PROGRAMA NA MORAL “Ficção mostra a realidade”
   Blog Diversidade   │     17 de julho de 2012   │     17:08  │  0

Vale tudo só não vale perder o próximo Na Moral.  A atriz Gloria Pires, que está gravando um filme em que interpreta uma homossexual, será a DJ do programa que vai discutir os preconceitos que rodeiam as relações homoafetivas.

Em meio a um programa que promoveu a união de duas mulheres, Gloria, mãe de Cléo Pires, Antonia, Ana e Bento, vai revelar como a homossexualidade é tratada por sua família. A atriz também vai falar sobre a personagem que interpreta no cinema.

O filme “Flores Raras” conta a história real de Lota Macedo Soares, paisagista e urbanista responsável pela construção do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Além do trabalho reconhecido até hoje, Lota teve um romance, na década de 50, com a poetisa americana e ganhadora do Prêmio Pulitzer, Elisabeth Bishop. Na obra, ainda em produção, a australiana Miranda Otto interpreta a escritora.

Nos bastidores, a atriz tirou foto com Maria Rita e Fúlvia. Convidadas do programa, as duas tiveram a conversão de união estável para casamento civil recentemente aprovada, em segunda instância, no interior de São Paulo. O próximo Na Moral vai ao ar nesta quinta-feira, logo após Gabriela.

Dezessete anos atrás, quando a produtora Lucy Barreto comprou os direitos de adaptação do livro Flores Raras e Banalíssimas, de Carmen Lucia de Oliveira, sobre o relacionamento entre a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares (1910-1967) e a poetisa americana Elizabeth Bishop (1911-1979), o diretor Bruno Barreto chegou a desdenhar do projeto. O realizador carioca só retomou interesse pela história de amor entre a idealizadora do Parque do Flamengo, no Rio, e a ganhadora do Prêmio Pulitzer de 1956 quase 10 anos depois, quando se separou da atriz americana Amy Irving.

Ficção e realidade – Barreto recria o relacionamento de 15 anos entre Lota e Elizabeth Bishop com a ajuda da ficção. No filme, as duas se conhecem quando a poetisa recebe uma homenagem na embaixada americana, que na época ficava no Rio, então capital federal. Na vida real, Lota conheceu Elizabeth durante uma viagem a Nova York. “O livro da Carmen serviu apenas como ponto de partida para o roteiro estruturado por Carolina Koscho, que passou depois pelas mãos do diretor e roteirista americano Matthew Chapman, porque a maior parte dos diálogos é falada em inglês”, observou o diretor.

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