Category Archives: Homossexualidade

O que fazer ao descobrir que seu marido é gay ?
   28 de março de 2021   │     10:00  │  0

Atualmente, vivemos num mundo em que a diversidade vem ganhando destaque, e as questões de gênero passam a ser cada vez mais discutidas.

Com isso, é normal que tenhamos pessoas assumindo uma orientação sexual diferente daquela que vinha sendo vivenciada. Muitas vezes, até a mudança de gênero ocorre justamente durante o casamento, onde homens principalmente se descobrem pessoas trans.
Segundo a psicóloga Denise Miranda de Figueiredo, do Instituto do Casal, em São Paulo, houve um aumento no número de homens casados assumindo a homossexualidade, assim como de mulheres casadas que acabam preferindo se relacionar com outras mulheres. “O que vemos, hoje, é um novo movimento. Algumas famílias estão se deparando com esta situação: o homem ou a mulher se assume homossexual e decide pelo divórcio para poder viver de acordo com a sua verdadeira orientação sexual”, comenta a especialista.
Entretanto, trata-se de uma situação complexa e que pode não ser resolvida de um dia para o outro. Além disso, as decisões que precisam ser tomadas devem ser pensadas com calma, o que não é fácil quando você descobre que o (a) parceiro (a) tem outra preferência sexual. “Ninguém está preparado para receber esse tipo de notícia”, diz a psicóloga.
Conforme a também psicóloga Marina Simas de Lima, a pessoa que é homossexual, mas mantém uma relação hétero, vive em dois mundos diferentes. “Ele ou ela pode se sentir culpado , precisa inventar desculpas o tempo todo, mentir e, nos momentos íntimos, é possível que o corpo esteja lá, mas a mente não.
O sexo pode se tornar desconfortável e causar ressentimento, ou seja, pode-se colocar ‘culpa’ no outro por não vivenciar a sexualidade da forma como ele gostaria”, afirma.
Por outro lado, a questão de assumir-se ou não está quase sempre ligada à imagem que a pessoa tem na sociedade. “Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade homofóbica e moralista. Assumir a homossexualidade, depois de anos de casamento, implica em correr o risco de perder o status, de arranhar a imagem perante a família, os filhos, parentes e amigos e de perder a segurança que essa relação oferecia. Por isso, é comum que muitos homens, principalmente, passem anos casados para fazer isso depois dos 40, 50 anos”, comenta Marina.
Traição
Outra questão que merece destaque, conforme as especialistas, é que uma pessoa homossexual, ou mesmo bissexual, quando vive num casamento hétero, acaba tendo mais chance de manter relações sexuais fora da relação. “A traição sempre é um trauma dentro de uma relação, porém, quando é com uma pessoa de outro sexo, pode ser um golpe ainda mais duro e difícil de lidar”, comenta Denise Figueiredo.
A mulher, ou o homem, que descobre que seu/sua parceiro (a) é homossexual passa por momentos complicados, na opinião da psicóloga. “A maioria se culpa, acha que isso aconteceu por alguma falha em si. Tentam de todas as maneiras encontrar onde está o erro, porém não há erros. Trata-se apenas de uma orientação sexual que não está ligada ao cônjuge”, diz.
Como agir
Apesar dessa situação vivenciada pelo casal parecer um problema sem solução, é possível resolver a questão buscando orientação de um profissional, principalmente quando envolve os filhos. “Nem sempre as crianças têm maturidade para entender o que é a homossexualidade e que o pai ou a mãe estão se separando por conta deste motivo. Mas, cada família tem seu próprio funcionamento e isso deve ser respeitado. A terapia pode ajudar o casal e também os parceiros, individualmente”, afirma Marina Lima.
As especialistas esclarecem que contar a verdade é sempre a melhor coisa a fazer. Elas lembram ainda que, normalmente, após o “trauma” inicial, alguns casais conseguem desenvolver uma amizade, que é essencial para as famílias com crianças.

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Lista aponta 72 países do mundo perigosos para ser gay; veja quais
   13 de março de 2021   │     17:55  │  0

No Brasil, a LGBTfobia, criminalizada recentemente por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda é responsável por muita violência ,  assassinatos e  constrangimentos de pessoas da comunidade LGBTQIA+ . A situação é muito ruim, mas em outros 71 países do mundo é ainda pior: a homossexualidade é considerada crime. A gravidade de tal infração é tão alta que, em 13 países, pode condenar gays e lésbicas à pena de morte, em muitos dos outros pode levar à prisão.

A informação é de um relatório da Associação Internacional de Gays e Lésbicas, atualizado até 2016.

Somente na África é possível ser preso em 31 nações por ser lésbica ou gay. São elas: Argélia, Botsuana, Burundi, Camarões, Comores, Eritreia, Etiópia, Gâmbia, Gana, Guiné, Quênia, Libéria, Líbia, Malauí, Mauritânia, Maurício, Marrocos, Namíbia, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Suazilândia, Tanzânia, Togo, Tunísia, Uganda, Zâmbia e Zimbábue. Recentemente, a Angola descriminalizou a homossexualidade .

Na Ásia há outros 23 países em que a detenção pode ocorrer apenas por parecer ser homossexual: Afeganistão, Bangladesh, Butão, Brunei, Gaza (no território palestino ocupado), Índia, Sumatra Meridional e Achém (na Indonésia), Iraque, Irã, Kuwait, Líbano, Malásia, Maldivas, Mianmar, Omã, Paquistão, Catar, Arábia Saudita, Singapura, Sri Lanka, Síria, Turcomenistão, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão e Iêmen.

Nas três Américas o relatório totaliza 11 nações: Antígua e Barbuda, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Jamaica, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadina e Trinidad e Tobago. Já na Oceania, mais seis países: Ilhas Cook (associadas à Nova Zelândia), Kiribati, Papua Nova Guiné, Samoa, Ilhas Salomão, Tonga e Tuvalu.

Entre os 72 países, 13 localizados na África e na Ásia, com destaque para a região do Oriente Médio, se destacam por permitirem a aplicação de pena de morte para o crime de ser homossexual. São os países mais perigosos do mundo para ser gay:

1) Sudão
2) Irã
3) Arábia Saudita
4) Iêmen
5) Mauritânia
6) Afeganistão
7) Paquistão
8) Catar
9) Emirados Árabes Unidos
12) Iraque
11) Síria (em algumas partes)
12) Nigéria (em algumas partes)
13) Somália (em algumas partes)

 

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O gay versátil e o binarismo
   24 de fevereiro de 2021   │     19:52  │  0

Todos nós temos direito às nossas próprias preferências, mas ficar de um lado do binário ativo / passivo pode nos roubar uma experiência esclarecedora – ou simplesmente sexy. Mesmo que descubramos que a versatilidade não é nossa, a exploração sexual consensual pode transmitir alguns conhecimentos valiosos.

O fato é que nossa identidade sexual é exatamente isso: a nossa. A maneira como sentimos, experimentamos o desejo e agimos de acordo com esses desejos é legítima. Então, vamos acreditar na palavra das pessoas. Em vez de julgar homens gays ou bissexuais quando eles dizem que são versáteis, vamos apoiá-los e interrogar nossas próprias noções preconcebidas. Acredite neles e reconheça que qualquer ceticismo deriva de ideais sexistas e heteronormativas, que não têm lugar em nossa comunidade.

Texto: site Põe na Roda

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Ícone gay, Astrólogo Walter Mercado morre aos 87 anos
   3 de novembro de 2019   │     16:31  │  0

Walter era um ícone da comunidade gay, por desafiar o tradicionalismo e, através dos signos, ler o ser humano de uma forma muito original e com muito deslumbre.

O astrólogo Walter Mercado morreu na noite deste sábado (2) aos 87 anos. Nesse sentido, segundo informações do hospital Sofía Luquis, o famoso faleceu no Hospital Auxilio Mutuo, em San Juan, no final do sábado.

Contudo, não foi autorizado conceder pormenores do caso, incluindo sua internação; dentre outras coisas. Porém, o que se sabe sobre a causa da morte, foi que Walter acabou sendo acometido por uma insuficiência renal.

Em relação à sua vida, transcorrendo o trabalho e sexualidade, Walter nasceu em Ponce, Porto-Rico e, nesse sentido, acabou ganhando notoriedade na TV por falar sobre signos e horóscopo de uma forma bem irreverente.

Além do mais, Mercado nunca falou abertamente sobre sua sexualidade, o que não foi um empecilho para que ela gerasse controvérsia. Walter era um ícone da comunidade gay, por desafiar o tradicionalismo e, através dos signos, ler o ser humano de uma forma muito original e com muito deslumbre.

Walter, no entanto, famoso pelo bordão ‘Ligue djá’, também acabou eternizando sua frase de efeito “Acima de tudo, muito e muito amor”.

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Vocação para Igualdade é tema de livro lançado pela Igreja Batista em Maceió
   24 de outubro de 2019   │     9:57  │  0

O livro conta com uma apresentação do prof. Doutor em teologia Raimundo Cesar Barreto

O livro conta com uma apresentação do prof. Doutor em teologia Raimundo Cesar Barreto

A Igreja Batista do Pinheiro – IBP é uma dessas comunidades tradicionais de batistas em Maceió que excepcionalmente, no ano de 2016, foi excluída da Convença Batista Brasileira por romper com a tradição heterossexista recebendo como membros plenos através do batismo, a população LGBTI.
Depois de um longo processo de 10 anos de oração, diálogo e pesquisa a Igreja decidiu compilar toda essa experiência em um livro com o título “Vocação para a Igualdade” lançado pela editora Novos Diálogos.
O livro conta com uma apresentação do prof. Doutor em teologia Raimundo Cesar Barreto do Seminário Teológico de Princeton, Nova Jersey- EUA. Segundo um dos organizadores do livro o Prof. Pastor Paulo Nascimento trata-se do primeiro livro no Brasil a trazer uma proposta fruto de uma caminhada.        Há um ensaio introdutório escrito por Nascimento, contando toda a trajetória da Igreja, contextualização de sua missão e eclesiologia libertadora.

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“Vocação para a Igualdade” divide-se em três partes: Na primeira parte “Estudos Comunitários” são encontrados alguns textos que foram escritos para serem estudados na Escola Bíblica da Igreja, textos estes discutindo a diversidade sexual, a luz de uma teologia bíblica.
A parte dois do livro intitulada “Olhares e repercussões” são descritas em quatro capítulos de autores nacionais e internacionais, reservado a repercussão que o caso de exclusão da Igreja Batista do Pinheiro da Convenção teve no Brasil e no mundo.
A terceira parte são as “Vozes da Comunidade” com depoimentos e relatos de pessoas da comunidade da Igreja, seja LGBTI ou heterossexuais, contando a sua experiência. Um destes depoimentos é de Júlio Daniel Farias – um dos fundadores do movimento LGBTI+ de Alagoas, ativista do Grupo Gay de Alagoas e do Afinidades GLSTAL que em 2007, abraçou o Cristianismo sem querer abrir mão da sua identidade sexual, gerando toda essa repercussão.
O livro será lançado no dia 28 de outubro, as 20 horas e contará com uma roda de conversa com os organizadores Odja Barros e Paulo Nascimento e ainda terá participação musical de Andréa Lais e Banda Seu Moço Alagoano.
Na Igreja Batista do Pinheiro – R. Miguel Palmeira, 1300 – Pinheiro, Maceió – AL (82) 3241-9402

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