Monthly Archives: agosto 2013

Pesquisa aponta que 60% dos héteros teriam relações sexuais homossexuais
   Blog Diversidade   │     12 de agosto de 2013   │     0:00  │  0

A PERGUNTA DA SEMANA entra no ar sempre às segundas-feiras. Na terça-feira, comento o tema e o resultado da pesquisa

Uma enquete realizada pela psicanalista que participa do programa “Amor e Sexo” da TV Globo, Regina Navarro, em seu blog no Portal Uol, fez um questionamento bastante instigante: perguntou aos internautas com orientação heterossexual se eles transariam com uma pessoa do mesmo sexo.

Surpreendentemente, 60% das respostas foram positivas, mostrando que grande parte do público hétero não exclui a possibilidade de ter relação sexual homossexual em alguma circunstância. Para a psicanalista e escritora, o resultado da enquete expõe uma mudança de mentalidade das pessoas. Clique aqui para conferir a análise completa de Regina sobre o resultado da enquete.

Confira o resultado AQUI

>Link  

Pesquisa aponta que 60% dos héteros teriam relações sexuais homossexuais
   Blog Diversidade   │       │     0:00  │  0

A PERGUNTA DA SEMANA entra no ar sempre às segundas-feiras. Na terça-feira, comento o tema e o resultado da pesquisa

Uma enquete realizada pela psicanalista que participa do programa “Amor e Sexo” da TV Globo, Regina Navarro, em seu blog no Portal Uol, fez um questionamento bastante instigante: perguntou aos internautas com orientação heterossexual se eles transariam com uma pessoa do mesmo sexo.

Surpreendentemente, 60% das respostas foram positivas, mostrando que grande parte do público hétero não exclui a possibilidade de ter relação sexual homossexual em alguma circunstância. Para a psicanalista e escritora, o resultado da enquete expõe uma mudança de mentalidade das pessoas. Clique aqui para conferir a análise completa de Regina sobre o resultado da enquete.

Confira o resultado AQUI

>Link  

Dia dos Pais, Paternidade Gay e Família
   Blog Diversidade   │     10 de agosto de 2013   │     1:31  │  7

Antes de começar o artigo, aproveitarei para desejar que o próximo domingo seja repleto de luz, para todos os pais. Mas acima de tudo quero homenagear e parabenizar os pais gays da vida real, homens que passaram e passa por todas as barreiras possíveis e impossíveis, para simplesmente fazer o que prega o ser superior do mundo, “o bem”.  Cantores, atores, estilistas, pessoas de varias profissões, estilos de vida dos mais diferenciados, que criam seus filhos pra um mundo sem preconceitos.

Feliz e iluminado é aquele ser que é capaz de dá a uma criança, uma nova oportunidade de sorrir.  Feliz dia dos pais.

Não deixem de ver no final da postagem o álbum Também Somos Família. 

Artigo

Por: Toni Reis, 49 anos, é doutor em educação, secretário de educação da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e diretor-executivo do Grupo Dignidade

 

Com a aproximação do Dia dos Pais que será comemorado no próximo domingo, 11 de agosto, e tendo em vista que agora já sou papai, recebi muitos pedidos de entrevistas. Fiquei surpreso e fui estudar um pouco sobre o assunto. Também fiquei surpreso em saber que o dia foi criado muito anterior à nossa era atual. Diferente das demais datas comemorativas que foram criadas muitas vezes para ajudar o comércio, o Dia dos Pais é comemorado desde há 4 mil anos na antiga Babilônia.
A primeira vez que ouvi a palavra papai do nosso filho Alyson, as lágrimas não foram contidas. Chorei. E realmente é um sentimento indescritível. Hoje ele me chama de Papai e chama meu marido David de Dad, que significa papai em inglês. Quando ele chama David de papai sinto um tiquinho de ciúme. Nada que abale a relação, mas sinto.

A figura do pai ou da mãe na vida de uma criança ou de um adolescente contribuirá com a formação e/ou deformação da sua personalidade e a acompanhará ao longo de toda sua vida. Com a palavra, um dos maiores especialistas do comportamento humano, o pai da psicanálise que explica quase tudo, o Freud, ainda que eu tenha algumas ressalvas a seu respeito: “Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por um pai ou uma mãe.”

Fica claro que a figura do pai e da mãe é de grande importância no crescimento e desenvolvimento de um ser humano. David e eu não descuidamos nenhuma semana de visitar ou contatar a escola, verificar a lição de casa, participar da vida do Alyson, sempre criando-o para a autonomia. Afinal chegará o dia que ele falará “Adeus papais, estou indo embora.” Isto já dá um aperto no coração.

Eu mesmo não tive o prazer e a satisfação de conviver com meu velho querido pai, que morreu quando eu tinha um ano de idade. Fui criado por uma mãe maravilhosa que me deu todo o amor, carinho, proteção e exemplo que uma pessoa precisava. “Bingo!”, diz aquele preconceituoso: “Tá aí a causa da homossexualidade dele.” Errou! Meus outros irmãos, que foram criados da mesma forma pela minha mãe, pelo que sei nenhum deles é praticante da homossexualidade.

Neste sentido, acho que esta história de pai gay, mãe lésbica, pai ou mãe hétero… é tudo igual. O que precisamos e ter a responsabilidade da criação, a dedicação e o amor. É isto, independente da orientação sexual e da identidade de gênero.

David e eu estamos criando o Alyson de forma muito tranquila, sempre dando amor, exemplo e dedicação, caráter e atitude, preparando-o para viver em sociedade.

Nunca pensamos em barriga de aluguel ou inseminação artificial, como está em voga, inclusive na atual novela das nove “Amor à vida”. Sempre achamos que há muitas crianças nos abrigos, inclusive aquelas que não preencham o critério mais procurado: serem recém-nascidas, meninas e brancas.

Antes de adotarmos nosso filho, lemos muitos livros, manuais, teses e fizemos vários cursos sobre adoção e adoção tardia. Mas o que está nos ensinando mesmo é a convivência diária.

Tudo é defesa de tese, desde a higiene, a forma que senta à mesa, a rotina do estudo, um dia com mais afeto, outro com mais firmeza. Estamos chegando a uma forma de convivência harmônica.

Neste sentido, vamos constituindo uma família, dentro do conceito de que família são pessoas que se amam, se cuidam e têm responsabilidade.

Viva o dia dos pais, das mães e das pessoas responsáveis, independente de qualquer característica.

ÁLBUM DE FOTOS TAMBÉM SOMOS FAMÍLIA

ISTO AQUI SIM ME ENVERGONHA ! Crianças em orfanatos entregue a própria sorte. E muitas delas condenadas e sentenciadas a nunca ter uma família, Tudo isto graças a um sistema fundamentalista, comandado por sangue-sugas e financiadores e praticantes da desigualdade social.

>Link  

Estudos mostram que igreja católica realizava casamento gay 100 anos depois de cristo
   Blog Diversidade   │     9 de agosto de 2013   │     16:01  │  0

John Eastburn Boswell, historiador da cultura gay Medieval, faleceu aos 47 anos em 1993 em virtude de complicações do vírus do HIV

O historiador e religioso católico John Boswell dedicou grande parte de sua vida acadêmica ao estudo do tempo entre o final do Império Romano e início da Igreja cristã. Ao analisar documentos da época, descobriu dezenas de registros de cerimônias da igreja, onde dois homens se juntaram em sindicatos que usaram os mesmos rituais de casamentos heterossexuais. Em compensação, não conseguiu quase nenhum registro de uniões lésbicas, o que demostra que a cultura é muito mais masculina.

 

John Boswell foi um historiador e religioso católico que dedicou grande parte de sua vida acadêmica ao estudo do tempo entre o final do Império Romano e início da Igreja cristã. Analisando os documentos legais e da igreja a partir desta época, ele descobriu algo incrível. Havia dezenas de registros de cerimônias da igreja, onde dois homens se juntaram em sindicatos que usaram os mesmos rituais de casamentos heterossexuais. Em compensação, não conseguiu quase nenhum registro de uniões lésbicas, o que demostra que a cultura é muito mais masculina.

 

Amparado por esta evidência, Boswell publicou um livro em 1994, um ano antes de sua morte por AIDS, chamado de “Uniões do mesmo sexo na Europa pré-moderna”. O livro será lançado no próximo mês pela primeira vez em uma edição digital. Era um para-raios instante de controvérsia, atraindo críticas da Igreja Católica e da comentarista de sexo Camille Paglia. Sabendo da visão atual da Igreja sobre o casamento gay, esses detratores argumentaram que a história de Boswell parecia uma ilusão.

 

Mas não era. Boswell na verdade começou sua pesquisa na década de 1970, e publicou um trabalho igualmente controverso em 1980 chamado Cristianismo, Tolerância Social e Homossexualidade: Pessoas gays na Europa Ocidental a partir do início da era cristã para o século XIV. Seu livro revela muito do que tinha aprendido ao longo de uma vida de pesquisa em fontes primárias em bibliotecas e arquivos espalhados.

 

Como esses casamentos foram esquecidos pela história? Uma resposta fácil é que – como Boswell argumenta – a Igreja reformulou a ideia do casamento no século 13 para fins de procriação. Acadêmicos e funcionários da igreja trabalharam duro para suprimir a história desses casamentos, a fim de justificar sua nova definição.

 

Naturalmente, a história é mais complicada do que isso. Boswell afirma que parte do problema é que a definição de casamento hoje é muito diferente, que é quase impossível para os historiadores reconhecer documentos de casamentos gays de 1800 anos atrás. Muitas vezes, esses documentos referem-se a unir “irmãos”, que na época teria sido uma maneira de descrever parceiros do mesmo sexo, cujos estilos de vida eram tolerados em Roma. Além disso, os casamentos mais de um milênio atrás não eram baseadas em procriação, mas na partilha da riqueza. Assim, o “casamento” às vezes significava uma união não sexual de duas pessoas ou de famílias. Boswell admite que alguns dos documentos que encontrou poderiam referir-se simplesmente ao fato da união não sexual de dois homens – mas também se referiu ao que hoje chamaríamos o casamento gay.

 

O jurista Richard Ante escreveu um artigo explicando que o livro de Boswell poderia até ser usado como evidência para a legalidade do casamento gay, uma vez que mostra a evidência de que as definições de casamento mudaram ao longo do tempo. Ele descreve algumas das evidências de Boswell desses ritos do mesmo sexo, no início do primeiro milênio: “O rito do enterro dada para Aquiles e Pátroclo, os dois homens, era o rito do enterro de um homem e sua esposa. As relações de Adriano e Antínomo, de Polyeuct e Nearchos, de Perpétua e Felicitas, e dos Santos Serge e Baco, são semelhantes aos casamentos heterossexuais de suas épocas. A iconografia de Serge e Baco foi a mesma usada em cerimônias nupciais do mesmo sexo pela Igreja cristã primitiva”.

 

A principal evidência de que essas uniões do mesmo sexo eram casamentos é que eles eram muito parecidos com cerimônias heterossexuais. O literário erudito Bruce Holsinger descreve histórias detalhadas de Boswell de cerimônias do mesmo sexo: “[Boswell] inteligentemente coloca o desenvolvimento de escritórios nupciais heterossexuais e pessoas do mesmo sexo como um fenômeno único, acompanhando o crescimento deste último de ‘meramente um conjunto de orações’ na Idade Média antes de sua floração no século XII, que envolveu ‘a queima de velas, a colocação das mãos dos dois partidos sobre o Evangelho, a união de suas mãos direitas, a ligação de suas mãos … com estola do sacerdote, uma ladainha introdutório coroação, a Oração do Senhor, comunhão, um beijo, e às vezes circulando ao redor do altar’. Boswell dedica um capítulo inteiro para comparar esses rituais com os seus homólogos heterossexuais, revelando uma série de semelhanças extraordinárias entre os dois, em vários apêndices, totalizando quase 100 páginas. Ele compilou inúmeros exemplos dos próprios documentos (incluindo cerimônias de matrimônio heterossexual e rituais de adoção) para permitir que ‘os leitores julguem por si mesmos’, como ele diz”.

 

Eram estas uniões do mesmo sexo na idade média a mesma coisa que casamentos gays de hoje? Provavelmente não. Pessoas da época podem não ter visto dois homens que formam uma união como algo fora do comum. O próprio casamento significava algo diferente de milhares de anos atrás, e os tabus sociais contra a homossexualidade ainda não tinham solidificado. Ainda assim, na obra de Boswell, encontramos registros de instituições onde os casais do mesmo sexo foram homenageados com as mesmas cerimônias que os casais de sexo oposto. Dois homens podiam viver como irmãos, partilhando riqueza, casa e família. E sim, eles podiam amar uns aos outros, também.

 

Embora Boswell tenha morrido antes de seu país começar a permitir essas uniões, ele poderia se vangloriar por saber algo que a maioria das pessoas não conhecia. Mesmo os tipos mais fundamentais das relações humanas mudam com o tempo. Aqueles que foram banidos hoje pode ser abençoado amanhã – assim como eles eram mais de mil anos atrás.

>Link  

Armaria tem cura nãmm entrará em cartaz neste final de semana no teatro Deodoro
   Blog Diversidade   │     8 de agosto de 2013   │     16:10  │  0

“O termo condição sexual é considerado mais apropriado do que opção sexual ou preferência sexual porque opção indica que uma pessoa teria escolhido a sua forma de desejo. A psicologia moderna, embora não tenha consenso a respeito do que exatamente explica a sexualidade de um indivíduo, determina que a condição sexual não pode ser mudada com terapias e não é uma escolha. A condição sexual pode ser determinada por factores biogenéticos, sejam questões hormonais ou genes que possam determinar esta predisposição.

 

Tudo começa quando três atores/comediantes e experientes na arte de fazer rir, narram e encenam o cotidiano de tipos que vão de estereótipos aos “menos comuns”  gays da sociedade, usando como principal ingrediente o improviso e a interação com a Plateia.

 

Marcos de Jesus que interpreta a Hilária Zezilda, Christiano Marinho Criador do Famoso Romeu e Pierre Pellegrine que anima as principais festas alagoanas com Pântala Buterfly,juntos em Uma hora e meia de pura gargalhada, intitulada pela própria equipe como: COMÉDIA NUA.

 

Foi pensando na problemática de se entender a homossexualidade, prevenir sobre o perigo da homofobia, que os atores Marcos de Jesus, Christiano Marinho e Pierre Pellegrine resolveram desenvolver o projeto “Armaria…Tem cura namm!!!” para servir como mais uma ferramenta de esclarecimento a tantas dúvidas que ainda  existem em relação a homossexualidade.

 

De uma forma leve, dinâmica, Criativa e engraçada abordaremos as diversas fases do indivíduo gay, desde sua infância até os 40 anos de idade. Nessa trajetória vamo-nos confrontando com todos os tipos de barreiras a serem ultrapassadas pelo gay: o preconceito familiar, o bullyng, a agressão física, a dificuldade na aceitação, a complexidade de encontrar um parceiro e etc. Frisou Pierre Pellegrine.

 

A montagem vai buscar também e explicar mais uma vez as diversas vertentes dentro da homossexualidade. Torna-se cada vez mais urgente essa informação para todos, como as diferenças entre transexual, travestis e bissexuais.

 

Glauber Teixeira dique que espera que “Armaria…. Tem Cura namm!!!” possa se transformar numa espécie de catalisador dentro do teatro alagoano.  Estamos trabalhando com um tema atual e polêmico (ainda), e acreditamos que iniciativas como essa se tornem cada vez mais constantes, para que um dia esse tema ( homossexualidade ) deixe de ser definitivamente um tabu dentro da sociedade.

 

Informações adicionais da peça

Comédia: ARMARIA TEM CURA NÃMMM
Estreia: dias 10/08  ás 20hs e 11/08 ás 19hs
Local: Teatro Deodoro
ingresso: R$ 30,00 Inteira e R$ 15,00 Estudante
Vendas antecipadas: Stand Folia Brasil(G Barbosa Stela mares) e Bilheteria do Teatro
Info: (82) 3032-2234/9967-1074
Realização: Escritório do Humor

>Link