Monthly Archives: dezembro 2013

Quanta conversa fiada a serviço da hipocrisia
   Blog Diversidade   │     30 de dezembro de 2013   │     0:00  │  2

As declarações de Casimiro López estão a causar polémica. O bispo considera que o casamento homossexual fomenta um clima violento na família e dá origem a filhos com “graves perturbações de personalidade”

Na sua mais recente carta, que dirige aos fiéis todas as as sexta-feiras, o bispo de Segorbe-Castellón não poupa palavras para criticar as uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Para o prelado, entre os “efeitos” do casamento gay estão “entre outros, a debilitação do amor duradouro entre os cônjuges, do amor materno e paterno, do amor filiar, o aumento notável de filhos com graves perturbações da sua personalidade e desenvolvimento de um clima que termina com frequência em violência”.

Na missiva, citada pelo El Pais, o bispo defende o matrimônio como união “única e indissolúvel de um homem e uma mulher”, alegando que esse é “o projeto de Deus, obscurecido pela nossa dureza de coração”.

 

Analise politico : Por que a Igreja se opõe à adoção por casais gays?

A pressão exercida pelo Magistério da Igreja sobre parlamentos contra leis favorecendo o reconhecimento dos direitos das pessoas GLBTT, há elementos importantes também para reflexão sobre adoção por casais gays.

A questão específica da adoção é uma das mais polêmicas e por meio da qual se pode perceber de forma muito clara o preconceito contra os gays. Inclusive aquele presente entre eles mesmos. É comum ver alguns homossexuais se posicionando contra a adoção.

Antes de discutir a validade da adoção por casais homossexuais, é importante frisar que esta já é uma realidade no Brasil. Há muitosfilhos e filhas de homossexuais. Na imensa maioria das vezes, ainda que não se esconda a opção sexual, quem adota o faz como solteiro. Mas já há casos de adoção realizadas legalmente por casais. Destacamos o caso da menina Teodora, adotada por um casal gay no interior de São Paulo, e que consta como filha de seus dois pais na certidão.

Ou seja, uma lei de adoção por parte de gays, ponto polêmico no Congresso, que nem entrou no projeto da então Deputada Marta Suplicy, viria somente dar respaldo legal a situação já existente.

A oposição à adoção gay é um bom termômetro em relação à homofobia. Quem defende ser prejudicial à criança, muitas vezes o faz baseado em argumentos que se apóiam em bases falsas sobre a homossexualidade. Por exemplo, a idéia que um casal gay não possuiria estabilidade suficiente para educar alguém porque os relacionamentos gays seriam efêmeros, rápidos, não perdurariam.

Pesquisa feita nos Estados Unidos (infelizmente não há similar no Brasil) comparou a duração de relações homoafetivas com de heterossexuais e concluiu não haver diferenças significativas.

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Casal lésbico comemorará o natal com o nascimento de quíntuplos
   Blog Diversidade   │     29 de dezembro de 2013   │     0:00  │  0

O casal Liz e Nadia Harris, na companhia de seus cinco filhos “Michael, David, Maxwell, José e Elizabeth”

Liz e Nadia Harris tiveram uma casa cheia em Nova Orleans para o Natal, com nascimento de cinco filhos.

O casal, casado há quatro anos e meio, são agora as mães de quíntuplos – quatro meninos “Michael, David, Maxwell e José e uma garota chamada Elizabeth”.

“Eu acho que os nossos dons são os cinco bebês, ‘Liz Harris contou a imprensa.

Nadia Harris estava tentando engravidar há anos, mas nove procedimentos de inseminação artificial não tiveram resultado.  Em seguida, no dia 10 e em sua descima tentativa, ela foi informada por uma enfermeira: “Você esta mais que gravida”.

 Mas uma vez que ela processou a notícia, o medo deu lugar à alegria. “É uma bênção de Deus.

Dr. Stacey Holeman, que entregou os bebês, disse que era “definitivamente o melhor dia da minha carreira.” Nesta família chefiada por duas mães, Nadia será conhecida como Mama enquanto Liz será chamada mamãe.

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Pai da computação moderna, Alan Turing recebe perdão real por ser gay
   Blog Diversidade   │     28 de dezembro de 2013   │     0:00  │  2

O matemático britânico Alan Turing (1912-1954), considerado o pai da informática moderna, recebeu nesta terça-feira (24) o perdão real do governo inglês após ter sido condenado em 1952 por ser assumidamente homossexual – o que, naquela época, era considerado ilegal e punido criminalmente.

 

Chris Grayling, ministro da Justiça, foi quem solicitou ao governo a emissão do perdão de Turing, garantido pela Prerrogativa Real de Compaixão e aprovado pela rainha Elizabeth II. Várias campanhas foram realizadas no Reino Unido para agraciar o matemático: em 2011, havia uma petição contendo mais de 23 mil assinaturas a favor do perdão, além do apoio de onze cientistas britânicos, entre eles Stephen Hawking, no ano seguinte.

 

“O Doutor Turing merece ser lembrado e reconhecido pela sua fantástica contribuição aos esforços de guerra e por seu legado à ciência. A condenação por sua homossexualidade foi uma sentença que hoje nós consideramos injusta, discriminatória e que deve ser repelida. Um perdão da Rainha é um tributo apropriado a esse homem excepcional”, escreveu Grayling, em nota.

 

Turing morreu em 1954, aos 41 anos, vítima de envenenamento por cianeto. A morte foi classificada pelo legista como suicídio, mas estudiosos, biólogos e até a própria família do matemático concluíram que ele faleceu de intoxicação devido aos remédios que tomava para cumprir sua pena. Além dos fortes medicamentos, o cientista sofreu castração química por ter se revelado homossexual, ilegal no Reino Unido até 1967.

 

Turing é considerado um dos pais da “era da informação” e pioneiro em códigos computacionais. Antes de ser condenado por ser gay, trabalhou no Quartel General de Comunicações do Governo (GCHQ), em Bletchley Park, para ajudar os Aliados durante a Segunda Guerra Mundial a decifrar os códigos Enigma, mensagens criptografadas trocadas entre a marinha alemã e que eram consideradas indecifráveis. Alguns historiadores apontam o feito como uma das principais contribuições para a queda de Adolf Hitler, sem contar que ajudou a encurtar a guerra em até dois anos.

 

Outras contribuições do matemático incluem o famoso teste de Turing, em vigor até hoje. A técnica consiste em dizer se uma máquina é ou não dotada de inteligência artificial, ou seja, se o aparelho é capaz de exibir comportamento inteligente, semelhante ao de um ser humano. Basicamente, Turing dizia que a melhor maneira de medir a sensibilidade artificial de uma máquina seria ver se ela consegue enganar as pessoas e fazer acreditá-las de que é humano, e não um aparelho.

 

Alguns documentos contendo anotações escritas a mão pelo matemático, e que explicam este e outros processos, permaneceram secretos por 70 anos e só foram revelados em 2012 pelo governo britânico.

 

Fonte: Canal Tech

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Parlamentares poderão ser obrigados pelo STF a votar texto sobre homofobia
   Blog Diversidade   │     27 de dezembro de 2013   │     15:22  │  0

O PPS pede ao Judiciário que fixe um prazo para que os parlamentares aprovem o texto e reconheçam a homofobia como espécie de racismo

 

Depois da controvérsia causada entre deputados federais e senadores, a defesa da criminalização da homofobia foi parar na Justiça. Diante de mais uma estratégia da chamada bancada religiosa para adiar a aprovação do Projeto de Lei Complementar 122/06 – que trata do assunto –, o PPS ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO) em que pede ao Judiciário que fixe um prazo para que os parlamentares aprovem o texto e que reconheçam a homofobia como espécie de racismo. O relator da ADO será o ministro Celso de Mello.

A ação foi ajuizada na quinta-feira passada, dois dias depois de os senadores aprovarem em plenário requerimento de Eduardo Lopes (PRB-RJ) para anexar a proposta à reforma do Código Penal brasileiro – o que na prática significa ainda mais morosidade para a votação de um assunto que é debatido no Congresso desde 2001. De acordo com a ação, a medida demonstra “má vontade institucional do parlamento brasileiro” e fere direitos fundamentais do cidadão, como a segurança, livre orientação sexual e livre identidade de gênero. “Temos aqui típica opressão da minoria pelo despotismo da maioria parlamentar”, continua o texto, que tem 98 páginas.

Para justificar o requerimento, o senador Eduardo Lopes argumentou que o Código Penal já trata do assunto ao tipificar criminalmente a intolerância, o racismo e todo tipo de violência. Por isso, não haveria sentido em as duas proposições tramitarem separadamente. Houve quem se manifestasse contrário ao requerimento por acreditar que a medida enfraquecerá o debate da criminalização da homofobia. No entanto, foram vencidos por 29 votos favoráveis, 12 contrários e duas abstenções.

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Câmara Municipal de Maceió aprova uso de nome social
   Blog Diversidade   │     22 de dezembro de 2013   │     0:22  │  1

Eryka Fayson

Travestis e transexuais de Maceió poderão ser identificados pelo seu nome social e não pelo registrado em seus documentos de registro civil, em entidades e órgãos públicos do município.  É o que prevê projeto de lei aprovado nesta terça-feira (19), na Câmara Municipal de Maceió, que busca diminuir o preconceito na capital.

O projeto segue para sanção ou veto do prefeito Rui Palmeira.  O novo nome a ser adotado, que valerá apenas em documentos do município de Maceió, deverá ser requerido formalmente na nova identificação. Com isso, registros escolares, cartões de saúde, da assistência social, crachás, cartões de ponto e outros poderão vir com o nome social escolhido. Para ter direito à mudança, a travesti ou transexual deverá apresentar sua identificação civil já existente, com seu registro original.   A proposta de lei foi solicitada pelo Grupo Gay de Alagoas – GGAL, a Câmara Municipal de Maceió, através da vereadora Tereza Nelma, durante audiência publica municipal realizada no inicio deste ano.

 

Pode ser o menino que prefere usar vestido ou a menina que usa um nome masculino, não importa: boa parte das escolas, educadores entre outros servidores publico ainda têm dificuldades em lidar com transexuais – condição de quem tem uma identidade de gênero diferente da designada no nascimento. Sem sobra de duvida a lei é uma ferramenta importantíssima, para que travestis e transexuais possam serem inseridas e reconhecidas como pessoas que pagam seus imposto e tem seus direitos, disse Eryka Fayson.

 

Natasha Wonderfull

Natasha Wonderfull disse que quando se fala em travesti, transexual, o que vem à luz é a sexualidade. As pessoas esquecem que essa população tem amor, família, emprego. Queremos discutir a situação do ponto de vista social, não moral”, declarou Natasha. “Matar travestis é nocivo para toda a sociedade.” Precisamos não só termos o reconhecimento e o direito de possuirmos nome social, mas também outros direitos, “moradia, emprego, saúde, educação entre outros.

 

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