Guia de turismo LGBT coloca o Brasil no topo da lista de destinos para se evitar
   Blog Diversidade   │     3 de setembro de 2019   │     12:51  │  0

Título mostra mudança na imagem internacional do país em relação às minorias

Título mostra mudança na imagem internacional do país em relação às minorias

O mais famoso guia online de turismo para LGBTs, o GayCities publicou nesta semana uma lista de destinos que este público deve evitar, colocando o Brasil na liderança. Entre as razões citadas pelo portal estão os altos índices de crimes de ódio contra LGBTs, os discursos do presidente Jair Bolsonaro sobre minorias e o assassinato da vereadora Marielle Franco. A crise das queimadas na Amazônia também foi lembrada pela publicação.

“Além de permitir — e até encorajar — o aumento de ataques a gays e transgêneros, o presidente de extrema-direita, Jair Bolsonaro, também está deixando a Floresta Amazônica queimar, com o objetivo de abrir caminho para a pecuária e a exploração, e isso está arruinando a fonte de 10% do oxigênio do planeta no processo”, critica o site.

A publicação lembra, ainda que a economia do país está “em ruínas desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que foi acusada de corrupção”. Afirma também que o real “desmoronou”, que a violência nas cidades brasileiras “explodiu” e que todo este contexto levou ao aumento de ataques contra LGBTs motivados por sua orientação sexual ou identidade de gênero.

“Em 2017, foram registradas 445 mortes por crimes de ódio contra LGBTs. Em 2018, as estatísticas mostram que 167 pessoas trans foram assassinadas. Também em 2018, Marielle Franco, uma vereadora do Rio de Janeiro que lutava pelos direitos dos LGBTs, foi assassinada no que testemunhas descreveram como um crime planejado, com dois ex-policiais presos como suspeitos”, diz o Gay Cities.

Lançado em 2008, o GayCities contempla dicas e avaliações sobre 225 cidades do planeta, compartilhadas pelos próprios turistas LGBTs. Para ilustrar seus argumentos contrários ao Brasil, o site utilizou imagens de PMs da UPP Babilônia atuando na comunidade. Também destacou o céu escuro em São Paulo no meio da tarde, há dez dias, por conta das queimadas.

“As queimadas estão deixando milhares de indígenas sem ter onde morar, e eles estão impotentes enquanto o fogo destrói a terra de seus ancestrais. São Paulo, o centro financeiro e cultural do país, é bem progressista. Mas até os céus estarem livres da fumaça e o governo tomar uma atitude sobre a violência contra LGBTs, o Brasil não é o lugar para se visitar”, concluiu.

Título mostra mudança na imagem internacional do país em relação às minorias

Governos hostis às minorias (Brasil, Tanzânia e Egito), violência (Bahamas) e até superlotação (Amsterdã) são aspectos para os quais o site chama a atenção de seus leitores, prometendo oferecer alternativas. No caso do Brasil, o conselho é “aproveitar as praias e as sensações tropicais em Miami”.

A lista do GayCities mostra uma mudança na imagem internacional do Brasil nos últimos anos. Em 2009, o Rio foi eleito o melhor destino LGBT do mundo por um canal da MTV segmentado para este público, em parceria com outro portal de turismo LGBT, o TripOutGayTravel.com. Em 2012, o mesmo portal elegeu o Rio como a cidade mais ‘gay friendly’ do Brasil, o que siginifica que os LGBTs se sentiam mais acolhidos e com menos receio de sofrer discriminações por aqui em comparação com outras cidades do país.

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