Monthly Archives: agosto 2015

Relatorias em Direitos Humanos são apresentadas no Conselho Nacional de Direitos Humanos
   Blog Diversidade   │     26 de agosto de 2015   │     17:55  │  0

Relatora e Relator produziram artigos contextualizando as temáticas que serão abordadas: Estado Laico e Povos Indígenas.

As novas Relatorias em Direitos Humanos, que atuarão no mandato 2015, foram  apresentadas no Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) em reunião realizada no dia 20 de agosto.  O objetivo era apresentar publicamente a nova relatora e o novo relator, que iniciaram suas atividades em julho durante o seminário de planejamento realizado em Curitiba/PR.

Melisanda Trentin, da coordenação da Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil e da Justiça Global, falou sobre o papel das Relatorias em Direitos Humanos, que foram criadas em 2002 como um iniciativa inédita no Brasil. As novas áreas temáticas de atuação das Relatorias – Estado Laico e Povos Indígenas – são resultado de um amplo processo de debate da Plataforma com outras organizações e podem dar uma resposta ao cenário de retrocesso, violência e retirada de direitos vivenciados hoje no Brasil.

Leandro Scalabrin,  que também integra a coordenação da Plataforma e o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), falou sobre o contexto da luta indígena no país e os desafios da Relatoria de Direitos Humanos e Povos Indígenas. O Relator Gersem Baniwa não pôde estar presente por razões de saúde.

Leandro também apresentou três propostas. A primeira é de que os relatórios das ações das Relatorias sejam apresentados ao final do mandato no âmbito do Conselho Nacional, que foi aprovada pelo colegiado. Outra é de que Conselho participe do próximo processo de seleção de Relatores/as, ficando definido que o CNDH indicará um de seus integrantes para compor o Conselho de Seleção das Relatorias. Por fim, foi proposto que sejam criadas relatorias dentro CNDH.

Ivanilda Figueiredo, Relatora de Direitos Humanos e Estado Laico – com ênfase nas violações aos direitos à saúde, à comunicação e à educação, falou sobre o plano de ação da Relatoria, que  que será desenvolvido em diálogo com organizações da sociedade civil.

O que são as Relatorias

As Relatorias em Direitos Humanos foram criadas em outubro de 2002 como uma iniciativa inédita para a efetivação dos direitos no Brasil. Têm como objetivo contribuir para que o Brasil adote um padrão de respeito aos direitos humanos, tendo por fundamento a Constituição Federal, o Programa Nacional de Direitos Humanos, os tratados e convenções internacionais de proteção aos direitos humanos ratificados pelo Brasil e as recomendações dos/as Relatores/as da ONU e do Comitê Dhesc.

O desafio das Relatorias é de diagnosticar, relatar e recomendar soluções para violações apontadas pela sociedade civil.

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Relações homoafetivas ainda sofrem resistência
   Blog Diversidade   │     25 de agosto de 2015   │     11:42  │  0

Intolerância e preconceito são alguns dos desafios diários enfrentados por casais do mesmo sexo. Especialista credita à ignorância a não aceitação desses relacionamentos.

Estilistas Sidy da Costa, e Will Montovani, de Arapongas, avaliam que a rejeição está em não entender que o outro também é um ser humano, sendo a orientação sexual a única diferença (Foto: Sérgio Rodrigo)

Estilistas Sidy da Costa, e Will Montovani, de Arapongas, avaliam que a rejeição está em não entender que o outro também é um ser humano, sendo a orientação sexual a única diferença (Foto: Sérgio Rodrigo)

Desde maio de 2013, a Justiça concede a casais homoafetivos o direito de selar a união civil no papel, como qualquer casal heterossexual. De lá para cá, o Cartório de Registro Civil de Apucarana registrou quatro casamentos, todos de mulheres com idade entre 23 a 50 anos. Em Arapongas, o número é um pouco diferente. No mesmo período foram registrados oito casamentos femininos e cinco masculinos.

O dígito, em Apucarana, representa 0,26 dos casamentos realizados no município (1,505). Na cidade vizinha, o número é de 0,93% do total de uniões (1,397), mais que o dobro da média nacional, que é de 0,35%, segundo o primeiro levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e apresentado em 2014. Os dados, entretanto, não representam o número real de uniões de casais do mesmo sexo nem, tão pouco, o respeito da sociedade com casais homoafetivos. Apesar do direito garantido, a maioria, por razões individuais, ainda opta simplesmente por morar juntos.

Um exemplo é o casal de estilistas Siderlei da Costa, 35 anos, e William Marcus Montovani, 33, de Arapongas. Eles vivem sob o mesmo teto há seis anos. Apesar do casamento dito de papel passado fazer parte dos planos da vida a dois, Sidy e Will, como são conhecidos, não têm uma data definida para a oficialização da união.

Entretanto, quando decidiram morar juntos, em dezembro de 2009, realizaram uma celebração simbólica, para amigos íntimos e alguns familiares. Oficial ou não, neste período, os estilistas passaram por inúmeras experiências e brincam que são um casal comum, como qualquer outro. “Um gosta de ir ao shopping, o outro não. Fazemos almoço, lavamos louça, brigamos, pedimos desculpas. É tudo normal”, diz Will, com o aval de Sidy.

Para Will, que também trabalha como funcionário público, a rejeição está em não entender que o outro é também um ser humano, sendo a orientação sexual a única diferença. Apesar de avaliarem que nos dias atuais as pessoas estão mais tolerantes, ainda é comum serem alvos de xingamento na rua. “A agressão é diária, antes me ofendia muito mais, hoje, entra por um ouvido e sai pelo outro. Óbvio que fico constrangido porque, às vezes, estou acompanhando”, assinala Will.

O casal garante que há tempos não revida as ofensas. “Simplesmente ignoro, porque não vai me acrescentar em nada. Não vai fazer diferença nenhuma. Se não souber respeitar, ‘baixar a bola’, vira uma troca de violência, de agressão verbal, que pode acabar virando física”, ressalta.

Na concepção de Will, o processo de aceitação passa pela educação familiar. “Não adianta apenas a professora dizer na escola que deve-se respeitar o outro e, ao chegar em casa, presenciar o pai ou o tio xingando alguém”, comenta Will.

Will entende que esta postura, além de ser uma maneira de perpetuar o preconceito, pode desencadear uma frustação futura, caso venha se descobrir um homossexual.

Aceitação profissional – Sidy observa que o mercado de trabalho também traduz, de alguma forma, a não aceitação. “Hoje em dia tem mais espaço. Quando eu tinha 18 anos, não conseguia emprego por causa da minha opção sexual. Eu precisei de um padrinho dentro de uma empresa para conseguir uma vaga. Atualmente, o homossexual é mais aceito por ser um bom profissional, por saber cativar o cliente”, avalia Sidy. “Nos dedicamos muito mais, porque sentimos a necessidade que devemos ser muito bons para compensar esse julgamento”, complemente Will.

Representação na mídia – Nos últimos anos, tornou-se mais comum ver relacionamentos homoafetivos na televisão, porém, algumas vezes, os personagens parecem destoar um pouco da realidade, na avaliação de Will, como o jornalista Téo Pereira, papel de Paulo Betti, em “Império”.

Em “Babilônia”, atual novela das 21 horas da Rede Globo, que também trabalha o tema, as personagens de Fernanda Montenegro, que vive a advogada Teresa, e Nathalia Timberg, a artista plástica Estela, na avaliação de Sidy e Will, apesar da postura adequada e passar uma imagem séria, o autor Gilberto Braga errou ao colocá-las em confronto com o núcleo evangélico. “Porque não se consegue respeito agredindo ninguém”, argumenta Will.

Para o casal, o personagem mais sensato é do ator Marcello Melo Jr, que interpreta o instrutor de slackline Ivan. “O relacionamento homoafetivos é igual a qualquer outro, paqueramos do mesmo jeito e esse personagem consegue retratar melhor isso”, analisa Sidy. Para eles, quando retratados da maneira correta, a abordagem televisiva ajuda a desmistificar os relacionamentos homoafetivos.

Fonte: Vanuza Borges – Tribuna do Norte

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Relações homoafetivas ainda sofrem resistência
   Blog Diversidade   │       │     11:42  │  0

Intolerância e preconceito são alguns dos desafios diários enfrentados por casais do mesmo sexo. Especialista credita à ignorância a não aceitação desses relacionamentos.

Estilistas Sidy da Costa, e Will Montovani, de Arapongas, avaliam que a rejeição está em não entender que o outro também é um ser humano, sendo a orientação sexual a única diferença (Foto: Sérgio Rodrigo)

Estilistas Sidy da Costa, e Will Montovani, de Arapongas, avaliam que a rejeição está em não entender que o outro também é um ser humano, sendo a orientação sexual a única diferença (Foto: Sérgio Rodrigo)

Desde maio de 2013, a Justiça concede a casais homoafetivos o direito de selar a união civil no papel, como qualquer casal heterossexual. De lá para cá, o Cartório de Registro Civil de Apucarana registrou quatro casamentos, todos de mulheres com idade entre 23 a 50 anos. Em Arapongas, o número é um pouco diferente. No mesmo período foram registrados oito casamentos femininos e cinco masculinos.

O dígito, em Apucarana, representa 0,26 dos casamentos realizados no município (1,505). Na cidade vizinha, o número é de 0,93% do total de uniões (1,397), mais que o dobro da média nacional, que é de 0,35%, segundo o primeiro levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e apresentado em 2014. Os dados, entretanto, não representam o número real de uniões de casais do mesmo sexo nem, tão pouco, o respeito da sociedade com casais homoafetivos. Apesar do direito garantido, a maioria, por razões individuais, ainda opta simplesmente por morar juntos.

Um exemplo é o casal de estilistas Siderlei da Costa, 35 anos, e William Marcus Montovani, 33, de Arapongas. Eles vivem sob o mesmo teto há seis anos. Apesar do casamento dito de papel passado fazer parte dos planos da vida a dois, Sidy e Will, como são conhecidos, não têm uma data definida para a oficialização da união.

Entretanto, quando decidiram morar juntos, em dezembro de 2009, realizaram uma celebração simbólica, para amigos íntimos e alguns familiares. Oficial ou não, neste período, os estilistas passaram por inúmeras experiências e brincam que são um casal comum, como qualquer outro. “Um gosta de ir ao shopping, o outro não. Fazemos almoço, lavamos louça, brigamos, pedimos desculpas. É tudo normal”, diz Will, com o aval de Sidy.

Para Will, que também trabalha como funcionário público, a rejeição está em não entender que o outro é também um ser humano, sendo a orientação sexual a única diferença. Apesar de avaliarem que nos dias atuais as pessoas estão mais tolerantes, ainda é comum serem alvos de xingamento na rua. “A agressão é diária, antes me ofendia muito mais, hoje, entra por um ouvido e sai pelo outro. Óbvio que fico constrangido porque, às vezes, estou acompanhando”, assinala Will.

O casal garante que há tempos não revida as ofensas. “Simplesmente ignoro, porque não vai me acrescentar em nada. Não vai fazer diferença nenhuma. Se não souber respeitar, ‘baixar a bola’, vira uma troca de violência, de agressão verbal, que pode acabar virando física”, ressalta.

Na concepção de Will, o processo de aceitação passa pela educação familiar. “Não adianta apenas a professora dizer na escola que deve-se respeitar o outro e, ao chegar em casa, presenciar o pai ou o tio xingando alguém”, comenta Will.

Will entende que esta postura, além de ser uma maneira de perpetuar o preconceito, pode desencadear uma frustação futura, caso venha se descobrir um homossexual.

Aceitação profissional – Sidy observa que o mercado de trabalho também traduz, de alguma forma, a não aceitação. “Hoje em dia tem mais espaço. Quando eu tinha 18 anos, não conseguia emprego por causa da minha opção sexual. Eu precisei de um padrinho dentro de uma empresa para conseguir uma vaga. Atualmente, o homossexual é mais aceito por ser um bom profissional, por saber cativar o cliente”, avalia Sidy. “Nos dedicamos muito mais, porque sentimos a necessidade que devemos ser muito bons para compensar esse julgamento”, complemente Will.

Representação na mídia – Nos últimos anos, tornou-se mais comum ver relacionamentos homoafetivos na televisão, porém, algumas vezes, os personagens parecem destoar um pouco da realidade, na avaliação de Will, como o jornalista Téo Pereira, papel de Paulo Betti, em “Império”.

Em “Babilônia”, atual novela das 21 horas da Rede Globo, que também trabalha o tema, as personagens de Fernanda Montenegro, que vive a advogada Teresa, e Nathalia Timberg, a artista plástica Estela, na avaliação de Sidy e Will, apesar da postura adequada e passar uma imagem séria, o autor Gilberto Braga errou ao colocá-las em confronto com o núcleo evangélico. “Porque não se consegue respeito agredindo ninguém”, argumenta Will.

Para o casal, o personagem mais sensato é do ator Marcello Melo Jr, que interpreta o instrutor de slackline Ivan. “O relacionamento homoafetivos é igual a qualquer outro, paqueramos do mesmo jeito e esse personagem consegue retratar melhor isso”, analisa Sidy. Para eles, quando retratados da maneira correta, a abordagem televisiva ajuda a desmistificar os relacionamentos homoafetivos.

Fonte: Vanuza Borges – Tribuna do Norte

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Curta sobre homofobia participará do Festival Visões Periféricas, no Rio‏
   Blog Diversidade   │     20 de agosto de 2015   │     0:00  │  0

O curta-metragem Crua foi selecionado para o Festival Visões Periféricas que será realizado no Rio de Janeiro. O filme será apresentado nesta sexta-feira (21-08), às 20h, no Oi Futuro IPANEMA. A entrada é franca! 

Curta pernambucano selecionado para festival de cinema no Rio de Janeiro

Curta pernambucano selecionado para festival de cinema no Rio de Janeiro

O curta-metragem “Crua”, do diretor Benedito Serafim será apresentado no Festival Visões Periféricas, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (21-08), às 20h.

“Crua, nasce com a vontade de mostrar as relações cruas, que não estão prontas ou que vivem na superficialidade. Acima de qualquer coisa, esse é um filme que fala sobre o amor.”, ressalta Serafim.

O filme conta a história de Adones, um escritor e ator apaixonado não apenas pelas palavras e encenações, mas por Tarcísio, um membro de uma torcida organizada do Recife. Um amor impossível marcado não apenas pela diferença de classes sociais ou culturais, mas pelo preconceito. O entregador de água se vê enfurecido ao pensar que pode estar gostando de outro homem. Um curta sobre dor, amor, entrega e desejo.

“Nosso maior objetivo é fazer com que as pessoas reflitam sobre suas próprias relações.  Crua é para provocar e instigar. A discussão da homossexualidade e a homofobia também fazem parte desta cena.”, diz o diretor.

Com roteiro de Gleison Nascimento, o curta confronta as personagens psicologicamente, o resultado é uma mistura de humor ácido com as sombras e sobras dessa relação.

“Por não aceitar a homossexualidade Tarcísio decide acabar de vez com o seu romance, mas por estar completamente envolvido com Adones não consegue enxergar uma forma de findar esse amor.”, diz Gleison.

Para dar vida a Adones, o diretor escolheu o ator goiano Alessandro Moura, que teve o desafio de trabalhar o sotaque da região e as minucias dessa personagem que homenageia a boemia local. A preparação de elenco foi feita por Samuel Santos. Tarcísio é vivido por Fábio Calamy, nome conhecido do teatro pernambucano. “O olhar de Calamy na tela é assustador”, revela Serafim.

Crua foi feito de forma totalmente independente. A produção geral é assinada por Dani Ramos que já esteve presente em grandes filmes locais e agora faz parte da equipe da Aratu Produções.

“Temos o objetivo de registrar de forma artística os grandes temas sociais presentes na sociedade pernambucana e com o intuito de debater com todo o público as relações atuais da sociedade, como gentrificação, higienização social, urbanização e direitos humanos básicos”, conta Benedito Serafim que já finaliza mais um curta “O cara de Rato” e um documentário sobre a história do carnaval no Recife.

 Sobre o Festival

O projeto articula audiovisual, educação e tecnologias para ampliar o universo de expressão e percepção estética das múltiplas periferias brasileiras. Durante os dias em que acontece o festival recebe e promove o encontro entre filmes e diretores de diversas partes do país e continente. O Visões Periféricas é um festival pioneiro no Rio de Janeiro. Não só foi o primeiro a criar um espaço privilegiado para filmes e realizadores oriundos de oficinas, escolas livres e projetos de formação do Brasil, como também é pioneiro ao realizar exibições em regiões da cidade que até então não eram contempladas por festivais desse porte, como as favelas cariocas. Regina Casé, Eduardo Coutinho, Marcelo Yuka e a atriz Léa Garcia já foram homenageados neste que é um festival referência no país e América Latina.

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Curta sobre homofobia participará do Festival Visões Periféricas, no Rio‏
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O curta-metragem Crua foi selecionado para o Festival Visões Periféricas que será realizado no Rio de Janeiro. O filme será apresentado nesta sexta-feira (21-08), às 20h, no Oi Futuro IPANEMA. A entrada é franca! 

Curta pernambucano selecionado para festival de cinema no Rio de Janeiro

Curta pernambucano selecionado para festival de cinema no Rio de Janeiro

O curta-metragem “Crua”, do diretor Benedito Serafim será apresentado no Festival Visões Periféricas, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (21-08), às 20h.

“Crua, nasce com a vontade de mostrar as relações cruas, que não estão prontas ou que vivem na superficialidade. Acima de qualquer coisa, esse é um filme que fala sobre o amor.”, ressalta Serafim.

O filme conta a história de Adones, um escritor e ator apaixonado não apenas pelas palavras e encenações, mas por Tarcísio, um membro de uma torcida organizada do Recife. Um amor impossível marcado não apenas pela diferença de classes sociais ou culturais, mas pelo preconceito. O entregador de água se vê enfurecido ao pensar que pode estar gostando de outro homem. Um curta sobre dor, amor, entrega e desejo.

“Nosso maior objetivo é fazer com que as pessoas reflitam sobre suas próprias relações.  Crua é para provocar e instigar. A discussão da homossexualidade e a homofobia também fazem parte desta cena.”, diz o diretor.

Com roteiro de Gleison Nascimento, o curta confronta as personagens psicologicamente, o resultado é uma mistura de humor ácido com as sombras e sobras dessa relação.

“Por não aceitar a homossexualidade Tarcísio decide acabar de vez com o seu romance, mas por estar completamente envolvido com Adones não consegue enxergar uma forma de findar esse amor.”, diz Gleison.

Para dar vida a Adones, o diretor escolheu o ator goiano Alessandro Moura, que teve o desafio de trabalhar o sotaque da região e as minucias dessa personagem que homenageia a boemia local. A preparação de elenco foi feita por Samuel Santos. Tarcísio é vivido por Fábio Calamy, nome conhecido do teatro pernambucano. “O olhar de Calamy na tela é assustador”, revela Serafim.

Crua foi feito de forma totalmente independente. A produção geral é assinada por Dani Ramos que já esteve presente em grandes filmes locais e agora faz parte da equipe da Aratu Produções.

“Temos o objetivo de registrar de forma artística os grandes temas sociais presentes na sociedade pernambucana e com o intuito de debater com todo o público as relações atuais da sociedade, como gentrificação, higienização social, urbanização e direitos humanos básicos”, conta Benedito Serafim que já finaliza mais um curta “O cara de Rato” e um documentário sobre a história do carnaval no Recife.

 Sobre o Festival

O projeto articula audiovisual, educação e tecnologias para ampliar o universo de expressão e percepção estética das múltiplas periferias brasileiras. Durante os dias em que acontece o festival recebe e promove o encontro entre filmes e diretores de diversas partes do país e continente. O Visões Periféricas é um festival pioneiro no Rio de Janeiro. Não só foi o primeiro a criar um espaço privilegiado para filmes e realizadores oriundos de oficinas, escolas livres e projetos de formação do Brasil, como também é pioneiro ao realizar exibições em regiões da cidade que até então não eram contempladas por festivais desse porte, como as favelas cariocas. Regina Casé, Eduardo Coutinho, Marcelo Yuka e a atriz Léa Garcia já foram homenageados neste que é um festival referência no país e América Latina.

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