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Igreja na Bahia defende publicamente o assassinato de gays
   Blog Diversidade   │     21 de julho de 2016   │     15:21  │  0

Placa exposta na fachada da instituição diz que, “se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento”.

Apesar da placa dizer textualmente que gays "deverão ser mortos", o responsável pela igreja, pastor Milton França, nega que a frase seja homofóbica

Apesar da placa dizer textualmente que gays “deverão ser mortos”, o responsável pela igreja, pastor Milton França, nega que a frase seja homofóbica

A Igreja Batista Bíblica Salem, de Porto Sauípe, litoral norte da Bahia, decidiu testar os limites da liberdade religiosa. A instituição prega, abertamente, que homossexuais sejam mortos. A declaração de guerra aos gays se dá por meio de uma placa afixada na fachada da instituição, de modo que todos os moradores e visitantes da região recebam o recado. A publicidade diz que “se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento; eles serão responsáveis pela sua própria morte”. Uma outra placa, logo abaixo dessa, ameaça os homossexuais ou qualquer um que seja confundido como tal: “você é livre para fazer suas escolhas, mas não é livre para escolher as consequências”.

Apesar da placa dizer textualmente que gays “deverão ser mortos”, o responsável pela igreja, pastor Milton França, nega que a frase seja homofóbica ou que esteja defendendo a morte dos gays. “Não é a igreja que vai causar a morte dos gays, e sim seus pecados”, defende. De acordo com ele, a intenção da publicidade não é incentivar agressões aos homossexuais, mas sim demonstrar a insatisfação de Deus com a vida que estas pessoas “escolheram”. “A mídia incentiva o ‘homossexualismo’. A Globo incentiva em suas novelas e programas. É uma afronta ao todo poderoso. Então eu quero mostrar o outro lado dessa história, a opinião de Deus. Os gays não devem ser mortos, devem ser salvos, pois já estão mortos espiritualmente”, diz.

 Igreja pode ser processada

O presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB Bahia, Filipe de Campos Garbelotto, tem uma opinião diferente. Para ele, a placa é uma afronta ao exercício da liberdade religiosa. “A placa está virada para a rua. Não é liberdade religiosa e sim incentivo à violência. Está pregando a violência contra os gays”, explica. Filipe complementa que quem se sentir prejudicado com a ofensiva do pastor pode prestar queixa em uma delegacia e entrar com uma ação na justiça contra o religioso e sua instituição. No caso da ação na justiça, é possível até mesmo pedir uma indenização.

Caso foi encaminhado ao Ministério Público

O assunto já chegou ao Centro de Apoio dos Direitos Humanos do Ministério Público da Bahia. A coordenadora do Centro, Márcia Teixeira, encaminhou a denúncia para o promotor criminal responsável pela região de Porto Sauípe, que vai analisar o caso e pode determinar a abertura de inquérito policial.

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O ataque terrorista homofóbico que abalou o mundo
   Blog Diversidade   │     14 de junho de 2016   │     0:00  │  0

Comoção, o mundo chora e lamenta a morte dos jovens mortos e dos feridos em Orlando, Florida – EUA.
O ataque nos Estados Unidos gerou comoção mundial e muitos líderes internacionais se solidarizaram com as quase 100 vítimas LGBT entre mostos e feridos.

O presidente francês, François Hollande, disse que ficou “horrorizado” com a notícia e que os Estados Unidos poderiam contar com todo o apoio da França. No Canadá, o primeiro-ministro, Justin Trudeau, afirmou que está “profundamente chocado e abalado” pelo que aconteceu. “Nós prestamos solidariedade a Orlando e a toda a comunidade LGBT. Estamos em luto com nossos amigos dos Estados Unidos e da Flórida e oferecemos toda a ajuda que estiver ao nosso alcance.”

No Twitter, a hashtag #‎LoveIsLove‬ (Amor é Amor) figurou o dia todo como uma das mais compartilhadas mundialmente na rede social em apoio às vítimas do ataque.

Quem também se manifestou sobre o tiroteio foram os pré-candidatos à Presidência, Hillary Clinton, dos Democratas, e Donald Trump, dos Republicanos. Precisamos ser duros”, disse Trump. “Para a comunidade LGBT: por favor, sei que vocês tem milhões de aliados em todo o nosso país. Eu sou um deles, continuaremos lutando por seu direito de viver livremente, abertamente e sem medo. O ódio não tem absolutamente nenhum lugar na América”, disse Clinton, que assim como Obama, chamou o tiroteio de “ato de terror” e endossou o discurso dele sobre a questão das armas.

A Torre Eiffel foi iluminada com as cores do arco-íris e cidades como Londres (Inglaterra) e Sydney (Austrália) organizaram concentrações nesta segunda-feira (13) em solidariedade para com os homossexuais um dia depois do ataque em um clube gay na Flórida.

“Queremos mostrar nossa resolução de não ficarmos calados, de viver e de lutar contra os obscurantistas e o terrorismo”, explicou.

O mesmo sentimento tomou conta de Londres, Hong Kong (China), Bangcoc (Tailândia) e Seul (Coreia do Sul), onde serão realizadas manifestações em homenagem às vítimas do pior ataque do gênero na história dos Estados Unidos.

Em solidariedade para com a comunidade homossexual, a ponte do porto de Sydney foi adornada com as cores do arco-íris, enquanto que a prefeitura da cidade se vestiu de rosa. Centenas de pessoas se concentraram com velas na mão para pedir, em especial, o fim das discriminações.

De maneira espontânea, pequenas concentrações ocorreram desde domingo em Paris, Madri, Guadalajara e também em Orlando, onde cerca de 300 pessoas rezaram e cantaram em memória das vítimas.

Nesta segunda (13), alemães e turistas depositaram flores ante o portal de Brandenburgo, em Berlim, e em Washington as bandeiras estavam a meio mastro.

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