Johnny Hooker: Sou totalmente gay, não teria por que esconder
   Blog Diversidade   │     2 de novembro de 2015   │     0:35  │  0

Com um visual ousado e voz poderosa, o cantor desafina o coro dos contentes.

Com um visual ousado e voz poderosa, o cantor desafina o coro dos contentes.

John Donovan, mais conhecido como Johnny Hooker, é um cantor, compositor, ator, roteirista e diretor brasileiro.

Nascido em 6 de agosto de 1987, aos 28 anos de idade, o Pernambucano natural da capital Recife. Seu estilo visual/musical se baseia nas personagens do glam rock, do pop e do tropicalismo. Suas principais referências são David Bowie, Madonna e Caetano Veloso. O cantor chama essa tríade de sua Santíssima Trindade”, pois são suas maiores inspirações. “Falo sempre da tríade David Bowie-Madonna-Caetano Veloso, painho, mainha e o Espírito Santo. Hooker possui referencias ainda, à figuras como Freddie Mercury, Edy Star,Cazuza, Michael Jackson, e Mick Jagger.

Seus shows têm um alto teor performático e discurso subversivo. Incluindo trocas de figurinos e maquiagens carregada.  Em 2011, recebeu a nomeação de revelação no Prêmio Multishow de música Brasileira, que foi bem aceito pela critica especializada.

“Amor marginal” que foi tema escolhido para a vida nada fácil de Sophie Charlotte como garota de programa em “Babilônia”, novela da Rede Globo, a trama mudou e Alice se transformou na mulher da vida de Evandro (Cássio Gabus Mendes). A trilha, no entanto, se manteve intocável, além de embalar o romance entre a jovem e o empresário, e lá estava ele, por trás da canção, o pernambucano Johnny Hooker.

Com um visual ousado e voz poderosa, o cantor desafina o coro dos contentes, assim como a trama das 21h, tocando em temas polêmicos e atuais: “Eu me orgulho de fazer parte de uma novela alinhada com meu pensamento e com o futuro”. É só tocar na novela para o sucesso dos versos de Hooker ser medido em números, deixando a canção entre as mais baixadas na internet.

Johnny Hooker tem todo um jeito escalafobético de se vestir nos shows, que lembra, ele não nega, o estilo de Ney Matogrosso. Mas, para o cantor, essa comparação só é devida mesmo no que diz respeito aos figurinos. “Ouço muito isso, acho o Ney um gênio. Ney Matogrosso me ajudou e muito a implementar esse tipo de performance no palco, um cara que mudou as coisas por aqui. Depois dele, o Brasil nunca mais foi o mesmo. O que ganhamos em progresso nunca retrocede. Eu acho que as pessoas andam menos preconceituosas. Existe uma tentativa de golpe político dos reacionários. Eles não são maioria, mas ainda fazem barulho.  Li uma pesquisa outro dia e a maioria das pessoas não pensa mais que ser gay é errado, por exemplo, afirma Hooker.

Recentemente ao ser entrevistado por Bruno Astuto – Revista Época, o jornalista perguntou se ele era um gay assumido, johnny disse: “Sou totalmente gay, não teria por que esconder. Temos que deixar de lado os puritanismos, a coisa provinciana. Acho que a música dá mais liberdade para o artista se assumir.  No entanto, a maioria do meu público é de mulheres, heteros ou gays. Elas ficam doidas no show. Acho que é porque canto também no feminino, visto as personagens nas músicas. Me comunico com elas de forma respeitosa. É bom ser compreendido quando a proposta é essa”.

 

 

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