Monthly Archives: novembro 2014

BH ganhará o segundo hotel/sauna do país exclusivamente para homens
   Blog Diversidade   │     26 de novembro de 2014   │     10:39  │  0

Douglas Drumond - Empresário e dono do Hotel Chilli Pepper.  E se for a SP conheça o Hotel Chilli Pepper, que fica no Largo do Arouche, nº 610, esquina com a Rua Jaguaribe, ao lado do Minhocão, no comecinho da Avenida Amaral Gurgel e próximo ao Metrô Santa Cecília.

Douglas Drumond – Empresário e dono do Hotel Chilli Pepper.
E se for a SP conheça o Hotel Chilli Pepper, que fica no Largo do Arouche, nº 610, esquina com a Rua Jaguaribe, ao lado do Minhocão, no comecinho da Avenida Amaral Gurgel e próximo ao Metrô Santa Cecília.

O empresário Douglas Drumond, dono do 269 Chilli Pepper Single Hotel, maior hotel só para homens solteiros da América Latina, anunciou na semana passada que irá começar a investir em uma filial do seu empreendimento. A cidade escolhida foi Belo Horizonte. Segundo informações de sua assessoria de imprensa, a previsão da inauguração do hotel esta prevista para fevereiro do próximo ano.

Drumond já conhece o mercado hoteleiro da capital mineira, e é herdeiro de dois famosos motéis e do único hotel cinco estrelas da cidade, o Ouro Minas.

“Estou negociando um imóvel em um dos quarteirões fechados da região da Savassi, , o novo empreendimento terá o mesmo conceito que o Chilli Pepper de São Paulo possui, com adaptação para o mercado mineiro, e uma sauna gay com tratamento de hotel” adianta Drumond.

Esse ano a marca de luxo francesa Louis Vuitton incluiu o Chilli Pepper em seu guia turístico, onde jornalistas renomados revelam os melhores roteiros das cidades mais badaladas do mundo. No guia, estão listados as melhores lojas, restaurantes museus e hotéis de cada destino.

Conforme a Organização Mundial do Turismo (OMT), os gays representam 10% dos 980 milhões de viajantes no mundo. Eles ainda possuem um poder aquisitivo maior, o que lhes permite viajar quatro vezes mais que os outros turistas. De acordo com dados do último censo, Minas é o terceiro Estado com maior número de casais homossexuais. São 4.098, enquanto há 10.170 no Rio de Janeiro e 16.872 em São Paulo. O Estado também fica em terceiro lugar no ranking de eventos voltados para este público. De acordo com informações divulgadas pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, de 2011 ate os dias de hoje Minas promove em media cerca de 18 eventos do gênero, contra 20 em São Paulo e 30 no Rio de Janeiro.

De olho neste gigante mercado que ainda esta adormecido no Brasil, o empresário Douglas Drumond com sua visão de empreendedorismo, aposta alto na linha do turismo LGBT. E não para por ai não, segundo informações  repassada pela assessoria de imprensa de Drumond, ainda em 2015 a marca de hotéis Chilli Pepper chegará ao nordeste.

 

Fonte: Thiago Marques – Assessor de Imprensa Hotel Chilli Pepper

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BH ganhará o segundo hotel/sauna do país exclusivamente para homens
   Blog Diversidade   │       │     10:39  │  0

Douglas Drumond - Empresário e dono do Hotel Chilli Pepper.  E se for a SP conheça o Hotel Chilli Pepper, que fica no Largo do Arouche, nº 610, esquina com a Rua Jaguaribe, ao lado do Minhocão, no comecinho da Avenida Amaral Gurgel e próximo ao Metrô Santa Cecília.

Douglas Drumond – Empresário e dono do Hotel Chilli Pepper.
E se for a SP conheça o Hotel Chilli Pepper, que fica no Largo do Arouche, nº 610, esquina com a Rua Jaguaribe, ao lado do Minhocão, no comecinho da Avenida Amaral Gurgel e próximo ao Metrô Santa Cecília.

O empresário Douglas Drumond, dono do 269 Chilli Pepper Single Hotel, maior hotel só para homens solteiros da América Latina, anunciou na semana passada que irá começar a investir em uma filial do seu empreendimento. A cidade escolhida foi Belo Horizonte. Segundo informações de sua assessoria de imprensa, a previsão da inauguração do hotel esta prevista para fevereiro do próximo ano.

Drumond já conhece o mercado hoteleiro da capital mineira, e é herdeiro de dois famosos motéis e do único hotel cinco estrelas da cidade, o Ouro Minas.

“Estou negociando um imóvel em um dos quarteirões fechados da região da Savassi, , o novo empreendimento terá o mesmo conceito que o Chilli Pepper de São Paulo possui, com adaptação para o mercado mineiro, e uma sauna gay com tratamento de hotel” adianta Drumond.

Esse ano a marca de luxo francesa Louis Vuitton incluiu o Chilli Pepper em seu guia turístico, onde jornalistas renomados revelam os melhores roteiros das cidades mais badaladas do mundo. No guia, estão listados as melhores lojas, restaurantes museus e hotéis de cada destino.

Conforme a Organização Mundial do Turismo (OMT), os gays representam 10% dos 980 milhões de viajantes no mundo. Eles ainda possuem um poder aquisitivo maior, o que lhes permite viajar quatro vezes mais que os outros turistas. De acordo com dados do último censo, Minas é o terceiro Estado com maior número de casais homossexuais. São 4.098, enquanto há 10.170 no Rio de Janeiro e 16.872 em São Paulo. O Estado também fica em terceiro lugar no ranking de eventos voltados para este público. De acordo com informações divulgadas pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, de 2011 ate os dias de hoje Minas promove em media cerca de 18 eventos do gênero, contra 20 em São Paulo e 30 no Rio de Janeiro.

De olho neste gigante mercado que ainda esta adormecido no Brasil, o empresário Douglas Drumond com sua visão de empreendedorismo, aposta alto na linha do turismo LGBT. E não para por ai não, segundo informações  repassada pela assessoria de imprensa de Drumond, ainda em 2015 a marca de hotéis Chilli Pepper chegará ao nordeste.

 

Fonte: Thiago Marques – Assessor de Imprensa Hotel Chilli Pepper

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O quebra-cabeça evolutivo da homossexualidade
   Blog Diversidade   │     24 de novembro de 2014   │     13:19  │  0

Nas últimas duas décadas, dezenas de artigos científicos sobre as origens biológicas da homossexualidade foram publicados – um deles, divulgado na semana passada, reacendeu a polêmica sobre o assunto. Mas como esta constatação se encaixa na teoria de seleção natural de Charles Darwin?

Na música Same Love, que se tornou um hino não-oficial de apoio ao casamento gay nos Estados Unidos, a dupla Macklemore e Ryan Lewis, vencedores do prêmio Grammy de Melhor Artista Revelação na última edição do prêmio musical, ironiza quem diz acreditar que a homossexualidade é fruto de uma “escolha”.

A opinião científica parece estar do lado deles. Desde o início da década de 90, pesquisadores vêm mostrando que a homossexualidade é mais comum em irmãos e parentes da mesma linhagem materna.

Segundo esses cientistas, isso se deve a um fator genético. Também relevantes – apesar de ainda não amplamente comprovadas – são as pesquisas que identificam diferenças fisiológicas nos cérebros de heterossexuais e de gays, assim como os estudos que afirmam que o comportamento homossexual também está presente em animais.

Mas, como gays e lésbicas têm normalmente menos filhos biológicos do que os heterossexuais, uma questão continua intrigando pesquisadores de todo o mundo.

“Se a homossexualidade masculina, por exemplo, é um traço genético, como teria perdurado ao longo do tempo se os indíviduos que carregam ‘esses genes’ não se reproduzem?”, indaga o pesquisador Paul Vasey, da Universidade de Lethbridge, no Canadá.

“Trata-se de um paradoxo do ponto de vista evolucionário.”

Muitas das teorias envolvem pesquisas realizadas sobre a homossexualidade masculina. A evolução do lesbianismo permanece muito pouco estudada. Ela pode ser semelhante ou muito diferente.

Os cientistas ainda não sabem a resposta para esse quebra-cabeça darwinista, mas há muitas teorias em jogo e é possível que diferentes mecanismos atuem em cada pessoa.

Conheça algumas das principais teorias a respeito do assunto:

Genes que definem a homossexualidade também ajudam na reprodução

O alelo – um grupo de genes – que às vezes influencia a orientação homossexual também pode trazer vantagens reprodutivas. Isso compensaria a falta de reprodução da população gay e asseguraria a continuação dessa característica, uma vez que não-homossexuais também poderiam herdar esses genes e transmiti-los a seus descendentes.

Há duas ou mais maneiras pelas quais esta transmissão dos genes pode acontecer. Uma possibilidade é que este grupo de genes crie um traço psicológico que torne os homens heterossexuais mais atraentes para mulheres, ou as mulheres heterossexuais mais atraentes para os homens.

“Sabemos que as mulheres tendem a gostar de traços e comportamentos mais femininos nos homens e isso pode estar associado com coisas como o talento para ser pai e a empatia”, diz Qazi Rahman, coautor do livro Born Gay; The Psychobiology of Sex Orientation (“Nascido Gay, A Psicobiologia da Orientação Sexual”, em tradução livre).

De acordo com essa teoria, uma quantidade pequena desses alelos aumentaria as chances de sucesso reprodutivo do portador desses genes, porque o torna atraente para o sexo oposto.

De vez em quando, um membro da família recebe uma “porção” maior destes genes, que se reflete na sua orientação sexual. Mas porque este alelo traz vantagens reprodutivas, ele permanece no DNA humano através das gerações.

Gays seriam ‘ajudantes no ninho’

Alguns pesquisadores acreditam que, para entender a evolução dos homossexuais, é preciso observar qual é o papel que os gays têm nas sociedades humanas.

A pesquisa de Paul Vasey em Samoa, na Polinésia, baseou-se na teoria da seleção de parentesco ou hipótese do “ajudante no ninho”.

A ideia é que os homossexuais compensariam a falta de filhos ao promover a aptidão reprodutiva de irmãos e irmãs, contribuindo financeiramente ou cuidando dos sobrinhos. Partes do código genético de um gay são compartilhadas com sobrinhas e sobrinhos e, segundo a teoria, os genes que determinam a orientação sexual também podem ser transmitidos.

Vasey ainda não mediu o quanto que ser homossexual aumenta a taxa de reprodução dos irmãos, mas comprovou que em Samoa, homens gays passam mais tempo fazendo “atividades de tio” do que homens heterossexuais.

“Ninguém ficou mais surpreso que eu”, disse Vasey sobre suas descobertas. Seu laboratório já havia comprovado que homens gays no Japão não eram mais atenciosos ou generosos com seus sobrinhos e sobrinhas do que homens e mulheres heterossexuais sem filhos. O mesmo resultado foi encontrado na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e no Canadá.

Vasey acredita que o resultado em Samoa foi diferente porque os homens que ele estudou lá eram diferentes. Ele pesquisou os fa’afafine, que se identificam como um terceiro gênero, vestindo-se como mulheres e tendo relações sexuais com homens que se consideram heterossexuais. Os fa’afafine são parte de um grupo transgênero e não gostam de ser chamados de gays nem de homossexuais.

O pesquisador especulam que parte da razão pela qual os fa’afafine são mais atenciosos com seus sobrinhos e sobrinhas é sua aceitação na cultura de Samoa, em comparação com os gays no Ocidente e no Japão. A lógica é a de que gays que são rejeitados tendem a ajudar menos os familiares a criarem seus filhos.

Mas ele também acredita que há alguma coisa no estilo de vida dos fa’afafine que os torna mais propensos a serem carinhosos com seus sobrinhos e sobrinhas. E especula que encontrará resultados semelhantes em outros grupos de “terceiro gênero” ao redor do mundo.

Se isso for comprovado, a teoria do “ajudante no ninho” pode explicar em parte como um traço genético da atração pelo mesmo sexo não foi excluído dos humanos ao longo da evolução.

Mesmo com uma menor capacidade de se reproduzir, homossexuais que se identificam como um “terceiro gênero” ajudariam a aumentar a capacidade reprodutiva de seus parentes heterossexuais, ao assumirem cuidados com as crianças.

Homossexuais também têm filhos

Nos Estados Unidos, cerca de 37% da população lésbica, gay, bissexual e transsexual têm filhos, 60% dos quais são biológicos. De acordo com o Instituto Williams, casais gays com filhos têm, em média, dois.

Estes números podem não ser altos o suficiente para sustentar que traços genéticos específicos ao grupo sejam passados adiante, mas o biólogo evolucionista Jeremy Yoder lembra que durante boa parte da história moderna, pessoas gays não viveram vidas abertamente homossexuais.

Obrigadas pela sociedade a casarem e terem filhos, suas taxas reprodutivas devem ter sido mais altas do que são hoje.

Medir a quantidade de gays que têm filhos também depende de como você define “ser gay”. Muitos dos homens heterossexuais que têm relações sexuais com os fa’afafine em Samoa casam-se com mulheres e têm filhos.

“A categoria da atração pelo mesmo sexo se torna muito difusa quando temos uma perspectiva multicultural”, diz Joan Roughgarden, um biólogo evolucionista na Universidade do Havaí.

No Ocidente há indícios de que muitas pessoas passam por uma fase de atividade homossexual, mesmo que sejam principalmente heterossexuais.

Isso tornaria mais complicado afirmar que somente pais que levam uma vida homossexual poderiam passar “genes gays” adiante.

Nos anos 1940, o pesquisador de sexo americano Alfred Kinsey descobriu que apenas 4% dos homens brancos eram exclusivamente gays após a adolescência, mas 10% dos homens tiveram um período de atividade gay de 3 anos e 37% tiveram relações com alguém do mesmo sexo em algum momento de suas vidas.

Uma pesquisa nacional de atitudes em relação ao sexo feita na Grã-Bretanha em 2013 apresentou número mais baixos. Cerca de 16% das mulheres disseram ter tido alguma experiência sexual com outra mulher (8% tiveram contato genital) e 7% dos homens disseram ter tido alguma experiência sexual com um homem (5% tiveram contato genital).

Mas a maior parte dos cientistas pesquisando a evolução gay estão mais interessados na existência de um padrão de desejo interno contínuo. Identificar-se como gay ou heterossexual não é tão importante, nem ter relações homossexuais com maior ou menor frequência.

“A identidade sexual e os comportamentos sexuais não são boas medidas da orientação sexual. Os sentimentos sexuais, sim”, diz Paul Vasey.

Nem tudo está no DNA

Qazi Rahmandiz afirma que grupos de genes que determinam a atração pelo mesmo sexo só explicam parte da variedade da sexualidade humana.

Outros fatores biológicos que variam naturalmente também interferem. Um em cada sete homens, por exemplo, devem sua sexualidade ao “Efeito Big Brother”: observou-se que garotos com irmãos mais velhos têm maiores chances de serem gays – cada irmão mais velho aumentaria as chances de homossexualidade em cerca de um terço.

Ainda não se sabe o porquê, mas uma teoria é a de que a cada gravidez de um bebê do sexo masculino, o corpo da mulher desenvolve uma reação imunológica a proteínas que tem um papel no desenvolvimento do cérebro masculino.

Como isto só interfere de alguma forma no bebê depois que muitos irmãos já nasceram – a maioria dos quais serão heterossexuais e terão filhos – esta peculiaridade pré-natal não foi descartada pela evolução.

A exposição a níveis incomuns de hormônios antes do nascimento também pode afetar a sexualidade. Por exemplo, fetos de fêmeas expostos a altos níveis de testosterona antes do nascimento demonstram altos índices de lesbianismo depois.

Estudos mostram que mulheres lésbicas e homens “machões” tem uma diferença no comprimento dos dedos indicador e anular – que demonstra a exposição pré-natal à testosterona. Em lésbicas “femininas” esta diferença é muito menor.

Os gêmeos idênticos também provocam questionamentos. Pesquisas descobriram que se um gêmeo é gay, há cerca de 20% de chance de que seu gêmeo idêntico tenha a mesma orientação sexual. Apesar de a probabilidade ser maior do que o normal, ainda é pequena considerando que os dois tem o mesmo código genético.

William Rice, da Universidade da Califórnia Santa Barbara, diz que pode ser possível explicar isso olhando não para nosso código genético, mas para o modo como ele é processado. Rice e seus colegas se referem ao campo emergente da epigenética, que estuda como partes do nosso DNA são “ligadas” ou “desligadas”.

Para Qazi Rahman, é a mídia que simplifica excessivamente as teorias genéticas da sexualidade, com suas reportagens sobre a descoberta do “gene gay”. Ele acredita que a sexualidade envolve dezenas ou centenas de grupos de genes que provavelmente levaremos décadas até descobrir.

 

Fonte: BBC BRASIL

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Favela gay retrata as comunidades
   Blog Diversidade   │       │     0:00  │  0

Rodrigo Felha dirigiu um dos episódios de Cinco Vezes Favela, a nova versão do cultuado filme da eclosão do Cinema Novo, no começo dos anos 1960. Felha é um garoto de comunidade e Cacá Diegues – que assinava um dos episódios do filme antigo – lhe permitiu estrear como diretor. Ele está agora no Mix Brasil e apresenta neste domingo, 16, o documentário Favela Gay. O filme integra a seleção brasileira do evento. Em sua edição de número 22, o Mix inova e cria uma competição de médias e longas nacionais.

O diretor de Favela Gay não gosta quando se fala nos ?personagens? de seu filme. Para ele, são pessoas, que ele trata com amor e respeito, sem discriminá-las por suas preferências sexuais. Mas são personagens na medida em que essas pessoas criaram personas para elas mesmas, até como forma de resistir num mundo ainda hostil à diversidade sexual. Nos anos 1980, o cineasta alemão Rosa Von Prauheim fez um filme intitulado Não É o Homossexual Que É Perverso, Mas a Situação em Que Vive justamente para refletir sobre os perigos da marginalidade.

Entre os ?personagens? de Rodrigo Felha está o bailarino que faz um trabalho com jovens e que se utiliza da sua condição de artista para se fazer aceitar/respeitar na comunidade. Está a transformista que frequenta a faculdade usando sua identidade feminina e que conta, com toda franqueza, que, se não fosse o apoio da família, ela provavelmente teria de se prostituir para sobreviver. De novo, Rodrigo Felha foi produzido por Cacá Diegues. Fez um filme bonito, que vale conhecer. Sua máxima – mostrar que o gay da favela não é diferente daquele do asfalto.

Fonte: Estadão Conteudo

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Denúncias ligadas à homofobia crescem 460% nos últimos quatro anos
   Blog Diversidade   │     23 de novembro de 2014   │     0:00  │  0

De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR), o Disque 100 registrou 1.159 denúncias ligadas a homofobia em 2011, passados quatro anos o número cresceu 460% e até outubro deste ano haviam sido registradas mais de 6,5 mil casos.

André Baliera foi agredido por duas pessoas em 2012 quando voltava a pé para casa

André Baliera foi agredido por duas pessoas em 2012 quando voltava a pé para casa

Os números atuais mostram que um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil a cada hora. A maior parte das vítimas são jovens, que representam 33% do total de ocorrências. Os homens também são o principal alvo, a cada quatro casos, três são contra o sexo masculino. As grandes cidades são o principal cenário para os crimes de homofobia, cerca de 26% dos casos são registrados em metrópoles.
O estudante de Direito da USP, André Baliera, de 29 anos, foi espancado por dois homens em 2012. No caminho de volta para casa, na Rua Henrique Schaumann, zona Oeste da capital paulista, Bruno Porieri e Diego Souza ofenderam André e o agrediram. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, ele afirma que apesar dos esforços, que incluem terapia e acompanhamento médico, ainda não superou o trauma, mas toca a vida da forma mais próxima possível à normalidade.

A coordenadora da área de LGBT da SDHPR, Samanda Freitas, vê com bons olhos o crescimento das denúncias e afirma que o desafio agora é garantir o acompanhamento dos casos. Ela explica que o sistema precisa melhor no que diz respeito ao atendimento aos crimes de homofobia.

A violência contra homossexuais no Brasil atinge níveis alarmantes, segundo a ONG Transgeder Europe, atualmente o país lidera o número de assassinatos de travestis e transexuais. O estudo da ONG mostra que entre janeiro de 2008 e abril de 2013 foram registradas 486 mortes, quatro vezes mais que no México, o segundo país com o maior número registros.

Além da violência física, a SDRPH destaca os casos de violência psicológica, que estão entre os mais registrados em delegacias especializadas em Direitos Humanos. Aproximadamente 76% das denúncias são de homossexuais que sofrem preconceito em ambientes cotidianos, como no trabalho.

Fonte: Estado de São Paulo

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