no Instagram se for junto dos bróder, geral de camisa pólo, fazendo joinha pra câmera? Pelamor, né?!

Ninguém é obrigado a dar um beijo na boca de uma pintosa ou a sair por aí com acessórios femininos por ser gay, mas temos que entender – e respeitar – que algumas pessoas se sentem bem assim. Não só elas estão em seu direito como estão, também, tomando uma posição muito mais política e corajosa do que a de tentar “se infiltrar” no mundo normal impondo heteronormatividade como estilo de vida.

Voltando aos acontecimentos recentes, é muito fácil protestar e dizer que pastores fundamentalistas não nos representam. Todo mundo sabe que eles são doentes mesmo, e até os religiosos já estão se revoltando com certos exageros de discurso. Mas temos que tomar cuidado, porque também é fácil apontar para aquela bichinha (lembrando sempre que os outros dedos estarão voltados pra você) e acabar repetindo a mesma cantilena dos nossos inimigos: “Ninguém nasce assim, isso pode ser curado, esse comportamento é um desrespeito”.

Mais do que nunca, se você é gay e se preocupa com os direitos dos outros, permita-se. Seja livre. Seja fabuloso.

Fonte: Fabricio Longo

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O perigo de se viver uma homossexualidade enrustida
   Blog Diversidade   │     26 de fevereiro de 2017   │     0:00  │  0

Hoje

Omar Mateen matou 50 pessoas e feriu 53 na boate Pulse em Orlando, na Flórida.

Omar Mateen matou 50 pessoas e feriu 53 na boate Pulse em Orlando, na Flórida.

vamos falar sobre o quanto a homofobia está relacionada à misoginia.

Neste post, vou falar sobre homens gays que fingem ser heterossexuais. Existem mulheres que fingem ser heterossexuais quando na verdade são lésbicas e até se casam com homens, têm filhos, etc. Mas o foco desse post são homens gays que fingem ser héteros porque meu foco agora é discutir as associações entre homofobia e misoginia, e elas aparecem mais na questão da homossexualidade masculina.

É claro que a homofobia é uma questão pessoal, e é fortalecida pela cultura e a educação, mas não tem como negar que ela vem de uma pressão social também. Enfrentar o preconceito dos outros não é tarefa fácil, mas nada pode ser pior do que o auto-preconceito. Essa sensação de auto-rejeição leva o indivíduo a fingir ser o que não é a fim de ser aceito pelos outros, mas, principalmente, ser aceito por si mesmo.

Já ouvi falar sobre todo tipo de atrocidade. Existem homens gays que fazem acordos de casamento: Eles se casam com uma mulher que sabe da condição, mas que quer muito casar só pra não ser solteira e ter um homem que a acompanhe em eventos sociais. Também já ouvi que alguns gays procuram se casar com mulheres que “não gostam muito de sexo”.

Eu já conheci muitos gays não assumidos. Todo mundo percebe, mas eles insistem em dizer que são héteros, até ficam irritados se alguém sugere o contrário. Até aí tudo bem, ninguém deve ser obrigado a assumir o que quer que seja sobre si próprio. O problema começa quando um homem assim resolve se relacionar com mulheres como se fosse heterossexual, porque ele a está usando como um instrumento de auto-afirmação social e, mais cedo ou mais tarde, vai magoá-la.

Às vezes acontece do homossexual enrustido ser misógino, e aí é pior. Esse tipo apresenta aquelas características que mencionei acima, mas tem um agravante. Ele não sente atração sexual por mulheres, apenas finge sentir porque acha que isso vai colocá-lo na posição de homem respeitável que ele tanto almeja. Então ele passa a vida dele enfiando o pênis em vaginas, bocas e ânus femininos por aí, apesar de não ter tesão nisso. Como ele não só não sente respeito por mulheres, como também não sente atração por elas, evita tocá-las com as mãos ou com a boca e procura ejacular o mais depressa possível.

Quando o homossexual não é misógino, ele procura ter casos e flertes com mulheres que ele considera como amigas. Ele pode até acreditar que sente atração por elas, mas a verdade é que ele não sente. Ele vai fingir que quer muito transar com elas, mas vai sempre encontrar empecilhos pra isso. Em geral, inventa uma ex-namorada do passado que não consegue esquecer, um verdadeiro amor insubstituível: “Nunca mais amarei novamente”.

O mais doloroso em ambos os casos é que eles fazem a mulher acreditar que há algo de errado com ela, quando na verdade, eles apenas não sentem atração por mulheres. Só que eles próprios não querem ver isso, então a induzem a crer não ser atraente o suficiente, ou ser ciumenta demais. Inventam que não querem comprometimento, que só querem galinhar e que a mulher está sendo muito chata por querer namorar. A pior possibilidade é que ele seja um gay misógino. Aí você experimentará algumas das piores relações sexuais de sua vida. Esse tipo joga a garota na cama, tira a calcinha dela, coloca o pênis na vagina, goza logo em seguida, não dá nem um beijo na boca, e então se levanta. Ele faz isso porque quer ter o mínimo contato possível com mulheres. Em geral, ele fala abertamente sobre ter nojo de xoxota e jamais sonha em fazer sexo oral numa garota. Tudo isso porque ele não só não se importa com o prazer sexual da mulher, mas ele quer que ela sofra mesmo. Ele tem raiva de mulheres, então ele penetra bruscamente para machucar. Se sangrar, ele fica feliz. E como ele também não sente atração por mulheres, ele ejacula rápido, pois tem dificuldade de manter a ereção. E claro, ainda vai fazer a menina acreditar que isso acontece porque ele não sente tanta atração assim por ela, que ela não é bonita o suficiente.

Ser homossexual não é um estilo de vida como alguns líderes religiosos afirmam. Ser homossexual faz parte da formação psicológica e sexual de uma pessoa, formação essa sobre a qual ela não tem domínio. Não é justo que um gay tente viver como hétero e machuque outras pessoas a fim de viver uma farsa. Mas como a sociedade em que vivemos é bastante homofóbica, e ser gay é algo que uma boa parte das pessoas considera algo negativo, muitos gays tentam viver como heterossexuais. O que as mulheres hétero ou bi podem fazer é evitar, pois namorar um gay enrustido só vai trazer sofrimento.

Outro ponto é o seguinte, infelizmente relações heterossexuais forçadas por homossexuais, que no objetivo de esconder suas homossexualidade acabam casando e até constituindo família, é uma ação que na grande maioria das vezes não dá certo, pois envolve outras pessoas, mexe com sentimentos pessoais e de outros.

Infelizmente esse relato-desabafo acima é a triste, dolorosa e vida massacrada de muitos gays hoje em todo o mundo, e o desfecho de muitas histórias são como a de Omar Mateen que invadiu a boate Pulse em Orlandox, na Flórida – EU, na madrugada de domingo (12) de junho de 2016, atentado esse que causou a morte de 50 LGBT e deixou 53 outros feridos, e é considerado o tiroteio mais letal na história recente dos Estados Unidos. Fato triste, que segundo amigos, parentes e ex esposa, poderia ter sido evitado, caso a homossexualidade enrustida de Omar não o martirizasse o tanto, ao ponto do mesmo sentir aversão por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. 

Outro grande erro são os gays que vivem nesse mundo de grande anonimato, buscam relações perigosas, e infelizmente acabam tendo sua vida ceifada. Conheço vários que perderam sua vida por viver no anonimato e com isso foram barbaramente assassinados.

Por isso, mesmo entendendo e sabendo que não é fácil para muitos assumirem e aceitarem a sua homossexualidade, viva bem, envite manter relações heterossexuais só para dar uma satisfação a sociedade, se dê um tempo, reflita e não faça da homossexualidade um pesadelo em sua vida.

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