Category Archives: Mundo

Malawi suspende leis anti-homossexuais
   Blog Diversidade   │     29 de dezembro de 2015   │     22:25  │  0

País replica uma moratória de 2012 que proibia as detenções e acusações de pessoas com base na sua orientação sexual.

Um casal gay detido e transportado para o tribunal em Janeiro de 2010. Mais tarde receberiam um perdão presidencial.

Um casal gay detido e transportado para o tribunal em Janeiro de 2010. Mais tarde receberiam um perdão presidencial.

O Governo do Malawi declarou a suspensão das leis anti-homossexuais previstas pela Constituição e decretou a libertação de um casal gay detido no início deste mês e acusado de actos de sodomia. A ordem surge no contexto de uma revisão da legislação sobre relações homossexuais, que está em vigência no país desde a época colonial, e pode agora ser revogada.

“Muitas pessoas pensam que o Malawi é um país cristão, o que não é verdade, somos um Estado secular”, afirmou o ministro da Justiça do país, Samuel Tembenu, no sábado, alegando que a decisão final sobre a anulação da legislação relativa à homossexualidade terá de ser aprovada pela população, como previsto pela Constituição.

Tembenu adiantou que o país está comprometido “com os padrões universais dos direitos humanos”, e levantou a queixa interposta contra dois homossexuais, detidos em Lilongwe no dia 7 de Dezembro por se envolverem sexualmente. Cuthbert Kulemela, de 19 anos, e Kelvin Gonani, de 39, foram acusados de actos de sodomia, que segundo o código penal vai “contra a ordem da natureza”, e enfrentavam uma sentença que podia ascender aos 14 anos de prisão.

Esta foi a primeira detenção de homossexuais desde que, em Maio, o Presidente Peter Mutharika assumiu o poder, e depois de a sua antecessora, Joyce Banda, ter suspendido em 2012 a prisão  de gays, perante a decisão do Supremo Tribunal de rever a constitucionalidade da legislação anti-homossexual.

A acusação a Kulemela e Gonani valeu a crítica de activistas da comunidade lésbica, gay, bissexual e transsexual (LGBT), da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch e da própria embaixadora dos Estados Unidos no país, Virginia Palmer, que numa publicação no Facebook lembrou o Governo de Lilongwe da sua “política de não deter, acusar, ou perseguir pessoas do mesmo sexo envolvidas em actos sexuais consentidos”. Palmer exigiu ainda que o Malawi cumprisse “com as suas obrigações perante os direitos humanos internacionais”.

Apesar de a Constituição prever a protecção da liberdade dos cidadãos e dos seus direitos contra formas de discriminação, a criminalização de actos de “indecência” e “contra-natura”, entram em conflito com os princípios de igualdade que o Malawi ratificou, inclusive, na Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos.

“O Governo que criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo, é o mesmo que as quer ajudar. Não faz sentido”, afirmou Gift Trapence, do Centro de Desenvolvimento do Povo (CEDEP), ao jornal nacional “Nyasa Times”. Trapence considera, no entanto, que este “é um encorajador passo em frente” na luta pela igualdade de direitos dos homossexuais no Malawi.

Num país onde a homossexualidade continua a ser tabu, o ministro da Justiça salientou que, mesmo com a moratória, é necessária a sensibilização da população para o tema: “A homossexualidade é um extra-terrestre para a cultura do Malawi”.

 

Texto editado por Joana Amado

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Pedido em vagão de metrô esquenta debate sobre casamento gay na China
   Blog Diversidade   │     1 de outubro de 2015   │     0:00  │  0

No interior do trem, um homem se ajoelha e pede para que passageiros sirvam de testemunhas

No interior do trem, um homem se ajoelha e pede para que passageiros sirvam de testemunhas

Um pedido de casamento provocou intenso debate nas mídias sociais na China. Isso porque foi feito de um homem para outro.

O local não parecia ser o mais romântico do mundo para se fazer “a” pergunta, mas quando um homem se ajoelhou diante de seu namorado no interior de um vagão do metrô de Pequim, passageiros sacaram seus smartphones para gravar o evento.

Milhares de usuários do Weibo, a principal ferramenta de mídia social chinesa, vêm mencionando o episódio. Um vídeo foi postado pelo usuário Bai Yiyan Vina.

“Estava, como de hábito, pegando o trem para casa, mas encontrei de forma inesperada um casal apaixonado. Foi incrível!”

Os dois homens não poderão se casar na China. A legislação do país não prevê uniões do mesmo sexo, mas casais chineses já viajaram para se casar nos EUA, incluindo sete deles que ganharam um concurso promovido pelo gigante do varejo online Alibaba.

E, embora alguns passageiros no metrô tenham gritado palavras de ordem contra o casal, a maioria dos comentários no Weibo mostrava apoio ao romântico pedido.

  Diferenças culturais

“Aos que chamaram (o episódio) de nojento: vocês não são qualificados para julgar os outros”, foi um comentário curtido mais de 600 vezes. Outro post popular elogiou o casal pela coragem de expressar seus sentimentos. Uma proporção menor de usuários discordou e algumas mulheres aproveitaram para lamentar sua falta de sorte na procura de um parceiro.

Em julho, a decisão da Corte Suprema dos Estados Unidos de legalizar o casamento gay teve grande repercussão na China. Mas os dois países têm dinâmicas bem diferentes na abordagem política na questão dos direitos das minorias sexuais, de acordo com Timothy Hildebrandt, professor do departamento de Ciências Sociais da London School of Economics e estudioso do movimento LGBT na China.

“Nos EUA, as divisões sobre o assunto têm caráter religioso. Na China, se as pessoas são homofóbicas, isso não faz parte de uma doutrina”, explica Hildebrandt.

O professor explica que as atitudes dos chineses em relação à homossexualidade variam imensamente. Há desde os que jamais encontraram uma pessoa abertamente gay ou transexual e sequer saibam o que é a homossexualidade aos que acreditam que ela não existe na China. Ao mesmo tempo, porém, há o crescimento da aceitação de gays, transexuais e transgêneros em áreas urbanas.

Em 2001, a homossexualidade foi removida da lista de doenças mentais da Associação Chinesa de Psiquiatria. Campanhas de prevenção ao HIV ofereceram aos grupos gay chances de falar sobre seus problemas. Mas Hildebrandt ressalta que os efeitos da “política do filho único” chinesa – que durante décadas multou casais que tivessem mais de uma criança – aumentaram a pressão sobre filhos únicos.

Segundo Hildebrandt, muitos pais veem o fato de seu filho único ser gay como o fim do sonho de terem netos. “É uma pressão desproporcional sobre gays. Mas as atitudes estão mudando, assim como no resto do mundo. Por meio de mídia sociais, as pessoas na China estão aprendendo sobre direitos LGBT”, completa.

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Casamento gay na Irlanda é um desafio para a Igreja
   Blog Diversidade   │     26 de maio de 2015   │     11:55  │  1

Apoiadores do casamento gay comemoram resultado de referendo, em Dublin, Irlanda

Apoiadores do casamento gay comemoram resultado de referendo, em Dublin, Irlanda

Cidade do Vaticano – A Igreja não emitiu “anátema” após a vitória esmagadora dos partidários do matrimônio gay na Irlanda, mas reconhece que constitui um “desafio” e uma “derrota”, segundo o jornal do Vaticano, l’Osservatore Romano, no dia seguinte ao referendo.

“Não há anátema, mas um desafio a ser enfrentado por parte de toda a Igreja”, diz o l’Osservatore, enquanto o Vaticano e o papa não reagiram oficialmente à consulta.

“Grande parte dos comentários do mundo eclesiástico analisam com lucidez o resultado, reconhecendo a realidade dos fatos, e inclusive a distância, em certos âmbitos, entre a sociedade e a Igreja”, acrescenta.

“A margem entre o sim e o não é muito ampla para não aceitar a derrota: esta é resultado da grande participação, em particular dos jovens”, indica o jornal do Vaticano.

Vinte e dois anos após a descriminalização da homossexualidade na Irlanda, o matrimônio gay conseguiu alcançar 62% dos votos.

O arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, reagiu afirmando que a Igreja deve “abrir os olhos” e “encontrar uma nova linguagem”.

Além disso, disse ter ficado satisfeito com s felicidade “que os gays e lésbicas devem sentir nesse dia”, reconhecendo que a Igreja “nem sempre foi respeitosa” com suas aspirações.

Citado pelo l’Osservatore Romano, o cardeal domínico Georges Cottier, ex-teólogo da Casa pontifícia, julgou que não se pode compreender uma vitória do sim “sem levar consideração o escândalo de pedofilia que sacudiu a igreja irlandesa”. “É a resposta das pessoas ao que ocorreu nos últimos anos”, estimou.

Utilizando uma linguagem tolerante, o papa Francisco pediu aos católicos que “não julguem” os homossexuais “que buscam sinceramente” a Deus, e também se referiu ao catecismo da Igreja católica, que continua descrevendo o ato homossexual como “desordenado”.

Fonte: Revista Exame

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Casamento gay na Irlanda é um desafio para a Igreja
   Blog Diversidade   │       │     11:55  │  1

Apoiadores do casamento gay comemoram resultado de referendo, em Dublin, Irlanda

Apoiadores do casamento gay comemoram resultado de referendo, em Dublin, Irlanda

Cidade do Vaticano – A Igreja não emitiu “anátema” após a vitória esmagadora dos partidários do matrimônio gay na Irlanda, mas reconhece que constitui um “desafio” e uma “derrota”, segundo o jornal do Vaticano, l’Osservatore Romano, no dia seguinte ao referendo.

“Não há anátema, mas um desafio a ser enfrentado por parte de toda a Igreja”, diz o l’Osservatore, enquanto o Vaticano e o papa não reagiram oficialmente à consulta.

“Grande parte dos comentários do mundo eclesiástico analisam com lucidez o resultado, reconhecendo a realidade dos fatos, e inclusive a distância, em certos âmbitos, entre a sociedade e a Igreja”, acrescenta.

“A margem entre o sim e o não é muito ampla para não aceitar a derrota: esta é resultado da grande participação, em particular dos jovens”, indica o jornal do Vaticano.

Vinte e dois anos após a descriminalização da homossexualidade na Irlanda, o matrimônio gay conseguiu alcançar 62% dos votos.

O arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, reagiu afirmando que a Igreja deve “abrir os olhos” e “encontrar uma nova linguagem”.

Além disso, disse ter ficado satisfeito com s felicidade “que os gays e lésbicas devem sentir nesse dia”, reconhecendo que a Igreja “nem sempre foi respeitosa” com suas aspirações.

Citado pelo l’Osservatore Romano, o cardeal domínico Georges Cottier, ex-teólogo da Casa pontifícia, julgou que não se pode compreender uma vitória do sim “sem levar consideração o escândalo de pedofilia que sacudiu a igreja irlandesa”. “É a resposta das pessoas ao que ocorreu nos últimos anos”, estimou.

Utilizando uma linguagem tolerante, o papa Francisco pediu aos católicos que “não julguem” os homossexuais “que buscam sinceramente” a Deus, e também se referiu ao catecismo da Igreja católica, que continua descrevendo o ato homossexual como “desordenado”.

Fonte: Revista Exame

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Juiz conta como é ser gay em “esporte de macho” e emociona
   Blog Diversidade   │     1 de abril de 2015   │     0:00  │  1

Nigel Owens apita jogo de rúgbi... exemplo na luta contra o preconceito Foto: Scott Heavey / Getty Images

Nigel Owens apita jogo de rúgbi… exemplo na luta contra o preconceito
Foto: Scott Heavey / Getty Images

Imaginem o impacto de se assumir gay em um esporte estigmatizado como extremamente masculino? Pois o juiz de rúgbi Nigel Owens não só comprou a luta há oito anos como hoje se tornou uma inspiração de como lidar com a situação e enfrentar eventuais casos de homofobia. Nesta semana, em artigo publicado no jornal The Independent, o galês de 43 anos contou sua experiência e ganhou mais admiradores por sua coragem.

Nigel foi convidado a escrever o texto uma semana depois de mais uma vez ser vítima de homofobia. Enquanto apitava o jogo Inglaterra x França pelo Torneio de Seis Nações, o jovem de 18 anos Edryd Hames postou um tuíte agressivo ao juiz, o que provocou uma investigação da Polícia de Dyfed-Powy. O caso foi solucionado com um pedido de desculpas pessoal – e depois por meio do Twitter – do agressor, que disse ter ficado envergonhado de sua atitude.

No artigo, Nigel Owens conta que “ser um juiz de rúgbi gay tem sido difícil, mas sair do armário o fez renascer”. Ele disse que infelizmente enfrentou casos de homofobia ao longo da carreira, mas que o preconceito vem de uma minoria. “Eu fui aceito por 99 por cento do mundo do rúgbi, mas sempre existe o um por cento”.

O galês conta que, quando jovem, tentou a carreira como jogador. Tudo mudou quando levou a sério a brincadeira de um técnico que sugeriu a ele ser juiz. Na vida pessoal, Nigel conta que teve namoradas, mas a partir dos 18 anos começou a perceber mudanças em si mesmo. Porém, só assumiu a homossexualidade aos 35 anos, nove depois de uma tentativa de suicídio quando já era um juiz conceituado no rúgbi.

“Quando eu me tornei juiz, ficou claro para mim que ninguém no esporte era gay. O mundo do rúgbi é muito heterossexual e masculino, e isso dificultou as coisas. Isso não quer dizer que o esporte é homofóbico. Só não era um ambiente onde eu sentia que podia ser eu mesmo”, explicou no artigo.

Nigel disse que foi difícil tomar a decisão. Ele temia ter de encerrar a carreira, mas se surpreendeu com a repercussão, de uma maneira geral positiva. E contou uma passagem curiosa com o jogador Ryan Jones, que ao vê-lo entrando no vestiário disse: “ei, Nigel. Me deixe colocar a roupa antes”. A resposta fez os dois e todos os presentes caírem na risada. “Mas Isso não importa, você é feio de qualquer jeito”.

“Os jogadores de rúgbi podem aparentar serem muito machos, mas eu não tive problemas com eles. Alguns são curiosos e fazem perguntas sobre eu e meu parceiro e sei que alguns fazem brincadeiras”, conta Nigel, que se diz preparado para estas situações. “Nós não podemos perder nosso senso de humor e nossa capacidade de rir de nós mesmos”.

Nigel Owens pode ser considerado um pioneiro no rúgbi assim como outro galês, o jogador Gareth Thomas, que um ano depois do árbitro também assumiu ser homossexual. Se pudesse dar conselhos a quem vive o mesmo dilema, Nigel é claro no que pensa. “Acreditem, tudo ficará bem. Pode ter um amigo ou membro da família que pode não aceitar, mas as coisas ficarão bem com o tempo se você tiver pessoas ao ser redor que te dão suporte”.

Fonte: Site Terra

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