Ministro do Turismo receberá entidades e empresários que atuam na área do trade LGBT no Brasil
   Blog Diversidade   │     28 de dezembro de 2016   │     0:00  │  0

O chamado “dólar cor-de-rosa” tem sido alvo de redes de hotéis e agências de viagem. A aprovação do casamento igualitário aqueceu o setor.

Marx Beltrão - Ministro do Turismo e Nildo Correia - Pres. do Grupo Gay de Alagoas

Marx Beltrão – Ministro do Turismo e Nildo Correia – Pres. do Grupo Gay de Alagoas

No próximo dia 10 de janeiro de 2017, às 11 horas da manhã, o Ministro do Turismo – Marx Beltrão estará recebendo em seu gabinete, uma comissão de lideranças LGBT e empresários que atuam no mercado do turismo gay no país.

A audiência foi solicitada pelo Grupo Gay de Alagoas-GGAL, entidade que atua no estado de origem do atual ministro, e atende a uma solicitação de entidades do movimento LGBT e empresários de todo o país, que atuam na área do turismo LGBT no Brasil.

Um dos grandes objetivos desta ação é negociar com o atual ministro, e negociar a continuidade e ampliação do turismo LGBT no Brasil, como também estreitar laços entre o atual ministro, empresariado do trade LGBT e entidades que atual na área.

Nildo Correia, Presidente do Grupo Gay de Alagoas – GGAL, “afirma que em geral a sociedade e a cultura brasileira não nos preparam para entender a diversidade sexual. Mesmo com essa problemática a comunidade LGBT representa uma parcela expressiva no mercado, e se destaca como consumidor de viagens. Só este ano de 2016, de acordo com a World Travel Market, o mercado gay gerou e injetou em nossa economia, mais de 26 bilhões de dólares, além deste ponto positivo, os números mostram que o turista LGBT gasta 30% à mais que o turista heterossexual.”, afirmou Correia.

“O turismo é o movimento temporário de pessoas para destinos fora dos seus locais habituais de trabalho e residência, as atividades desenvolvidas durante a permanência nesses destinos e as facilidades criadas para satisfazer as suas necessidades.  Neste  sentido  é  de fundamental  importância  o  Diálogo  com o Ministério  do  Turismo   sobre  as   questões  LGBTI.   Para apoiar  ações  que    evite  a  discriminação  é  a  violência   contra  nossa  comunidade, assim  como   incentivar  o  turismo interno  no  Brasil.  E  promover  nosso  pais  no  exterior.  Visto  que  somos  uma  pais  rico  em riquezas  turísticas”, afirmou Toni reis –  Diretor-Presidente  da  Aliança  Nacional  LGBTI.

“No momento em que o País precisa gerar renda e emprego e, ao mesmo tempo, superar a discriminação,  é necessário haver investimento no turismo LGBT, que, de acordo com a Organização Mundial do Turismo, movimento 15% do dinheiro do setor no planeta”, explica o sócio-proprietário da Guiya Editora, primeira do Brasil dedicada a guias gays turísticos e presente em sete capitais.

Já para Maria do Céu, considerada uma das maiores empresárias na área do mercado LGBT no nordeste, a maior dificuldade enfrentada ainda é a homofobia. Atuando no mercado gay desde 93  , Maria afirma que mesmo sendo heterossexual, casada e mãe, não se ver fazendo outra coisa, que não seja destinada ao público gay. “ agradeço a comunidade LGBT por tudo que conquistei até os dias de hoje em minha vida profissional, financeira e pessoal, se hoje tenho estabilidade financeira e profissional é graças ao mercado Pink, que mesmo precisando evoluir e muito no nordeste, é uma área lucrativa e extensa, o empresariado só precisa acordar para esta mina de ouro”, afirmou ela que é proprietária da boate Metrópole e do Santo Bar em Recife, além de organizadora do maior festival de musica eletrônica LGBT do nordeste, Love Noronha, realizado na ilha de Fernando de Noronha.

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