A “saída de armário” do seu filho não precisa ser traumática
   Blog Diversidade   │     28 de outubro de 2012   │     21:23  │  0

A sociedade tenta abrir mais sua mente e os debates avançam, mas ainda é complicado tratar de homossexualidade em casa, tanto para pais e mães quanto para filhos.

Pesquisas já afirmaram que os primeiros “sinais” de sexualidade despontam em futuros jovens gays logo aos três anos de idade. Mesmo que esse número seja exagerado, há um ponto na adolescência em que a propensão parece difícil de esconder, mas nem todas as famílias jogam abertamente as cartas na mesa. O que fazer?

Revelar a homossexualidade de maneira abrupta pode ser perigoso: uma pesquisa conduzida por uma instituição de direitos humanos da Califórnia (EUA) aponta que adolescentes gays têm maiores taxas de depressão, alcoolismo e até suicídio em comparação com os heterossexuais da mesma faixa etária.

A raiz destes problemas parece ser o estresse que ele ou ela vive antes de se revelar, assolado pelo dilema entre manter segredo ou não. Depois da revelação, muitas vezes o medo do adolescente se confirma: ele de fato acaba hostilizado pelos colegas, muito mais do que quando não assumia abertamente.

Mesmo assim, a pesquisa concluiu que os piores problemas psicológicos estão mesmo naqueles jovens que prendem a certeza de que são gays dentro de si mesmos. O indicado, portanto, é assumir. A questão é como fazer isso de maneira saudável.

Preparando o terreno

Não é de hoje que orientadoras familiares do mundo inteiro recomendam esse elemento essencial: é preciso haver diálogo entre pais e filhos. Se a família não conversa sobre o assunto, o adolescente nunca vai ter ideia de qual seria a reação dos pais na clássica conversa do “tenho que contar uma coisa para vocês”.

O pai e a mãe precisam entender que não adianta fechar os olhos para sinais que às vezes se manifestam desde antes dos dez anos. Diante dessa constatação, o recomendado é que os pais mostrem, por exemplos e palavras, que não têm problemas com a homossexualidade na família. Isso ao longo de meses, talvez anos, sempre de forma indireta.

O objetivo é deixar o jovem pouco a pouco mais seguro, até que resolva abrir o jogo por si mesmo. Altamente desaconselhável é perder a paciência e um belo dia chegar com uma abordagem de choque do tipo “afinal, você vai sair do armário ou não”? Em suma, é preciso criar um ambiente confortável para a revelação do filho.

A pesquisa californiana constatou que a idade em que os jovens assumem abertamente a homossexualidade está caindo. Há pouco mais de uma década, a idade média para a revelação era por volta de vinte anos. Agora, esta linha está pouco acima dos quinze.

Já as complicadas consequências pós-revelação ainda são um desafio social a ser combatido por todos.

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