Sim, precisamos falar sobre sauna gay
   Blog Diversidade   │     29 de outubro de 2016   │     20:46  │  0

imagesSim, elas existem. Sim, elas estão em todos os lugares. Sim, muita gente as frequenta. Mas, então, por que poucos admitem que já foram ou que vão em saunas para o público gay?

Primeiramente, vale lembrar que as saunas surgiram há milhares de anos. A sauna seca, diz a lenda, foi criada pelos finlandeses e é uma tradição no país. Já a sauna a vapor teria surgido na Grécia. Além desses dois povos, outro que contribuiu para o desenvolvimento das saunas foram os turcos, com o famoso banho turco.

Então, se são estabelecimentos milenares, por que hoje em dia os gays torcem o nariz quando falam sobre saunas? Ou, até mesmo, soltam a famosa frase “não curto quem frequenta saunas”.

Pois bem, muito do preconceito ligado às saunas vem dos tempos sombrios da epidemia de AIDS nos anos 80. As saunas eram e, de certo modo, ainda são lugares onde o objetivo principal de quem está lá é transar, ter sexo casual, normalmente com desconhecidos. Por essa razão, quando ficou evidente que uma das principais formas de transmissão do vírus HIV era por meio de relação sexual desprotegida e, ainda, que os homossexuais eram um grupo de risco, as saunas logo se tornaram um lugar para ser evitado.

Muita coisa aconteceu desde então e, apesar da AIDS ainda ser uma doença que assombra as pessoas, atualmente há mais conscientização quanto ao uso de métodos preventivos (USE CAMISINHA!). Sendo assim, as saunas voltadas ao público gay voltaram a ser um popular destino para perder – ou ganhar – algumas horas.

Em tempos de aplicativos fervendo, você deve estar se perguntando: por que diabos eu pagaria para ir a um lugar e ficar andando de toalha, sendo encarado e encarando pessoas, sendo que posso arrumar alguém no Grindr/Scruff/Hornet, deitado na minha cama e de graça? Ora, a resposta é simples: praticamente pelo mesmo motivo que você vai à balada: nada substitui o fator “ver pessoalmente” e, convenhamos, nos aplicativos a coisa nem sempre é imediata. Além disso, na sauna é possível analisar melhor o corpo dos frequentadores, em outras palavras, “nudes” de graça!

Portanto, se você é daqueles apressadinhos, que não faz questão nem de saber o nome da pessoa com quem está transando (dark room, quem nunca?), a sauna é um ótimo lugar para você! Veja bem, isso não quer dizer que você não pode encontrar o amor da sua vida na sauna, a sua conduta e abordagem é que vão definir o tipo de relação que vai ocorrer.

Mais do que isso, as saunas também deixaram de ter o rótulo de que os frequentadores são apenas homens mais velhos ou homens casados com mulheres interessados em pular a cerca. Na verdade, como acontece com as festas, existem saunas para todos os tipos de públicos e, inclusive, muitas pessoas frequentam saunas com amigos para socializar, beber e conhecer gente, não apenas para transar. Mas, se surgir aquela vontade repentina, o segundo andar está logo ali!

No Brasil, principalmente nas grandes capitais, há uma vasta quantidade de saunas para atender a todos os gostos. Algumas saunas têm tolerância zero para garotos de programa, enquanto outras aceitam. Os valores para entrada variam de acordo com os estabelecimentos e dias da semana, podendo ficar entre 20 e 70 reais.

Vale lembrar, no entanto, que os brasileiros costumam ir à sauna no período da tarde ou após o horário comercial, exceto quando eventos noturnos especiais são organizados pelos estabelecimentos. Os finais de semana também costumam ser populares entre os frequentadores.

Para citar algumas, temos a Chilli Pepper em São Paulo e Belo Horizonte, onde você pode ver, pelo site deles, quantas pessoas estão na sauna. Tem público bem variado e estrutura enorme nas duas unidades.

Em São Paulo, ainda merecem ser mencionadas a Thermas Lagoa,  na Vila Mariana, com seus shows performáticos, e a Wild Thermas, em Higienópolis, com o Clube dos Pauzudos.

No Rio de Janeiro, perto do famoso Posto 9, em Ipanema, está a Rio G Spa, com ótima frequência de público, também bastante heterogêneo e com muitos turistas.

As saunas Thermas Le Rouge 80 e Termas Leblon,  respectivamente, em São Paulo e no Rio, possuem público mais maduro e estão há muitos anos em funcionamento. O mesmo acontece com a sauna Très Chic, em Belo Horizonte.

Em outros países, como Alemanha e Austrália, por exemplo, as saunas costumam bombar é na madrugada ou no final de semana.

Já nos Estados Unidos, salvo alguma exceção – como a rede Steamworks – a cultura de frequentar saunas não se faz tão presente e, portanto, não recomendamos perder seu tempo e seus dólares indo em saunas quando estiver por lá. Se estiver procurando por sexo casual, melhor procurar os cruising bars.

Bom, a intenção desse post era retirar o estigma que as saunas sofrem entre os gays brasileiros e ampliar o leque de opções quando estiver procurando alguma companhia. Ainda abordaremos esse tema outra vezes para romper de vez com esse preconceito.

Vale ressaltar, ainda, que as saunas geralmente oferecem preservativos e lubrificantes de graça e que o seu papel, depois disso, é só se divertir com segurança! Faça bom proveito!

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