Jornalista lança livro sobre homossexuais que vivem em segredo em Maceió
   Blog Diversidade   │     14 de julho de 2015   │     0:00  │  0

A partir de pesquisas de campo, Fernando Nunes escreve romance reflexivo sobre o universo homossexual.

Atualmente, o jornalista Fernando Nunes vive em Curitiba-PR e escreve sobre cultura LGBT para o Brasil Post, portal Cada Minuto e para o blog Homos S/A.

Atualmente, o jornalista Fernando Nunes vive em Curitiba-PR e escreve sobre cultura LGBT para o Brasil Post e para o blog Homos S/A.

O jornalista e escritor maceioense Fernando Nunes iniciou,  dia 11 de julho, a pré-venda online de seu primeiro romance intitulado “Às Horas Abertas”. O livro conta a história de diversos homens homossexuais que vivem sua sexualidade em segredo na cidade de Maceió-AL. Mesclando histórias reais e experiência pessoais, o autor escancara como é a vida de homens que vivem no armário e que buscam ajuda para viverem de forma menos promíscua, através de filosofias e histórias que valorizam a dignidade e o orgulho homossexual.

A pré-venda de 60 exemplares da obra será feita através da plataforma de crowdfunding Catarse, através do endereço eletrônico: www.catarse.me/pt/ashorasabertas. Quem apoiar o projeto, adquirindo um dos exemplares, receberá uma cópia autografado e um relato com capítulos comentados, além de detalhes de como se desenrolou a história. Esses primeiros leitores terão seus nomes compilados em uma lista de agradecimento, nas redes sociais onde o livro está presente. A previsão é que o romance chegue às livrarias até dezembro deste ano.

O livro começou a ser escrito em dezembro de 2012 e concluído após dois anos de pesquisa. Nesse tempo, Nunes ouviu inúmeras histórias sobre as relações em segredo dos homossexuais na cidade de Maceió. Segundo o autor, a ideia de compilar essas histórias em forma de romance aconteceu após o conselho de uma amiga. “Ela me disse que o material tinha um forte apelo social e que eu deveria tentar uma publicação. Depois de finalizado, eu enviei os originais do livro às editoras, que me responderam de forma positiva sobre a edição do romance, após terem realizado análise literária e comercial da obra”, declara.

Para o jornalista Juliano Azevedo, o livro traz uma história surpreendente, além de uma sensibilidade, instigante. “A ficção é um drama que apresenta personagens que se parecem com o cotidiano de muitos homens que vivem à caça de parceiros sexuais ou a procura da própria vida. Eles enfrentam o preconceito da sociedade e as angústias e medos pessoais em razão da orientação homoafetiva”, relata.

“Além de aprender um monte com o livro, preciso dizer que inteligência e cuidadosa pesquisa transparecem em inúmeros momentos. A sensibilidade do autor desenha muito bem o contexto que quer apresentar”, analisa Carolina Malta, professora de Língua Portuguesa e Literatura, primeira revisora do livro, ao declarar que a obra traz um apuro jornalístico necessário para entender um mundo ainda tão estigmatizado.

Para Nunes, o mais importante é que, com o livro, Maceió será mais conhecida por todo o Brasil. “Uma das coisas que me deixa mais entusiasmado sobre esse projeto é que a cidade de Maceió, com suas belas praias urbanas, poderá ser ainda mais conhecida, não só por outros brasileiros, mas também por estrangeiros que entrarão em contato com a obra”, afirma.

Na história, o médico maceioense Alexandre Duarte resolve criar um grupo de ajuda para orientar homens que têm problemas em deixar o armário e levar uma vida abertamente gay, recebendo em sua casa grupos de homens que relatam suas experiências sexuais e de descoberta nos locais de pegação gay de Maceió, como o Castelo de Grayskull e o Muro de Berlim, entre outros lugares.

“Eu quis contar a história de um médico que, a partir de uma experiência pessoal, aconselha e ensina esses homens a buscarem um novo estilo de vida”, revela o autor. “Tudo isso, enquanto tenta lidar com a doença de seu companheiro, um ex-paciente, maníaco depressivo, que esconde os dramas de um passado traumático em um pequeno povoado da Zona da Mata de Alagoas. É uma jornada que vai de Saturno à Pindoba, com uma passadinha pelo Portugal Ramalho”, conclui.

Fonte: Assessoria de Imprensa de Fernando Nunes

 

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