Monthly Archives: agosto 2012

“Tratamento” é uma forma sim de se praticar homofobia, diz especialista
   Blog Diversidade   │     27 de agosto de 2012   │     1:28  │  6

De acordo com Claudia Cristina Carvalho, coordenadora do Centro de Referência de Direitos Humanos, mesmo que a homossexualidade não tenha sido considerada uma doença nesse caso, alegar que há uma “reversão” para esse “estado” é um eufemismo para considerá-la um tipo de enfermidade.
Segundo ela, a criação de um órgão para auxílio da “recuperação” homossexual, como é o caso da Associação Brasileira de ex-Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABexLGBTTs), é apenas uma forma institucionalizada de se promover a homofobia. “É uma pobreza cultural muito grande, nosso país está em retrocesso com questões desse tipo”, diz.
Carvalho explica que a sexualidade de uma pessoa não é predeterminada, mas sim construída. Da mesma forma que o caráter se forma ao longo da vida e das experiências. Mas o processo de construção não é algo que possa ser “desconstruído” ou “revertido”.
“O que acontece é que a sociedade tende a implicar com conceitos de certo e errado. O referencial adotado é sempre o da heterossexualidade. Os homossexuais que buscam ‘ajuda’ por serem solitários e infelizes, só são assim porque sofrem muito preconceito social e são excluídos”, explica a coordenadora.
Já Maria Aparecida, presidente do Conselho Regional de Psicologia, diz que a discussão deve se basear no conhecimento científico, e não no religioso.
De acordo com ela, a sexualidade é uma escolha pessoal de cada um, mas é proibido oferecer tratamento para a homossexualidade, já que não se trata de uma doença, e, portanto não precisa de cura.
“A posição do conselho está na resolução. Qualquer polêmica que se baseie no discurso religioso não vai ser levada em consideração, pois nós trabalhamos com base na ciência”. (SM)

>Link  

Fundador da Playboy, Hugh M. Hefner assinou editorial defendendo o casamento gay
   Blog Diversidade   │     25 de agosto de 2012   │     0:38  │  0

Aos 86 anos de idade, o fundador de Playboy, Hugh M. Hefner , assinou o editorial “Liberdade Sexual” da edição de setembro da Playboy dos EUA e defende o casamento gay. O texto histórico é ilustrado com a logomarca da empresa, o famoso coelho engravatado, com as cores do arco íris. Leia abaixo o texto na íntegra.
Liberdade Sexual Editorial
Em 1965, em Indiana, a polícia prendeu Charles Cotner e o acusou de “abominável e detestável crime contra a natureza”. Seu crime? Sexo anal consensual com sua esposa. Ele foi condenado a 14 anos de prisão. Quando eu fiquei sabendo do caso de Cotner – seu advogado escreveu a Playboy pedindo assistência – eu fiquei atônito. Sua esposa, que assinou a reclamação depois que o casal discutiu, mudou de idéia e pediu para que a queixa fosse retirada. Mas o juiz recusou, e Cotner serviu aproximadamente 3 anos na prisão, até que a Fundação Playboy conseguisse libertá-lo.
Enquanto trabalhamos para revogar leis absurdas como esta que colocou Cotner atrás das grades, eu aprendi muito sobre as pessoas que querem controlar o que acontece nas camas na América. Aqueles que se opõem a nós tem sempre algo em comum: Eles estão em uma cruzada para eliminar o sexo sem intenção do propósito de procriação.
Você pode pensar que esta história não tem nada a ver com você ou sua vida na América em 2012. Mas, infelizmente, você estaria errado. As forças que colocaram Charles Cotner na prisão são as mesmas que trabalham neste momento. Se você quer um exemplo perfeito, dê uma olhada na controvérsia que continua a rejeitar o direito de homens e mulheres gays a se casarem. A luta pelo casamento gay é, na verdade, uma luta por todos os nossos direitos. Sem isso, nós iremos retroceder a revolução sexual e retornar para antigamente, aos tempos puritanos.
Eu me lembro desse tempo. Quando eu escrevi a “A Filosofia da Playboy” [Texto lançado pela Playboy em prol da revolução sexual], no início dos anos  60, tanto o sexo oral quanto o sexo anal eram ilegais em 49 dos 50 estados. Em 10 destes, a sodomia – que era definida de diversas formas e poderia, em alguns estados, incluir o sexo oral – chegavam a ter uma sentença de até 20 anos. Cidadãos de Connecticut que fizeram sexo oral encararam 30 anos na prisão – 60 anos para pessoas que viviam na Carolina do Norte. Em Nevada, podia significar uma vida atrás das grades. Era o mesmo tempo em que 37 estados não permitiam o sexo entre pessoas não casadas e em que 45 criminalizavam o adultério. Dois estados até baniram as preliminares.
Este é o mundo opressivo para qual alguns querem que retornemos. Esse moralismo diz que se o sexo não gera uma criança, é um pecado. Sua vida sexual, seu direito a privacidade e os direitos dos homens e mulheres em qualquer lugar são conseqüências desta crença. No Arizona, uma lei foi proposta para que mulheres que esperassem que o seguro cobrisse gastos com controle de natalidade tivessem que fornecer obrigatoriamente a seus empregadores uma prova de que elas estavam tomando pílula apenas em casos de alguma condição médica – não apenas com propósito contraceptivo, com argumento de que a venda poderia violar a crença religiosa do farmacêutico. Leis similares existem no Arkansas, Geórgia, Mississipi e Dakota do Sul. Legisladores do Michigan estão forçando uma das leis mais rígidas anti aborto das últimas décadas, enquanto no Texas e na Pensilvânia pessoas continuam a exigir o corte de verbas dos Centros de Planejamento de Paternidade que dão ajuda médica a incontáveis mulheres. Por toda a América esses conservadores continuam a atacar os direitos de gays, seja negando o direito deles ao casamento ou, como no Kansas, na tentativa de empoderar inquilinos, empresários e patrões a discriminarem os gays com base na religião. E no início do ano, quando um legislador da Virgínia disse a CNN que “sodomia não era um direito civil” eu pensei em Charles Cotner e em quanto tempo nos sobrará até que perderemos todos os avanços da revolução sexual.
Há quase 50 anos, nas páginas dessa revista, eu avisei que “quando a religião dita as legislação no lugar da razão, não espere lógica de suas leis!”. Hoje, em cada instância do direito sexual que está sob ataque, você encontrará uma legislação forçada por pessoas que praticam discriminação disfarçada de liberdade religiosa. O objetivo deles é desumanizar a sexualidade de todos e reduzir o uso do sexo apenas para o propósito de perpetuação da nossa espécie. E ao final disso, eles vão criminalizar toda a sua vida sexual.
Esta é uma nação religiosa mas é também uma nação secular. Por décadas o povo americano encontrou um modo de balancear suas crenças religiosas com liberdades seculares. Nós desfrutamos da liberdade DE religião tanto quanto da liberdade DA religião. Estas não necessitam ser incompatíveis. Ninguém deveria ter que subjulgar a liberdade religiosa deles, e ninguém deveria ter suas liberdades individuais atingidas. Esta é a América e precisamos proteger os direitos de todos os americanos.
Por: Hugh M. Hefner

>Link  

Pesquisa aponta jovens gay como principais vítimas de homofobia
   Blog Diversidade   │     24 de agosto de 2012   │     14:53  │  4

Após apresentar os dados, o relatório aponta uma série de recomendações a respeito do assunto, dentre as quais se destacam a criminalização da homofobia nos mesmos termos em que o racismo foi criminalizado, além da obrigatoriedade de notificação das violências homofóbicas à SDH; espaço para informação sobre identidade de gênero e orientação sexual no Ligue 180.

O relatório apresenta ainda outras sugestões como realização de atividades de empoderamento de jovens LGBTs para que denunciem as violências sofridas em casa e divulgação anual de dados de homofobia no Brasil.

Segundo os dados oficiais, o ano de 2011 registrou 6.809 denúncias de violações aos direitos humanos da população LGBT. Ao todo, foram 1.713 vítimas e 2.275 suspeitos. Os números mostram que uma mesma pessoa sofre várias violências e por mais de um/a agressor/a.  Os dados referem-se a violências contra Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) denunciadas ao Poder Público (Disque Direitos Humanos, Central de Atendimento à Mulher, Ouvidora do Sistema Único de Saúde (SUS), e órgãos LGBT da SDH).

Desejo de destruição
“Os dados revelam uma média de 3,97 violações sofridas por cada uma das vítimas, o que parece indicar como a homofobia se faz presente no desejo de destruição (física, moral ou psicológica) não apenas da pessoa específica das vítimas, mas também do que elas representam – ou seja, da existência de pessoas LGBT em geral”, avalia o documento.

A quantidade de vítimas e de violações apresentadas no documento refere-se somente às denunciadas ao Poder Público no ano passado, sem considerar a subnotificação. As violações também são várias: vão desde agressões físicas a ameaças, humilhações, discriminações, negligências, abusos sexuais, negação de direitos, entre outras.

“Entendemos que o maior número de jovens vítimas da violência homofóbica pode estar associada ao fato de esses jovens negarem-se às restrições impostas pelos guetos LGBT. Aqueles espaços restritos a população LGBT já não atendem aos anseios dos jovens LGBT, eles já ocupam as ruas de diversas capitais brasileiras e não têm receio de demonstrar afeto publicamente.

Nesse sentido, essa população deve ser a prioridade de uma política que queira fazer frente a violência homofóbica”, destaca ainda o relatório.
O documento ainda revela que a maioria dos casos de violência homofóbica é praticada por pessoas conhecidas da vítima (61,9%), como familiares e vizinhos, e a maior parte das violências (42%) ocorre dentro de casa: 21,1% dos casos, dentro da casa da própria vítima, 7,5% na casa do/a suspeito/a. Violências ocorridas nas ruas somam 30,8%.

Veja alguns dos casos:

Diogo Parra de 20anos, foi agredido na madrugada do dia 10/07/2011 ao sair de um bar LGBT em Mauá/SP, ele foi agredido por 3 rapazes que não levaram nada dele, mas deixaram as marcas da covardia, a vitíma teve que fazer  uma cirurgia plástica na boca, e ter muita força para superar esse trauma.

As marcas das agressões sofridas na madrugada do  dia 99/09/11, em Campo Grande, ainda estão no corpo do repositor Vitor Regis Amaral Saraiva, 20 anos. Quatro dias depois do fato, ele diz que está com medo de ser novamente vítima.

 

 Eleonora teve seu filho espancado por oito rapazes – A última imagem vista foi a marca da sola de um tênis cravada no rosto desfigurado do caçula. Não deu tempo de se despedir. Ele, aos 24 anos, estava internado em um hospital de Recife, após apanhar de oito rapazes. O jovem morreu minutos depois do último contato com a mãe. Ela

Pâmela, que fora eleita Rainha da Diversidade na última edição da Parada Gay do Agreste, era jovem, pessoa de bem com a vida e querida por todos na comunidade.   O crime, ainda sem explicação, ocorreu quando Pâmela conversava com dois homens na porta de uma casa noturna e os três foram surpreendidos por um outro homem que apareceu e passou a efetuar disparos de arma de fogo atingindo mortalmente Pâmela e ferindo os outros dois homens. Após o crime o assassino evadiu-se, a pé, do local e a polícia não tem informações sobre a sua identidade.

O estudante Alexandre Rajão foi encontrado morto ao lado de um valão na Rua Leopoldo Marins, no bairro Califórnia, em São Gonçalo, na madrugada do dia 21 de junho. De acordo com as investigações, ele saía de um churrasco na casa de uma amiga, quando foi sequestrado, torturado e estrangulado até a morte por um grupo de skinheads, que prega a ideologia neonazista de intolerância.

Acesse aqui a íntegra do relatório http://  www.sdh.gov.br/clientes/sedh/sedh/brasilsem/relatorio-sobre-violencia-homofobica-no-brasil-o-ano-de-2011/rel%20%2011%20jul%20capa%20com%20capa%20SEM%20APRESENTACaO.pdf

 

 

>Link  

Casal gay de Curitiba consegue registrar criança como filho após sete anos de luta na justiça
   Blog Diversidade   │     22 de agosto de 2012   │     1:00  │  0

Alyson, de 11 anos está feliz da vida. Talvez não mais do que Toni Reis, 48, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e seu companheiro David Harrad, 55. Hoje, a família recebeu um documento importante: a certidão de nascimento de Alyson, constando o nome de seus dois pais.
Toni Reis e seu esposo e David choraram quando receberão o documento”, contou Toni que afirmou ainda em tom de brincadeira que “foi a mais longa gestação da história”. Foram 7 anos desde que o casal, juntos há 23 anos, decidiu adotar uma criança. Na primeira tentativa, no Paraná, o Ministério Público se posicionou contra a adoção de uma criança que não fosse do sexo feminino e maior de 10 anos de idade. Alyson, filho do casal, chegou há apenas três anos, depois que uma juíza carioca aceitou o pedido dos dois, por meio da Justiça do Rio de Janeiro. Na ocasião, Alyson foi indicado pela própria juíza ao casal que protamente se encantou com o menino extrovertido e inteligente.
Pai coruja, Toni contou ainda que seu esposo foi convidado a ir a escola do filho para que Alyson recebesse uma menção honrosa por ser desempenho acadêmico. Em casa, Toni é o “pai” e David, que e britânico, é o “daddy”. O casal pretende adotar uma menina nos próximos anos.
Toni e David tentam há quase um ano a conversão da união estável dos dois em casamento. Os dois entraram com um pedido por meio de um advogado para conseguirem celebrar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, inédito em Curitiba. Na próxima semana, um casal de mulheres será o primeiro casal gay da cidade a se unir civilmente com o título de casamento. Até o momento, os cartórios rejeitam os pedidos e é preciso entrar com ação na Justiça para garantir tal direito na capital paranaense. No caso de Toni, o pedido foi rejeitado pela Justiça depois de oito meses, que solicitou que os mesmo tramitem o pedido primeiro em um cartório. Agora, o cartório pede a validação da anulação do casamento de David com sua ex-esposa, há mais de 30 anos, na Inglaterra.

>Link  

Eles são tão fofos que eu quero comê-los “quando o amor ultrapassa as regras do que é certo ou errado para a sociedade”
   Blog Diversidade   │     20 de agosto de 2012   │     1:00  │  0

Laura Cavin e Sheri Verde, é um casal de lésbicas  que sonhavam em ter filhos gerados pelas duas, determinadas e sem se importava  qual fosse o custo. Depois de consultar um endocrinologista, e os especialistas decidiram fecundar ovos  de Sheri em Laura. Na primeira tentativa os ovulos foram devastados quando o primeiro conjunto de gêmeos (que, dolorosamente, as mães já tinham chamado de Aidan e Brendan) foram perdidos após 24 semanas devido a uma doença sanguínea rara.

Em sua segunda tentativa, eles decidiram transferir dois embriões ambos  em Laura e Sheri, na esperança de que um iria trabalhar para fora, embora mais de um era altamente improvável. De acordo com o endocrinologista, “A chance de que todos os quatro embriões transferidos seria implantar e crescer foi inferior a 2%, de modo que todos se admiraram quando o improvável aconteceu.” Mas aconteceu – em 09 maio de 2011, Laura deu a luz á Brianna e Derek, e em 23 de maio, Sheri deu a luz á Anthony e Cason.

O casal usou o mesmo doador de esperma anônimo, embora realizado por mulheres separadas e entregues em momentos diferentes, são tecnicamente quadrigêmeos.

Ciência! Mãe diz Sheri, “Tornamos melhores mães, porque sabemos o que é perder as crianças. Nós teriamos dado qualquer coisa para ouvir a voz de Aidan e Brendan , de modo a ouvir a quatro bebês chorando ao mesmo tempo não nos incomoda. Mas nossa jornada também levou a gentes aos nossos quatro lindos bebês. medicina reprodutiva fez nossos sonhos possíveis. ”

Fotos: Naples News

>Link