Monthly Archives: julho 2013

Silas Malafaia e Feliciano: O Papa foi covarde e a mídia desonesta
   Blog Diversidade   │     31 de julho de 2013   │     15:27  │  8

Será a mudança e renovação da igreja católica, ou viveremos mais 2 mil anos de atraso ?

Depois da intensa cobertura nacional e internacional da vinda do Papa Francisco ao Brasil, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus – a mais numerosa agremiação evangélica do Brasil – chamou de “covarde” a forma como o pontífice se referiu aos homossexuais no voo de volta ao Vaticano, após a Jornada Mundial da Juventude. Disse o papa, na ocasião: “se uma pessoa é homossexual e procura Deus e a boa vontade divina, quem sou eu para julgá-la?”.

 

Malafaia, em texto publicado no site Verdade Gospel nesta terça-feira, disse que o religioso cedeu ao lobbygay.  “Faltou ao Papa a firmeza de dizer que a prática homossexual é pecado. Uma maneira subjetiva e covarde de não assumir uma posição firme que a Bíblia não negocia”, escreveu o pastor. “Depois a Igreja Católica reclama que está perdendo gente para a igreja evangélica. Falta-lhe condenar o pecado”, afirmou ainda.

 

As declarações do papa foram extremamente bem recebidas por alguns grupos de defesa dos direitos homossexuais que, embora não tenham visto mudanças nas posições oficiais do catolicismo, elogiaram a abertura ao diálogo.

 

Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno Fonseca,  disse que “Quando o Papa fala sobre integrar nossa comunidade, isso é muito importante. É um comportamento melhor do que o de pastores evangélicos”, aponta. Na opinião do presidente, o posicionamento vindo de um líder da Igreja Católica é surpreendente”.

 

Já Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia e uma das lideranças mais antiga do Brasil, as palavras do Papa não muda e nem mudará o estrago, que para ele incalculável na vida de gays, lésbicas, travestis, negros, mulheres entre outros grupos marginalizados e massacrados pela igreja, desde a época da inquisição. Mott também rebate a fala de Silas Malafaia dizendo. “”Vamos continuar lendo a palavra da Bíblia, pregando a palavra, distribuindo a palavra de Deus ao povo brasileiro. É exatamente o que está faltando à Igreja Católica e evangélica, que ao invés de doar, vende a mesma ao seus fieis “.

 

O alcance das palavras do pontífice teve ainda outro efeito no Brasil: um padre excomungado pela Igreja Católica por declarações a favor dos homossexuais, em Bauru (SP), entrou na justiça para reverter a decisão de sua diocese.

 

Já o deputado federal Marco Feliciano, outro pastor evangélico cuja falas têm grande repercussão, pronunciou-se sobre a vinda do papa. Ele, porém, se mostrou de acordo com o conteúdo das declarações, mas não com a cobertura da imprensa. “Ao fazerem uma matéria com o tema que fizeram, a mídia é desonesta, dá-se a entender que o papa liberou o que a bíblia proibiu”, disse Feliciano.

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Nota de repúdio aos atos de atentado violento ao pudor e intolerância religiosa durante a JMJ
   Blog Diversidade   │     29 de julho de 2013   │     13:33  │  2

Nota

Somos totalmente contra a intolerância vinda ou vivida de qualquer parte que seja.

O Grupo Gay de Alagoas – GGAL, entidade não governamental, sem fins lucrativo e suprapartidário, atua há duas décadas, e é uma das entidades mais antiga e existente do país e da América Latina.

Mesmo com todas as dificuldades que se encontra para fazer movimento social no Brasil, fez e faz historia neste país, através de conquistas de direitos voltados há população LGBT no estado de Alagoas. Entidades como a mesma somou e soma muito na luta do movimento gay nacional, através da realizações de congressos, simpósios, palestras, seminários e representatividades nacional, a exemplo da discussão do PPA, em 2003, onde fizemos parte da coordenação.

Sempre trabalhando em prol dos direitos iguais, e na busca por respeito e avanços nesta longa caminhada, declara e torna publico o seu total repudio a postura seguida por alguns militantes LGBT e feministas, durante á ultima Marcha das vadias, realizada no estado do Rio de Janeiro.

Ações, como as vividas e presenciadas no ultimo final de semana, não contribui com nada, na luta pelo respeito e inclusão da população LGBT no Brasil e no mundo, na verdade só atrapalha esta luta já tão ardia e perseguida, pela bancada fundamentalista, que acabam usando ações equivocadas como esta, para trapacear e por a população contra a nossa luta, que na verdade é por respeito e dignidade, e não por banalidade. Da mesma forma em instituições LGBT serias como o GGAL, ONG´s feministas, que lutam em prol de direitos das mulheres, acredito que os organizadores dos manifestos, não comungam com o banalismo, por parte de alguns participantes. Pois louvável e estratégico foi a coragem das mulheres saírem durante a estadia do Papa no Brasil, pois era um momento de visibilidade, já que toda imprensa mundia estava focada no momento, assim podendo levar com grande foco as suas reivindicações.

Acreditamos que a igreja ainda peca e muito, quando se opõe contra á homossexualidade e os direitos da mulher, infelizmente essa oposição ainda fere e mata muitos jovens gays e mulheres, devido a contravenções bíblica, ou mal interpretações da mesma, mas repudiamos ações de total falta de respeito e intolerância religiosa, pois da mesma forma que não queremos ver religiosos em atos, rasgando e queimando a bandeira da diversidade, em protesto contra a liberdade de expressão, jamais comungaremos com tais atrocidades, pena, triste e lamentável o ocorrido, pois só destruiu o trabalho de gente seria, que ali estava, para gritar por direitos.

Mas respeito e menos intolerância de ambas as partes entre os iguais.

Atenciosamente,

Nildo Correia

Presidente do Grupo Gay de Alagoas

GGAL

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A difícil decisão de se assumir gay
   Blog Diversidade   │     28 de julho de 2013   │     0:00  │  0

Em Amor à Vida, Félix (Mateus Solano) esconde a orientação sexual do pai César (Antonio Fagundes)
Foto: TV Globo / Divulgação

Por: Rosângela Monteiro

Se o desejo do juiz federal Roger Raupp Rio já fosse realidade, é possível que o “papi soberano” César (Antonio Fagundes), de Amor à Vida, não discriminasse tanto o filho, Félix (Mateus Solano), ao confirmar as suas suspeitas de que ele é gay. As cenas vão ao ar na próxima quarta-feira, quando Edith (Bárbara Paz) fizer a revelação para a família Khoury.

Autor dos livros Em Defesa Dos Direitos Sexuais e Direito da Antidiscriminação, além de professor do mestrado em direitos humanos da UniRitter, Roger defende a criminalização da homofobia. E, se fosse assim, César poderia ser preso por discriminar tanto o filho gay.

Para acabar com tanto sofrimento para os homossexuais, o juiz ressalta que é preciso combater o preconceito e dá o recado:

– A pessoa tem direito a ser respeitada na sua liberdade sexual, não discriminada!

Em Amor à Vida, César jogará na cara do filho a vergonha que sente por Félix ser gay, embora não admita isto.

– Eu não tenho preconceito, mas homem que faz o que você faz, pra mim, não é homem! Outros pais te botariam pra fora de casa – dirá o médico.

Bradando valores de uma família tradicional, César ainda chantageia o filho para ele reaproximar-se da ex-mulher. Mais uma vez, Félix vai trancar a porta do armário.

Sérgio Malavolta, 59 anos, tem uma história que lembra a da novela. Ele foi casado com uma mulher, mas sentia que não estava completo.

– Sufoquei os meus sentimentos por 11 anos, por causa da família e da profissão (bancário). Até que não consegui mais e fui embora de casa – revela o radialista, que atende pelo nome de Sylvinha Brasil quando se traveste para fazer shows em boate.

Seu companheiro é o também radialista Claudiomiro Lemos, 42 anos. Ele teve mais dificuldade para sair do armário.

– Assumi que era gay quando o meu então companheiro, que era um ex-padre, cometeu suicídio porque não se aceitava. Com o meu sofrimento, todo mundo viu que éramos um casal – recorda, emocionado.

Hoje, Sérgio e Claudiomiro têm o apoio das duas famílias.

– A gente só quer levar uma vida normal – afirma Sérgio, que também torce pela criminalização da homofobia.

Uma conquista: união registrada em cartório

Em maio, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça determinou que os cartórios de todo o país devem aceitar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo – no Rio Grande do Sul, isso já existe desde 2011. A decisão assegura os mesmos direitos que casais heterossexuais têm com o documento, mas só valerá a partir da publicação no Diário de Justiça Eletrônico, o que ainda não ocorreu.

Isso abre brecha para que algum cartório se negue a fazer o registro. Ainda assim, somente no cartório de registro civil da 4ª Zona da Capital, neste ano, já foram realizados 20 casamentos entre homossexuais.

Psicóloga e colaboradora da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia, Priscila Pavan Detoni ressalta que, pior do que viver dentro do armário, é não sair dele por medo da violência.

Cresce mais de 100% a violência contra gays

– Ao mesmo tempo que há redes de apoio aos gays, tem muita gente preconceituosa. Eu fiquei apavorada com os números recentes de denúncias! – alerta a psicóloga Priscila.

Ela refere-se aos dados da Secretaria de Direitos Humanos: em 2012, foram 3.084 denúncias relativas à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). No ano anterior, foram 1.159, um aumento de mais de 160% da violência homofóbica no Brasil!

Projeto de lei da criminalização da homofobia

Tão pedida pela população LGBT e pelos defensores dos direitos humanos, a aprovação do projeto de lei da Câmara (PLC) 122, que trata da criminalização da homofobia, deve ser votado no mês que vem, no Senado. Presidente do Conselho Nacional LGBT e coordenador do grupo LGBT da Secretaria de Direitos Humanos, Gustavo Bernardes explica o que precisa ser feito para ter validade:

– Esta lei foi apresentada pela deputada Iara Bernardes (PT-SP), em 2005, na Câmara Federal. Aprovada, foi para o Senado e, atualmente, está na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. O senador Paulo Paim (PT-RS), relator do PLC, elaborou um substitutivo (emenda no projeto original), e o documento ainda não está pronto, mas agrega sugestões. Entre elas, passa a chamá-la de “lei de enfrentamento de crimes de ódio e delitos de intolerância”. Acredito que a pessoa será punida como no racismo, com cadeia.

Se for aprovado no Senado, o PLC volta para a Câmara e só entra em vigor se for aprovado de novo.

– Dos 310 homicídios no ano passado de LGBT, no país, mais de 50% eram travestis. – Apesar de ser a região com menor número, o Sul teve 29 homicídios de LGBT em 2012.

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CNJ pede que unidades de internação sejam fechadas
   Blog Diversidade   │     27 de julho de 2013   │     0:00  │  0

O Conselho Nacional de Justiça recomendou que os governos do Distrito Federal, do Piauí, do Amapá, da Bahia e do Espírito Santo desativem as unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei. A recomendação foi feita após o CNJ visitar os sistemas socioeducativos estaduais de todo o país em 2012 pela segunda fase do Programa Justiça ao Jovem. De acordo com as juízas auxiliares da Presidência Cristiana Cordeiro e Joelci Diniz, foram encontradas superlotação e insalubridade em várias das 59 unidades visitadas.

 

Em Brasília, o pedido de fechamento da Unidade de Internação do Plano Piloto, mais conhecida pela antiga sigla Caje, reitera recomendação feita originalmente pelo Conselho em 2010. De acordo com o relatório da segunda fase do programa, a lotação da casa chegou a 426 adolescentes em julho de 2012, quando a capacidade do Caje nunca passou de 160 vagas. Entre agosto e setembro do ano passado, três internos foram assassinados por colegas dentro da unidade.

 

O “péssimo estado físico” justifica a desativação do Centro Educacional de Internação Provisória (Ceip), de acordo com o relatório do programa. “Os alojamentos estão situados em local escuro, sujo, insalubre e sem condições de habitabilidade”, relataram as magistradas. Durante a visita, ficou constatado que alguns jovens passam o dia trancados em alojamentos fechados. Alguns internos denunciaram às juízas que são agredidos pelos funcionários da casa.

 

Durante visita a Macapá, as juízas verificaram que a unidade dedicada à internação provisória de adolescentes do sexo masculino de Amapá (CIP) mantinha, em agosto de 2012, os mesmos problemas apontados no relatório da primeira fase da Justiça ao Jovem, elaborado em 2010: ambiente insalubre, estrutura prisional e ociosidade. Além de dividir o mesmo prédio do CIP, a unidade de internação feminina (Cifem) tinha um “ambiente insalubre, abundância de mosquitos e até retorno de água do esgoto, por entupimento em uma das celas”, de acordo com o relatório.

 

No relatório da Justiça ao Jovem sobre o sistema socioeducativo baiano, as juízas pedem a desativação da Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case Salvador), onde jovens cumprem medida socioeducativa provisória e definitiva. As magistradas criticaram o aspecto prisional das instalações, que reservam apenas um pequeno alojamento para todas as internas.

 

Em Cariacica (ES), a demolição da Unidade de Internação Feminina (UFI) foi pedida pelo CNJ em 2010 e reiterada em 2012, após duas visitas ao estado. O relatório considerou a UFI a unidade com pior estrutura física entre as que foram visitadas no estado. “A parte administrativa está situada, em parte, dentro de contêineres, os quais, anteriormente, eram utilizados como alojamentos”, relataram as juízas. Durante a visita, as internas reclamaram que o local é “quente, sem ventilação e com muitos mosquitos”.

 

Com informações da Agência CNJ de Notícias


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47% dos casais homossexuais se declaram católicos
   Blog Diversidade   │     26 de julho de 2013   │     0:00  │  1

A maioria dos “concordantes” e “céticos” afirmou que famílias comandadas por pais gays ou mães lésbicas são mais aceitas pela sociedade

A notícia é de 2010; mas, em tempos de Jornada Mundial da Juventude, quando a questão da inclusão dos jovens , e no nosso caso, especialmente dos jovens LGBT – na Igreja vem à pauta com mais força, vale lembrar este dado revelado pelo Censo 10.

Pela primeira vez na história, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pesquisou o número de casais homossexuais que dividem uma residência. O número já havia sido revelado: são cerca de 60 mil no País. O que o Censo 2010 ainda não havia mostrado e o instituto divulgou nesta quarta-feira é que quase metade destes casais tem uma religião. E logo uma que condena este tipo de comportamento.

Quarenta e sete por cento dos casais homossexuais que dividem o mesmo teto se declaram católicos – 20,4% não tem religião. “É um dado bastante surpreendente, quando a gente percebe que a maioria dos casais em união consensual declara não ter religião. Entre os homossexuais esta taxa é maior”, declarou o pesquisador Leonardo Queiroz Athias, do IBGE.

É uma estatística que vai de encontro ao que costuma ocorrer nas uniões consensuais – quando o casal opta por “não oficializar” o casamento nem no civil nem no religioso -, que é como 99,6% dos homossexuais declaram a relação. Entre os casais em geral que mantêm este tipo de união, 59,9% afirmam não ter religião. Dos casais que optam pela união consensual, 37,5% são católicos.

O Censo 2010 percebeu que as uniões consensuais são mais frequentes entre pessoas até 39 anos de idade e têm crescido, enquanto os matrimônios têm diminuído. No Censo de 2000, 28,6% das uniões eram consensuais. Em 2010, este número passou para 36,4%. Já o casamento civil e religioso passou de 49,4% dos casos há 12 anos atrás para 42,9% no último levantamento do IBGE.

“Esses números têm a ver com os modos atuais. Hoje em dia a união consensual é mais aceita pela sociedade. Por outro lado, as pessoas também podem esperar mais tempo para casar. Primeiro estão procurando viver novas experiências, fazer uma série de coisas, viajar e trabalhar, por exemplo, e depois pensa em casar”, destacou Athias.

Perfil das uniões entre pessoas do mesmo sexo e a distribuição por sexo das pessoas em uniões homossexuais mostrou que 53,8% delas são entre mulheres e 46,2% entre homens. Cerca de 25% das pessoas neste tipo de união declararam possuir curso superior completo. O Sudeste concentra 52,6% das uniões homoafetivas, e o Nordeste 20,1%. O Sul concentra 13% dos casais homossexuais, enquanto o Centro-Oeste tem 8,4% e o Norte, 5,9%.

No Canadá, onde há dez províncias, a maior adesão ao casamento gay é na Província de Quebec, coincidentemente a que tem a maior população católica. Na Espanha, onde a população é majoritariamente católica, mais de dois terços é a favor desta união. No Brasil, uma pesquisa revelou que 42% da população é a favor do casamento gay.

Entre os católicos brasileiros, a proporção sobe para 46%. Ou seja, quase metade deste segmento religioso (Religião, 2007, p. 4).”

Já os números da aceitação da adoção, por casais gays se enquadram nas seguintes estatísticas. 

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos em 2011 mostrou que americanos aceitam mais o fato de pais e mães homossexuais criarem seus filhos do que mães solteiras.

De acordo com o estudo, um terço dos entrevistados admitiu que é a favor da diversidade na formação familiar.

Os pesquisadores chamaram esse grupo de “concordantes”. Outro terço dos entrevistados foi apelidado de “céticos”, pois tem opiniões não tradicionais das estruturas familiares.  O terceiro grupo, chamado de “contrários”, acredita que famílias não tradicionais podem exercer um impacto negativo na sociedade.

A maioria dos “concordantes” e “céticos” afirmou que famílias comandadas por pais gays ou mães lésbicas são mais aceitas pela sociedade.

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