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Gay morto em nome de Alá, e os horrores dos versos do Alcorão
   Blog Diversidade   │     16 de março de 2015   │     0:00  │  3

Na crença desses extremistas, os homossexuais devem morrer em situações como essa: atirado de grandes prédios para que morra diante de toda a população.

Homossexual atirado do alto de um prédio.      Na crença desses extremistas, os homossexuais devem morrer em situações como essa: atirado de grandes prédios para que morra diante de toda a população.

Ponto de vista e analise político

Por: Nildo Correia – Blogueiro 

Mais uma atrocidade cometida pelos extremistas do Estado Islâmico contra a população LGBT da Síria. Os terroristas divulgaram imagens de um jovem gay que foi jogado de um prédio no dia 26 de fevereiro. A “punição” é comum no califado que tem um senso de justiça bastante condenável e abominável para aqueles que não seguem na reta as rendias desses criminosos sanguinolentos.

Vendado, o jovem foi atirado do último andar de um prédio após ser julgado pela corte do Estado Islâmico em virtude de sua homossexualidade. Ele foi acusado de cometer “atos de sodomia”. Pessoas reunidas no local ainda aplaudiam e apedrejavam o corpo do homem após sua queda. Também foi divulgada a imagem de um homem tendo a mão decepada pelos terroristas, que segundo informações recebeu esta sentença por ser acusado de ter cometido furto.

Na crença desses extremistas, os homossexuais devem morrer em situações como essa: atirado de grandes prédios para que morra diante de toda a população. E foi isso que aconteceu com este jovem de 20 anos depois de ser acusado de ser homossexual. O site Raqqa foi quem divulgou as imagens chocantes do homem sendo lançado do alto do prédio.

Segundo os terroristas, o jovem poderia ser punido assim como muitos foram em “Sodoma e Gomorra” — passagem da Bíblia e do Alcorão. Essa não é a primeira vez que o grupo executa alguém desta forma. No Iraque, em janeiro, dois rapazes também foram atirados do alto de um prédio por serem homossexuais.

Após os acontecimentos de 11 de setembro, a questão da violência e religião, mais uma vez, entram em intensas discussões e debates. É nossa convicção que, apesar de vários fatores políticos, pontos sócio-econômicos e culturais têm contribuído significativamente para o aumento da violência e do terrorismo no Islã (Islam) contemporâneo fundamentalista, e não podemos ignorar a dimensão religiosa da violência que voltará ao coração e à origem do Estado Islamico entre outros povos, que através de uma visão satânica camuflada em dogmas arcaicos bíblicos pregam o ódio e o genocídio de povos pelo mundo inteiro.

Uma simples leitura de tais passagens do Alcorão deixa claro como é fácil sentir ódio, inimizade contra os Judeus, Cristãos, gays, mulheres que praticam o adultério, cristãos, não-Muçulmanos entre outros.  Por isto não se pode ignorar o peso e o impacto das passagens deste livro tão sangrento, que de forma tão suja e abominável e alienável  faz com que devotos que obedecem a vontade de Deus, cheguem a matar em nome dele.

Amor é um sentimento de carinho e demonstrações de afeto que se desenvolve entre seres que possuem a capacidade de o demonstrar. O amor motiva a necessidade de proteção e pode se manifestar de diferentes formas: amor materno ou paterno, amor entre irmãos (fraterno), amor físico, amor platônico, amor à vida, amor pela Natureza, amor pelos animais, amor altruísta, amor-próprio, etc.

O amor físico ou Eros representa o amor entre casais, sentimento que envolve uma forte ligação afetiva e, em geral, uma ligação de natureza sexual.  É normalmente simbolizado através do desenho de um coração e o cupido é a figura mitológica que personifica o amor.

O amor provoca entusiasmo por algo e interesse em fazer o bem, por exemplo, amor à natureza ou amor aos animais. O amor a Deus demonstra uma ligação de caráter religioso, um sentimento de devoção e adoração. O amor de Deus é conhecido como amor Ágape, que é incondicional, único e impossível de ser descrito com exatidão. O amor a Deus é um mandamento em muitas religiões, não só as cristãs. Desta forma, podemos entender que “Deus, Alá, El, Eloah, Elohim, El Shaddai, Adonai, Yhwh, Yahweh, Jeová, Jeová-Jiré, Jeová-Rafa, Jeová-Nissi, Jeová-Makadesh, Jeová-Shalon, Jeová-Eloim, Jeová-Tsidikenu, Jeová-Rohi, Jeová-Shammah, Jeová-Sabaoth, El Eliom, El Roi, El-Olam, El-Gibor”, independente em que ou em quem você creia acima, saiba que a força superior não prega o alienismo, genocídio e nem a exclusão  de seu próximo. O criador é mais que uma força de energia positiva, ele se resume em uma simples palavra “Amor”.

A seguir estão apenas alguns dos versos do Alcorão que podem e têm sido usados ​​na história do Islã em apoio à violência em nome de Deus e as glórias do martírio em uma guerra santa.

2:190-193 “Combatei, pela causa de Deus, aqueles que vos combatem… Matai-os onde quer se os encontreis… combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus…”

2:216 “Está-vos prescrita a luta (pela causa de Deus), embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Deus sabe todo o bem que fizerdes, Deus dele tomará consciência”.

2:244 “Combatei pela causa de Deus e sabei que Ele é Oniouvinte, Sapientíssimo”.

3:157-158 “Mas, se morrerdes ou fordes assassinados pela causa de Deus, sabei que a Sua indulgência e a Sua clemência são preferíveis a tudo quando possam acumular. E sabei que, tanto se morrerdes, como ser fordes assassinados, sereis congregados ante Deus”.

3:169 “E não creiais que aqueles que sucumbiram pela causa de Deus estejam mortos; ao contrário, vivem, agraciados, ao lado do seu Senhor”.

3:195 “… quanto àqueles que… sofreram pela Minha causa, combateram e foram mortos, absorvê-los-ei dos seus pecados e os introduzirei em jardins, abaixo dos quais corres os rios, como recompensa de Deus”.

4:101 “… os incrédulos; em verdade, eles são vossos inimigos declarados”.

4:74,76 “Que combatam pela causa de Deus aqueles dispostos a sacrificar a vida terrena pela futura, porque a quem combater pela causa de Deus, quer sucumba, quer vença, concederemos magnífica recompensa. Os fiéis combatem pela causa de Deus; os incrédulos, ao contrário, combatem pela do sedutor. Combatei, pois, os aliados de Satanás, porque a angústia de Satanás é débil”.

4:89 “Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Deus. Porém, se se rebelarem, capturai-os então, matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor”.

4:95 “Os fiéis, que, sem razão fundada, permanecem em suas casas, jamais se equiparam àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas pela causa de Deus; Ele concede maior dignidade àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas do que aos que permanecem (em suas casas)”.

5:36 “O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo”.

5:54 “Ó fiéis, não tomeis por confidentes os judeus nem os cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por confidentes, certamente será um deles; e Deus não encaminha os iníquos”.

8:12-17 “E de quando o teu Senhor revelou aos anjos: Estou convosco; firmeza, pois, aos fiéis! Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os dedos! Isso, porque contrariaram Deus e o Seu Mensageiro; saiba, quem contrariar Deus e o Seu Mensageiro, que Deus é Severíssimo no castigo… Ó fiéis, quando enfrentardes (em batalha) os incrédulos, não lhes volteis as costas. Aquele que, nesse dia, lhes voltar as costas – a menos que seja por estratégia… Vós que não os aniquilastes, (ó muçulmanos)! Foi Deus quem os aniquilou”.

8:59-60 “E não pensem os incrédulos que poderão obter coisas melhores (do que os fiéis). Jamais o conseguirão. Mobilizai tudo quando dispuserdes, em armas e cavalaria, para intimidar, com isso, o inimigo de Deus e vosso, e se intimidarem ainda outros que não conheceis, mas que Deus bem conhece”.

8:65 “Ó Profeta, estimula os fiéis ao combate. Se entre vós houvesse vinte perseverantes, venceriam duzentos, e se houvessem cem, venceriam mil do incrédulos, porque estes são insensatos”.

9:5 “… matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam…”.

9:14 “Combatei-os! Deus os castigará, por intermédio das vossas mãos”.

9:29 “Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya [imposto para poder morar entre os Muçulmanos]”.

47:4 “E quando vos enfrentardes com os incrédulos, (em batalha), golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado, e tomai (os sobreviventes) como prisioneiros… E se Deus quisesse, Ele mesmo ter-Se-ia livrado deles; porém, (facultou-vos a guerra) para que vos provásseis mutuamente. Quanto àqueles que foram mortos pela causa de Deus, Ele jamais desmerecerá as suas obras”.

61:4 “Em verdade, Deus aprecia aqueles que combatem, em fileiras, por Sua causa, como se fossem uma sólida muralha”.

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Gays brasileiros ainda têm medo de assumir homossexualidade no mundo corporativo
   Blog Diversidade   │     20 de novembro de 2014   │     0:00  │  0

Maior receio em sair do armário é que orientação sexual impeça seu crescimento profissional

Rio – Os homossexuais brasileiros ainda têm receio de assumir sua orientação sexual no mundo corporativo, com medo de que isso impeça seu crescimento profissional. Recentemente, o executivo-chefe da Apple, Tim Cook, publicou artigo em uma revista norte-americana em que se assume gay. O objetivo, segundo ele, é inspirar outras pessoas a fazer o mesmo, exigindo igualdade de tratamento. A atitude faz perceber, no Brasil, que o sexismo e a discriminação velada — ou muitas vezes explícita — obrigam executivas e executivos de grandes empresas, principalmente aquelas de setores mais tradicionais, a permanecerem no armário.

No artigo, Tim Cook ressalta que a sua posição só foi possível porque a companhia tem uma visão aberta sobre o assunto. “Muitos colegas da Apple sabem que eu sou gay e isso não parece fazer diferença na maneira como eles me tratam. É claro, eu tive muita sorte de trabalhar em uma companhia que ama criatividade e sabe que isso pode florescer quando se abraça as diferenças. Nem todos têm tanta sorte”, escreveu o executivo.

De fato, no universo da moda e das artes, o homossexualismo costuma ser visto com naturalidade. Mas setores mais conservadores têm dificuldade em aceitar profissionais gays em cargos de chefia. Deputado federal pelo Psol-RJ, militante da causa LGBT, Jean Wyllys afirma que mesmo nos Estados Unidos não é comum que altos executivos se assumam.

“Por isso, a declaração de Tim Cook causou tanta repercussão. Muitas vezes a homossexualidade impede que a pessoa progrida na carreira. Existe um acordo tácito, em que não se comenta sobre a sexualidade. Alguns gays têm até casamento de fachada. Se pairar sobre eles qualquer dúvida, é provável que não consigam progredir”, avalia o parlamentar.

Estilista e coordenador da pasta de Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, Carlos Tufvesson afirma que ainda existe muita discriminação. “Seria utópico não reconhecer que existe preconceito, mais ainda no que se refere à orientação sexual. Crimes de ódio crescem há seis anos no país entre mulheres, negros e LGBTs”, aponta.

Aliás, para Jean Wyllys, o que está por trás da discriminação com os gays no mercado é o mesmo que ainda minimiza as mulheres e impede que elas exerçam cargos de chefia: o machismo. “É uma questão cultural, de dominação masculina. Não há homofobia sem sexismo. Por mais que exista uma luta feminista, esta sociedade ainda empurra as mulheres para papéis que, em tese, são delas. Tarefas que a sociedade atribui como femininas”, explica.

Julio Moreira, diretor sociocultural do Grupo Arco-Íris, acredita que o maior preconceito é com relação à identidade de gênero. “Um gay afeminado e uma lésbica masculinizada vão sofrer muito mais discriminação no local de trabalho do que um homossexual mais discreto. No caso dos travestis e transexuais, a única opção acaba sendo a prostituição, por falta de oportunidades no mercado formal”, exemplifica. Segundo ele, o homossexual acaba sendo encaixado em nichos, como lojas de departamento ou telemarketing, onde não tem oportunidades de crescimento.

Para o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), representante da ala ultraconservadora da Câmara, a orientação sexual não deve ser envolvida com a vida profissional. “Não tem nada a ver. Mas se ele (Tim Cook) está se sentindo feliz assumindo, bom para ele. Só acho que a homossexualidade não deve ser tratada à parte, como se fossem semi-deuses. Minha briga sempre foi contra a cartilha gay, voltada para o público infanto-juvenil”, disse.

Poder público deve interferir a favor das minorias

Apesar dos preconceitos, Carlos Tufvesson acredita que o mundo corporativo está evoluindo. “É importante reconhecer que é cada vez maior o número de empresas onde prevalece a competência e até exercem políticas para redução discriminatória, como Mc Donald’s, HSBC, American Airlines, IBM e Coca-Cola, por exemplo”, diz.

Jean Wyllys concorda: “O ambiente melhorou muito no mundo corporativo. Continua difícil para um chefe se assumir, mas houve um tempo em que o homossexual sequer seria empregado se admitisse que é gay”.

O deputado comenta, no entanto, que algumas empresas multinacionais têm políticas a favor dos direitos dos homossexuais, mas não necessariamente esse direcionamento é cumprido no Brasil. “Muitas vezes o executivo aqui não concorda com esses valores e não pratica”, lamenta.

Para os militantes da causa LGBT, faltam políticas do poder público que defendam os direitos dos gays. “É preciso avançar no sentido de acolher as pessoas nas suas demandas. Isso pode ser feito por meio de incentivos fiscais às empresas e capacitação, tanto dos funcionários, quanto dos empresários”, afirma Julio Moreira.

Tufvesson afirma que a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio já atua dessa forma. “Qualquer empresa pode solicitar essa capacitação. Ao final do treinamento, o estabelecimento recebe o selo Rio Sem Preconceito. Vale ressaltar que a empresa que discriminar o funcionário por conta de sua orientação sexual ou identidade de gênero pode sofrer sanções previstas pela Lei 2.475/1996”, diz.

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Congresso será palco de embate LGBT x homofóbicos
   Blog Diversidade   │     12 de novembro de 2014   │     0:00  │  0

Apesar das eleições 2014 terem formado o Congresso mais conservador desde 1964, os direitos dos homossexuais continuarão, a partir de 2015, a ser defendidos por uma parcela importante de parlamentares na Câmara dos Deputados. Segundo  levantamento da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), há 126 deputados federais eleitos para o Legislativo que estão de certa forma compromissados com a causa dos gays no País.

A entidade chegou a este número com base no histórico dos parlamentares e ao levar em conta aqueles que assinaram termo de compromisso desenvolvido pela própria associação. Por outro lado, aproximadamente 60 parlamentares que venceram nas urnas foram identificados como adversários assumidos da pauta LGBT.

Somados os 186 aliados e oposicionistas, sobram os outros 327 deputados que ainda não se posicionaram claramente sobre o tema.
“O Congresso com um todo ficou mais conservador, diminuiu a bancada da esquerda, a bancada dos movimentos sociais, a bancada dos sindicalistas, mas nós temos uma organização que está emcrescimento”, afirma Toni Reis, que foi candidato a deputado federal em Curitiba pelo PCdoB e é integrante da ABGLT. Segundo Reis, em 1993 apenas 7% dos parlamentares apoiavam a causa, e agora são 24%. “Nossa causa vem ganhando muitos aliados”, diz.

De acordo com o levantamento, as bancadas paulista e fluminense são as que têm o maior número de aliados e adversários. São Paulo elegeu 20 deputados a favor dos direitos dos homossexuais e 19 contra a aprovação dessas mesmas pautas. No Rio de Janeiro, as forças têm o mesmo tamanho. São sete deputados para cada lado. Apesar de, no total, os comprometidos com os direitos dos homossexuais estarem em maio número, Reis alerta para o perfil combativo dos adversários. “Tem gente que se elegeu, mas não tem pauta [própria]. A pauta é atacar o gay. Qual é a pauta do [Jair] Bolsonaro?”, ironiza ele ao se referir ao deputado federal do PP, que foi o mais votado no estado fluminense.

Atacar os direitos LGBT é mesmo uma bandeira que dá votos, a julgar pelo desempenho de Marco Feliciano (PSC-SP). O pastor evangélico foi eleito em 2010 com 211 mil votos. Na legislatura atual presidiu por um ano a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, período no qual a CDH se notabilizou pelo debate de temas contrários aos homossexuais. No domingo 5, Feliciano se tornou o terceiro mais votado em São Paulo, quase dobrando seu número de votos – teve 398 mil, atrás apenas de Celso Russomano (PRB) e Tiririca (PR).

Do Rio de Janeiro, vem um parlamentar que se consolidou como principal referência da defesa dos direitos dos gays. Homossexual assumido, Jean Wyllys (PSOL-RJ), colunista de CartaCapital, recebeu 144 mil votos, dez vezes mais do que na eleição anterior, quando ganhou a confiança de 13 mil eleitores. “É muito mais difícil fazer uma campanha para desconstruir preconceitos do que uma campanha que os reforça”, diz Wyllys ao falar sobre o sucesso de Bolsonaro nas urnas.

Assim como no Rio, a bancada pernambucana tem dois parlamentares com posições notadamente diversas. Luciana Santos (PCdoB) e Pastor Eurico (PSB) têm discursos totalmente opostos. Santos, que foi prefeita de Olinda por duas gestões, promete combater “as opressões e discriminações que desrespeitem a livre orientação sexual”. Enquanto isso, o líder religioso da Assembleia de Deus foi o responsável por reapresentar o projeto de lei da “cura gay”, criado por João Campos (PSDB-GO), outro que conseguiu se reeleger.

O discurso ganhará ainda o apoio de Eduardo Bolsonaro (PSC), eleito por São Paulo e filho do já conhecido deputado carioca. No site da família há diversas referências à “defesa da família”, um cada vez mais frequente eufemismo para o preconceito. Mas São Paulo também colocou na Câmara Ivan Valente (PSOL), que fez frente aos projetos que querem considerar a homossexualidade uma doença. “Não existe cura gay, porque homossexualidade não é doença”, repudia Valente.

Para Toni Reis, com a “cura gay” arquivada e a união civil homoafetiva reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, um assunto que já foi destaque nas eleições, não devem ser o principal objeto de disputa entre as duas “bancadas” a partir do ano que vem. “A questão do casamento a sociedade está aceitando. Não tem um cartório que rejeite reconhecer a união homoafetiva no Brasil”, afirma, lembrando que o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal são favoráveis aos direitos iguais. “A pauta será, então, a criminalização da homofobia no Código Penal”, conclui.

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Candidatos a presidete recebem termo de adesão às bandeiras de luta LGBT
   Blog Diversidade   │     14 de outubro de 2014   │     13:38  │  0

downloadA Associação Brasileira de Lésbica, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (ABGLT) envia Termo de Compromissos aos candidatos do 2º Turno a presidente da República, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Roussef (PT). Na carta de intensão estão pontos importantes que foram levantados no 5º. Congresso Nacional da ABGLT. Intitulada como “Proposta pela Cidadania LGBT”, o documento foi criado após a votação por meio eletrônico, onde foram destacadas 11  fazem parte da plataforma politica da entidade.

No documento constam propostas como a “Criminalização da Homofobia”, item que foi muito debatido nos anos anteriores e no primeiro turno das Eleições 2014 que está incluído na reforma do Código Penal que será discutido no Senado Federal; e também a criação da Secretaria Nacional LGBT na estrutura da Secretaria de Direitos Humanos – órgão articulador e executor de políticas públicas para o segmento, entre outras.

Para o presidente da ABGLT Carlos Magno, o movimento tem pautado os candidatos em questões que os LGBT tenham garantido os seus direitos. “É a forma dos candidatos saberem das reais demandas da população e ao assinarem demonstram que eles têm preocupação com a luta do segmento”, afirma.

Ele ainda fala que pautando os presidenciáveis a ABGLT acredita que a pauta LGBT se tornara parte de politicas publicas e ações do futuro presidente ou presidenta do País  e que a garantia dos direitos humanos estejam preservadas. “Queremos que a população saiba do seu comprometimento conosco”, diz Carlos Magno. O presidente da ABGLT ainda explica que o  termo foi enviado aos comitês centrais dos dois candidatos: Aécio Neves (PSDB) e Dilma Roussef (PT) e que deverão ser assinados e enviados a presidência da ABGLT até o dia 19 deste mês.

 Termo de Compromisso – Presidenciaveis – ABGLT

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A cartilha mofada de Marcelo Crivella
   Blog Diversidade   │     3 de agosto de 2014   │     15:28  │  1

Homossexualismo (sic) é pecado e pobreza leva ao crime.
O senador Marcelo Crivella, candidato do PRB ao governo do Rio, é um homem de outro tempo. Não se sabe se ele faz campanha no século XXI com a cartilha do século XIX por convicção ou se apenas joga para a plateia – uma plateia amedrontada e conservadora que não alcançou nem entendeu o mundo atual. Em outras palavras: não se sabe se o candidato não entende o planeta onde vive ou se finge não entender.

Durante a semana, em entrevista a um programa da TV Bandeirantes, o candidato desenhou com cores primárias o território que pretende governar. Segundo ele, “se deixar a população da Baixada, das regiões periféricas, vivendo na miséria, essas pessoas migram para roubar na capital, onde tem a maior riqueza”.

É um discurso no mínimo estranho a quem se opõe ao atual governador, Sergio Cabral Filho (PMDB), aquele sujeito com o guardanapo na cabeça que defende o aborto como forma de conter a violência nas favelas – em suas palavras, “uma fábrica de produzir marginais”.

Governador e opositor parecem discordar dos meios, mas não dos fins, quando o assunto é segurança pública. Para eles, a segurança da zona sul passa pelo cerco à zona periférica, seja pelos meios contraceptivos, seja pela gorjeta. Caso contrário os mal nascidos migram por osmose em direção aos bairros açucarados para levar unicamente o caos, e não a mão-de-obra.

Pelo raciocínio, o caminho da violência é um só: de baixo para cima. Ou, do morro para o asfalto. Nem Crivella nem o atual governador parecem capazes de explicar a presença de marginais bem nascidos também em condomínios de luxo, shoppings de alto padrão, clubes recreativos, palácios administrativos ou construtoras de ascensão meteórica. Estes, não por coincidência, jamais pisaram no morro.

Na mesma entrevista o candidato se saiu com outra pérola: “não acredito que homossexualismo seja uma doença, mas é pecado”. De novo a dúvida: o candidato não sabe o que diz ou finge que não sabe?

No primeiro caso, caberia ao estafe do senador explicar que, na língua portuguesa, o sufixo “ismo” denota justamente doença. Que seja um ato falho: como religioso, Crivella está livre para criar e se virar com os próprios pecados. Como homem público, definir quem é ou não pecador pode ser mais que um juízo. Afinal, se eleito governador, como promete tratar os pecadores? Hoje quem peca roubando vai para a cadeia. E quem peca por andar de mão dada com parceiro de mesmo sexo? Vai para a cadeia também? Vai a julgamento? Resolve-se com quem não tolera o pecado portando barras de ferro e lâmpadas fosforescentes? E como é, afinal, governar para pecadores? Eles pagariam os pecados aqui ou no céu? Seriam obrigados a frequentar aulas de purificação, como sugeriram alguns colegas do Congresso ao tentar regulamentar a cura gay?

São perguntas que qualquer eleitor que incorre em pecado pode se fazer ao acompanhar a entrevista de seu candidato.

A declaração do senador foi dada após ser questionado sobre uma lei anti-homofobia em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio. Para Crivella, o projeto é motivo de preocupação: a lei pode extrapolar e impedir que pastores digam o que pensam e sentem sobre o pecado.

Diante de tantas perguntas em aberto, esse mesmo leitor poderia concluir: para o candidato, é mais preocupante um projeto que impede um pastor de dizer em público que “homossexualismo é pecado (sic)” do que os índices de violência contra homossexuais – índices que, vale lembrar, não são produzidos por quem não tem o que fazer nas regiões periféricas e decidem, como na lei da física (ou da osmose na biologia), descer ao asfalto para praticar o terror.

Fosse apenas um aluno, e não candidato a governador, a visão refinada de mundo renderia ao senador duas bombas na quinta série. Mas, na boca de um candidato, a groselha rende dividendos políticos. Crivella não é o único homem fora do seu tempo, mas parece falar em nome deles. Seu nome é legião porque são muitos – e por isso inicia a campanha com chances reais de vitória.

Na última pesquisa Ibope, ele aparece com 16% das intenções de voto, atrás apenas de Anthony Garotinho (PR), que lidera uma corrida eleitoral quatro anos após ser condenado, em 1ª instância, por formação de quadrilha e proteção à máfia de caça-níqueis do Rio. Ele tem 21% das preferências.
São eles os mais prováveis substitutos para um governo que na semana passada colocou Mikhail Bakutin, filósofo russo morto em 1876, na lista de potenciais suspeitos de promover baderna nos protestos deste ano pela capital.

Entre pérolas, laranjas e a tragicomédia, a largada para a disputa no terceiro maior colégio eleitoral do País não poderia ser mais melancólica.

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