Monthly Archives: novembro 2012

Atores da peça “Corpus Christi” são processados por incenarem jesus e seus apóstolos como gays
   Blog Diversidade   │     20 de novembro de 2012   │     12:38  │  6

A peça “Corpus Christi” onde os atores a encenam mostrando Jesus e os apóstolos como gays, tem causado muita polêmica em muitos lugares onde é encenada. Na Grécia em Atenas onde foi palco de apresentação, levou indignação e um processo de blasfêmia que os atores poderão pegar até 2 anos de cadeia.-Confira e comente… Os atores e produtores de uma peça de teatro que representa Jesus Cristo e os apóstolos como homossexuais serão julgados na Gréciapor ‘blasfêmia’ e podem ser condenados a dois anos de prisão, informou neste sábado a imprensa grega.

A Justiça aceitou a denúncia de um bispo contra a peça ‘Corpus Christi’, do americano Terrence McNally, encenada em Atenas por uma companhia dirigida pelo diretor greco-albanês Laertis Vasiliu.

A peça foi recentemente suspensa, por decisão do teatro no qual era apresentada, após três semanas de constantes pressões e agressões ao público por parte de fundamentalistas religiosos e membros do partido nazista Aurora Dourada.

Esta situação gerou um debate inclusive dentro da própria Igreja Ortodoxa já que vários bispos, ainda sentindo-se incomodados com a peça, denunciaram a aliança de alguns religiosos com a formação fascista, que conta com 18 cadeiras no Parlamento da Grécia.

Em declarações ao jornal ‘Kathimerini’, Vasiliu negou as acusações de ‘insulto à religião’ e ‘blasfêmia mal-intencionada’.  ‘O que eu vejo é que aqui há gente que roubou e não estão na prisão enquanto a procuradoria se volta contra a arte’, lamentou.

Vários meios de comunicação gregos chamaram a atenção para o fato de que, ao mesmo tempo em que processou os atores eprodutores de ‘Corpus Christi’, as autoridades não averiguaram as agressões sofridas pelos espectadores da peça.

A Grécia é, na prática, um Estado confessional no qual a Igreja Ortodoxa tem um papel preeminente segundo a Constituição e o Código Penal grego castiga com até dois anos de prisão ‘qualquer ofensa mal-intencionada a Deus’ e ‘qualquer ofensa à Igreja Ortodoxa de Cristo ou outra religião tolerada’ no país.

Interessante é que, mostrar e comparar uma realidade da época, e comparar com a de hoje é blasfêmia, mostrar um Cristo e seus discípulos que foram perseguidos, injustiçados e massacrados, igual aos que vemos hoje, quando se fala em minorias ” gays, lésbicas, travestis, negros, índios, velhos e pobres miseráveis”, produzidos por esse sistema capitalista, fortalecido por essas maquinas de fazer dinheiro e poder, chamada igrejas, isto é pecado. Mais matar, roubar, enganar, seqüelar vidas e marcar, iludir em nome de Deus, isto para os hipócritas não é.

Para não precisar conviver com a consciência da sua própria crueldade, os humanos criaram figuras místicas (fantasiosas) a quem poderiam atribuir tanta bondade ou tanta maldade. Desta forma, amar e matar em nome de alguém nada mais significa que amar e matar em seu próprio nome. Vivemos em um mundo hoje, onde o imaginário se discontradiz, o mal faz o papel do bem, e o bem faz o papel do mal.

Se considerarmos por alguns segundos que em nome de Deus podemos matar, será que não o faríamos? Digo isto, porque alguns cristãos confundem espiritualidade com religiosidade cega. Nossa forma de ver o certo, na boca de alguns irmãos, parece discurso satânico ou coisa parecida, isto é, ao invés de pregarmos o Amor de Cristo e sua obra redentora, anunciamos um Deus vingativo que está mais interessado em dizimar aqueles que não escolhem segui-lo, julgar e pregar o ódio.

É claro que isto não ocorre de forma deliberada, e o mais agravante é que, em muitos casos, é inconsciente. Somos melhores que umbandistas, gays, católicos, não é mesmo?! Sendo que a nossa vida, nossas atitudes e estilos de vida, deveriam refletir à Cristo e não confeccionar listas sobre o que é certo ou errado para aqueles que não são cristãos.

Em nome de Deus matamos àqueles que não entendem nossa fé. Ao invés de amarmos, arrastamos nossos vizinhos para os cultos, mas sequer ouvimos suas angústias. Não estamos dispostos a fazer como Cristo, ouvir aquele que ainda não está salvo no imaginário de mentes alienadas.

Somos tão extremistas, do ponto de vista religioso, que enquanto os outros não se converterem, eles não serão dignos do meu amor, amor de cristão, é claro, amor de ser humano.

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Jornalista/militante LGBT Goiano é assassinado em Pernambuco
   Blog Diversidade   │     19 de novembro de 2012   │     14:24  │  6

O jornalista goiano Lucas Cardoso Fortuna, 28, foi encontrado morto na manhã deste domingo (18/11), na praia de Cabo de Santo Agostinho, próxima à cidade de Recife, no Estado de Pernambuco. Segundo informações de uma amiga próxima do rapaz, o corpo foi encontrado trajando apenas cueca, com sinais de espancamento e todo ensanguentado.

A amiga informou que Lucas teria ido para Cabo de Santo Agostinho a serviço da Federação Goiana de Voleibol, para ser árbitro de um campeonato.

Ele teria sido visto pela última vez no hotel em que estava, na noite de sábado (17/11). Na manhã de domingo,como não foi encontrado no quarto, os amigos suspeitaram que ele estivesse desaparecido e começaram uma busca pela redondeza. A praia em que Lucas foi encontrado fica bem próxima ao hotel.

O pai do rapaz foi até Recife, neste domingo, para tratar da tramitação burocrática e buscar o corpo para fazer o velório na capital goiana. Lucas era presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), no município de Santo Antônio de Goiás, e militante ativo do Movimento Gay, em Goiânia.

Além disso, foi fundador do Grupo Colcha de Retalhos, que luta pela causa LGBT na UFG. Organizou diversas paradas gays na capital goiana e lutou pela aprovação do Projeto de Lei 122, que assegura a punição à homofobia no Brasil. Professores lamentam Em nota enviada por e-mail para professores, alunos e ex-alunos, o Prof. Dr. do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás, Juarez Ferraz de Maia, lamentou a morte de Lucas Fortuna. “Tudo leva a crer tratar-se de um crime homofóbico pelas agressões sofridas. Lucas Fortuna era um militante da causa gay e combatia a intolerância e a violência através de suas ações pacíficas e brilhante oratória . Durante anos foi um dos organizadores em Goiânia da Parada Gay”, escreveu o professor na nota.

Juarez Maia ainda ressaltou que a professora Angelita Lima também lamentou profundamente a morte do ex-estudante de jornalismo da UFG. Em mensagem enviada por e-mail, a professora escreveu que está “profundamente abalada”. A nota segue dizendo: “O Lucas foi o meu braço direito enquanto estive na coordenação do curso e foi o responsável por grandes feitos e vitórias no curso de Jornalismo.

Brilhante, inteligente e inquieto. Foi uma grande liderança social e do movimento estudantil. Sempre muito precoce em tudo. Acho que ele foi feliz”.

Em nota a ABGLT  e a ARTGAY lamentam e pedem rigor nas investigações

Nota de Pesar da ABGLT

ABGLT dá os sinceros pêsames aos(as) amigos(as), parentes, companheiros(as) de militância de Lucas Fortuna (28 anos) pelo seu assassinato ocorrido nas primeiras horas deste domingo (18) em Cabo de Santo Agostinho (PE). Lucas era um militante da causa LGBT e combatia a intolerância e a violência através de suas ações pacíficas e brilhante oratória.

Durante anos foi um dos organizadores em Goiânia da Parada Gay Lucas também era do movimento estudantil e contribuiu para que houvesse uma Secretaria LGBT na Diretoria da UNE. Também foi coordenador da regional Centro-Oeste da Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social (Enecos) nos anos de 2005 e 2006 Jornalista, Lucas também era presidente do Diretório Municipal do PT de Santo Antonio de Goiás.

Tudo leva a crer tratar-se de um crime homofóbico pelas agressões sofridas. As agressões físicas verificadas no corpo de Lucas caracterizam-se pelos requintes de crueldade típicos dos crimes motivados por homofobia. Desta forma, solicitamos das autoridades de segurança pública do Estado de Pernambuco a apuração dos fatos e elucidação do crime com responsabilização judicial de seus autores.

A incidência de crimes homofóbicos em nosso país, impõe às autoridades constituídas, sobretudo o Congresso Nacional, a necessidade de aprovação de legislação especifica (PLC 122) que coíba essa prática tão naturalizada em nossa sociedade.  A ABGLT  pede  urgência  na apuração  dos  fatos.

Continuamos firmes no  ideal  de uma  sociedade  justa, fraterna  e  sem  discriminação por orientação sexual e  identidade  de gênero pela  memória de LUCAS FORTUNA

Toni Reis Presidente  da  ABGLT

Nota de Pesar da ARTGAY

A Articulação Brasileira de Gays – Artgay e suas 82 afiliadas  Sant’Anna manifesta profundo pesar pela morte do presidente do Partido dos Trabalhadores de Santo Antônio de Goiás, Lucas Fortuna, na madrugada deste domingo, 18, em Cabo de Santo Agostinho, grande Recife (PE), onde ele estava a trabalho. Lucas fortuna atuava profissionalmente como árbitro de voleibol. Gay assumido, Lucas Fortuna foi o fundador do Grupo Colcha de Retalhos da Universidade Federal de Goiás, além de ter sido ex-diretor das ONG ADGLT e AGLT.
Lucas ajudou a construir várias paradas do Orgulho LGBT de Goiás e lutava incansavelmente pela aprovação do PLC 122. O pai dele, Avelino Mendes Fortuna, ex-presidente do Sindicato das Indústrias Urbanas do Estado de Goiás (Stiueg), foi buscar o corpo de Lucas em Pernambuco.
A Artgay espera que Deputados Federais e Senadores do Brasil apressem a votação do PLC 122, pois a omissão com a discriminação aos Homossexuais no Brasil leva a um assassinato a cada dia e meio, de acordo com o GGB, por conta da orientação sexual das pessoas.
 A Artgay sustenta que o Brasil é um Estado Laico e não é possível que Parlamentares Federais cruzem os braços diante de tanta Violencia contra Homossexuais no Brasil com o medo da opressão de religiosos homofóbicos que não aceitam a punibilidade da homofobia no Brasil.
Artgay, aos 18 de novembro de 2012Ver mais

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Formandos em jornalismo montam documentário sobre lei municipal contra homofobia em Maceió
   Blog Diversidade   │     14 de novembro de 2012   │     13:28  │  2

Maceió é uma das cidades brasileiras a possuir uma lei que discorre sobre o direito à livre expressão de afeto por casais GLBTT. É a Lei Municipal 4.667/97, que prevê punições a estabelecimentos comerciais e instituições públicas que praticarem algum ato discriminatório à comunidade gay.

No entanto, a capital de Alagoas, um dos estados mais homofóbicos do país, ainda enfrenta sérios problemas discriminatórios que interferem no direito à cidadania dos indivíduos homoafetivos.

Durante quatro meses – de abril a julho de 2012 – eu e meu companheiro de faculdade (Kleverton Almirante) pesquisamos sobre o tema “Lei 4.667: práticas discriminatórias em Maceió”, investigando casos de homofobia e entrevistando personagens e autoridades sobre o cumprimento da lei. Pesquisa essa que resultou em uma vídeo reportagem, e em seu trabalho de conclusão de curso.

Para contextualizar o tema, o que procede na cidade são ocorrências de casais gays impedidos de desfrutar seus direitos de acesso a locais públicos, direitos comerciais e o direito de ir e vir, sendo excluídos do exercício da cidadania. Este trabalho mostrará como se dá o crime de homofobia e quais as ações tomadas para erradicar a prática.

A ideia em apresentar uma vídeo reportagem como Trabalho de Conclusão de Curso, surgiu após longas discussões com o orientador. Entendemos que o TCC no formato de trabalho profissional é interessante, por ser uma forma de avaliar a nossa preparação para atuação no mercado de trabalho. Na reportagem iremos abordar um tema polêmico, que é a questão do preconceito aos GLBTT em um cenário local, Maceió.

A lei 4.667, de 1997, foi criada com intenção de minimizar os casos de homofobia na capital alagoana principalmente na hora do lazer, haja vista que esta lei prevê punições para estabelecimentos comerciais e órgãos públicos que discriminarem qualquer pessoa por conta da orientação sexual. Mesmo com uma lei tão avançada, Maceió encontra-se em um cenário alarmante de cidade com grandes índices de casos de homofobia.

Na reportagem que você verá agora, Kleverton e eu procuramos saber se a lei de fato está sendo efetivada, além de ouvir casos de pessoas que sofreram algum tipo de preconceito por conta da orientação sexual.

Abaixo o link do documentário

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Formandos em jornalismo montam documentário sobre lei municipal contra homofobia em Maceió
   Blog Diversidade   │       │     13:28  │  2

Maceió é uma das cidades brasileiras a possuir uma lei que discorre sobre o direito à livre expressão de afeto por casais GLBTT. É a Lei Municipal 4.667/97, que prevê punições a estabelecimentos comerciais e instituições públicas que praticarem algum ato discriminatório à comunidade gay.

No entanto, a capital de Alagoas, um dos estados mais homofóbicos do país, ainda enfrenta sérios problemas discriminatórios que interferem no direito à cidadania dos indivíduos homoafetivos.

Durante quatro meses – de abril a julho de 2012 – eu e meu companheiro de faculdade (Kleverton Almirante) pesquisamos sobre o tema “Lei 4.667: práticas discriminatórias em Maceió”, investigando casos de homofobia e entrevistando personagens e autoridades sobre o cumprimento da lei. Pesquisa essa que resultou em uma vídeo reportagem, e em seu trabalho de conclusão de curso.

Para contextualizar o tema, o que procede na cidade são ocorrências de casais gays impedidos de desfrutar seus direitos de acesso a locais públicos, direitos comerciais e o direito de ir e vir, sendo excluídos do exercício da cidadania. Este trabalho mostrará como se dá o crime de homofobia e quais as ações tomadas para erradicar a prática.

A ideia em apresentar uma vídeo reportagem como Trabalho de Conclusão de Curso, surgiu após longas discussões com o orientador. Entendemos que o TCC no formato de trabalho profissional é interessante, por ser uma forma de avaliar a nossa preparação para atuação no mercado de trabalho. Na reportagem iremos abordar um tema polêmico, que é a questão do preconceito aos GLBTT em um cenário local, Maceió.

A lei 4.667, de 1997, foi criada com intenção de minimizar os casos de homofobia na capital alagoana principalmente na hora do lazer, haja vista que esta lei prevê punições para estabelecimentos comerciais e órgãos públicos que discriminarem qualquer pessoa por conta da orientação sexual. Mesmo com uma lei tão avançada, Maceió encontra-se em um cenário alarmante de cidade com grandes índices de casos de homofobia.

Na reportagem que você verá agora, Kleverton e eu procuramos saber se a lei de fato está sendo efetivada, além de ouvir casos de pessoas que sofreram algum tipo de preconceito por conta da orientação sexual.

Abaixo o link do documentário

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Pesquisa do IBGE mostra que apenas 79 municípios brasileiros possui legislação de combate á homofobia
   Blog Diversidade   │     13 de novembro de 2012   │     14:29  │  0

Apenas 79 municípios brasileiros têm legislação de combate à homofobia, de um total de 5.565 analisados em 2011. É o que mostra a Pesquisa de Informações Básicas Municipais – Perfil dos Municípios (Munic), divulgada hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados indicam ainda que somente 486 cidades adotam ações para o enfrentamento da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Segundo o levantamento, 14% dos órgãos gestores de políticas de direitos humanos têm programas para a população LGBT, 99 reconhecem os direitos dessas pessoas e 54 têm lei para o reconhecimento do nome social adotado por travestis e transexuais.

Em relação a projetos ou ações voltadas à infância e à adolescência, a pesquisa mostra              que 5.358 têm esse tipo de iniciativa, com destaque para o combate ao trabalho infantil, a promoção do lazer, o atendimento à criança e ao adolescente com deficiência e o enfrentamento à violência sexual. Nos 5.077 municípios que têm programas destinados aos idosos, os principais pontos são a promoção da saúde e a acessibilidade em espaços públicos e no transporte.

A gerente da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Vânia Pacheco, destaca que, por outro lado, poucos municípios têm programas voltados para a população de rua.

“Crianças, adolescentes e idosos são os principais alvos de políticas municipais de direitos humanos. Mas só 24,7% dos municípios executam alguma ação para a população em situação de rua. Não são todos os municípios que têm esse problema, são os mais populosos e de regiões metropolitanas. Mas já são 1.373 [as cidades] que declararam que têm algum programa ou ação.”

Com relação a pessoas com deficiência, 3.759 municípios (67,5% do total) declararam ter política específica na área. Segundo a pesquisa, a acessibilidade a espaços públicos de esporte e lazer aparece em 61,1% das cidades e a distribuição de órteses e próteses, 50,8%. Já as políticas de trabalho e renda estão presentes em apenas 25,9% e a acessibilidade no transporte público ocorre em 26,9%.

Somente 97 municípios tinham, no ano passado, legislação permitindo a entrada de cão-guia em espaços públicos fechados e 290 prefeituras liberavam o acesso deles aos seus prédios.

Quanto o assunto é adolescente em conflito com a lei, 17,7% dos municípios declararam ter Plano de Atendimento Socioeducativo. O número de cidades com centros de internação para esses jovens caiu de 482, em 2009, para 465 em 2011.

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