Category Archives: Homofobia

Homem defende gay e é espancado até a morte em estação do Metrô de SP
   Blog Diversidade   │     26 de dezembro de 2016   │     15:55  │  0

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O crime teria acontecido por volta das 20h50.

O crime teria acontecido por volta das 20h50.

homem de 54 anos foi espancado até a morte na noite deste domingo (25) dentro da estação dom Pedro II, da linha 3-vermelha do Metrô paulista, na região central de São Paulo.

A polícia afirmou que o ambulante Luiz Carlos Ruas foi agredido por dois homens na área livre do mezanino, próximo à bilheteria da estação. O crime teria acontecido por volta das 20h50. A polícia apura um possível envolvimento de um grupo de intolerância na autoria do crime.

De acordo com testemunhas, a dupla teria ido urinar nas plantas do lado de fora da estação quando um morador de rua, que seria homossexual, reclamou. Ruas tentou defender o morador de rua e, segundo a polícia, houve desentendimento e o ambulante correu para se proteger dentro da estação, onde foi agredido com vários golpes.

O Metrô informou que os seguranças prestaram os primeiros socorros e encaminharam o vendedor ambulante para o pronto-socorro Vergueiro, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.

A Secretaria da Segurança Pública informou que as imagens da câmera de segurança já foram solicitadas ao Metrô. O caso foi registrado no 78°DP (Jardins) como homicídio qualificado e será investigado pelo 1°DP (Sé).

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Sambou de salto alto e glitter na cara da Aeronáutica
   Blog Diversidade   │     21 de dezembro de 2016   │     0:00  │  0

Luta contra a homofobia resiste em instituição militar e estudante faz protesto durante colação de grau em curso de Engenharia no ITA – Instituto de Tecnologia Aeronáutica.

Talles de Oliveira Farias, 24 anos, formando do curso de engenharia do Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos (SP) celebra sua formatura em grande estilo: de vestido e salto alto, em protesto à instituição que durante todo o curso se mostrou homofóbica. No traje estampava a denuncia contra o ITA: Machista, racista, elitista e meritocrática.

Assista!

Em seu perfil no Facebook publicou nota comentando e falando os motivos da manifestação:

[Sobre a Manifestação que aconteceu na Colação de grau do ITA no sábado]

Desde os 12 anos, eu sempre ouvi coisas maravilhosas sobre o ITA. Sobre ser a melhor universidade do país, a possibilidade de receber dinheiro durante a graduação, a quantidade de oportunidades que se abriam ao fazer essa faculdade. O ITA era meu grande sonho. Mal sabia que seria a maior decepção de minha vida.

Durante o ensino médio estudei numa escola militar da Aeronáutica (EPCAR) e já fui para lá com muito medo que descobrissem sobre minha orientação sexual, expulsassem-me e que minha família, que na época não sabia, descobrisse que havia sido expulso devido a minha orientação sexual. Seria uma grande tragédia, já que na época sentia vergonha por ser LGBT.

Eu não conhecia nenhum regulamento da aeronáutica e não precisava para saber que era um ambiente homofóbico. Desde pequeno as pessoas nos ensinam que ser LGBT é vergonhoso e levamos muito tempo para superar essas feridas.

Senti como a homofobia acontece nas Forças Armadas através da invisibilidade, da chacota e da expulsão daqueles que ousam se abrir em relação a sua orientação sexual. Assim, se passam os anos e os homossexuais lá presentes precisam levar uma vida marginalizada e escondida para que não o descubram e o eliminem. Inviśiveis, vivem suas vidas.

Cheguei no ITA e decidi que pra mim bastava. Aceitem-me como sou ou sejam expostos pelo que vocês são. Não me aceitaram, violentaram-me, riram de mim, tentaram me tornar invisível. Que a exposição os mudem por que eu vou continuar me amando e me fazendo muito presente mundo afora.

Ainda assim é muito difícil para muitas pessoas enxergarem as Forças Armadas como uma instituição homofóbica. Para elas, vamos mostrar o seguinte tutorial sobre ser LGBT nas FFAA:

Tópico 1.A Aeronáutica não é homofóbica, mas não tinha nenhum LGBT assumido em toda a EPCAR quando entrei em 2009. Mais de 900 alunos, nenhum LGBT. Todos os meninos falavam apenas de garotas e se apaixonavam apenas por garotas.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas faziam piadas com os estudantes mais efeminados. Ser efeminado é ser viado e ser viado é ser piada. Ninguém quer ser piada, ninguém quer ser LBGT.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas em todas as escolas militares sabíamos do caso do aluno homossexual da escola da Marinha. Motivo de piadas por anos.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas um certo professor militar de um certo cursinho elitista aí é conhecido por todos os alunos por seus discursos de ódio contra LGBTs em suas aulas.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas seria o fim das FFAA quando fosse criado um coletivo LGBT na AFA (Academia da Força Aérea).

A Aeronáutica não é homofóbica, mas os intrutores e militares em posições de poder desejam boas férias com as namoradas, fazem piadas com puteiros e quando citam homossexuais é pra debochar e dizer que “chave com chave não abre porta”.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas existe professor que para explicar transistores é preciso falar que tem transitor macho e transistor fêmea e que não existe meio termo.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas “não existe elétron triste, não tem elétron com problemas psicológicos, não tem elétron gay”, disse certo professor.

A Aeronáutica não é homofóbica mas todos os meus amigos LGBTs morriam de medo que alguém os descobrisse e os desligasse.

A Aeronáutica não é homofóbica mas quando descobriram que dois amigos meus estavam namorando na EPCAR tiraram um deles do Código de Honra e começaram a perseguir o outro com punições.

A Aeronáutica não é homofóbica mas quando os alunos LGBTs foram descobertos, os discursos de ódio saíram do armário. Amigos se afastaram, viraram as costas. Esse sentimento é terrível, perder alguém que você se importa e que você achava que se importava com você por causa de sua orientação sexual.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas durante formatura militar “Vocês sabem onde está fulano (LBGT assumido)? Deve estar chupando pau por aí.” Todos riem. Denunciamos. Ninguém ouviu nada. Caso encerrado.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas faziam piadas e imitavam os trejeitos e as vozes do nosso comandante por que achavam que ele era viado.

Se era, ninguém sabia, continuaria invisível e piada, mas a aeronáutica não é homofóbica.

Heterossexual é exposto, é divertido, é público, é o decoro da classe, é a moral e são os bons costumes.

Homossexual é vergonhoso, deve ficar escondido e só ser mencionado para ser piada. Homossexual é depravado, é nojento, é desrespeitoso.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas quando os cadetes da AFA ficaram sabendo que tinha homossexual assumindo-se, prometeram desligar todos. “Vou fazer pedir pra ir embora. Aqui não tem viado. Vai pagar flexão até pedir pra ir embora.”. E isso aconteceu.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas quando homossexuais assumidos ousaram ir para a AFA, foram perseguidos por cadetes escolhidos para serem “Líderes”. Ouviram “eu sei que você é viado e vou fazer você pedir desligamento.”

A Aeronáutica não é homofóbica, mas nosso amigo, cadete mais antigo da AFA, o qual também não era assumido, prometeu que tentaria não deixar que outros cadetes perseguissem nosso amigo LGBT assumido que ousou ir pra AFA.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas pintar cabelo é coisa de mulher. Escureça esse cabelo e se apresente amanhã.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas só vamos permitir que Aspirantes deixem de ser Aspirantes no ITA quando forem viados. Ao menos, o primeiro caso.

A Aeronáutica não é homofóbica, mas usar maquiagem é coisa de mulher.

A Aeronáutica não é homofóbica mas quando você é viado, você tem que ser perfeito: voz grossa pra ser respeitado, sem trejeito, as maiores notas, o melhor físico, nunca falar de homem ou agir de forma descontraída. Nunca falar sobre sua sexualidade. Você pode ser viado desde que nunca aja como um. Pode ser viado mas tem que ser como se fosse hétero. O padrão militar é hétero, mas a Aeronáutica não é homofóbica.

Estou farto dessa hiprocria, dessa violência, dessa gente de bem que deita na cama e não tem consciência do ódio que propaga e das vidas que destroi. Estou farto das piadas, estou farto da invisibilidade, da violência, de tudo.

Agora, se você ainda acha que não havia motivos para minha manifestação e que meus motivos não são válidos, volte ao tópico 1.

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Igreja na Bahia defende publicamente o assassinato de gays
   Blog Diversidade   │     21 de julho de 2016   │     15:21  │  0

Placa exposta na fachada da instituição diz que, “se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento”.

Apesar da placa dizer textualmente que gays "deverão ser mortos", o responsável pela igreja, pastor Milton França, nega que a frase seja homofóbica

Apesar da placa dizer textualmente que gays “deverão ser mortos”, o responsável pela igreja, pastor Milton França, nega que a frase seja homofóbica

A Igreja Batista Bíblica Salem, de Porto Sauípe, litoral norte da Bahia, decidiu testar os limites da liberdade religiosa. A instituição prega, abertamente, que homossexuais sejam mortos. A declaração de guerra aos gays se dá por meio de uma placa afixada na fachada da instituição, de modo que todos os moradores e visitantes da região recebam o recado. A publicidade diz que “se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento; eles serão responsáveis pela sua própria morte”. Uma outra placa, logo abaixo dessa, ameaça os homossexuais ou qualquer um que seja confundido como tal: “você é livre para fazer suas escolhas, mas não é livre para escolher as consequências”.

Apesar da placa dizer textualmente que gays “deverão ser mortos”, o responsável pela igreja, pastor Milton França, nega que a frase seja homofóbica ou que esteja defendendo a morte dos gays. “Não é a igreja que vai causar a morte dos gays, e sim seus pecados”, defende. De acordo com ele, a intenção da publicidade não é incentivar agressões aos homossexuais, mas sim demonstrar a insatisfação de Deus com a vida que estas pessoas “escolheram”. “A mídia incentiva o ‘homossexualismo’. A Globo incentiva em suas novelas e programas. É uma afronta ao todo poderoso. Então eu quero mostrar o outro lado dessa história, a opinião de Deus. Os gays não devem ser mortos, devem ser salvos, pois já estão mortos espiritualmente”, diz.

 Igreja pode ser processada

O presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB Bahia, Filipe de Campos Garbelotto, tem uma opinião diferente. Para ele, a placa é uma afronta ao exercício da liberdade religiosa. “A placa está virada para a rua. Não é liberdade religiosa e sim incentivo à violência. Está pregando a violência contra os gays”, explica. Filipe complementa que quem se sentir prejudicado com a ofensiva do pastor pode prestar queixa em uma delegacia e entrar com uma ação na justiça contra o religioso e sua instituição. No caso da ação na justiça, é possível até mesmo pedir uma indenização.

Caso foi encaminhado ao Ministério Público

O assunto já chegou ao Centro de Apoio dos Direitos Humanos do Ministério Público da Bahia. A coordenadora do Centro, Márcia Teixeira, encaminhou a denúncia para o promotor criminal responsável pela região de Porto Sauípe, que vai analisar o caso e pode determinar a abertura de inquérito policial.

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Existia homofobia na Grécia Antiga?
   Blog Diversidade   │     18 de julho de 2016   │     14:26  │  0

Copy of antique marble statue brought to Sweden by Gustav III during his voyage to Italy in 1783-84.

Copy of antique marble statue brought to Sweden by Gustav III during his voyage to Italy in 1783-84.

Não. Em Atenas, o sexo entre homens era algo comum. E eles podiam ser casados e se envolver com mulheres. Aliás, os gregos tinham mais o que fazer, como filosofar, em vez de definir as pessoas como homo ou heterossexuais.

“Contudo, havia no contexto do sexo homossexual (e também no do heterossexual, é bom que se diga) certas condutas que poderiam prejudicar o status do cidadão, como exercer o papel de passivo na relação – algo não bem aceito para homens livres -, ou ainda se prostituir”, diz Renato Pinto, pesquisador da USP.

A homofobia é algo ligado a noções modernas da sexualidade. Muy modernas…

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Menino de 9 anos sofre estupro coletivo em escola de Fortaleza‏
   Blog Diversidade   │     27 de junho de 2016   │     0:00  │  1

Polícia Civil apura se grupo de alunos da mesma escola cometeu o ato. Criança sofria bullying de alunos há dois anos, segundo pais da vítima.

Caso de estupro coletivo ocorreu em escola no Bairro Presidente Kennedy, em Fortaleza, segundo os pais .

Caso de estupro coletivo ocorreu em escola no
Bairro Presidente Kennedy, em Fortaleza, segundo
os pais .

Os pais de um aluno de 9 anos de uma escola pública de Fortaleza denunciam um caso de estupro coletivo ocorrido dentro do colégio no início deste mês, supostamente cometido por outros estudantes. Segundo depoimento da mãe à polícia, o garoto já sofria bullying e agressões na escola há dois anos.

O caso foi denunciado no 34º Distrito Policial e corre sob sigilo para não atrapalhar as investigações, mas, segundo o pai da criança, que não quer se identificar, um laudo do IML constatou a violência contra a criança.

“Na segunda-feira [6/06] eu encontrei meu filho quando fui buscar na escola, ele estava chorando, nervoso, todo se tremendo e eu perguntei o que havia acontecido. ‘Os meninos me pagaram e fizeram maldade comigo’. Fiz o b.o. no 34º Distrito, e um policial me levou ao IML. O exame de corpo de delito mostrou que meu filho foi violentado”, relata o pai.

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Ainda de acordo com os pais, a criança afirmou que foi amordaçada na escola por cinco estudantes, que seguraram os membros e taparam a boca para evitar que criança gritasse, enquanto sofria abuso dentro da escola, no Bairro Presidente Kennedy.

Bullying e agressões
O pai da vítima afirma ainda que a criança havia relatado agressões e bullying na escola há dois anos. “Eu procurava a direção da escola, falava das marcas de agressão no meu filho, a direção sempre falava que iria resolver, mas nunca foi atrás de solucionar a situação”, conta.

A Secretaria Municipal de Educação afirma que abriu sindicância para apurar os relatos dos pais e encaminhou o caso para o Conselho Tutelar. A secretaria afirma ainda que a criança vítima de abuso, a família e a escola são acompanhados pela Célula de Acompanhamento Social da pasta.

Na terça-feira (7), um dia após o caso de estupro coletivo, o aluno que sofreu abusos foi transferido de escola, após obter uma declaração de transferência.

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