Monthly Archives: janeiro 2015

Filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” concorrerá ao Oscar de Melhor Filme
   Blog Diversidade   │     30 de janeiro de 2015   │     0:00  │  0

hojeeuquerovoltarsozinho-poster-bigO filme brasileiro “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, não conseguiu ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas se tornou um dos dois filmes de língua não inglesa a disputar o “Oscar gay” americano. O drama nacional foi selecionado na categoria de Melhor Lançamento Limitado na 26ª edição dos Glaad Awards, prêmio que desde 1990 celebra as melhores produções culturais sobre lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.

Outros destaques das nomeações incluem “O Jogo da Imitação”, que foi indicado ao Oscar, e “O Amor É Estranho”, cujo roteirista é o brasileiro Mauricio Zacharias (“O Céu de Suely”), além das séries “Transparent”, “Game of Thrones”, “Pretty Little Liars” e “Orange Is the New Black”.

Ao listar seus indicados nessa quarta (21/1), a Glaad, organização contra a difamação homossexual, considerou 2014 como um ano positivo para a comunidade LGBT na mídia. “Foi um bom ano para a representação LGBT na mídia, especialmente na TV e para a comunidade transgênero”, disse Nick Adams, diretor de comunicações e projetos especiais da ONG.

Para refletir a crescente diversidade das histórias LGBT, a organização expandiu as categorias de comédia e drama de série de cinco para dez indicados este ano. Entre as comédias, as selecionadas foram “Modern family”, “Brooklyn Nine-Nine”, “Faking it”, “Glee”, “Looking”, “Orange Is the New Black”, “Please Like Me”, “Sirens”, “Vicious” e “Transparent”, que neste mês venceu o Globo de Ouro.

501B9620.CR2Entre os dramas, aparecem “Shameless”, “Grey’s Anatomy”, “How to Get Away with Murder”, “Pretty Little Liars”, “The Fosters”, “Game of Thrones”, “Masters of Sex”, “Orphan Black”, “Last Tango in Halifax” e “Degrassi”. Já “The Normal Heart” tem seu prêmio garantido: foi a única indicada na categoria de minissérie ou telefilme.

Na categoria de Melhor Filme, estão “O Jogo da Imitação”, o filme de casamento gay “O Amor É Estranho”, a comédia britânica “Pride”, o drama indie “The Skeleton Twins” e a comédia “Tammy”, estrelada por Melissa McCarthy.

Já na disputa com “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de destaque no circuito limitado, aparecem o taiwanês “Will You Still Love Me Tomorrow”, o inglês “Lilting”, estrelado por Ben Whishaw (“007 – Skyfall”) e os dramas indies americanos “Dear White People” e “Parceiras Eternas”, este com Leighton Meester (série “Gossip Girl”) no papel de lésbica.

Ao todo, concorrem 144 indicados em 31 categorias, que incluem ainda prêmios musicais. Os vencedores serão apresentados em duas cerimônias, divididas entre Los Angeles, em 21 de março, e Nova York, em 9 de maio.

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“Alá não fala sobre homossexualidade no alcorão”, defende Ludovic Mohamed
   Blog Diversidade   │     29 de janeiro de 2015   │     0:00  │  0

Ele é gay e muçulmano

Ele é gay e muçulmano

Ludovic Mohamed Zaged é gay e muçulmano. O jovem argelino fundou a Associação Homossexuais Mulçumanos da França e tenta desconstruir o islamismo pregado até hoje, com o objetivo de criar uma nova religião sem sexismo e sem homofobia.

Nascido na Argélia, país que foi colônia francesa até 1962, Ludovic se assumiu gay para a família ainda adolescente. Por incrível que pareça, foi aceito pelo pai, que disse já desconfiar a 15 anos e estar cansado de tentar mudá-lo.

Entretanto, não foi fácil para ele conviver com o islamismo, passou anos afastado da religião, tempo em que entrou em contato com outras crenças, como o budismo. “Eu estudei o alcorão na Argélia por 5 anos. Eu rezei, jejuei, fiz a peregrinação para Meca 5 vezes”, contou Ludovic em um programa do canal Memri TV.

Após anos de dúvida, ele chegou a conclusão que ser gay foi a maneira como Alá o criou e não uma doença. Casou-se com um sul-africano em uma cerimônia improvisada, em que os cônjuges recitaram o primeiro capítulo do alcorão e receberam as bênçãos dos pais e amigos.

No programa de TV, confrontado por um muçulmano tradicional, que não acreditava na felicidade de um casal gay, Ludovic defendeu que Alá não era contra os homossexuais. “Alá não fala sobre homossexualidade no alcorão. Muitas pessoas eram assassinos, ladrões, mentirosos, Alá fala sobre isso, não sobre praticar a homossexualidade”.

REAÇÃO CONSERVADORA

Ludovic disse que já chegou a receber ameaças, mas que não acha isso o principal problema, ao ponto de não andar com segurança especial. Para ele o grande problema do mundo árabe é “a utilização do islamismo contra os islâmicos e os outros, essa é a real abominação”, diz.

De acordo com uma reportagem da BBC, a França é o segundo país com mais árabes na Europa, depois da Rússia. A criação de uma mesquita ou casa de oração no país, que aceite diversidade sexual, representa uma ofensa às autoridades muçulmanas mais conservadoras.

O porta-voz da Grande Mesquita de Paris, a terceira maior do cotinente, deixou claro que a homossexualidade é proibida pelo livro sagrado. O Imã de Londres Ajmal Masroor também se pronunciou em relação ao “islamismo gay”. Ele defende que qualquer relação fora do casamento entre homem e mulher é pecado, para sunitas e xiitas.

Com informações: BBC Europe e da Memri TV

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Morre Pedro Lemebel, referência da literatura homossexual chilena
   Blog Diversidade   │     28 de janeiro de 2015   │     21:00  │  0

O artista plástico chileno Pedro Lemebel morreu aos 62 anos de idade vitima de um câncer de laringe

O artista plástico chileno Pedro Lemebel morreu aos 62 anos de idade vitima de um câncer de laringe

O escritor e artista plástico chileno Pedro Lemebel, nascido no Chile em 1952 o mais renomado e irreverente expoente da literatura homossexual do país, morreu na  sexta-feira do dia 23 deste mês aos 62 anos, vítima de um câncer de laringe. O óbito ocorreu na Fundação Arturo Lopez Perez, onde estava hospitalizado, e lutava há três anos contra este câncer.

Ganhador em 2013 do Prêmio Ibero-americano de Letras José Donoso, era amigo de Roberto Bolaño, que o considerava o melhor poeta de sua geração, Lemebel era uma personalidade internacional respeitada em toda América Latina, Europa e EUA. Em 2006 foi premiado pela Fundação Anna Seghers, e em seguida, em 2013, ganhou o Prêmio Iberoamericano de Letras -José Donoso .

Lemebel é conhecido como referência da literatura homossexual chilena, mas sua obra também aborda temas como a pobreza e a marginalidade, em textos caracterizados pela provocação e irreverência.

Também era um reconhecido cronista e militante do Partido Comunista, sendo um duro detrator da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Em 2013 ele esteve no Brasil, para participar da Balada Literária e do Festival MixBrasil de Cultura e Diversidade. A última vez que se apresentou publicamente ocorreu durante uma homenagem a sua obra Noche Macuca, de 2015, no Museu Gabriela Mistral, como parte do Festival de Teatro Santiago a Mil, em 7 de janeiro.

Entre as mais de 20 obras que deixou – poesias antologias e crônicas -,destacam-se Tengo Miedo Torero (2001), Zanjón de la Aguada (2003) e Háblame de amores (2012). Lemebel também foi cronista dos jornais La Nación e The Clinic e da revista Punto Final.

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Evento marcará e celebrará dia nacional da Visibilidade Trans em Alagoas
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TRANSAmanhã, dia 29 de janeiro de 2015, a Secretária de Estado da Educação SEE/AL realizará o IV Encontro da Visibilidade Trans na Educação que ocorrerá no Centro de Formação – CENFOR- Localizada no CEPA.

O objetivo da ação é manter o diálogo com gestores da CEE, instituições parceiras e com movimento social organizado para estudo e aprofundamento das identidades Trans no Espaço Escolar.

O encontro ocorrerá das 09 ás 12h e no segundo horário após o almoço haverá uma reunião da SEE e o segmento LGBT para organizações conjuntas.

O dia da Visibilidade Trans, comemorado em 29 de janeiro, para mim militante LGBT e blogueiro é poder agradecer a todas as Travestis, primeiramente que deram a cara e lutaram nesta história. Pois foram as Travestis as precursoras deste movimento no Brasil. Mas não poderia, também esquecer das transexuais, que se deram a coragem de se expor criando este movimento no Brasil ,como: Maite Schneider e Barbara Grener e demais meninas que no decorre e suas necessidades apagaram o seu passado depois da cirurgia,mas fizeram história acontecer e se realizar com seus sonhos de ativistas que eram.

Mas voltando para as Travestis , gostaria de relembrar in memoria alguns nomes que foram as rainhas do movimento, como a Deusa: Brenda Lee(SP),Charla Novi(RJ),Janaína Dutra(Fortaleza),Hanna Zuzart(RJ),Claudia Wonder (SP),Chacrete (RJ) ,Marcela Prado (Curitiba) , Michele Marry(Salvador) entre tantas que já partiram deixando lembranças.  

Na prostituição tiveram seus esplendores na época da ditadura Madame Santã(RJ),Sandra Dragão (ES),Tomba Homem (MG) entre outras.

No teatro que continua brilhando e viveu a ditadura Jane Di Castro , Ronald Monteiro “Rogéria” ,(in memoria Thelma Lipe), e demais divas que sobrevivem até hoje, e não esquecendo da nossa cantora Angela Leclery e a transexual Maite Schneider.

Não temos como esquecer a saudosa atriz Mulher Sandra Brea, a primeira mulher a assumir a sua sorologia e abraçar a luta das Travestis no Brasil e levar toda ousadia para a TV Brasileira se espelhando na travestilidade nos anos 70 e 80.

De todos esses nomes citados acima, ovaciono e congratulo a nossa querida e eterna Dama de Ferro, Janaína Dutra. Dutra foi a mulher trans mais guerreira que conheci neste movimento Janaína Dutra, nascida Jaime César Dutra Sampaio, natural de Canindé/CE,  em 1961, se mudou para fortaleza em 8 de fevereiro de 2004, foi uma ativista social e reconhecida líder travesti do Movimento Homossexual Brasileiro.

Formada em direito no estado do Ceará, Janaína Dutra foi a primeira trans-mulher portadora de carteira profissional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), onde ela aparecia caracterizada como mulher apesar de seu nome de nascimento ser masculino.

Janaína Dutra exerceu trabalho pioneiro junto ao Ministério da Saúde na elaboração da primeira campanha de prevenção das DST/AIDS destinada especificamente às travestis. Ela também cumpriu cargos de liderança como membro da presidência da Associação das Travestis do Ceará (Atrac) e da Articulação Nacional das Travestis (Antra). Além disso foi co-fundadora (1989), assessora jurídica, e vice-presidente (nos mandatos 1995, 1997, 1999 e 2001) do Grupo de Apoio Asa Branca (GRAB), entidade fundadora do movimento LGBT no Ceara.

O filme Janaína Dutra – uma Dama de Ferro (2010) do produtor e roteirista internacional Wagner de Almeida celebra a remarcável e intrépida vida da ativista. Como advogada, Janaína freqüentemente demonstrava estar ciente de que ser transexual, lésbica, gay ou bissexual não é ilegal no Brasil desde 1830, apesar da histórica e atual transfobia, lésbofobia e homofobia disseminada por todo o país. Janaína Dutra morreu vítima de câncer pulmonar aos 43 anos de idade.

Com este breve relato do movimento trans no Brasil, o blog Diversidade parabeniza todas (os) trans  por este dia.

Feliz Dia Nacional da Visibilidade Trans.

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México oferece paraíso para turistas LGBT e aposta no Brasil
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Casal curte praia em Nayarit

Casal curte praia em Nayarit

A crescente oferta turística, a possibilidade de ter um casamento simbólico e um ambiente sem discriminação transformaram o litoral dos Estados mexicanos de Jalisco e Nayarit em um paraíso para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais de toda parte do mundo.

A faixa de praias que vai desde Puerto Vallarta, em Jalisco, até San Blas, em Nayarit, é o principal destino turístico para LGBTs que vêm de países como Estados Unidos e Canadá e, de maneira crescente, de Europa e América do Sul, segundo revistas especializadas neste segmento.

Richard Zarkin, porta-voz do Escritório de Visitantes e Convenções da Riviera Nayarit, disse que essa agência privada aposta na comunidade LGBT de países como Brasil, Argentina e Chile, e no aumento do número de americanos e canadenses, considerados um mercado cativo.

Zarkin disse que esse tipo de turismo movimenta 30% mais dinheiro que o do segmento heterossexual e pode crescer anualmente até 11% mais.

Em Nuevo Vallarta, Punta Mita, Sayulita e San Francisco (Nayarit), dois hotéis oferecem bodas simbólicas e pacotes de lua de mel para pessoas do mesmo sexo. Outros dois têm certificado “Out Now”, dado a estabelecimentos com profissionais capacitados para prestar atendimento integral ao mercado LGBT, segundo a empresa australiana de marketing neste segmento “Out Now Global”.

Oferecer bodas simbólicas foi um fator para atrair casais do mesmo sexo. Essas cerimônias se baseiam em “unir não corpos, mas almas, e a alma não tem sexo”, segundo Enrique Alejos, criador do conceito e quem organizou quatro bodas deste tipo nos últimos dois anos.

Essas cerimônias têm origem em um ritual pré-hispânico em que o casal “se une em nível espiritual mediante os quatro elementos” frente aos amigos e à família.

Todos os anos, durante duas semanas, chegam a Nuevo Vallarta os cruzeiros “Atlantis” e “Olivia”, exclusivos para turistas LGBTs, muitos deles empresários dos Estados Unidos e do Canadá que buscam um lugar para se divertir.

O canadense Charles, que vai à região todos os anos, escolheu este destino por não precisar se preocupar com “o que os outros dirão”.

“Os turistas chegam cada vez mais e gostam da tranquilidade da cidade. Não há discriminação de nenhum tipo. Inclusive muitos vêm em lua de mel”, disse Marcelo Couto, gerente de um hotel na pequena praia de San Francisco.

Puerto Vallarta também desenvolveu uma ampla oferta para o turismo LGBT na praia de Los Muertos, conhecida como a “zona romântica” ao sul da cidade.

Pelo menos 12 hotéis são “gay friendly”, sendo um exclusivo para este segmento. Além disso, diversos bares, restaurantes, lojas de artesanato e roupas, negócios de massagens e passeios turísticos estão focados na comunidade LGBT.

O americano Matthew Torten visita Puerto Vallarta há 12 anos. Desta vez, tirou férias para fugir do inverno dos EUA e comemorar os 50 anos de seu casal.

“Sempre nos sentimos confortáveis. Não somos pessoas de problemas e aqui somos respeitados. É uma praia limpa, divertida, e as pessoas que nos atendem sempre são amáveis”, disse, enquanto tomava sol.

Dono do estabelecimento hoteleiro para turismo LGBT mais conhecido de Vallarta, que tem cerca de 40 anos, Fidencio Cuevas afirmou que o número destes visitantes aumentou 60% na região nos últimos 10 anos, em grande parte pelo tratamento que recebem.

Segundo ele, os habitantes já estão acostumados a atender a comunidade LGBT. Muitos estrangeiros decidiram se estabelecer na região e montar seus próprios negócios, fatores que colaboraram para tornar Vallarta um destino LGBT.

Fonte: Site Mundo Mais

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