Category Archives: HIV/Aids

Um comprimido por dia para combater os fantasmas do HIV em Portugal
   Blog Diversidade   │     1 de maio de 2018   │     17:07  │  0

Rui Guerreiro é enfermeiro e toma PrEP há dois anos

A profilaxia pré-exposição (PrEP) começa agora a ser disponibilizada a um número limitado de pessoas, mas já há quem a tome há pelo menos dois anos. A compra é feita online e tem riscos e custos, mas a libertação do medo de contrair o vírus e o “empoderamento” em relação à sua própria vida sexual justificam, diz quem a usa.

Desde que surgiram os primeiros casos de HIV em Portugal, no início da década de 80, que, para Henrique (nome fictício), o medo de contrair o vírus andava de mãos dadas com o sexo. Um preservativo que se rompia podia ser uma sentença de morte. Instalava-se o “pânico absoluto”. Era preciso ter “muito cuidado”, lembra o professor universitário de 58 anos. A infelicidade associada ao sexo era uma realidade desde os seus tempos de estudante no ensino superior. Mas isso mudou quando começou a fazer a profilaxia pré-exposição (PrEP, do inglês pre-exposure prophylaxis) — um comprimido de toma diária ou intermitente que tem uma eficácia de 90% na prevenção da transmissão do HIV.

Diz-se hipocondríaco, pelo que, antes da PrEP, à ínfima possibilidade de um preservativo rompido, instalava-se o “terror”. Seguiam-se três meses de espera para fazer as análises que ditariam ou não o fim fatídico.

Quando um dia, há cerca de dois anos, foi convidado para assistir a um filme no Checkpoint Lx — centro comunitário em Lisboa dirigido aos homens que têm sexo com homens e que faz rastreio de infecções sexualmente transmissíveis, aconselhamento e referenciação aos cuidados de saúde e que tem acompanhado alguns homens que já fazem a profilaxia —, onde um “tipo americano explicava porque é que começou a fazer a PrEP”, identificou-se com a história. Daí até começar a tomar um desses comprimidos azuis todos os dias foi um instante.

Só havia um problema: a medicação em causa  não estava disponível em Portugal para quem a queria usar em regime profiláctico (só era disponibilizada para tratar quem já estava doente). Ajudou-o ter amigos médicos sensíveis ao tema e algum grau de literacia informática, uma vez que, até há bem pouco tempo, a única forma de aceder ao medicamento era através da Internet. Com todos os riscos associados à compra de medicamentos online.

O medicamento que contém tenofovir e emtricitabina, o Truvada, já existe no mercado português e faz parte do pacote de medicação de quem já é seropositivo. São estas duas substâncias activas que são também aconselhadas para a PrEP.

Recentemente, a PrEP passou a estar disponível no Serviço Nacional de Saúde, mas no quadro de um programa de acesso precoce que, numa primeira fase, disponibilizará o medicamento para ser usado enquanto profilaxia em doses suficientes para apenas 100 pessoas. Para terem acesso ao medicamento, as pessoas elegíveis “devem ser referenciadas na consulta de especialidade hospitalar de PrEP”,

A estratégia utilizada por Henrique e outros homens tem passado por comprar online o genérico (que não existe em Portugal).

 

Apesar da atenção redobrada dada pela comunidade dos homens que fazem sexo com homens à PrEP, Henrique sublinha que “também deve ser usada por homens e mulheres que têm vários parceiros do sexo oposto” e que a sugere a vários amigos heterossexuais. Em 2016, 96,8% das infecções por VIH ocorreram por via sexual. Dessas, 59,6% aconteceram entre heterossexuais e 37,2% entre homens homossexuais, revelam dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

A população a quem se dirige a PrEP é diversa e não se distingue pela orientação sexual. A Direcção-Geral da Saúde recomenda-a a “pessoas com risco acrescido de aquisição de infecção por HIV”, que podem não usar consistentemente o preservativo, ter parceiros sexuais seropositivos ou com estatuto serológico desconhecido e ter diagnósticos prévios de outras infecções sexualmente transmissíveis.

Então porque é que há mais homens homossexuais a fazer a profilaxia e a dar a voz pela sua liberalização? Isabel Aldir, directora do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA e Tuberculose, explica que estão “mais sensibilizados” para o tema e muitos dos estudos que foram feitos sobre a PrEP tiveram como objecto de análise este grupo.

Rui Guerreiro é enfermeiro, tem 33 anos, e admite continuar a tomar o genérico, até que o medicamento seja disponibilizado num local onde seja “confortável” ir buscar a medicação. Para si, a PrEP significa “empoderamento”. E porquê? A resposta está-lhe na ponta da língua. “O ónus da decisão relativamente à minha saúde sexual está em mim.” O que esta medicação traz é “um sentimento de controlo”. E detalha: “Há uma relação directa entre sentir-me bem com a minha vida sexual e seguro das minhas práticas sexuais.”

Apesar de, ao contrário de Henrique, não ter acompanhado o início da epidemia em Portugal, o enfermeiro não esconde este carácter de controlo que a doença assume sobre a sua vida e da comunidade gay em geral: “O hiv paira sobre as nossas cabeças” e, nesse sentido, “a profilaxia é libertadora”.

O problema é que nem toda a gente achará o mesmo. “Há quem tenha a ideia que quem faz isto são pessoas mais promíscuas e isto lembra-me sempre aquela perspectiva moralista em relação à pílula contraceptiva.”

 

Preservativo vai ou fica?

Apesar de ser promovida como mais uma arma que complementa a luta contra a transmissão do HIV, também há quem sublinhe o risco de a PrEP levar as pessoas a descartar a utilização do preservativo, aumentando a taxa de transmissão de outras infecções sexualmente transmissíveis.

Numa entrevista ao PÚBLICO, no Dia Mundial da Luta contra a Sida (1 de Dezembro), Kamal Mansinho, ex-director do Programa Nacional para a Infecção HIV/sida, explicava: “Não conseguimos separar, numa análise muito cuidada dos números, se há, de facto, um aumento objectivo da não utilização do preservativo quando se toma PrEP.” Hoje, chegou-se “a um tempo em que o preservativo é um dos dispositivos de prevenção”. Mas, notava, “existem outros”.

Isabel Aldir também defende que os estudos “não mostram” uma menor utilização do preservativo por parte de quem faz PrEP. Mais: uma vez introduzida como resposta no SNS, o que está a acontecer por estes dias, desde que a DGS emitiu no final do ano passado normas nesse sentido, será o “contrário”. Uma vez na consulta, os médicos podem aproveitar esse contacto para falar sobre as diferentes dimensões da prevenção. O importante é que não seja “uma estratégia avulsa”.

Apesar de não descartar a importância da profilaxia, António Guarita, director técnico da Opus Gay, associação que defende os direitos das pessoas LGBTI (Lésbica, Gay, Bissexual, Transgénero e Intersexo), teme que se esqueçam que “a dita PrEP é apenas e só para o HIV e não é válida para as outras infecções”. Mas diz que concorda “perfeitamente” com a profilaxia em complemento ao preservativo e que até deve ser disponibilizada na comunidade.

Quando “utilizado sempre, sem romper, sem sair do sítio, do início até ao final das práticas [o preservativo] é de facto eficaz”, nota Rui Guerreiro. Mas nem sempre se poderá contar com ele, ou porque não é usado, ou porque se rompe. Além disso, “querer ou não usar preservativo depende de duas pessoas, a toma da profilaxia não”.

Já Henrique faz questão de sublinhar que tem “rigorosamente os mesmos cuidados” e não dispensa o preservativo.

Para Manuel (nome fictício), com 37 anos, o problema reside mesmo na utilização do preservativo. Diz que tem uma alergia, que lhe foi diagnosticada uma toxicodermatite, pelo que esta forma de protecção é um problema. Faz PrEP há um ano, mas apenas esporadicamente, quando antecipa alguma situação de risco. O preço — esta medicação importada custa cerca de 60 euros por embalagem — e a dificuldade de acesso são o que impede a toma diária.

Tanto para Rui como para Manuel, o início da toma da PrEP esteve associado a comportamentos ou situações que consideraram de risco. Rui recorda-se que “num curto intervalo de tempo” necessitou de fazer profilaxia pós-exposição (PEP, do inglês post-exposure prophylaxis) duas vezes — uma outra solução que consiste na toma de medicação anti-retroviral durante 28 dias e que deve ser iniciada até 72 horas após um comportamento de risco. Manuel já fez três e confessa que é “horrível”: há um grande “moralismo” por parte da comunidade médica.

Estigma persiste

Para Paolo Gorgoni, activista e seropositivo, a PrEP vem demasiado tarde. Quando foi infectado, em 2010, tinha 23 anos e esta profilaxia ainda não era difundida. “Pensei muitas vezes como teria sido se tivesse uma alternativa.”

O italiano que reside em Portugal há vários anos nota que ainda há “muito moralismo” em torno das práticas sexuais e que o preconceito em relação às pessoas seropositivas continua a sentir-se. Paolo defende que a PrEP pode ser uma ferramenta individual importante em “contextos de fragilidade”.

Nuno Carneiro é psicólogo clínico. Recorda-se dos primeiros casos de HIV em Portugal, quando ainda não se sabia bem como é que as pessoas se infectavam e morriam. No âmbito da terapêutica, “a PrEP é uma revolução muito grande”. Mas lança outra questão. Se é verdade que “os fantasmas da epidemia provocam muito medo” e fazem com que estas pessoas decidam tomar o assunto nas suas próprias mãos e comecem a fazer a medicação, também o é que, para outras, o início da toma da PrEP é adiado porque implica a realização de testes. Têm medo de ficar a conhecer o seu estatuto serológico.

Tags:, ,

>Link  

Saiba quais são os principais sintomas da AIDS
   Blog Diversidade   │     17 de fevereiro de 2018   │     19:07  │  0

Os sinais da doença podem passar despercebidos. Saiba quais são os principais sintomas da AIDS e fique atento às reações do seu corpo.

Você imaginaria que pode estar com uma doença grave e ainda sem cura caso apresentasse um mal-estar, tosse seca, febre e dor de garganta? Provavelmente, você acharia que está com um resfriado, porém esses sinais podem indicar uma infecção aguda pelo HIV. Justamente por isso, é importante conhecer quais são os principais sintomas da AIDS.

É claro que você não deve se desesperar com qualquer dorzinha de garganta, pois é mais provável que você realmente tenha apenas um resfriado comum. No caso do HIV, esses sintomas duram cerca de 14 dias e aparecem de 3 a 6 semanas depois da exposição ao vírus (seja pelo compartilhamento de agulhas ou por meio de relações sexuais sem preservativo).

Além de as reações do organismo serem bastante inespecíficas e poderem ser confundidas com outras doenças, algo que torna essa situação ainda mais grave é que os exames de sangue só conseguem detectar o vírus a partir de 40 dias depois da contaminação.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS DA AIDS

Antes de tudo, é preciso esclarecer que ter o vírus HIV não significa necessariamente que a pessoa tenha AIDS, pois o vírus pode ficar adormecido (incubado) por 8 a 10 anos sem manifestar a doença.

Um paciente só está com AIDS propriamente dita quando sua contagem de linfócitos CD4 (um tipo de célula de defesa) está menor do que 200 células por mililitro de sangue – sendo que o normal, para um adulto saudável, é apresentar de 800 a 1.200 células/ml.

Nesse caso, o paciente pode manifestar alguns sintomas da AIDS, além de ficar mais suscetível a infecções oportunistas – que aproveitam o enfraquecimento das defesas do organismo para se instalar. Saiba quais são os principais sintomas da AIDS:

  • Febre alta persistente: na infecção aguda, a temperatura do paciente costuma ficar entre 38 a 40 graus Célsius durante pelo menos duas semanas – tempo bastante superior à febre de um resfriado comum, por exemplo;
  • Tosse seca persistente e sensação de garganta arranhada: novamente, o que diferencia os sintomas da AIDS e os de um resfriado é a sua duração;
  • Suor noturno: muitas pessoas suam durante a noite e isso não representa um problema de saúde grave. Porém, quem nunca teve esse sintoma e começou a apresentá-lo de repente precisa ficar atento;
  • Dores nos músculos e articulações: são sintomas comuns a outras doenças infecciosas e podem fazer a pessoa se sentir mais cansada e indisposta;
  • Manchas avermelhadas, bolinhas ou feridas na pele: esses sinais costumam aparecer entre 48 a 72 horas depois do início da febre, persistindo por 5 a 8 dias. As partes do corpo mais afetadas são o rosto, o pescoço e o tronco;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos: é possível notar um inchaço que dura mais de três meses atrás das orelhas, na parte de dentro dos cotovelos, nas virilhas ou na parte de trás dos joelhos, onde se encontram os gânglios;
  • Diarreia, náuseas e vômitos persistentes: no caso da AIDS, esses sintomas persistem por mais de 30 dias, deixando o organismo ainda mais debilitado;
  • Perda de peso muito rápida: justamente por sofrer com os vômitos e a diarreia por muito tempo, os pacientes com AIDS estão sujeitos a perder bastante peso rapidamente;
  • Espessamento das unhas: esse sintoma acontece quando as unhas são acometidas por uma infecção causada por fungos. Esses micro-organismos se aproveitam do enfraquecimento do sistema imunológico e causam as micoses;
  • Candidíase oral ou genital recorrente: a cândida é um fungo que existe naturalmente no nosso organismo sem causar maiores problemas. Porém, quando as defesas estão fracas, ele se multiplica e causa a candidíase. Em pacientes com AIDS, essa doença parece nunca ser totalmente curada ou estar sempre voltando;
  • Dor de cabeça, dificuldade de concentração e alterações psicológicas: o cérebro é um órgão como todos os outros, por isso ele também é afetado quando o organismo do paciente apresenta uma alta carga viral. Assim, o paciente também pode apresentar dificuldades de memória e coordenação e irritabilidade;
  • Surgimento de doenças infecciosas oportunistas: como o organismo está com suas defesas enfraquecidas, o paciente fica mais sujeito a ter doenças como hepatite, pneumonia, toxoplasmose e tuberculose – e são essas doenças que costumam levar o paciente a óbito.

Os sintomas listados acima podem aparecer em muitas outras doenças além da AIDS, por isso eles não são conclusivos sobre a presença dessa patologia ou não.

COMO SABER DO CONTÁGIO?

Para realmente saber se uma pessoa tem o vírus HIV, é necessário fazer o exame de sangue entre 40 a 60 depois do comportamento de risco que pode ter levado à contaminação e repetir o teste mais duas vezes, após 3 e 6 meses.

Saber quais são os principais sintomas da AIDS pode ser muito útil para reconhecer os sinais que o corpo nos dá quando algo não vai bem na saúde. Porém, muito mais importante do que isso, é sempre se prevenir nas relações sexuais usando o preservativo e jamais compartilhar agulhas ou outros objetos cortantes com outras pessoas.

Fonte(s): Tua Saúde e Saúde Dicas

Tags:, , , , , , ,

>Link  

Lideranças criarão a 1ª casa de acolhimento para LGBT de Alagoas
   Blog Diversidade   │     6 de agosto de 2017   │     22:37  │  0

Com a cara e a coragem, os militantes LGBT: Nildo Correia – presidente do Grupo Gay de Alagoas-GGAL, Laffon Pires – Presidente do Grupo Gay do  Tabuleiro-GGT, Messias Mendonça – Presidente do Grupo Gay de Maceió-GGM e Maria Santos – Presidente do Grupo de Mulheres Negras e lésbicas de Alagoas-DANDARA, estarão abrindo até o final do mês em curso, ou início de setembro, a primeira casa de acolhimento voltada para a população LGBT e pessoas vivendo com HIV/AIDS do Estado de Alagoas.

O espaço chamará, Casa de Acolhimento e Apoio Ezequias Rocha Rego, em homenagem a um dos fundadores do GGAL, assassinado em 2011. 

A casa será no centro da cidade de Maceió, e contará com a prestação dos serviços em assistência jurídica, psicológica, social; cursos profissionalizantes; entrega de preservativo, gel lubrificante e material informativo; espaço para encontros de convivência, além de oferecer abrigo a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais espulsos  de casa por seus familiares, LGBT idoso e pessoas vivendo com HIV/AIDS.

A iniciativa será feita na raça, mas já conta com o apoio e doações de simpatizantes da causa.

Para Maria Santos – presidente do Dandara, a iniciativa chega a Alagoas para somar na luta contra a exclusão da população LGBT alagoana. “Tomamos está iniciativa, porque se não for a gente a darmos a cara a bater de início, as coisas não andarão”

Para Laffon Pires – Presidente do GGT, são iniciativas como está que fazem a diferença, e vamos em frente, promovendo ações nas áreas da saúde, geração de emprego e renda, educação, cultura e outras necessidades que fortaleça a equiparação de direitos civis e sociais para lésbicas,  gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Messias Mendonça – Presidente do GGM, fala na importância e impacto social na vida do público assistido. “Você aí que está lendo esta matéria, sabe a importância de se dá colhida a um jovem LGBT que foi espulso de casa, que se encontra sem chão e desnorteado, com medo do que encontrará pela frente?, Reflita!”.

Já Nildo Correia- presidente do GGAL, aproveitou o momento para convidar toda a militância LGBT alagoana, simpatizantes da luta a se engajar em prol desta causa. “Causa está limpa, sem fins lucrativos, cheia de sede de igualdade de direitos”.

Os interessados em contribuir com doações como: cama; colchão; roupa de cama, mesa e banho; remédios, ou outros donativos, além de serviço voluntário, deverão entrar em contato pelo whatzapp: 82 99644-1004.

Tags:, , , , , , , , , ,

>Link  

O adeus a Cláudia Oliveira, agente de prevenção que batalhou pela dignidade das travestis e pessoas com HIV/aids
   Blog Diversidade   │     20 de junho de 2016   │     16:36  │  0

Morreu neste sábado (18), em São Paulo, a agente de prevenção Cláudia Oliveira, aos 51 anos, em decorrência de um tromboembolismo pulmonar. Ativista de direitos humanos, Cláudia sempre batalhou pela inclusão e dignidade das travestis e pessoas vivendo com HIV/aids.

Cláudia nasceu e passou sua infância no Rio de Janeiro. Formada como técnica de enfermagem, trabalhou no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo, em 1999. Desde 2005, era agente de prevenção, no SAE Lapa, pelo Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo.

“A Cláudia sempre teve coragem de viver com doçura e solidariedade. Nunca entrou em histórias do mal. Ela sempre semeou cidadania e promovia as pessoas”, conta Nair Brito, ativista e uma das fundadoras do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP).

Segundo Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, antes de atuar no CRT-SP, Cláudia desempenhava um trabalho de atenção mútua na Casa de Apoio Brenda Lee, que acolhe o público GLBTT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) portadores de HIV/aids.

“Meu primeiro contato com ela tem mais de 17 anos. Eu admirava muito o carinho e força que ela tinha para ajudar as pessoas. Ela era o vínculo entre a Casa de Apoio Brenda Lee, onde era voluntária e o CRT-SP. Ela se preocupava muito em melhorar as condições de vida da população de travestis e transexuais. Sempre convivemos de uma maneira bem próxima, o diálogo sempre foi muito aberto. Ela foi uma grande militante e pessoa maravilhosa. Tinha uma postura admirável. Agora, fará muita falta”, diz Maria Clara.

“Cláudia foi uma lutadora que semeou cidadania. Sempre acolhendo, auxiliando e espalhando amor. Tivemos uma relação próxima e compartilhamos bons e alegres momentos. Eu, particularmente, tenho muita gratidão e carinho por ela, que deve ter sido recebida com muito amor e respeito por Deus. Foi o que nos deixou por aqui: exemplos de amor e respeito”, afirma Roseli Tardelli, diretora desta Agência

O enterro será realizado neste domingo (19), no Cemitério de Vila Nova Cachoeirinha, localizado na Av. João Marcelino Branco, S/N, na zona norte de São Paulo.

 

Redação da Agência de Notícias da Aids

Tags:

>Link  

Médicos Egípcios anunciam cura do HIV
   Blog Diversidade   │     23 de fevereiro de 2014   │     14:58  │  2

Os médicos militares do Egipto anunciaram a conclusão de testes de medicamentos e de aparelhagem para o tratamento de HIV, (Vírus de Imunodeficiência Humana), e da hepatite C.

Segundos os médicos, o prazo de tratamento é de seis meses. Inicialmente, o paciente toma medicamentos durante dez dias.

Segundos os médicos, o prazo de tratamento é de seis meses. Inicialmente, o paciente toma medicamentos durante dez dias.

A tecnologia foi denominada “Complete Curing Device” (CCD) e permite rastrear e eliminar os vírus e levar a cabo a terapia geral.

O correspondente da Voz da Rússia foi o primeiro jornalista estrangeiro que teve a oportunidade de conversar com os dirigentes deste projecto que ainda há pouco era ultra secreto. Numa palestra, realizada no Departamento de Engenharia das Forças Armadas, estiveram presentes ambos os criadores da tecnologia única – o general-médico Ibrahim Abdel-Atti e o coronel-médico Ahmed Amin. Foi o coronel Ahmed Amin quem falou da nova tecnologia:

“O Departamento de Engenharia das Forças Armadas desenvolveu e testou dois aparelhos. Um deles, que tinha sido desenvolvido sob a minha direcção, descobre os vírus, enquanto o outro, desenvolvido sob a direcção de Ibrahim Abdel-Atti, elimina estes vírus. O programa geral de tratamento inclui também medicamentos especialmente desenvolvidos. Os medicamentos e a aparelhagem já foram submetidos a todos os testes em modelos, em animais e em humanos. Isto diz respeito ao HIV e ao vírus da hepatite C. Todos os ingredientes dos medicamentos também foram submetidos a testes de toxicidade. Fizemos também um teste de estabilidade de convalescença durante os 33 meses depois do tratamento. O desenvolvimento do nosso método levou cerca de vinte anos” disse.

A propósito, segundo já informou Ibrahim Abdel-Atti, cerca de 70% das análises químicas dos medicamentos foram efectuadas nos laboratórios russos da cidade de Dubna.

“Antes de dar início à verificação da eficiência do aparelho no tratamento de humanos, obtivemos todos os certificados necessários. Sem estes documentos não poderíamos testar o efeito produzido por este aparelho em pessoas humanas. Todos estes certificados encontram-se no Ministério da Saúde do Egipto. Já na fase de testes destes métodos em animais, obtivemos provas patentes de que depois do ciclo de tratamento os vírus no organismo desaparecem. Os nossos cientistas estudaram vínculos químicos dentro do vírus e os vínculos químicos dos componentes do sangue. Eles descobriram o método que permite romper os vínculos químicos dentro do vírus sem prejudicar os componentes do sangue” acrescentou.

Segundos os médicos, o prazo de tratamento é de seis meses. Inicialmente, o paciente toma medicamentos durante dez dias. A seguir, durante 15 a 25 dias, em conformidade com o estado do paciente, que é submetido ao tratamento com o aparelho uma hora por dia. E depois, novamente toma medicamentos até completar o prazo total de seis meses.

“Constatamos que os vírus desapareceram do organismo de todos os pacientes submetidos aos nossos testes.”

Questionado se será acessível o tratamento de acordo com o método novo, a fonte disse “simultaneamente com a cura da doença, provocada pela infecção básica, pára também o desenvolvimento de doenças secundárias, resultantes da enfermidade principal. Por exemplo, pára o desenvolvimento da diabetes ou o processo de deterioração da visão. O nosso método não exerce directamente influência sobre as infecções secundárias e outras patologias secundárias. Ele elimina o vírus que tinha provocado a doença primária – então as doenças secundárias param de desenvolver-se e podem ser curadas”.

Em relação ao tratamento disse não foi estudada a questão do custo de mas, certamente, haverá uma diferença substancial do custo em comparação com o Ocidente. “Um simples operário poderá fazer o tratamento sem enfrentar problemas materiais. E isto vai ocorrer já em breve. Inicialmente pretendemos pôr em funcionamento esta aparelhagem em um ou dois hospitais militares. Mais tarde, os mesmos aparelhos serão instalados nos hospitais civis. Vamos começar a tratar oficialmente os pacientes a partir de 01 de julho”.

Tags:, , , , ,

>Link