Casais gays contam suas histórias em meio ao Dia dos Namorados
   Blog Diversidade   │     12 de junho de 2012   │     23:29  │  18

Onde está o amor? Esta é uma das perguntas mais frequentes na vida de algumas pessoas. Quando o Dia dos Namorados chega, a pergunta se transforma: em quem eu encontro o amor? Costumes e tradições à parte, algumas pessoas encontraram um novo jeito de amar. É o caso de Felipe e Rafael, ambos com 20 anos. Eles namoram há quase um ano e possuem a certeza de que são felizes por estarem juntos. Após três dias “ficando”, o namoro começou.

Felipe e Rafael se conheceram em uma festa pop de Fortaleza. “Antes da festa, eu tava sentado, no ônibus, com minha prima do lado e ele [Rafael] tava um pouco atrás de mim”, relembrou Felipe, ao explicar que já havia “flertado” a caminho da festa. Segundo Felipe, o ato de vê-lo despertou um interesse, porém achou que Rafael fosse heterossexual.

A coincidência aconteceu e os dois estavam na mesma festa. “Minha prima o viu e disse: Olha o menino do ônibus está aqui”, contou Felipe. Ele explica que por meio da iniciativa de sua prima, eles “ficaram” pela primeira vez e não se falaram mais. Após alguns meses, em outra edição da mesma festa pop, os dois se encontraram novamente.

A partir daí, surgia um sentimento e a vontade de conversar só aumentou. “Essa festa foi em uma quarta-feira. Na sexta-feira, a gente se falou e eu criei a situação para a gente se ver de novo. Deu certo”, disse Felipe. Após uma festa de São João da turma de Rafael, que aconteceu no sábado da mesma semana, os dois começaram a namorar. “Foi o dia mais feliz da minha vida”, desabafou Felipe.

Com Ana Cecília e Jéssica, 17 e 18 anos respectivamente, a história foi um pouco diferente. Com cerca de quatro anos de namoro, os problemas externos foram pontos fortes para vários términos da relação. Para as duas, a palavra que resume o relacionamento é perseverança. Ana namorava a melhor amiga de Jéssica. A relação de amizade foi crescendo e os laços foram se estreitando. O fato de estudarem no mesmo colégio facilitou o envolvimento das duas. “A gente ficou no dia 27 e no dia 29 eu pedi ela em namoro”, relembrou Ana Cecília.

Por conta da descoberta do namoro pela família, Jéssica mudou de colégio, mas a relação não chegou ao fim. “Teve muita complicação. Chegou ao ponto de a gente não se falar mais nem por telefone, nem internet, nas férias. Eu nem sabia se eu ainda estava namorando e aí eu cometi um erro”, explicou Ana, se referindo a uma traição.

Com a volta as aulas e a estabilização do namoro das duas, após um tempo, Ana contou a verdade sobre a traição. “Ela terminou comigo e começou a se envolver com outra menina. Essa outra menina pediu para que ela deixasse de falar comigo”, lamentou Ana. “Eu fiquei muito mal e, com ela, eu sabia que era diferente”, ressalta.

Após oito meses separadas, Jéssica ligou para Ana para reatar o namoro. Neste dia 12 de junho, após muita ameaça externa, Ana e Jéssica consolidam a união. Elas estão se mudando para um novo lar: um apartamento em comum, no Centro da cidade. “É pequeno e temporário, mas é nosso! Meu sonho era dormir e acordar com ela”, desabafou Ana.

A aceitação

A luta para aceitação de um homossexual parece clichê, mas nem sempre é a mesma história. Para o casal Felipe e Rafael, a família estranhou, mas respeitou o relacionamento. Os pais de Felipe são evangélicos e não aceitaram quando o filho assumiu o homossexualidade aos 18 anos. “Perdi muita coisa por causa disso, minha carteira de habilitação, por exemplo. Meu pai também passou um tempo sem falar comigo”, conta Felipe.

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COMENTÁRIOS
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  1. Esses gays safados deviam era procurar tratamento, pois isso é uma doença.

    Esses gays safados deveriam era procurar tratamento, pois para mim eles são doentes.

    Reply
    1. Jean

      Que tal procurar um tratamento sério para esse seu problema de não conseguir viver em sociedade e de não respeitar as diferenças pessoais? Isso sim é considerado doença, mas para sua sorte é só se tratar com um bom psicólogo!

      Reply
      1. Cleudio

        Apoiado!!! Esses vagabundos que dizem que somos doentes, els que precisam de tratamento de choque eletrico de 100000 wats.

        Reply
    2. luana

      doente é vc, preconceituoso…..é melhor um homossexual passar é longe de vc pois vc é capaz de fazer até uma coisa….coisa feia

      Reply
  2. Esses gays safados deviam era procurar tratamento, pois isso é uma doença.

    Esses gays safados deveriam era procurar tratamento, pois para mim eles são doentes.

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    1. Jean

      Que tal procurar um tratamento sério para esse seu problema de não conseguir viver em sociedade e de não respeitar as diferenças pessoais? Isso sim é considerado doença, mas para sua sorte é só se tratar com um bom psicólogo!

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      1. Cleudio

        Apoiado!!! Esses vagabundos que dizem que somos doentes, els que precisam de tratamento de choque eletrico de 100000 wats.

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    2. luana

      doente é vc, preconceituoso…..é melhor um homossexual passar é longe de vc pois vc é capaz de fazer até uma coisa….coisa feia

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  3. Ariel

    Nossa..achei linda as 2 histórias…meus pais tbm são evangélicos.. embora eles caracterizam como “doença” eu creio que é doença da própria mente dessa pessoa que pensa isso..a pq isso foi Deus que quis que eu fosse assim…pois desde pequeno eu sentia algo diferente, nunca gostei de meninas, ou seja, nasci filho do demônio? Claro que não ! Nasci assim e pronto, eu costumo dizer que não precisam me aceitar, apenas quero que me respeitem e me trate como um ser normal, pois eu e meu namorado, nos sentimos chateados com a forma de como a sociedade enxerga ou finge enxergar assim ! O mundo nunca irá mudar com as pessoas pensando assim, reflitam, e pensem, se VOCÊ que vive criticando, cuidado, pois na sua própria familia, pode ter um(a) homossexual, só esperando a hora certa para dizer quem ele(a) realmente é, então, esteja preparado(a) para isso !

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  4. Ariel

    Nossa..achei linda as 2 histórias…meus pais tbm são evangélicos.. embora eles caracterizam como “doença” eu creio que é doença da própria mente dessa pessoa que pensa isso..a pq isso foi Deus que quis que eu fosse assim…pois desde pequeno eu sentia algo diferente, nunca gostei de meninas, ou seja, nasci filho do demônio? Claro que não ! Nasci assim e pronto, eu costumo dizer que não precisam me aceitar, apenas quero que me respeitem e me trate como um ser normal, pois eu e meu namorado, nos sentimos chateados com a forma de como a sociedade enxerga ou finge enxergar assim ! O mundo nunca irá mudar com as pessoas pensando assim, reflitam, e pensem, se VOCÊ que vive criticando, cuidado, pois na sua própria familia, pode ter um(a) homossexual, só esperando a hora certa para dizer quem ele(a) realmente é, então, esteja preparado(a) para isso !

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  5. André

    Concordo plenamente com o autor de “estes gays safados”. A homoafetividade é uma doença, como não tem cura é uma doença crônica, portanto, exijo já minha aposentadoria por invalidez.

    Reply
    1. Cleudio

      Lá no inferno tu consegue, já qu tu não é feliz entre pessoas de bem… Vai ser infeliz no inferno que lá é o lugar de gente doente e vagabundo que não tem o que fazer

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  6. André

    Concordo plenamente com o autor de “estes gays safados”. A homoafetividade é uma doença, como não tem cura é uma doença crônica, portanto, exijo já minha aposentadoria por invalidez.

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    1. Cleudio

      Lá no inferno tu consegue, já qu tu não é feliz entre pessoas de bem… Vai ser infeliz no inferno que lá é o lugar de gente doente e vagabundo que não tem o que fazer

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  7. Anderson

    Muito legal as histórias! Felicidades para vcs 🙂 tbm sou gay tenho 22 anos sou natural de João Pessoa e sou muito feliz ao lado de um cara que me adicionou no facebook a um ano atrás,o ruim e porque moro em Goiás e ele em São Paulo, mas todos os meses procuramos uma forma de se ver , mas já estamos buscando um meio para ficarmos mas próximos um do outro !

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  8. Anderson

    Muito legal as histórias! Felicidades para vcs 🙂 tbm sou gay tenho 22 anos sou natural de João Pessoa e sou muito feliz ao lado de um cara que me adicionou no facebook a um ano atrás,o ruim e porque moro em Goiás e ele em São Paulo, mas todos os meses procuramos uma forma de se ver , mas já estamos buscando um meio para ficarmos mas próximos um do outro !

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