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Entidades LGBT e Governo realizam ações em comemoração ao dia  nacional da Visibilidade Trans em Alagoas
   Blog Diversidade   │     28 de janeiro de 2016   │     15:11  │  0

A luta pelos direitos de travestis e transexuais começa pelo direito de serem respeitadas nas suas identidades fruto de sua identidade que traduzem suas histórias, expressam sua  forma de ser, de viver e de vivenciar sua sexualidade. O direito à visibilidade é o ponto de partida, dele demanda a principal garantia desta população: Direito a ter direitos.

E é pensando nesta visibilidade que entidades LGBT e o Governo do Estado de Alagoas, através da Secretaria Estadual da Educação e e a Secretaria de Direitos Humanos, estão realizando ações em prol do dia 29 de janeiro, data em que se comemora o Dia Nacional da Visibilidade das Travestis e Transexuais no Brasil.

As ações deram inicio hoje, 28/01, através de um café da manhã, realizado pela ONG Pró-vida no Centro Cultural Lá Rosa Mossoró, já amanhã a partir das 9:horas ocorrerá uma Roda de Conversa, que tem como tema: Direitos Humanos e seus princípios de igualdade, esta ação será realizada pela Secretaria de Estado da Educação de Alagoas, através da Gerência de Diversidade e Modalidades, Supervisão das Diversidades, e ocorrerá no auditório da 13ª GERA  – Centro de Pesquisas  Aplicadas  no CEPA.

Já no sábado, a partir das 19:30h, no Teatro dos Bancários do Estado de Alagoas, ocorrerá o musical “As Cantoras do Radio”, realizado pelo Companhia Teatral Transhow,  no dia 01 de fevereiro (segunda feira), essas atividades se encerrarão, com a realização de um Ato Silencioso, e montagem de um varal com fotos de travestis e transexuais vitimas da transfobia no Brasil, esta atividade ocorrerá a partir das 15:h, no centro de Maceió, e será realizada pelas instituições LGBT: GGAL, GGM, Dandara, Grupo Direito a Vida, Grupo Gay do Tabuleiro, AHBENTES e a secretaria de Estado de Direitos Humanos.

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A triste realidade da população LGBT em situação de rua
   Blog Diversidade   │     13 de janeiro de 2016   │     14:06  │  1

população LGBT que vive em situação de rua no Brasil sofre ainda mais violência e discriminação do que os demais sem moradia no país, foi o que concluiu o sacerdote católico Júlio Lancellotti, monsenhor e pároco da Igreja Miguel Arcanjo, na cidade de São Paulo.

O padre é também pedagogo e teólogo, doutor Honoris Causa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e dedica grande parte de sua atuação ao trabalho social, especialmente junto a crianças e adolescentes infratores, detentos em liberdade assistida, pacientes soropositivos, populações de baixa renda e em situação de rua, como coordenador da Pastoral da População de Rua em São Paulo.

Segundo ele, além da exclusão por parte da família, amigos, mercado de trabalho e Poder Público, a população LGBT é rebaixada hierarquicamente nas ruas, chegando a ser subordinadas por outros sem-tetos.

O padre conversou com a agência de notícias Adital a respeito dos abrigos destinados a população LGBT que vive nas ruas, a omissão da mídia na cobertura dessa questão social, e os desafios e avanços frentes as políticas públicas de direitos humanos aos LGBT sem situação de rua.

Como avalia a situação da população LGBT que vive nas ruas do Brasil?

A situação da população de rua LGBT é a mesma que toda a população LGBT vive no Brasil, agravada pela exposição na rua, sofrendo violência e discriminação potencializada. Sem nenhuma proteção, sofrem ainda mais da repressão das polícias. Nem sempre encontram proteção, apoio e autonomia. Posso falar a partir da população LGBT que vive na cidade de São Paulo, que eu conheço mais. Há peculiaridades em várias cidades do Brasil. Essa população é facilmente identificável. A discriminação e o preconceito crescem pelas circunstâncias de vida deles, e acabam sendo extremamente feridos, sofridos e discriminados.

Quais os desafios enfrentados por essas pessoas? Houve avanços nos direitos humanos dos sem-teto LGBT?

Enfrentam desafios comuns à população de rua, mais o preconceito e discriminação, assédio e até a necessidade de prostituírem-se, doenças, abandono e imensa carência afetiva, e busca de proteção. Existem questões específicas, de sobrevivência. Questões específicas da área de saúde, dos atendimentos. Há algumas tentativas, como em São Paulo, onde se fez um centro de acolhida específico para eles. A grande pergunta é: não deveriam estar integrados em todos os espaços, aprenderem a lidar, aceitar e conviver, sem que sejam massacradas? Tem que ter um espaço onde tenha um banheiro que eles possam usar ou em todo lugar tem que ter um banheiro para eles?

Como os governos têm lidado com as pessoas em situação de rua e, em especial, com os LGBT?

Existem leis, propostas, mas, em geral, impositivas e verticais. Há muita pressão e programas sucateados e improvisados. Nos momentos de crise como agora, são os primeiros afetados. O grupo LGBT recebe respostas parciais e não atingem todos. Como esse espaço específico, mas que tem várias outras questões. Por que eles ficam no centro de acolhida? Como eles podem ter acesso à questão da moradia e serem respeitados?

É possível identificar pontos em comum nas histórias do LGBT em situação de rua? Como foram parar nessa condição?

A população de rua reproduz os mesmos preconceitos, rejeita e estabelece relações afetivas. Tem o conflito com a família, com a comunidade local. E uma coisa que me chama muito a atenção: os conflitos religiosos. De igrejas que não aceitam algumas denominações, que os acaba expulsando do convívio religioso. Esses grupos, em geral, são famílias também, que, por causa da situação religiosa, são intolerantes e não aceitam, de forma alguma, a convivência. Querem que as pessoas mudem. Esses que estão na rua são os que assumem sua condição, vivem sua condição e acabam ficando na rua, porque não têm nenhum espaço social de acolhimento.

Eu me lembro muito bem de um jovem que estava me dizendo do conflito que ele tinha com o pai, no grupo da igreja, e eu perguntei para ele: “quem é que te aceita, dá carinho e gosta de você?”. E ele disse: “Minha avó”. “Como tua avó te trata?”. “Me dá carinho, me agrada, me dá comida, quer que eu vá para a casa dela, tomar banho. Tem compaixão pelo meu sofrimento, é muito afetuosa comigo”. Eu disse: “Deus te ama como a sua avó”. Então, ele ficou muito surpreendido. “Deus me ama? Por que ele me fez mulher num corpo de homem?”. Então, são conflitos muito fortes. É uma questão existencial, dentro do simbolismo das questões sociais. Isso se agrava e agudiza, jogando essas pessoas nas ruas.

Qual sua avaliação sobre a relação da mídia com o povo em situação de rua? Qual a imagem disseminada?

A relação com a mídia é conflitiva, espetacular e de não entendimento do mundo da rua e suas consequências. Na maior parte das vezes, é um interesse factual, um interesse episódico. Não tem nenhum interesse existencial, nenhum processo de vida dessas pessoas. É como tudo: uma pessoa foi queimada, então, isto é notícia; se ela achou uma carteira, isto é notícia. É sempre nesse mundo do consumo. Consumo das pessoas e das notícias. Todas as discussões são imediatistas, pragmáticas e de consumo.

Como a sociedade se relaciona com o povo em situação de rua?

Que sociedade? Eles não fazem parte desta tão falada sociedade. Há uma dissociação do real, do que é simbolizado, na medida em que se quer vender a imagem de uma pessoa inofensiva, um “coitadinho”. E essas pessoas carregam também contradições, desejos, buscas, revoltas. Eles são quase pasteurizados. Eles são marcados pela mídia, pelo consumismo. As relações reais são muito conflitivas. Às vezes, a mídia passa uma visão idealizada.

O senhor já comentou que estamos vivendo uma sociedade “cachorrocêntrica”. O que seria isto?

É a cultura do cachorro, do petshop. São Paulo tem 4 mil padarias e 4 mil pets. Fome de pão e carência de cão. O que é interessante nisto: o povo da rua tem uma relação muito forte com os cachorros. E os cachorros são mais bem cuidados do que eles. Tem gente que dá comida para a população de rua e tem gente que leva comida para os cachorros. E tem gente que visita a população de rua por causa dos cachorros. Coloca-se o cachorro como centro, porque ele retribui o afeto, o cuidado, e a população de rua é mais contraditória, nem sempre retribui, como o cachorro.

O que significa uma gestão caracterizada por ações higienistas?

É aquela ação que quer eliminar a pobreza eliminando os pobres. Tratando-os como lixo e resíduos. Essas ações higienistas são muito presentes aqui em São Paulo. Na praça 14 Bis houve uma ação truculenta do “rapa” [fiscais]. As pessoas estavam celebrando uma missa e começaram a retirar as coisas das pessoas. Pedi: “Parem de fazer isso! Sejam vocês evangélicos, católicos, espíritas, mulçumanos, judeus, budistas, ateus, agnósticos… Sejam humanos, parem de tirar as coisas dos irmãos de rua! Isso é uma questão de humanidade!”. Estava frio, garoando. Eles não puderam carregar seus objetos. O que a polícia diz? “Sumam. Armem sua barraquinha diante da assistência social”. Não importa para onde vão. A Polícia Militar também está dizendo que vai plantar drogas e forjar flagrantes. A ação da Prefeitura é extremamente higienista.

Em declarações, o senhor comentou que o Censo da População de Rua de São Paulo “é uma fantasia”. Por quê?

Porque não conseguiu realizar o que anuncia: contar toda a população de rua da cidade. Não levou em conta os que estão em entidades não conveniadas, como a Missão Belém, e usou o mesmo conceito de população de rua do Censo de 2000, por questão técnica, e não atualizou o conceito frente à realidade, que mudou. O Censo não levou em conta quem está em barraco, só quem está em barraca, considerando o primeiro favelização. Há lugares que, sabemos, não são caracterizados como favelas. Aí, a Assistência Social diz que isso é problema da Habitação. E também não contaram os que estão em entidades religiosas, ou em hospitais e clínicas.

Como avalia os abrigos destinados aos LGBT, a exemplo do Centro de Acolhida Zaki Narchi, em São Paulo?

Foi uma tentativa de mascarar a realidade em cima de uma resposta gasta e inadequada de “albergue”, porque não tem autonomia para uma moradia com dignidade. É aquilo que te disse: é mais fácil fazer um lugar específico do que fazer com que essas pessoas possam conviver. Eles não têm uma escola específica, um hospital específico. Pode ser uma resposta momentânea. Um exemplo bom disso são as Olimpíadas, que é um evento extremamente competitivo. Por isso é que há as Olimpíadas dos deficientes. Eles são tão atletas quando os outros, mas têm de fazer Olimpíadas diferentes dos outros.

O que representou o lava-pés da atriz Viviany Beleboni, que sofreu ameaças por ter participado da 19ª Parada do Orgulho LGBT, pregada numa cruz, na capital paulista?

Misericórdia e pedido de perdão, acolhimento sem julgamento, vivência radical do seguimento de Jesus. A pergunta é? Jesus a acolheria ou não? Lavaria seus pés ou a rejeitaria? Fizeram um barulho enorme em cima de uma coisa… Vemos crucificação dos camponeses, meninos de rua, pessoas negras, indígenas… A intolerância é porque é uma transexual. Ela se identificou com a dor de Cristo e outros se identificaram com a dor dela.

Jesus morreu por nós, todos pecadores. Jesus não morreu por uma categoria vip ou de exclusividade. Seu amor é para todo mundo, para os transexuais também. Lavar os pés foi um gesto que Jesus fez com aqueles que eram seus discípulos, que o abandonaram, o traíram ou o negaram. Os primeiros que devem ser respeitados são aqueles que são discriminados e tratados de maneira cruel. A minha pergunta é sempre esta: Jesus lavaria os pés dela? A trataria com misericórdia e compaixão? Aí as pessoas me perguntam: mas ela trataria com respeito a religião? Esta é uma pergunta que Jesus nunca fez.

Que contribuições o Papa Francisco tem trazido para a luta do povo em situação de rua?

Na medida em que age, dá exemplo ao Vaticano, acolhendo os moradores de rua, na visão geral do sistema, que descarta, e na sua transformação. Na defesa dos pobres e esquecidos. Eu acredito que a mensagem do Papa Francisco contribui muito para os movimentos sociais na Bolívia, a partir dos três T: teto, trabalho e terra. Isto está extremamente ligado à população que vive nas ruas, que precisa de trabalho, teto e terra. Eu colocaria ainda um quarto T: ternura. O Papa Francisco tem dito muito isto: não tenham medo da ternura.

Ao longo dos 30 anos de sacerdócio, o senhor já foi perseguido, ameaçado, processado, viveu momentos de tensão com a polícia. Como avalia sua trajetória?

Dura, cheia de momentos desafiadores e consoladores. Feliz por ser amigo dos mais pobres e aviltados, de ser amado por aqueles que ninguém ama. É uma luta pela vida, uma luta de resistência, um combate diante de situações que querem destruir os fracos, os pequenos. Hoje em dia, a intolerância, o preconceito e a raiva é cada vez maior. Existe muita solidariedade, mas existe muito ódio também.

Deseja acrescentar algo mais?

Que na velhice faço memória de tudo o que vivi, com marcas e cicatrizes, muitas imagens de ternura, muitas saudades dos que amei, com força para resistir e insistir, e não aceitar que os pequenos sejam pisados.

Entrevista publicada pela agência Adital

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Deficiência e homossexualidade, a reflexão que se impõe
   Blog Diversidade   │     12 de janeiro de 2016   │     0:14  │  0

Ser minoria dentro da própria minoria

Ser minoria dentro da própria minoria

Ser minoria dentro da própria minoria. Assim vivem milhares de pessoas em todo mundo, inclusive no Brasil. Eles são deficientes físicos que se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo. Some o preconceito para com a homossexualidade ao preconceito para com o deficiente físico.

Agora, multiplique pelo que ele sofre dentro da própria comunidade homossexual. Como suportar tanta hostilidade ? Com paciência e perseverança, dádivas que encontramos em abundância em quem tem necessidades especiais.

Já reparou que os bares e discotecas frequentados por homossexuais não tem estrutura para receber quem necessita, por exemplo, de cadeira de rodas?

Aliás, com sinceridade, até hoje você já tinha pensado que existem deficientes físicos homossexuais e que eles enfrentam todo o tipo de contratempos na ânsia de encontrarem o seu grande amor ? É pública e notória a tendência de alguns dos homossexuais, principalmente masculinos, em cultivarem o corpo perfeito (como se isso fosse o mais importante no ser humano!). Isso exclui à partida quem precisa, por exemplo, de cadeira de rodas para se locomover. Vendo por este ângulo, quem é o verdadeiro deficiente? Os que vazios de conceitos cultivam arduamente o corpo, como se a «embalagem» é que realmente importasse, ou aqueles cuja beleza física fica pálida diante da luz que emana das suas almas cansadas de tanto sofrimento?

Não podemos também esquecer que às pessoas portadoras de deficiências, assiste o direito, inerente a todo a qualquer ser humano, de ser respeitado, sejam quais forem os seus antecedentes, natureza e severidade da sua deficiência. Elas têm os mesmos direitos que os outros indivíduos da mesma idade, facto que implica desfrutar de vida decente, tão normal quanto possível.

O grau de dificuldade na conquista de um companheiro, depende muito de como a pessoa deficiente, encara a deficiência, se tem muitos preconceitos em relação a ela mesma, se se aceita, se gosta de si mesma. Outros pontos externos também valem muito: se estuda ou estudou, se trabalha, se consegue ganhar dinheiro, se pode comprar as coisas de que precisa, se consegue sustentar-se e satisfazer as suas necessidades diárias, sem muita dependência de outras pessoas. Tudo isto conduz a um maior bem-estar pessoal, a uma melhor posição perante a vida e a uma maior alegria de viver.

Curiosidade, repulsa, pena, atração são coisas que têm muito impacto no primeiro momento, mas só conquistamos o outro com o tempo, convivendo. Existem pessoas que olham o deficiente e sempre terão dó; outras que sentem a maior atração; outras ainda têm grande curiosidade, ou querem conhecer melhor, porque o acham bonito, brincalhão, interessante… e assim começa um relacionamento.

Quanto mais o deficiente homossexual se mostrar mais vai observando se tem chances ou não, e assim, as pessoas que os aceitam vão-se aproximando e as que não aceitam vão-se distanciando.

É claro que existe preconceito dentro e fora da comunidade homossexual. Na comunidade homossexual, em larga medida parece que nos preocupamos em viver para o momento, como se o amanhã não existisse; temos muita preocupação (ou talvez não!) pelos doentes com SIDA, mas esquecemos dos homossexuais com deficiência. Muitos homossexuais passam pela vida de forma fútil valorando os corpos, as roupas, as relações fugazes. Mas quando se é um homossexual com alguma deficiência, já não se tem “aquele toque”. Quantos homossexuais com deficiência se sentem como se não pertencessem ali ?

E afinal que nos pedem os homossexuais com deficiência? Que procuram? O mesmo que nós todos: SEREM FELIZES E ACEITES POR AQUILO QUE SÃO E VALEM !

Na próxima matéria trarei relato de homossexuais com deficiência física, visual entre outras.

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Casal lésbico casam-se depois de 72 anos de namoro
   Blog Diversidade   │     11 de janeiro de 2016   │     0:48  │  0

Alice e Vivian vivem juntas numa casa de repouso e ficaram muito felizes por poderem oficializar o seu amor

Alice e Vivian vivem juntas numa casa de repouso e ficaram muito felizes por poderem oficializar o seu amor

Ainda existem histórias de amor como antigamente. Alice Dubes, de 90 anos, e Vivian Boyack, de 91, são duas mulheres norte-americanas que têm uma relação amorosa há 72 anos e que conseguiram finalmente casar-se no estado onde moram, o Iowa.

As duas mulheres conheceram-se quando estudavam no Iowa State Teachers College e desde então que têm sido inseparáveis, vivendo como um casal dentro de casa, mas vistas apenas como amigas nas ruas da cidade, pois as relações entre pessoas do mesmo sexo não eram bem vistas pelas pessoas do Iowa.
Depois de muitos anos de espera, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado no estado onde vivem e Alice e Vivian aproveitaram para oficializar a sua relação de 72 anos, casando-se na First Christian Church, na cidade de Davenport.
“Eu já fiz vários casamentos com pessoas jovens e, infelizmente, não acredito que tenham durado. Como é que estas duas mulheres podiam estar proibidas de ter um relacionamento? Elas são pessoas modelo”, disse o pastor que celebrou o matrimónio, chegando até a chorar durante a cerimónia.
Alice e Vivian vivem juntas numa casa de repouso e ficaram muito felizes por poderem oficializar o seu amor. “A melhor parte foi todo o carinho que nós recebemos como resposta de todas as pessoas. Foi muito bom”, afirmou Vivian.

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Causas da homossexualidade
   Blog Diversidade   │     9 de janeiro de 2016   │     20:31  │  0

Texto Publicado em 18/04/2011 em sua pagina pessoal, mas de um riquíssimo conhecimento explicativo fora do sério.

Artigo

Por: Drauzio Varella – Médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, formado pela Universidade de São Paulo, na qual foi aprovado em 2° lugar, conhecido por popularizar a medicina em seu país, através de programas de rádio e TV

Existe gente que acha que os homossexuais já nascem assim. Outros, ao contrário, dizem que a conjunção do ambiente social com a figura dominadora do genitor do sexo oposto é que são decisivos na expressão da homossexualidade masculina ou feminina.

Como separar o patrimônio genético herdado involuntariamente de nossos antepassados da influência do meio foi uma discussão que monopolizou o estudo do comportamento humano durante pelo menos dois terços do século XX.

Os defensores da origem genética da homossexualidade usam como argumento os trabalhos que encontraram concentração mais alta de homossexuais em determinadas famílias e os que mostraram maior prevalência de homossexualidade em irmãos gêmeos univitelinos criados por famílias diferentes sem nenhum contato pessoal.

Mais tarde, com os avanços dos métodos de neuro-imagem, alguns autores procuraram diferenças na morfologia do cérebro que explicassem o comportamento homossexual.

Os que defendem a influência do meio têm ojeriza aos argumentos genéticos. Para eles, o comportamento humano é de tal complexidade que fica ridículo limitá-lo à bioquímica da expressão de meia dúzia de genes. Como negar que a figura excessivamente protetora da mãe, aliada à do pai pusilânime, seja comum a muitos homens homossexuais? Ou que uma ligação forte com o pai tenha influência na definição da sexualidade da filha?

Sinceramente, acho essa discussão antiquada. Tão inútil insistirmos nela como discutir se a música que escutamos ao longe vem do piano ou do pianista.

A propriedade mais importante do sistema nervoso central é sua plasticidade. De nossos pais herdamos o formato da rede de neurônios que trouxemos ao mundo. No decorrer da vida, entretanto, os sucessivos impactos do ambiente provocaram tamanha alteração plástica na arquitetura dessa rede primitiva que ela se tornou absolutamente irreconhecível e original.

Cada indivíduo é um experimento único da natureza porque resulta da interação entre uma arquitetura de circuitos neuronais geneticamente herdada e a experiência de vida. Ainda que existam irmãos geneticamente iguais, jamais poderemos evitar as diferenças dos estímulos que moldarão a estrutura microscópica de seus sistemas nervosos. Da mesma forma, mesmo que o oposto fosse possível – garantirmos estímulos ambientais idênticos para dois recém-nascidos diferentes – nunca obteríamos duas pessoas iguais por causa das diferenças na constituição de sua circuitaria de neurônios. Por isso, é impossível existirem dois habitantes na Terra com a mesma forma de agir e de pensar.

Se taparmos o olho esquerdo de um recém-nascido por 30 dias, a visão daquele olho jamais se desenvolverá em sua plenitude. Estimulado pela luz, o olho direito enxergará normalmente, mas o esquerdo não. Ao nascer, os neurônios das duas retinas eram idênticos, porém os que permaneceram no escuro perderam a oportunidade de ser ativados no momento crucial. Tem sentido, nesse caso, perguntar o que é mais importante para a visão: os neurônios ou a incidência da luz na retina?

Em matéria de comportamento, o resultado do impacto da experiência pessoal sobre os eventos genéticos, embora seja mais complexo e imprevisível, é regido por interações semelhantes. No caso da sexualidade, para voltar ao tema, uma mulher com desejo sexual por outras pode muito bem se casar e até ser fiel a um homem, mas jamais deixará de se interessar por mulheres. Quantos homens casados vivem experiências homossexuais fora do casamento? Teoricamente, cada um de nós tem discernimento para escolher o comportamento pessoal mais adequado socialmente, mas não há quem consiga esconder de si próprio suas preferências sexuais.

Até onde a memória alcança, sempre existiram maiorias de mulheres e homens heterossexuais e uma minoria de homossexuais. O espectro da sexualidade humana é amplo e de alta complexidade, no entanto; vai dos heterossexuais empedernidos aos que não têm o mínimo interesse pelo sexo oposto. Entre os dois extremos, em gradações variadas entre a hetero e a homossexualidade, oscilam os menos ortodoxos.

Como o presente não nos faz crer que essa ordem natural vá se modificar, por que é tão difícil aceitarmos a riqueza da biodiversidade sexual de nossa espécie? Por que insistirmos no preconceito contra um fato biológico inerente à condição humana?

Em contraposição ao comportamento adotado em sociedade, a sexualidade humana não é questão de opção individual, como muitos gostariam que fosse, ela simplesmente se impõe a cada um de nós. Simplesmente, é!

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