Category Archives: Mundo

Casal lésbico casam-se depois de 72 anos de namoro
   Blog Diversidade   │     11 de janeiro de 2016   │     0:48  │  0

Alice e Vivian vivem juntas numa casa de repouso e ficaram muito felizes por poderem oficializar o seu amor

Alice e Vivian vivem juntas numa casa de repouso e ficaram muito felizes por poderem oficializar o seu amor

Ainda existem histórias de amor como antigamente. Alice Dubes, de 90 anos, e Vivian Boyack, de 91, são duas mulheres norte-americanas que têm uma relação amorosa há 72 anos e que conseguiram finalmente casar-se no estado onde moram, o Iowa.

As duas mulheres conheceram-se quando estudavam no Iowa State Teachers College e desde então que têm sido inseparáveis, vivendo como um casal dentro de casa, mas vistas apenas como amigas nas ruas da cidade, pois as relações entre pessoas do mesmo sexo não eram bem vistas pelas pessoas do Iowa.
Depois de muitos anos de espera, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado no estado onde vivem e Alice e Vivian aproveitaram para oficializar a sua relação de 72 anos, casando-se na First Christian Church, na cidade de Davenport.
“Eu já fiz vários casamentos com pessoas jovens e, infelizmente, não acredito que tenham durado. Como é que estas duas mulheres podiam estar proibidas de ter um relacionamento? Elas são pessoas modelo”, disse o pastor que celebrou o matrimónio, chegando até a chorar durante a cerimónia.
Alice e Vivian vivem juntas numa casa de repouso e ficaram muito felizes por poderem oficializar o seu amor. “A melhor parte foi todo o carinho que nós recebemos como resposta de todas as pessoas. Foi muito bom”, afirmou Vivian.

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Estudos revelam preconceito com pais homossexuais
   Blog Diversidade   │     5 de janeiro de 2016   │     0:00  │  0

Alunos acham que ser gay é doença. Relações pessoais reduzem ideias negativas.

Três estudos liderados por um investigador português, Pedro Costa, mostram que ainda há elevados níveis de preconceito sexual em Portugal

Três estudos liderados por um investigador português, Pedro Costa, mostram que ainda há elevados níveis de preconceito sexual em Portugal

Os casais homossexuais não deviam ser pais. A homossexualidade é uma doença mental ou é aprendida no contacto com homossexuais. Três estudos liderados por um investigador português, Pedro Costa, mostram que ainda há elevados níveis de preconceito sexual em Portugal, o que contrasta com a recente aprovação da lei que permite a adoção por casais do mesmo sexo. A percepção negativa e o desconforto em relação a estes temas parece diminuir ou desaparecer quando os participantes têm conhecidos ou amigos gay.

Alguns destes resultados, refere o investigador do ISPA-Instituto Universitário, “colocam Portugal ao nível dos países da antiga União Soviética”. O psicólogo desenvolveu três estudos distintos e com métodos diferentes, mas todos focados na homoparentalidade e nas atitudes dos portugueses em relação às famílias com pais do mesmo sexo.

Um deles incidiu sobre quase 300 estudantes de três universidades em Lisboa. “Foi uma amostra aleatória com uma população informada e jovem. Cerca de 92% dos estudantes [heterossexuais] dizem que os gays não se preocupam com o interesse superior da criança. E 70% responderam que não deviam exercer funções parentais. Há dez anos, um estudo semelhante no Reino Unido mostrava o oposto: 70% achavam que tinham essas capacidades.”

O estudo aborda temas como a origem da homossexualidade, em que os estudantes respondem em 56% dos casos que a orientação é uma escolha, mas depois há 87% que dizem tratar-se de uma doença mental ou que se aprende em contacto com outros gays (80%).

Um estudo com 1690 pessoas, publicado ano passado numa revista científica, também tira conclusões semelhantes, mas analisa um fator relevante que é a existência ou não de pessoas ou amigos homossexuais entre os contactos de cada um dos participantes. “As pessoas que têm mais ligação com pessoas LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros] sentem mais conforto e têm menos preconceitos. Por outro lado, há mais preconceitos se estes contactos forem distantes”, explica, por exemplo, colegas de trabalho. Se forem amigos ou pessoas da família, a perceção negativa é menor. Neste estudo, apesar de as mulheres terem menos preconceito, eram também as que tinham mais contactos (e de proximidade) com gays ou lésbicas.

“Verificámos que quando há uma amizade ou maior conhecimento, há maior conforto e redução do preconceito, que se reflete na forma como percecionam a a homoparentalidade.” Os participantes religiosos, bem como os mais conservadores, revelaram menor conforto no contacto com homossexuais e com a parentalidade.

O último estudo, com quase mil pessoas com elevada qualificação também, “demonstrou que, quando se apresentam três cenários, os casais do mesmo sexo são avaliados mais negativamente enquanto pais, devido às expectativas de desenvolvimento das crianças, sobretudo nos casais de dois homens, sendo vulgar alegações como a falta de papéis tradicionais, carências afetivas e experiências de discriminação. No caso de serem duas mulheres a avaliação é menos negativa”, refere. Em causa, e tendo por base outros estudos internacionais, “é o provável estereótipo associado à mulher, que é mais materna, tem mais qualidades para saber o que pode afetar o desenvolvimento de uma criança”.

Leis protegem os direitos

Se ainda há preconceitos, Pedro Costa acredita que “é mais uma razão não se manifestar na atribuição de direitos. A legislação é uma forma de combater o preconceito de forma institucional. Ao legitimar a adoção, passa-se a mensagem de que deve haver uma decisão superior”. A mudança pode ainda chegar “pelas pessoas, já que se prova que as relações trazem conforto e reduzem o preconceito”.

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Malawi suspende leis anti-homossexuais
   Blog Diversidade   │     29 de dezembro de 2015   │     22:25  │  0

País replica uma moratória de 2012 que proibia as detenções e acusações de pessoas com base na sua orientação sexual.

Um casal gay detido e transportado para o tribunal em Janeiro de 2010. Mais tarde receberiam um perdão presidencial.

Um casal gay detido e transportado para o tribunal em Janeiro de 2010. Mais tarde receberiam um perdão presidencial.

O Governo do Malawi declarou a suspensão das leis anti-homossexuais previstas pela Constituição e decretou a libertação de um casal gay detido no início deste mês e acusado de actos de sodomia. A ordem surge no contexto de uma revisão da legislação sobre relações homossexuais, que está em vigência no país desde a época colonial, e pode agora ser revogada.

“Muitas pessoas pensam que o Malawi é um país cristão, o que não é verdade, somos um Estado secular”, afirmou o ministro da Justiça do país, Samuel Tembenu, no sábado, alegando que a decisão final sobre a anulação da legislação relativa à homossexualidade terá de ser aprovada pela população, como previsto pela Constituição.

Tembenu adiantou que o país está comprometido “com os padrões universais dos direitos humanos”, e levantou a queixa interposta contra dois homossexuais, detidos em Lilongwe no dia 7 de Dezembro por se envolverem sexualmente. Cuthbert Kulemela, de 19 anos, e Kelvin Gonani, de 39, foram acusados de actos de sodomia, que segundo o código penal vai “contra a ordem da natureza”, e enfrentavam uma sentença que podia ascender aos 14 anos de prisão.

Esta foi a primeira detenção de homossexuais desde que, em Maio, o Presidente Peter Mutharika assumiu o poder, e depois de a sua antecessora, Joyce Banda, ter suspendido em 2012 a prisão  de gays, perante a decisão do Supremo Tribunal de rever a constitucionalidade da legislação anti-homossexual.

A acusação a Kulemela e Gonani valeu a crítica de activistas da comunidade lésbica, gay, bissexual e transsexual (LGBT), da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch e da própria embaixadora dos Estados Unidos no país, Virginia Palmer, que numa publicação no Facebook lembrou o Governo de Lilongwe da sua “política de não deter, acusar, ou perseguir pessoas do mesmo sexo envolvidas em actos sexuais consentidos”. Palmer exigiu ainda que o Malawi cumprisse “com as suas obrigações perante os direitos humanos internacionais”.

Apesar de a Constituição prever a protecção da liberdade dos cidadãos e dos seus direitos contra formas de discriminação, a criminalização de actos de “indecência” e “contra-natura”, entram em conflito com os princípios de igualdade que o Malawi ratificou, inclusive, na Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos.

“O Governo que criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo, é o mesmo que as quer ajudar. Não faz sentido”, afirmou Gift Trapence, do Centro de Desenvolvimento do Povo (CEDEP), ao jornal nacional “Nyasa Times”. Trapence considera, no entanto, que este “é um encorajador passo em frente” na luta pela igualdade de direitos dos homossexuais no Malawi.

Num país onde a homossexualidade continua a ser tabu, o ministro da Justiça salientou que, mesmo com a moratória, é necessária a sensibilização da população para o tema: “A homossexualidade é um extra-terrestre para a cultura do Malawi”.

 

Texto editado por Joana Amado

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Pedido em vagão de metrô esquenta debate sobre casamento gay na China
   Blog Diversidade   │     1 de outubro de 2015   │     0:00  │  0

No interior do trem, um homem se ajoelha e pede para que passageiros sirvam de testemunhas

No interior do trem, um homem se ajoelha e pede para que passageiros sirvam de testemunhas

Um pedido de casamento provocou intenso debate nas mídias sociais na China. Isso porque foi feito de um homem para outro.

O local não parecia ser o mais romântico do mundo para se fazer “a” pergunta, mas quando um homem se ajoelhou diante de seu namorado no interior de um vagão do metrô de Pequim, passageiros sacaram seus smartphones para gravar o evento.

Milhares de usuários do Weibo, a principal ferramenta de mídia social chinesa, vêm mencionando o episódio. Um vídeo foi postado pelo usuário Bai Yiyan Vina.

“Estava, como de hábito, pegando o trem para casa, mas encontrei de forma inesperada um casal apaixonado. Foi incrível!”

Os dois homens não poderão se casar na China. A legislação do país não prevê uniões do mesmo sexo, mas casais chineses já viajaram para se casar nos EUA, incluindo sete deles que ganharam um concurso promovido pelo gigante do varejo online Alibaba.

E, embora alguns passageiros no metrô tenham gritado palavras de ordem contra o casal, a maioria dos comentários no Weibo mostrava apoio ao romântico pedido.

  Diferenças culturais

“Aos que chamaram (o episódio) de nojento: vocês não são qualificados para julgar os outros”, foi um comentário curtido mais de 600 vezes. Outro post popular elogiou o casal pela coragem de expressar seus sentimentos. Uma proporção menor de usuários discordou e algumas mulheres aproveitaram para lamentar sua falta de sorte na procura de um parceiro.

Em julho, a decisão da Corte Suprema dos Estados Unidos de legalizar o casamento gay teve grande repercussão na China. Mas os dois países têm dinâmicas bem diferentes na abordagem política na questão dos direitos das minorias sexuais, de acordo com Timothy Hildebrandt, professor do departamento de Ciências Sociais da London School of Economics e estudioso do movimento LGBT na China.

“Nos EUA, as divisões sobre o assunto têm caráter religioso. Na China, se as pessoas são homofóbicas, isso não faz parte de uma doutrina”, explica Hildebrandt.

O professor explica que as atitudes dos chineses em relação à homossexualidade variam imensamente. Há desde os que jamais encontraram uma pessoa abertamente gay ou transexual e sequer saibam o que é a homossexualidade aos que acreditam que ela não existe na China. Ao mesmo tempo, porém, há o crescimento da aceitação de gays, transexuais e transgêneros em áreas urbanas.

Em 2001, a homossexualidade foi removida da lista de doenças mentais da Associação Chinesa de Psiquiatria. Campanhas de prevenção ao HIV ofereceram aos grupos gay chances de falar sobre seus problemas. Mas Hildebrandt ressalta que os efeitos da “política do filho único” chinesa – que durante décadas multou casais que tivessem mais de uma criança – aumentaram a pressão sobre filhos únicos.

Segundo Hildebrandt, muitos pais veem o fato de seu filho único ser gay como o fim do sonho de terem netos. “É uma pressão desproporcional sobre gays. Mas as atitudes estão mudando, assim como no resto do mundo. Por meio de mídia sociais, as pessoas na China estão aprendendo sobre direitos LGBT”, completa.

Fonte:

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Casamento gay na Irlanda é um desafio para a Igreja
   Blog Diversidade   │     26 de maio de 2015   │     11:55  │  1

Apoiadores do casamento gay comemoram resultado de referendo, em Dublin, Irlanda

Apoiadores do casamento gay comemoram resultado de referendo, em Dublin, Irlanda

Cidade do Vaticano – A Igreja não emitiu “anátema” após a vitória esmagadora dos partidários do matrimônio gay na Irlanda, mas reconhece que constitui um “desafio” e uma “derrota”, segundo o jornal do Vaticano, l’Osservatore Romano, no dia seguinte ao referendo.

“Não há anátema, mas um desafio a ser enfrentado por parte de toda a Igreja”, diz o l’Osservatore, enquanto o Vaticano e o papa não reagiram oficialmente à consulta.

“Grande parte dos comentários do mundo eclesiástico analisam com lucidez o resultado, reconhecendo a realidade dos fatos, e inclusive a distância, em certos âmbitos, entre a sociedade e a Igreja”, acrescenta.

“A margem entre o sim e o não é muito ampla para não aceitar a derrota: esta é resultado da grande participação, em particular dos jovens”, indica o jornal do Vaticano.

Vinte e dois anos após a descriminalização da homossexualidade na Irlanda, o matrimônio gay conseguiu alcançar 62% dos votos.

O arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, reagiu afirmando que a Igreja deve “abrir os olhos” e “encontrar uma nova linguagem”.

Além disso, disse ter ficado satisfeito com s felicidade “que os gays e lésbicas devem sentir nesse dia”, reconhecendo que a Igreja “nem sempre foi respeitosa” com suas aspirações.

Citado pelo l’Osservatore Romano, o cardeal domínico Georges Cottier, ex-teólogo da Casa pontifícia, julgou que não se pode compreender uma vitória do sim “sem levar consideração o escândalo de pedofilia que sacudiu a igreja irlandesa”. “É a resposta das pessoas ao que ocorreu nos últimos anos”, estimou.

Utilizando uma linguagem tolerante, o papa Francisco pediu aos católicos que “não julguem” os homossexuais “que buscam sinceramente” a Deus, e também se referiu ao catecismo da Igreja católica, que continua descrevendo o ato homossexual como “desordenado”.

Fonte: Revista Exame

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