Alagoas é classificada mais uma vez como o estado mais violento para a população LGBT
   Blog Diversidade   │     8 de setembro de 2013   │     16:42  │  2

Alagoas registra 5,6 % dos homicídios de homossexuais por grupo de 1 milhão de habitantes em todo o país- Jonathas Silva, 20 anos, morava na cidade de Marechal Deodoro – litoral sul do estado de Alagoas. Silva teve seu rosto esfacelado por seu algoz a golpes de pedradas. A vítima ainda foi socorrida com vinda, mas infelizmente faleceu a caminho do hospital.

De acordo com o estudo, São Paulo registrou o maior número absoluto de assassinatos de homossexuais, com 45 casos, seguido de Pernambuco, com 33, e Bahia, com 29. O levantamento, porém, aponta Alagoas como o Estado mais perigoso para integrantes do grupo LGBT, com 5,6 homicídios de homossexuais por grupo de 1 milhão de habitantes (10 casos no total), seguido por Paraíba, com 4,9 assassinatos por milhão de habitantes (19 casos) e Piauí, com 4,7 mortes por milhão de habitantes (15 casos). O Nordeste concentrou 45% dos homicídios.

 

Para o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, a falta de educação sexual no País e a impunidade são os principais combustíveis para o avanço dos crimes contra homossexuais. “A homofobia precisa ser severamente punida pela polícia e pela Justiça”, acredita. “A certeza da impunidade e o estereótipo do gay como fraco, indefeso, estimulam a ação dos assassinos.” De acordo com o levantamento, em apenas 89 casos, dos 338, o autor do homicídio foi identificado – e apenas 24 deles foram presos.

 

Lucas Fortuna, em foto de site de relacionamento: encontrado morto em praia de Cabo de Santo Agostinho

Entre os casos destacados pelo GGB, estão o assassinato do jornalista e ativista LGBT goiano Lucas Cardoso Fortuna, de 28 anos, morto por espancamento em novembro por dois assaltantes em uma praia da região metropolitana de Recife, e o homicídio de José Leonardo da Silva, de 22 anos, morto a pedradas na saída de uma festa em Camaçari (BA), em junho . Ele foi confundido com um gay por estar abraçado ao irmão gêmeo, que também ficou ferido no ataque. Nos dois casos, porém, os agressores foram presos.

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