A arte homoerótica que desafiou o preconceito nos EUA
   Blog Diversidade   │     7 de fevereiro de 2015   │     0:00  │  0

O Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, MOCA, exibe obras de dois artistas pioneiros da arte homoerótica: o fotógrafo americano Bob Mizer (1922-1992) e o ilustrador finlandês Touko Laaksonen, conhecido como Tom da Finlândia.

Uma exposição no Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, MOCA, exibe as obras de dois artistas pioneiros da arte homoerótica: o fotógrafo americano Bob Mizer (1922-1992) e o ilustrador finlandês Touko Laaksonen, conhecido como Tom da Finlândia. Os dois trabalharam juntos na revista Physique Pictorial, criada por Mizer para difundir sua obra e a de outros artistas.

A mostra conjunta, que pode ser vista até 26 de janeiro, é a primeira a explorar simultaneamente o trabalho dos dois artistas. Eles inovaram ao exibir personagens reveladamente homossexuais em uma época em que gays eram perseguidos pela polícia e sofriam discriminação social nos Estados Unidos e na Europa.

Na obra de Tom da Finlândia, que começou a publicar quadrinhos cômicos na década de 50, figuram homens musculosos, em atitude provocante, vários deles vestidos com roupas de couro que ressaltam os órgãos sexuais.

No final dos anos 50, Tom da Finlândia começou a colaborar com a Physique Pictorial. Este tipo de publicação, que, em teoria, era dedicada a promover o exercício físico, servia para driblar a censura numa época que o nu masculino era proibido.

Em 1945, Bob Mizer fundou o Athletic Model Guild, dedicado à produção e distribuição de material fotográfico e curta-metragens cujo tema principal era a nudez masculina. Tanto Mizer como Tom da Finlândia eram autores eróticos cujo trabalho era amplamente conhecido no submundo gay mesmo antes das passeatas e campanhas públicas por direitos civis de homossexuais americanos nos anos 60.

No começo dos anos 40, quando Mizer começou a divulgar sua obra publicamente, a publicação de nus masculinos era praticamente impensável. Mesmo assim, estima-se que, em seu estúdio no Athletic Model Guild, Mizer chegou a tirar cerca de um milhão de fotografias.

Tom da Finlândia criou algumas das imagens mais icônicas da cultura gay do período pós-guerra, em que muitos dos protagonistas eram musculosos marinheiros, motoristas, policiais, soldados ou caubóis vestidos com roupas justas. Heróis orgulhosos de ser homossexuais.

O desenhista acabou envolvido em polêmicas geradas por alguns desenhos seus em que os protagonistas usavam uniformes nazistas e que acabou retirando de circulação.

Foi na Physique Pictorial que Touko Laaksonen usou pela primeira vez o pseudônimo Tom da Finlândia para publicar seus desenhos.

No princípio, Mizer fotografava homens como fisiculturistas ou em duplas que simulavam estar lutando. Frequentemente, as imagens mostravam os genitais e eram claramente homoeróticas.

Mizer tirava uma média de 60 fotos por dia e trabalhava sete dias por semana. Acredita-se que por seu estúdio tenham passado mais de 10 mil modelos masculinos, a quem também imortalizou em milhares de curta-metragens.

A obra de Mizer e Tom da Finlândia influenciou toda uma geração de artistas, tanto heterossexuais como homossexuais, entre eles se destacam destacam os cineastas Rainer Werner Fassbinder e John Waters, o fotógrafo Robert Mapplethorpe e os artistas David Hockney e Andy Warhol.

O Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, MOCA, exibe obras de dois artistas pioneiros da arte homoerótica: o fotógrafo americano Bob Mizer (1922-1992) e o ilustrador finlandês Touko Laaksonen, conhecido como Tom da Finlândia. Na imagem, a capa de um número da revista “Physique Pictorial” criada por Mizer para difundir sua obra e a de outros artistas.

A mostra, que pode ser vista até 26 de janeiro, é a primeira a explorar simultaneamente o trabalho dos dois artistas. (Foto: Brian Forrest, The Museum of Contemporary Art, Los Angeles).

Na obra de Tom da Finlândia são vistos homens musculosos em atitude provocante, vários deles vestidos com roupas de couro e com órgãos sexuais avantajados.

No final dos anos 50, Tom da Finlândia começou a colaborar com a revista ‘Physique Pictorial’, fundada por Bob Mizer, que, em teoria era dedicada a promover o exercício físico.

Em 1945, Bob Mizer fundou o Athletic Model Guild, dedicado à produção e distribuição de material fotográfico e curta-metragens cujo tema principal era o nu masculino.

No começo dos anos 40, quando Mizer começou a divulgar sua obra publicamente, a publicação de nus masculinos era impensável. Estima-se que, em seu estúdio no Athletic Model Guild, Mizer chegou a tirar cerca de um milhão de fotografias.

Tom da Finlândia criou algumas das imagens mais icônicas da cultura gay do período pós-guerra, em que muitos dos protagonistas eram musculosos marinheiros, motoristas, policiais, soldados ou cowboys, vestidos com roupas justas. Eram ‘heróis’ orgulhosos de ser homossexuais.

O desenhista acabou envolvido em polêmicas geradas por alguns de seus desenhos, em que os protagonistas usavam uniformes nazistas, que acabou retirando de circulação.

Foi na revista ‘Physique Pictorial’ que Touko Laaksonen usou pela primeira vez o pseudônimo Tom da Finlândia para publicar seus desenhos. No princípio, Mizer fotografava homens fisiculturistas e em duplas que simulavam estar lutando.

Mizer tirava uma média de 60 fotos por dia e trabalhava sete dias por semana. Acredita-se que por seu estúdio passaram mais de 10 mil modelos masculinos, a quem também imortalizou em milhares de curta-metragens.

Com sua obra, Mizer e Tom da Finlândia influenciaram toda uma geração de artistas, tanto heterossexuais como homossexuais, entre eles se destacam os cineastas Rainer Werner Fassbinder e John Waters, o fotógrafo Robert Mapplethorpe e os artistas David Hockney e Andy Warhol.

 

(Foto: Collection of Volker Morlock, © 1962 Tom of Finland Foundation).

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