“Tratamento” é uma forma sim de se praticar homofobia, diz especialista
   Blog Diversidade   │     27 de agosto de 2012   │     1:28  │  6

De acordo com Claudia Cristina Carvalho, coordenadora do Centro de Referência de Direitos Humanos, mesmo que a homossexualidade não tenha sido considerada uma doença nesse caso, alegar que há uma “reversão” para esse “estado” é um eufemismo para considerá-la um tipo de enfermidade.
Segundo ela, a criação de um órgão para auxílio da “recuperação” homossexual, como é o caso da Associação Brasileira de ex-Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABexLGBTTs), é apenas uma forma institucionalizada de se promover a homofobia. “É uma pobreza cultural muito grande, nosso país está em retrocesso com questões desse tipo”, diz.
Carvalho explica que a sexualidade de uma pessoa não é predeterminada, mas sim construída. Da mesma forma que o caráter se forma ao longo da vida e das experiências. Mas o processo de construção não é algo que possa ser “desconstruído” ou “revertido”.
“O que acontece é que a sociedade tende a implicar com conceitos de certo e errado. O referencial adotado é sempre o da heterossexualidade. Os homossexuais que buscam ‘ajuda’ por serem solitários e infelizes, só são assim porque sofrem muito preconceito social e são excluídos”, explica a coordenadora.
Já Maria Aparecida, presidente do Conselho Regional de Psicologia, diz que a discussão deve se basear no conhecimento científico, e não no religioso.
De acordo com ela, a sexualidade é uma escolha pessoal de cada um, mas é proibido oferecer tratamento para a homossexualidade, já que não se trata de uma doença, e, portanto não precisa de cura.
“A posição do conselho está na resolução. Qualquer polêmica que se baseie no discurso religioso não vai ser levada em consideração, pois nós trabalhamos com base na ciência”. (SM)

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COMENTÁRIOS
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  1. Eduardo Akai

    Se o preconceito e a “falta de educação social” não existissem, duvido que existiria uma associação para ex-homossexuais. As pessoas só tentam desmanchar o que elas são por natureza, para assumir os “papéis” ou a normalidade imposta por uma sociedade ainda imatura. Congratulações ao CRP de Alagoas, que junto com tantos outros seres humanos, se juntam na pesquisa e no cultivo da boa Ciência. Sempre necessitaremos voltar as essas questões quantas vezes forem necessárias, pois o que discutimos coloca em risco a felicidade e o bem estar de muitos.

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  2. Eduardo Akai

    Se o preconceito e a “falta de educação social” não existissem, duvido que existiria uma associação para ex-homossexuais. As pessoas só tentam desmanchar o que elas são por natureza, para assumir os “papéis” ou a normalidade imposta por uma sociedade ainda imatura. Congratulações ao CRP de Alagoas, que junto com tantos outros seres humanos, se juntam na pesquisa e no cultivo da boa Ciência. Sempre necessitaremos voltar as essas questões quantas vezes forem necessárias, pois o que discutimos coloca em risco a felicidade e o bem estar de muitos.

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  3. Raquel Ávila

    impressionante como esse colunista só escreve besteira. Vai se ocupar com causas sociais, cara! Esquece teu complexo sexual.

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  4. Raquel Ávila

    impressionante como esse colunista só escreve besteira. Vai se ocupar com causas sociais, cara! Esquece teu complexo sexual.

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  5. Éder Andrade

    Não creio que o tratamento seja, em si, homofóbico. Até porque, os homossexuais que são tratados, não o são impositivamente. Aliás, não existe tratamento psicológico impositivo; de certo, não haveriam resultados.

    Com o perdão da proposital redundância, mas, se alguns homossexuais procuram tratamento, não apenas fazem espontaneamente, como também fazem porque acham que algo está errado com a sua opção sexual. Assim como um indivíduo é livre para escolher se relacionar sexualmente com pessoas do mesmo sexo, estes (os que buscam tratamento) também são livres para escolherem mudar o rumo de suas vidas, bem como escolher o método que lhe propiciará a mudança almejada.

    Dizer que “Os homossexuais que buscam ‘ajuda’ por serem solitários e infelizes, só são assim porque sofrem muito preconceito social e são excluídos” – conforme Maria Aparecida – é pretender colocar palavras nas bocas dos que buscam tratamento. Há muito mais do que isso, motivos mais relevantes. É preciso ouvi-los antes de mensurar.

    Aplaudo os discursos de quem relativiza o “normal” construído socialmente; mas não o biologicamente. As condições de “homem” e “mulher” são determinadas naturalmente, sem precisar das construções de representações sociais para existirem. A determinação biológica dos sexos precede as opiniões; e a opinião construída posteriormente de modo algum tem poder de mudar o que já foi posto, estabelecido (naturalmente). Em outras palavras, as determinações naturais não podem ser subjetivadas, até porque pertencem a campos distintos, a saber: objetivo e subjetivo.

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  6. Éder Andrade

    Não creio que o tratamento seja, em si, homofóbico. Até porque, os homossexuais que são tratados, não o são impositivamente. Aliás, não existe tratamento psicológico impositivo; de certo, não haveriam resultados.

    Com o perdão da proposital redundância, mas, se alguns homossexuais procuram tratamento, não apenas fazem espontaneamente, como também fazem porque acham que algo está errado com a sua opção sexual. Assim como um indivíduo é livre para escolher se relacionar sexualmente com pessoas do mesmo sexo, estes (os que buscam tratamento) também são livres para escolherem mudar o rumo de suas vidas, bem como escolher o método que lhe propiciará a mudança almejada.

    Dizer que “Os homossexuais que buscam ‘ajuda’ por serem solitários e infelizes, só são assim porque sofrem muito preconceito social e são excluídos” – conforme Maria Aparecida – é pretender colocar palavras nas bocas dos que buscam tratamento. Há muito mais do que isso, motivos mais relevantes. É preciso ouvi-los antes de mensurar.

    Aplaudo os discursos de quem relativiza o “normal” construído socialmente; mas não o biologicamente. As condições de “homem” e “mulher” são determinadas naturalmente, sem precisar das construções de representações sociais para existirem. A determinação biológica dos sexos precede as opiniões; e a opinião construída posteriormente de modo algum tem poder de mudar o que já foi posto, estabelecido (naturalmente). Em outras palavras, as determinações naturais não podem ser subjetivadas, até porque pertencem a campos distintos, a saber: objetivo e subjetivo.

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