Monthly Archives: janeiro 2017

Alagoano morando na Itália está desaparecido

Desde

Abel Góes é alagoano, mas residia à menos de dois meses na Itália.

Abel Góes é alagoano, mas reside à menos de dois meses na Itália.

o ultimo dia 23 deste mês, que amigos e parentes do ator e produtor cultural alagoano Abel Góes não teem informações sobre o paradeiro do mesmo.

Segundo informações de uma amiga próxima a ele, agora à pouco pelo Facebook, ela me informou que Góes não estava bem de saúde. ” Com sinais de depressão”, e que outra amiga de Abel o deixou na rodoviária de Avelino na Itália, cidade está que o mesmo residia à pouco menos de 2 meses. Ela também me informou que ele esperaria amigos no local, para em seguida embarcar, mas que o mesmo não desembarcou.

Sua chegada ao Brasil estava prevista para o último dia 25 deste mês, mas por algum motivo o mesmo não desembarcou no país, como também não foi mais visto desde o dia 23.

Eu Nildo Correria, não na qualidade de blogueiro, mas sim de amigo de Abel Góes, peço a todos que se mobilizem, compartilhem essa postagem, e busque contatos de conhecidos que residam na Itália, principalmente na cidade de Avelino, peçam que os mesmos ajudem nas buscas, e quem sabe assim possamos encontrar em muito breve essa grande figura da cultura alagoana, que é o amigo Abel Góes.

#SomosTodosAbelGóes

Mães de pessoas transgêneros: Uma questão fora do “menu” da maternidade
   Blog Diversidade   │     30 de janeiro de 2017   │     19:58  │  0

O britânico Milla Brown, de 9 anos e adora super-heróis desde pequeno. Brown nasceu menina e foi diagnosticado com transtorno de identidade de gênero - ou seja, nasceu menina, mas seu cérebro o identificava como menino.

O britânico Milla Brown, de 9 anos e adora super-heróis desde pequeno. Brown nasceu menina e foi diagnosticado com transtorno de identidade de gênero – ou seja, nasceu menina, mas seu cérebro o identificava como menino.                                           “É menino ou menina”?

 

 

 

 

 

 

 

 

Essa talvez seja a frase mais ouvida por mulheres grávidas, talvez até mais que “e quando vai nascer?”. Mas por que queremos saber se quem está dentro de um útero é um menino ou é uma menina? Por que isso é tão importante para nós?Porque é cômodo. Num mundo acostumado a tratar tudo como preto ou branco, bom ou mau, menino ou menina e que invisibiliza todas as nuances entre um e outro, é cômodo que desde sempre possamos usar rótulos, possamos colocar as pessoas nessa prateleira mas não naquela, julgá-las como isso mas não como aquilo. E é a partir dessa pergunta, tão desnecessária, que impregnamos a criança que ainda não nasceu de inúmeras expectativas, modelos a serem seguidos, padrões a serem obedecidos, cores, brincadeiras, comportamentos, fecha a perna pra sentar, fale como um menino, não seja um maricas, esse chocolate você não vai levar porque é rosa e não azul, não fale palavrão que não é coisa de menina, seja delicada, seja forte, para de chorar, chorar não é coisa de menino, e as namoradinhas?, por que esse cabelo curto?, vai depilar sim, e tudo aquilo que reproduzimos sem pensar, enquadrando pessoas – cheias de potencialidades, de diferenças, de riquezas tão humanas – naquilo que, para nós, é mais fácil, mais cômodo, mais comum. Condenando pessoas ao sofrimento, à invisibilidade, ao bullying , à violência, à exclusão, ao desamor e até à morte.Dia 29 de janeiro é o dia da visibilidade trans. Um dia para falar das pessoas trans. Essas pessoas que são excluídas e feitas invisíveis e inexistentes – em vida. E o fato de poucas pessoas saberem da existência dessa data já mostra o grau de invisibilidade. Ser invisível não traz apenas uma anulação de si mesmo. Traz perigo de vida, ameaça de morte, pois a coletividade não se mobiliza para defender a vida de quem não é visto. Ninguém ama quem não é visto. Ninguém defende ou se mobiliza para defender quem não é visto.  Existir como uma pessoa trans neste mundo onde os valores conservadores e fascistas estão em vertiginoso crescimento, inclusive entre grupos inicialmente voltados para defender pessoas, é precisar conviver com o preconceito, a discriminação, a exclusão e a possibilidade de ter uma vida interrompida pelo ódio alheio. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans em todo mundo. Aqui, a estimativa de vida de pessoas trans é quase a metade das que não são. E a chance de viver uma vida minimamente respeitosa e plena diminui especialmente se forem pobres e se forem negras.

Mas não posso falar por elas. Não posso falar de uma dor que não é minha, posso apenas mostrar que ela existe. Mas sou mãe. Posso me colocar no lugar de outras mães. Tenho uma filha hoje com 6 anos. Criança que foi designada ao nascer como menina. E que eu não faço a menor ideia de quem se tornará. Vejo meu papel, como mãe, semelhante ao de uma jardineira: cuido, aparo, protejo, nutro e… deixo crescer e florescer, sem que eu possa escolher qual a cor de sua futura flor, ou mesmo se terá flor. E respeitar cada processo seu, amar cada fase sua, fortalecê-la e protegê-la como exercício do meu comprometimento com sua vida. Se sou mãe de uma pessoa trans? Ainda não sei. Mas outras mães já sabem que são. E é a voz de duas delas que trago hoje comigo.

Eu quis conversar com mães de pessoas trans e, em pouco tempo, cheguei a algumas delas. Duas se dispuseram muito gentilmente a conversar comigo, especialmente quando deixei claro que não estava em busca de informações íntimas, que eu queria apenas que outras mulheres mães pudessem ouvi-las falar, que suas vozes pudessem ter mais amplitude. Coincidentemente, ambas são mães de homens trans. E com histórias de vida bastante distintas. Elas são Ana (nome fictício) e Maria. Disse a elas que meu objetivo maior era que as pessoas soubessem de suas histórias, de suas alegrias ou dores, se receberam apoio, o que pensaram, o que sentiram, os desafios que superaram ou ainda estão superando e outras coisas que quisessem falar.

 

A HISTÓRIA DE ANA: “Aquela menina insegura e presa dentro de si mesma se tornou um jovem pleno e feliz”

Ana fez um relato que me emocionou muito. Porque vi estampado nele a preocupação com o bem estar de seu filho – a começar pelo fato de que ele é bastante reservado e ela o respeita muito, e por isso este é um relato anônimo. No fim, Ana abriu seu coração de uma maneira que me tocou profundamente. Afinal de contas, a Ana também pode ser eu, pode ser você, pode ser qualquer mãe que, um dia, ao viver isso, decida transformar uma história desafiadora em uma história de ainda mais amor, ainda mais união e ainda mais respeito –  e não em dor, como acontece com tantas pessoas trans que são abandonadas ou rejeitadas por suas famílias.

Um dos pontos de maior emoção de seu relato está justamente quando ela conta o que sentiu ao imaginar o que seu filho poderia ter vivido durante a infância e a adolescência, enquanto sua compreensão sobre quem ele realmente era ainda não estava estabelecida. Foi um aprendizado dos mais valiosos que já recebi, especialmente quando ela diz:

“Ter um filho transgênero não está no “menu” da maternidade! Você pensa nos perigos de sexo, drogas, gravidez indesejada, fracasso escolar, desorientação no mundo do trabalho, etc, mas não pensa na possibilidade de um filho pertencer ao gênero que não lhe foi designado biologicamente. Isso talvez fosse uma coisa interessante para se pensar em termos sociais: a importância de disseminar muita informação sobre o assunto (eu não sabia nada!) a ponto de naturalizar essa possibilidade na trajetória de um filho. Pode ser que seja Cis? Pode. Pode ser que seja homo, bissexual? Pode. Pode ser que seja trans? Pode”.

Ana me contou que seu filho nasceu menina, mas que nunca foi uma menina “típica”, como ela mesma usa. Nunca gostou de roupas tidas como muito femininas e outros sexismos atribuídos às meninas na infância.

“Isso nunca me chamou a atenção, porque eu própria não sou uma mulher tipicamente feminina: estou sempre de jeans e camiseta, não uso maquiagem, salto alto, etc. Além disso lhe demos uma educação muito pouco marcada por gênero: teve vestidos e bonecas, mas também ganhou carrinhos, bolas de futebol e sempre foi uma criança vestida para seu conforto e incentivada a brincar com objetos e pessoas não por serem ‘coisas de menina’, mas por serem legais e despertarem seu interesse”.

Nada em sua infância, segundo ela, parecia indicar algo a respeito de sua sexualidade ou gênero. Mas isso naquele momento. Hoje, ao olhar para trás, ela sente que várias questões estavam, sim, relacionadas a uma identidade cindida: timidez extrema, isolamento social, tendência a mentir ou esconder coisas. Como se sua criança estivesse presa num corpo que não correspondia à pessoa que ela experimentava. E essa, para ela, foi sua maior dor:

“Creio poder dizer que essa é a principal fonte da minha dor como mãe: imaginar o sofrimento dessa criança, que não tinha consciência do que se passava com ela, sofrimento do qual não tínhamos a menor noção, embora fôssemos pais MUITO presentes, afetivos e até excessivamente preocupados com o bem estar daquela nossa filha única”.

Perguntei à Ana quando ela começou a perceber que seu filho era alguém diferente de quem, biologicamente, ele havia nascido.

A questão da identidade de gênero, na verdade mascarada como sendo de orientação sexual, apareceu na puberdade, quando meninas e meninos passam a se vestir e se comportar de forma bastante estereotipada (e uniforme dentro dos grupos de gênero), o que era especialmente forte na escola burguesa e pseudo modernete em que estudava. O isolamento social tornou-se muito visível e difícil de lidar: as festinhas eram situações aversivas, não havia namorinhos no horizonte, aquela menina era considerada estranha e não se enturmava, nem com meninas nem com meninos. Nessa ocasião, começou a aparecer forte interesse por algumas meninas, que interpretamos como evidência de solidão e busca de uma ‘melhor amiga’, como todas tinham. Mas hoje é evidente que eram paixões adolescentes, que não podiam ser explicitadas, talvez nem para si mesmo”.

Ana também me contou que a escola não soube lidar de uma boa maneira com a situação, acabando por isolar a criança.

“A escola deixa essas crianças [que não brilham, mas não vão mal o suficiente para atrapalhar a classe ou os professores] como mera ‘paisagem’ e se ocupa dos alunos ótimos ou dos péssimos… A orientadora nos chamou pra contar de uma carta de amor da minha filha a uma colega, como quem revela uma doença. Neste momento ficamos bem desnorteados, mas a condição de transgênero nem passou pela cabeça. Nossa pergunta era: será que ela é homossexual?”.

Quem ajudou a família a passar por essa descoberta foi a terapeuta que o atendia desde criança e que, segundo Ana, foi muito cuidadosa ao pautar sua condição de transgênero de forma lenta, “…nos preparando para que o amor fosse maior que o susto”. Em um momento futuro, a outra escola em que ele estudou contava com um grupo de discussão sobre sexualidade e gênero, que ela considera muito importante. Especialmente a figura de uma professora que, segundo ela, foi fantástica: “… o pegou no colo e o ajudou a passar pela parte mais radical da transição”. Isso mostra justamente aquilo sobre o qual tanto falamos e as pessoas se esforçam por não ouvir: conversar sobre gênero na escola é fundamental, é insubstituível. É um meio eficiente para que crianças, adolescentes e jovens possam se descobrir e respeitar a si mesmo e aos outros, possam se proteger, possam se conhecer e ajudar os demais a também se conhecerem. Conversar sobre gênero é conversar sobre a vida que se pode ter, a vida que se quer ter, a vida que devemos permitir que os outros tenham.

Para Ana, os principais desafios de ser mãe de uma pessoa trans são, primeiro, compreender a questão. Depois, entender que o processo é longo e cheio de passos difíceis. “Mudança de nome, mudança de gênero nos documentos, tratamento hormonal, eventualmente cirurgias. Também o ajuste da forma de tratamento, do feminino para o masculino (a gente custa pra acostumar e os erros ofendem!). Ainda, o enfrentamento do assunto com as pessoas do entorno”.

Ana termina seu relato de uma maneira linda: falando sobre qual é o melhor presente para uma mãe.

“Depois de tudo isso, a maior realização: entender que ser transgênero não é escolha, não é invenção, não é modinha. É uma questão MUITO profunda, muito central na identidade da pessoa, muito essencial na construção de uma pessoa plena. Aquela menina insegura e presa dentro de si mesma se tornou um jovem pleno, feliz, realizado em todas as dimensões da vida. Vida fácil? Não, mas a vida não é fácil pra ninguém. Mas uma vida intensa, inteira, de verdade. Melhor presente para uma mãe”.

 

A HISTÓRIA DE MARIA: “Um momento de alegria: eu fui ao cartório, com a cópia do processo, solicitar a nova certidão de nascimento do meu filho”

Dom e Maria

 

“Ligia, meu marido é um homem trans. Você quer conversar com a minha sogra?”.

Foi assim que cheguei até Maria. Maria é mãe de Dom, um homem trans, casado com uma moça que muitas de nós já conhecemos e que admiramos muito por seu trabalho em defesa de outras mães. Maria é uma mulher muito simpática que aceitou prontamente conversar comigo. Ela me contou como descobriu a transição de seu filho, do que teve medo, as alegrias que sente e sentiu, o que teme em relação a ele e o que espera da sociedade com relação às pessoas trans.

“Dom já havia se mudado de Brasília para São Paulo quando resolveu abrir com o pai e foi ele quem me falou. Meu mundo caiu, pois até aí sabíamos da sua homossexualidade. Numa vinda dele a Brasília, foi que conversamos. Ele me explicou como seria todo o processo de transição e aí eu senti muito medo de que esse processo lhe trouxesse danos físicos… Antes meu medo se resumia apenas a preconceito. Ele já havia iniciado o processo quando resolvi contar pra família (meus irmãos, sobrinhos…). Tive apoio incondicional do meu marido e de poucas pessoas da família… Até hoje não falo abertamente no assunto com alguns deles. Muito preconceito e uma boa pitada de fanatismo religioso”.

Neste ponto, ao tocar na questão da religião, Maria conta algo muito surpreendente, que aproveito para ressaltar em função de sua relevância, especialmente numa sociedade que repete padrões e acha que todos os que são religiosos se comportam de uma mesma maneira:

“Por incrível que pareça, tive um apoio muito grande: de um padre da minha paróquia. Foi ele que me deu forças para abrir o jogo com as pessoas e me disse que era pra eu amar meu filho mais ainda a partir daquele momento… Que ele precisava muito de mim”.

De todos os desafios, Maria acha que o principal foi o de contar para sua família sobre a identidade de seu filho. Ela preferiu reunir seus irmãos e contou. Naquele momento, recebeu o apoio de uma irmã, que é madrinha de seu filho, e de um irmão.

“Hoje outra irmã e outro irmão já pedem notícias do Dom. Minha irmã mais velha nunca pergunta… No começo isso me machucava, hoje não mais”.

A maior dor que ela sente em função de ter um filho trans não diz respeito a ele, mas aos outros. Ela tem muito medo de que ele sofra preconceito e agressões físicas. E reconhece que a maior ajuda que a sociedade pode dar, aos filhos trans e suas mães, é se inteirar do assunto.

“Abrir mente e coração e procurar o que realmente acontece com uma pessoa trans. Dói muito quando a gente escuta alguém dizer que isso é safadeza, pouca vergonha. Pesquisei muito, li muitas matérias e estudos sobre o assunto”.

Quando Maria contou sobre suas alegrias, eu também me emocionei. E me lembrei do dia que fui ao cartório, com minha bebê recém nascida nos braços, solicitar sua certidão de nascimento. Um documento que atesta, perante o Estado e os outros, que sua criança está viva e existe. Maria colocou como número 1 em suas alegrias ter ido ao cartório solicitar a nova certidão de nascimento de seu filho… É inevitável pensar que, para além de todo desafio, existe essa coisa muito simbólica: uma mãe que aceita, apoia e acolhe seu filho trans, o vê nascer duas vezes. Como outras alegrias que só viveu porque tem um filho trans, Maria aponta as seguintes:

“A felicidade dele a primeira vez que se olhou no espelho após a mastectomia total. O diploma de curso superior com o novo nome”.

E quando ele conheceu sua esposa e decidiu viver com ela:

“Ali eu sabia que ele não estaria mais sozinho”.

Eu não quis – e não quero, neste texto – incentivar o lado da dor, da dificuldade, dos inúmeros desafios que essas mães precisam superar, junto com seus filhos. Quis mostrar que existem algumas alegrias que vêm justamente do fato de que seus filhos se assumiram outras pessoas. Que isso não é uma coisa obrigatoriamente ruim como tantas pessoas pensam, pelo contrário: que conhecer-se, amar-se, deixar-se desabrochar e viver pode ser tudo aquilo que alguém precisa para ser, de fato, feliz. E pego emprestado as palavras de Ana:

“A maior alegria é hoje ver meu filho, completando 19 anos nesta semana, bonito, com cuidados com o próprio corpo, autoconfiante, seguro e super bem informado sobre sua condição de transgênero, cheio de preocupações com problemas sociais, bom estudante, morando sozinho e trabalhando, com uma namorada firme e muitas meninas interessadas no rapaz interessante que ele se tornou”.

Por fim, lembro e reforço que essas duas histórias não refletem as imensas tristezas que grande parte das pessoas trans vivem, rejeitadas e abandonadas por suas famílias, sujeitas a violências das mais torpes, que tolhem suas vidas tão precocemente. Também enfatizo que não se trata de romantizar uma situação socialmente delicada e problemática. Mas de mostrar um outro lado sobre o qual a mídia de massa não tem interesse em mostrar. A mídia ajuda a produzir a realidade: se mostra apenas a dor, a dificuldade e o ódio, então a sociedade tende a ver apenas a dor, a dificuldade e o ódio. Palavras constroem realidades, já dizia Michel Foucault. Portanto, precisamos mostrar que, para além de todo o desafio, de toda a luta, de todo o ódio, de toda a complexidade social que as pessoas trans vivem, há a imensa possibilidade de duas vidas se encontrarem de maneira insubstituível, de mãe e filha, mãe e filho, se apoiarem como não seria possível de outra forma. Não tinha como intuito discutir a sociologia da transgeneridade, inclusive porque não tenho cacife para isso e há gente infinitamente mais preparada para isso que eu. O que quero, verdadeiramente, com esse texto é plantar uma semente de amor no coração das mães que, por ventura, estejam passando por isso e não estejam aceitando bem. Mostrar que o amor por um filho, por uma filha, precisa estar sempre de mãos dadas com o respeito por quem se é. Mostrar que é preciso que as pessoas trans não encontrem no coro de ódio contra elas as vozes de suas mães, de seus pais, de seus familiares. Que saibam que suas vozes serão ainda mais fortes se, junto, também ecoarem as vozes de suas mães. Porque “o amor sempre pode ser maior que o susto”.

Ah sim, um último adendo. Quando você encontrar uma mulher grávida, lembre-se que há muitas outras coisas que você pode perguntar além do “É menina ou é menino?”. Inclusive porque há respostas que nenhum ultrassom é capaz de nos dar. Você pode substituir o “É menino ou menina?” por “Posso te ajudar de alguma forma?”, por exe.

Fonte: Cientista que virou mãe

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Clipe de Val Donato emociona ao trazer homem trans como protagonista
   Blog Diversidade   │     29 de janeiro de 2017   │     21:16  │  0

O clipe da música Faca Amolada, da cantora Val Donato, trouxe um protagonista trans, o atorJulian Santos – um dos primeiros a estrelar um clipe no Brasil. Lançado no dia 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, com exclusividade no NLUCON, ele promete trazer a discussão das identidades trans no país. 

A obra, que faz parte da trilha sonora do longa paraibano Tudo Que Deus Criou, de André Costa, foi gravada no dia 17 de janeiro, em Campina Grande e traz imagens de um casal cis e trans, em preto e branco, em uma performance emocionante. Eles utilizam da dança para expressar os sentimentos dos personagens e rasgar as amarradas da transfobia.

Arte do clie Faca Amolada, de Val Donato

Val afirma que teve vontade de falar sobre homens trans quando leu uma notícia no Facebook de um homem trans que havia transicionado. Não é mera consciência que o personagem era Julian, o protagonista do clipe. “Isso mexeu comigo. Encontrei ele pelo Face, mas não conseguia contato. Pedi o telefone e me passaram”.

A cantora também estreia como roteirista, diretora e está no seu quarto material videográfico oficial, desafio proposto pelo diretor de fotografia: Kennel Rógis. “Em seguida, ativei o diretor de fotografia, atriz Bárbara Santos, todo mundo abraçou o trabalho e todo mundo trabalhou orgulhoso. Eu estou aqui não me cabendo de ansiosa”. Vale ressaltar que toda a equipe envolvida é da Paraíba.

A ideia do clipe, de acordo com a artista, é refletir sobre a causa trans e fazer as pessoas questionarem seus preconceitos. “Se conseguirmos que uma pessoa no mundo repense a sua visão, o objetivo foi alcançado. E quis fazer isso de forma poética, artística, tocante, que explorasse o toque, o suor e a humanidade mesmo. Para que as pessoas se identifiquem como seres humanos”.

Assista ao clipe:



E qual é a relação da Val com a transgeneridade? “Eu me entendo como mulher, me vejo como mulher, mas existe muito forte dentro de mim o lado masculino também. Desde pequena fui masculina, só me sinto bem quando olho no espelho e estou masculina, mas ao mesmo tempo não tenho vontade de ser homem ou de ser vista como um. Me toca a causa, porque ‘bati na trave’, poderia ser um homem trans”.

O clipe de Val Donato será lançado dia 29 de janeiro, às 19h (horário local) em João Pessoa em um show na sala Vladimir Carvalho da Usina Cultural Energisa. Não perca!
CAMPANHA

Justamente com o clipe, será lançada a campanha ao público com a hashtag #liberteojulian, para arrecadar a verba necessária para Julian realizar sua tão sonhada mastectomia masculinizadora. A cirurgia vai deixá-lo mais confortável com o próprio corpo, melhorar sua autoestima e driblar problemas envolvendo transfobias.

Unindo arte, amor, conscientização e solidariedade no dia da visibilidade Trans (29.01) o país poderá apreciar esta obra que tanto orgulha os envolvidos, na busca de despertar nas pessoas a vontade de entender melhor a natureza humana em sua plenitude e diversidade , sempre visando o respeito ao próximo.

Ficha Técnica:

Roteiro e Direção – Val Donato
Direção de Fotografia – Kennel Rógis
Edição e Montagem – Kennel Rógis e Val Donato
Assistente de Fotografia – Wagner Pina
Direção Coreográfica – Liu Santos
Elenco: Julian Santos, Bárbara Santos e Val Donato
Maquiagem: Inêlda de Cristo
Produção Executiva: Fabíola Rodrigues
Assistente de Produção: Michelle Lira
Making of e Still: Wagner Pina
Técnica: Pablo Giorgio
Gravura Filmes

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Rede de hotéis Chilli Pepper divulga programação de carnaval
   Blog Diversidade   │     27 de janeiro de 2017   │     10:30  │  0


                                                                      Um dos points gays mais famosos do país, o 269 Chilli Pepper Single Hotel, misto de hotel e sauna localizado no centro de São Paulo, é uma ótima opção para os foliões mais safadinhos. O empreendimento do empresário Douglas Drumond acaba de divulgar a sua programação para o carnaval 2017. A unidade de Belo Horizonte também vai entrar no clima com decoração, música e temas especiais. Serão sete dias de festas para animar a folia dos paulistas, mineiros e turistas.

Em 2016, de 04 a 10 de fevereiro, passaram cerca de 5 mil homens pelo Chilli Pepper. A mesma quantidade de hóspedes é esperada em 2017 entre os dias 23 de fevereiro e 01 de março. Veja a programação nas duas capitais:

Belo Horizonte

 

São Paulo: 

269 Chilli Pepper Single Hotel

SP: Largo do Arouche, 610

BH: Avenida do Contorno, 1328

www.hotelchillipepper.com.br 

Fonte: Assessoria de Comunicação – Rede Chilli Pepper

 

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Dia da Visibilidade Trans será comemorado em Alagoas com encontro de Direitos Humanos
   Blog Diversidade   │     26 de janeiro de 2017   │     1:23  │  0

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Com o objetivo de debater sobre a realidade social que travestis e transexuais vivem no estado de Alagoas, na próxima segunda-feira, 30 de janeiro, o Governo do Estado de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos, em parceria com o Conselho Estadual de Promoção dos Direitos LGBT de Alagoas, estará realizando o I ENCONTRO DE DIREITOS HUMANOS E VISIBILIDADE TRANS DO ESTADO DE ALAGOAS.

O evento ocorrerá na data citada acima, e será realizado no Palácio República dos Palmares, localizado na Rua Cincinato Pinto s/n – Centro – Maceió-Alagoas. O evento será realizado em comemoração ao Dia da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro.

A população de transexuais e travestis é reconhecidamente como uma das mais vulneráveis dentre as que compõem os grupos de diversidade sexual e de gênero. É alvo constante de cerceamento de direitos, em especial aqueles ligados à identidade, intimidade, busca da felicidade e vida, explica Laffon Pires – Liderança LGBTI em Alagoas.

A situação alarmante da violência contra as travestis e transexuais no Brasil é preocupante, explica Natasha Wonderfull, Presidente do Grupo de Travestis e Transhow. “O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, entre janeiro de 2008 e março de 2014, foram registradas 604 mortes no país, segundo pesquisa da organização não governamental (ONG) Transgender Europe (TGEU), rede europeia de organizações que apoiam os direitos da população transgênero”.

Já em 2016, segundo o antropólogo Luiz Mott, responsável pelo relatório de crimes contra a população LGBTI no Brasil, dos casos de violência que acontecem contra os LGBTI de acordo com matérias e recortes de jornais e sites do páis, já que não há estatística oficial sobre esse tipo de crime – nunca antes na história do Brasil registraram-se tantas mortes desde 1970, quando o GGB começou fazer as estatísticas”. Dos 343 assassinatos registrados em 2016, 173 das vítimas eram homens gays (50%), 144 (42%) trans (travestis e transexuais), 10 lésbicas (3%), 4 bissexuais (1%), incluindo na lista também 12 heterossexuais, como os amantes de transexuais (“T-lovers”), além de parentes ou conhecidos de LGBT que foram assassinados por algum envolvimento com a vítima como foi o caso do vendedor Luís Carlos Ruas, 54 anos, que foi morto ao defender travestis no metrô de São Paulo, e Alagoas ocupa a 5ª colocação sangrenta desta triste estatística, com 17 homocídios.

“Infelizmente, são pouquíssimas transexuais e travestis que conseguem passar dos 35 anos de idade e envelhecer. Quando não são assassinadas, geralmente acontece alguma outra fatalidade”, conta Cininha de Freitas, Militante LGBT e Coordenadora de Politicas Públicas da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas.

O mais grave problema de uma nação é a violação dos Direitos Humanos. Priorizar nossa agenda é o mais importante ato político e social. Os que pensam contrário, lembrem-se: NADA SE DISTRIBUI SEM DIREITOS, afirma Julio Silva Farias, militante LGBT.

Por Redação: Blog Diversidade

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